Toda Mídia
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Protesto Protesto Protesto

Entrou setembro, com o Vox Populi apontando 50% para Lula e 25% para Geraldo Alckmin. O diretor Marcos Coimbra falou ao iG (inclusive áudio) sobre que "efeito" pode ter o novo horário eleitoral tucano, agora com maior menção aos escândalos:
 
_ Eu não sei se tem muito, não. A população vem recebendo essa informação já faz um ano e meio. Não acredito que, a esta altura, exista alguma coisa diferente para colocar na mesa. Foi uma sucessão tão espantosa de denúncias que a população ficou anestesiada para a questão. O eleitor está indo para a urna sob o efeito desses 18 meses em que prefeitos, governadores, senadores, deputados, juízes, todo mundo entrou na roda.
 
PS - Já o Ibope "mostra uma redução da distância entre Lula e Alckmin", informa o "Jornal Nacional". E "a redução ocorre após o tucano ter aumentado a freqüência de suas críticas ao petista", registra a Folha Online.
 
 
E neste sábado o horário eleitoral fecha a terceira semana, com nove programas presidenciais. Sobram outros onze, até dia 28, com um feriado no meio do caminho.
 
O You Tube já está repleto de "melhores momentos", a maioria para a Câmara, como Clodovil e a "passividade". Outros incluem "Peróba neles", "Sem preconceito, Salete deputado", "Maurício do Avestrus" etc.
 
Para quem gosta de dizer só-no-Brasil, no mesmo You Tube é sucesso um certo Giovanni Bivona, italiano (também aqui e aqui, no Yahoo Video):
 

Escrito por Nelson de Sá às 16h48

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Nego

 Do serviço de monitoramento de mídia da BBC Brasil, sob o enunciado "Fantasia total":
 
_ Após publicarem na quinta a notícia de que o presidente Lula teria feito afirmações desrespeitosas sobre o presidente da Argentina e sobre o Chile, vários jornais latino-americanos trazem nesta sexta a notícia de que o governo negou.

E do músico Wagner Tiso, sobre as críticas à sua postura diante dos escândalos, ontem em "O Globo" (requer cadastro), dizendo que a frase "escapou do contexto por erro meu e não dos repórteres":
 
_ Passei a impressão de repudiar a ética. Mas não é assim que penso e ajo... Eu repudiei, sim, a manipulação do discurso sobre a ética. Uma cortina de fumaça que oculta uma disputa implacável pelo poder... O Brasil precisa mesmo de um debate sobre a ética. Sério e fecundo. Mas, por favor, não a partir da manipulação cruel de uma frase minha.

Escrito por Nelson de Sá às 10h20

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A PF contra o PCC

É a manchete desta manhã no portal Terra, mas pouco ou nada nos demais. Nem no "Bom Dia Brasil", da Globo.

No Terra Magazine, desde as 8h, Bob Fernandes relatou que "uma centena de homens da Polícia Federal prenderam mais de 20 integrantes do PCC que se preparavam para um megaassalto a caixas-fortes, próximo ao cais de Porto Alegre". Alguns deles "participaram do assalto ao Banco Central em Fortaleza, a 5 de agosto de 2005" _e assim, "com a ação de agora, a PF prova a participação do PCC naquele assalto".

Uma segunda reportagem, desde as 10h, noticiou que "a PF prendeu, em ação coordenada em todo o país, mais de 40 suspeitos... Na ação que está sendo deflagrada neste momento, a partir de ordens judiciais, a polícia está seqüestrando fazendas, lojas, apartamentos, casas que estavam em nome de integrantes do PCC ou laranjas... e contas bancárias estão sendo bloqueadas".

Assim foi preso "Carlos Antônio da Silva, vulgo Balengo", que, "segundo informações vazadas pela polícia paulista, seria o líder do seqüestro dos jornalistas da Globo".

O noticiário ajuda a entender por que Aloizio Mercadante vem citando Paulo Lacerda (assinantes Folha e UOL), diretor da Polícia Federal, como uma das escolhas acertadas de Lula.

PS às 15h30 - Há pouco no telejornal "Hoje", da Globo, lá estava o ministro Márcio Thomaz Bastos dizendo que "Balengo ou DL", preso em Porto Alegre, é mesmo "um dos que comandaram o seqüestro da equipe da TV Globo". Bastos que participava, até outro dia, da propaganda de Aloizio Mercadante.

Abaixo, o túnel do "megaassalto", com o link para a cobertura da Globo, inclusive vídeo:

Escrito por Nelson de Sá às 09h26

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Bom dia

A coluna "Toda Mídia" está aqui (assinantes Folha e UOL). Abaixo, as primeiras páginas dos jornais "Folha de S.Paulo", "O Globo", "O Estado de S. Paulo" e "Valor Econômico" (clique nas imagens para ir aos sites). Outras capas pelo país, aqui, e pelo mundo, aqui.

 

     

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h05

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Sem festa

 Hoje é também Dia do Blog, informa Tiago Dória, e bem hoje vem "a notícia de que um blog brasileiro foi condenado em primeira instância por comentário postado por um usuário". Segundo Dória, "é o primeiro caso no Brasil".
 
O blogueiro que se assina Gravatai Merengue postou:
 
_ Estamos recorrendo. Aguardemos. Enquanto isso, recomendo a todos os blogueiros que retirem suas caixas de comentários. Não adianta deixar um avisinho do tipo “não nos responsabilizamos pelos comentários”. Eles são parte do blog; pelo menos é esse o entendimento de primeira instância. Um meio termo seria moderar.

Escrito por Nelson de Sá às 14h57

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As nuvens estão escuras

Os boatos vêm desde ontem, na rede, mas o Terra Magazine reporta agora que "Informes alertam polícia no aniversário do PCC" e reproduz, de um "experimentadíssimo cardeal da polícia paulista":
 
_ As nuvens estão escuras, há raios e toda aquela calmaria que precede uma grande tempestade, mas ninguém pode ter certeza se ela virá.
 
Na rádio Jovem Pan, o secretário-adjunto de Segurança "garantiu que a polícia está de prontidão 24 horas por dia". Na Folha Online, a Polícia Militar informa que suspendeu as folgas e triplicou o efetivo nas ruas.

Escrito por Nelson de Sá às 13h56

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HH e o crescimento pífio (de Lula)

Início da tarde e só Heloísa Helena questionou o "PIBinho". Dela, à Folha Online e ao Globo Online, "é um crescimento pífio, é o retrato da escolha de política econômica feita pelo governo".
 
No horário eleitoral, há pouco, "o Geraldo" falou sem parar em baixar imposto e mencionou acabar com a corrupção. No anexo de fundo vermelho, o programa citou José Dirceu, Waldomiro Diniz, Delúbio Soares, José Genoino, Sílvio Pereira, Luiz Gushiken e até Humberto Costa, "denunciados" ou "acusados". Talvez à noite.

Escrito por Nelson de Sá às 12h19

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Alckmin e o baixo crescimento (de FHC)

Anteontem, "a ausência de Aécio Neves, Tasso Jereissati e especialmente José Serra escandalizou o empresariado alckmista" no almoço para o candidato, relata Mônica Bergamo _acrescentando que a campanha petista "festejou a presença de FHC no 'JN' atacando Lula". FHC que foi, ele sim, ao almoço.
 
Já ontem à noite, relata "O Estado de S. Paulo", lá estava Serra no jantar dos artistas e intelectuais alckmistas. E FHC também, de novo.
 
No meio do caminho, à tarde, como noticiou o "Valor", Alckmin marcou distância do ex-presidente. No título, "Derrota em 2002 foi causada por baixo crescimento nos anos FHC, diz Alckmin".
 
 Daí por que sua propaganda só fala de Mário Covas, nada do ex-presidente.

Escrito por Nelson de Sá às 09h35

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É a economia, estúpido

A economia mal celebrou a queda dos juros em 0,5 ponto percentual, ontem à noite pelo Copom, e agora pela manhã, às 9h33 no Valor Online, veio a manchete "PIB cresce 0,5% no segundo trimestre, mostra IBGE".
 
Já sabedor do dado, o ministro da Fazenda falou à coluna "Mercado Aberto", de Guilherme Barros (assinantes Folha e UOL), que mantém a previsão de 4% para o ano, pois "neste segundo semestre a economia irá exibir taxas maiores e, com isso, compensar a desaceleração do trimestre". Argumentou com a queda nos juros.
 
E já listou razões para o baixo crescimento: menos dias úteis; a Copa em junho; o PCC em maio, afetando o comércio de São Paulo; a greve dos fiscais da Receita, comprometendo exportações etc.
 
De todo modo, apontou Barros, "o dado deverá ser usado pela oposição contra a candidatura do presidente Lula".

PS - As manchetes nos sites noticiosos, neste momento, final da manhã:
 
"PIBinho: economia do Brasil cresce 0,5% no 2º trimestre", no portal iG. "PIB cresce 0,5% no 2º trimestre; indústria recua", no UOL. "PIB cresce 0,5% no 2º trimestre e põe em risco meta de Lula", na Folha Online. E "PIB tem pior desempenho desde o 3o trimestre de 2005", na Reuters Brasil.
 
Já na manchete do site de campanha de Alckmin, "Governo Lula tem uma lista telefônica de corrupção, diz Geraldo".

Em tempo, "é a economia, estúpido" é uma frase cunhada por James Carville, marqueteiro de Bill Clinton em 1992 e que já assessorou campanhas no Brasil. Deriva do chamado princípio KISS, de origem desconhecida, acrônimo de "keep it simple, stupid" _ou mantenha a coisa simples, estúpido.

Escrito por Nelson de Sá às 09h10

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Bom dia

A coluna "Toda Mídia" está aqui (assinantes Folha e UOL). Abaixo, as primeiras páginas dos jornais "Folha de S.Paulo", "O Globo", "O Estado de S. Paulo" e "Valor Econômico" (clique nas imagens para ir aos sites). Outras capas pelo país, aqui, e pelo mundo, aqui

 

   

Escrito por Nelson de Sá às 07h38

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Demarcar as áreas petistas

 Aloizio Mercadante não se cansa de repetir nas entrevistas para a Globo (com vídeo), para "O Estado de S. Paulo" e, muito provavelmente, também na sabatina na Folha, daqui a pouco:
 
_ Juscelino Kubitschek dizia: o homem público não tem que ter compromisso com o erro.
 
Por erros, que descreve como "muito graves" e diz caber à Justiça definir "se são crimes", ele se refere a mensalão e outros. E o faz em resposta a perguntas sobre José Dirceu.

O problema para Mercadante e outros petistas é que, "com a provável reeleição, entra na agenda do PT a anistia de Dirceu", escreve Raymundo Costa no "Valor". Como a idéia, para passar no Congresso, "depende da correlação de forças que se estabelecer, o caminho em discussão é um projeto assinado por 1,26 milhão de eleitores, tarefa nada difícil para o PT". E "com esse respaldo seria difícil ao Congresso negar o perdão".
 
Como noticiou a rádio Jovem Pan, o blog de Zé Dirceu ecoou prontamente a coluna, afetando humildade e avisando que espera "ter o apoio da militância do PT".

Escrito por Nelson de Sá às 11h52

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Reforçadores de opinião

 Mais do debate sobre "a irrelevância da mídia", antes aqui e aqui. Zuenir Ventura, em "O Globo", escreve sobre o "enigma que ainda não encontrou resposta: por que, apesar da avalanche de denúncias, Lula continua na frente?":

_ Jornalistas e colunistas políticos mal disfarçam a frustração e um certo (re) sentimento de derrota. Quase como consolo, costuma-se atribuir o fenômeno aos "menos esclarecidos", os que não lêem jornais... Uma hipótese é que informação demais, como tudo, causa indigestão. A outra é que nós, jornalistas, se não somos irrelevantes, devemos pelo menos perder um pouco da soberba de achar que fazemos a cabeça dos outros. Nada mais impróprio do que nos chamarem de "formadores de opinião". No máximo, reforçadores. Os que nos procuram é para confirmar convicção, não para mudá-la. (requer cadastro)

Já o blog de Emir Sader, perguntando "a quem Lula derrota, caso se confirmem as pesquisas?", responde:
 
_ O efeito formador da opinião parecia arrasador, mas quando o circuito de opinião pública se alargou, com o início da campanha, a massa pobre desequilibrou. Pode-se dizer que Lula derrota a capacidade de formação de opinião por parte da grande mídia. Mas pode-se também dizer que derrota especialmente a elite tradicional. Suas políticas sociais são assistenciais, porém sua escala, nunca conhecida no Brasil, permite redistribuição de renda e de acesso a bens.. A eventual vitória –até no primeiro turno– se volta assim contra dois pilares do poder: o monopólio da palavra e o monopólio da riqueza.
 
PS - O blog de Josias de Souza, que lançou o debate, volta ao tema da "irrelevância" comentando o levantamento do Observatório Brasileiro de Mídia, que saiu, afinal.

Escrito por Nelson de Sá às 10h39

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Demarcar as áreas tucanas

FHC tanto pedalou, até nas páginas da "Playboy" (assinantes), que emplacou nas Globos _ontem no "Jornal Nacional" e hoje no "Bom Dia Brasil" (com vídeo em ambos).
 
E "deu o mote para a nova fase" de Alckmin, de ataque a Lula, como escreve o blog de Paulo Moreira Leite, perguntando "vai surtir efeito?".

Para além da reação às pesquisas, "botar fogo", na conclamação de FHC, é sua resposta ao "estado de desagregação do PSDB", na expressão de Fernando Rodrigues (assinantes Folha e UOL), ou à "Babel", na expressão de Renata Lo Prete (assinantes Folha e UOL), que detalha:
 
_ Com mais pesquisas na praça sem boas notícias para Alckmin, a campanha vai se transformando em um festival de cobranças e recriminações... Em São Paulo, onde a vantagem sobre Lula se estreitou, o círculo mais próximo de Alckmin resolveu ressuscitar a choradeira de que "falta empenho da campanha estadual".
 
É em São Paulo e Minas, onde "recebe apoio protocolar", segundo Rodrigues, que o tucano "decidiu concentrar a agenda", em reunião da campanha, ontem.

Do outro lado, o programa lulista foi lançado com ataques a FHC e o "processo de privatização que generalizou a corrupção" precisamente para "demarcar as áreas da oposição com que Lula pretende negociar", escreve Tereza Cruvinel em "O Globo" (requer cadastro), detalhando:
 
_ O ataque foi a FHC, a seu grupo no PSDB e ao PFL.
 
Eliane Cantanhêde, sob o título "Não é para somar, é para dividir", escreve que "é claro que petistas e tucanos estão conversando" e "é certo que estão finalmente cansados de uma guerra de denúncias em que todos saem perdendo". Mas:
 
_ O que não parece razoável é Lula e seu pessoal dizerem que Serra e Aécio, principalmente, já estão no papo.

Escrito por Nelson de Sá às 09h19

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Bom dia

A coluna "Toda Mídia" de hoje está aqui (assinantes Folha e UOL), com links. Abaixo, as primeiras páginas de "Folha de S.Paulo", "O Globo", "O Estado de S. Paulo" e "Valor Econômico".

 

   

Escrito por Nelson de Sá às 07h45

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Dia de pesquisa

Os portais UOL, Terra e iG iniciaram a tarde com manchetes para a pesquisa CNT/Sensus, "Lula amplia vantagem". Já foi parar no site da Reuters, "Lula aumenta liderança". A íntegra está aqui, em pdf. O iG programou bate-papo com Ricardo Guedes, do Sensus, para as 14h.
 
Em algumas horas, no "Jornal Nacional", nova pesquisa Datafolha.
 
Para registro, o campo da Sensus foi realizado entre terça 22 e sexta 25. O do Datafolha está sendo realizado somente hoje, dia 29.

Escrito por Nelson de Sá às 11h55

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Chico e a realidade

 Em breve nota de "O Estado de S. Paulo", intitulada "Chico Buarque diz que vota em Lula e defende colegas" (assinantes):
 
_ O compositor defendeu o músico Wagner Tiso, que disse não se importar com a ética do PT mas com o jogo do poder. "Também já falei bobagem, depois me arrependo." Para ele, a posição dos colegas não é a de descartar a ética, mas relatar como é a política no Brasil. "Essa é a realidade política."
 
O blog de Reinaldo Azevedo já saiu desqualificando de "gagá" para baixo.

Ferréz escreve em seu blog sobre o encontro com Lula, do qual participou.  

Escrito por Nelson de Sá às 09h56

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Pedala FHC

Em "O Globo", a coluna de Ancelmo Góis (requer cadastro) anota que FHC viajou no Rio "para se reunir com um grupo suprapartidário que apóia Alckmin", na casa do empresário Eduardo Eugênio. No título, "Pedala FH".
 
Na Folha, a coluna de Mônica Bergamo (assinantes Folha e UOL) diz que, "numa palestra num banco, Antônio Palocci afirmou que Lula, caso reeleito, deve, e vai, chamar o PSDB para uma aliança pela governabilidade":
 
_ Já FHC, em almoço na BM&F, foi questionado sobre a aliança num segundo mandato Lula e disse considerar "muito difícil". "Até hoje o Lula não me chamou nem para um café", disse.
 
E na coluna "Painel", de Renata Lo Prete (assinantes Folha e UOL), sob o título "Olha eu aqui":
 
_ Até agora distante das conversas entre governo e PSDB, FHC passou o fim de semana articulando sua entrada na discussão. Emissários do ex-presidente foram a campo ontem em Brasília. Diziam que FHC vê a sucessão praticamente definida.

Escrito por Nelson de Sá às 08h41

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Bom dia

A coluna "Toda Mídia" de hoje está aqui (assinantes Folha e UOL), com links. Abaixo, as primeiras páginas de "Folha de S.Paulo", "O Globo", "O Estado de S. Paulo" e "Valor Econômico". Outras capas do Brasil e do mundo aqui.

  

     

Escrito por Nelson de Sá às 07h41

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Equilíbrio

O blog de Marcelo Coelho se perguntou no final de semana sobre a "irrelevância da mídia". Por um lado, sim:
 
_ As denúncias pouco podem contra os benefícios concretos do Pró-Uni, da inflação baixa, do computador popular, do crédito facilitado... O eleitor não ignora os desvios e irregularidades. Entretanto, faz uma ponderação. Está cansado de ver corrupção em todos; por que não escolher o que fez o Bolsa-Família? Há outro fator: embora não duvide do mensalão, acredita ou quer acreditar na inocência de Lula. Nem a mídia nem as CPIs reuniram evidências suficientes contra o presidente.  
 
Por outro lado, não:
 
_ A mídia não foi irrelevante para tirar Zé Dirceu, Palocci, Gushiken e José Genoino de seus lugares. A mídia não pode tudo, mas alterou profundamente o papel do PT na administração. O governo Lula mudou, para melhor, na minha opinião, quando Zé Dirceu saiu. Lula se liberou do “comissariado petista”; talvez quisesse precisamente isto.
 
Em suma, "a mídia não pode tudo, mas entre irrelevância e onipotência ela está no seu lugar".

Ainda que à margem, o "comissariado" segue vivo.
 
Segundo a reportagem "PT propõe recadastramento de concessões de rádio e TV", de Fábio Zanini, um "texto em discussão na campanha petista" defende "medidas 'vigorosas' para regular e 'democratizar' os meios de comunicação". Entre outras, propõe regulamentar "os pontos necessários para o estabelecimento de um adequado equilíbrio e proporção entre os sistemas privado, público e estatal de radiodifusão".
 
Mas é ainda "preliminar e pode ser alterado antes de ser incluído no programa"  (assinantes Folha e UOL).
 
 
E depois do Iuperj também o Observatório de Mídia divulga seu Projeto 2006, para "acompanhar a maneira como os principais veículos irão cobrir" a campanha, semanalmente, buscando "identificar a observância ao critério de imparcialidade".
 
A página está aqui, mas os gráficos ainda não entraram.

Escrito por Nelson de Sá às 15h08

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Outras variáveis

Para além da TV e dos "erros estratégicos" de Alckmin, Maria Inês Nassif, editora de Opinião do "Valor", identificou duas "outras variáveis":
 
_ Dois programas foram fundamentais para desestabilizar as bases da política tradicional, que vive outra crise, das grandes. O Bolsa-Família claramente desintermediou o voto da população pobre, que antes passava pelo chefe local. [E com] o Ministério das Cidades a relação direta estabelecida com os prefeitos, para obras de saneamento, habitação, transporte, quebrou uma das lógicas mais importantes da política tradicional.
 
Daí a manchete no site da campanha de Lula, hoje, "Governo inovou na relação com municípios":
 
_ Desde o início da campanha, mais de 800 prefeitos participaram dos cinco atos em apoio à reeleição... Todo esse movimento culminará na divulgação de um manifesto suprapartidário em setembro.

Escrito por Nelson de Sá às 11h29

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Se não fizer besteira

Mais das pesquisas. Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, se pergunta se Lula "já ganhou?" (assinantes Folha e UOL), em referência a Clóvis Rossi. Cita dados "contundentes a reforçar o favoritismo", como "as taxas de rejeição nunca estiveram tão próximas" e "80% dos eleitores de Lula se dizem totalmente decididos". Mas lembra dois casos de reversão, após declarações desastrosas dos líderes, e arremata:
 
_ Se Geraldo Alckmin imprimir um tom de crítica, se Lula escorregar em alguma declaração pública, se peessedebistas bem avaliados se engajarem, o quadro pode mudar.
 
E Franklin Martins, no iG, comenta o Ibope e diz que, "já medindo o impacto das duas semanas iniciais, Lula foi amplamente vitorioso no primeiro round":
 
_ Dizem que os 45 dias do horário eleitoral podem ser divididos em três. Nas primeiras duas semanas, a audiência é razoável, o programa tem impacto. Já nas três seguintes, o acompanhamento cai, eles pouco influenciam. A temperatura só volta a elevar-se nos últimos 15 dias... Se Lula não fizer nenhuma grande besteira até meados de setembro, tende a entrar na reta final numa posição muito confortável.

Escrito por Nelson de Sá às 10h08

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Para quem quiser comprar

Antes mesmo da escalada de manchetes, o "Fantástico" bradou "escândalo!".
 
"Um candidato a governador vende, para quem quiser comprar, o espaço que tem na TV", começou a locução. Foi a desmoralização do horário "obrigatório". Para câmera oculta, o candidato do PSL em Goiás saiu dizendo que estava "fazendo isso por uma questão simples, partidos emergentes a gente compra, então, desculpa a expressão, mas é essa mesmo, eu sou o dono do partido lá".
 
E por seus "58 segundos e 76 milésimos para governador, 1 minuto e 4 segundos para deputado e 28 segundos para senador, total de 2 minutos e 32 segundos," ele cobrou R$ 1,3 milhão. Aqui, a transcrição da reportagem. Aqui, a reprodução grátis do vídeo:
 

Escrito por Nelson de Sá às 08h51

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Bom dia

A coluna "Toda Mídia" está aqui (assinantes Folha e UOL), com links. Abaixo, as primeiras páginas de Folha, "O Globo" e "O Estado de S. Paulo". Outras capas do Brasil e do mundo aqui (clique em "Map View" e escolha a região).

        

Escrito por Nelson de Sá às 07h48

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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