Toda Mídia
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Um mito da esquerda

Marcelo Coelho escreveu (assinantes Folha e UOL) logo depois das entrevistas de Lula, Geraldo Alckmin e HH ao "Jornal Nacional":

_ Para quem ainda associava a emissora ao escândalo Proconsult em 1982, ao abafamento das diretas-já em 1984 e à manipulação do debate em 1989, a mudança deste ano não poderia ser maior, no sentido da seriedade e isenção... Poder-se-ia dizer, em tom de blague, que caiu mais um mito da esquerda: o do papel alienante do jornalismo global.

Discorde ou não _eu discordo_ o internauta pode checar o mito em versão de 1993, no documentário do britânico Channel 4, censurado no Brasil, com Chico Buarque, Leonel Brizola, Armando Falcão e outros. Nem FHC nem Lula haviam chegado à Presidência da República, ainda.

Abaixo ou aqui, "Beyond Citizen Kane" no Google Video, com 1h33min (!). E aqui no Yahoo Video, em versão editada demais, com 11min.

PS - Por sugestão de um leitor, deixo como exemplo dos (muitos) motivos para discordar sobre a isenção global os seis ou mais anos em que a "facção criminosa" cresceu sem que a emissora carioca se dispusesse a enxergar o que acontecia. Foi assim até o ataque imediatamente anterior ao seqüestro do jornalista pelo PCC _e segue assim, em parte. Ressalte-se que faltou e segue faltando o chamado checks-and-balance não só da parte da Globo, mas do Ministério Público, da Justiça, da Assembléia etc.

Escrito por Nelson de Sá às 12h24

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Vamos torrar dinheiro

Do blog de Fernando Rodrigues, no UOL, em aparente comentário à onipresença de mídia do economista tucano José Roberto Afonso:
_ Os jornais estão infestados com notas e reportagens sobre o aumento de 10% nos gastos públicos... Os gastos no primeiro semestre de 98, quando o governo tinha se comprometido com um aperto fiscal, subiram nada menos que 20%. FHC com seu ministro da Fazenda: "Pedro, estou cansado de jogar na retranca. Vamos transigir". Em bom português, vamos torrar dinheiro. Assim foi.
Em suma, no título do post, "Lula e FHC, o roto e o rasgado nos gastos".

Escrito por Nelson de Sá às 11h22

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Voltar à cena, de FHC a Juliana Paes

É assunto de blogs desde ontem, mas foi praticamente abandonado pelas colunas de hoje, onde segue reinando, entre os tucanos, José Roberto Afonso. É o "importantíssimo mea-culpa" de FHC (se é que as culpas citadas são mesmo dele), que estimulou "mil teses" pela blogosfera.
 
Algumas delas: ele "passa a borracha nesta campanha e tenta assumir o leme do PSDB pós-campanha", diz Ricardo Noblat; ele produz mais "uma peróla do fernandismo: envolve Walfrido Mares Guia e o vice Clésio Andrade e coloca sob suspeita o próprio Aécio e sua eleição em 2002", diz José Dirceu; ele "já admite a derrota de Alckmin e pensa no futuro", ou, ainda, "fora dos mecanismos de decisão do tucanato, cria um fato político para voltar à cena", diz Reinaldo Azevedo. E diz o blog de Luis Nassif:
 
_ Por que o desespero? A partir de janeiro o quadro político muda. Em cenário de paz, o espaço político é ocupado pelos governantes estaduais e federais. Na guerra, é transferido para a mídia e o Congresso. Como comandante da guerra, FHC tem espaço assegurado em parte da mídia, junto aos carbonários do Senado e a uma parcela da elite paulista...
A grande incógnita neste jogo é como se comportará José Serra.

Outras "mil teses", neste feriado prolongado e sem notícia, são erguidas sobre um pequeno fenômeno de internet. Bob Fernandes, hoje no Terra, sob o título "Juliana Paes sem calcinha: os caminhos da notícia":
 
_ A foto provocou furor visual. Primeiríssimo lugar. Audiência de milhões. De muitos e muitos... Interessa entender as razões de tão frenético voyeurismo. Para começar, à exceção daquele, digamos, detalhe, Juliana Paes estava vestida, ao contrário das mulheres inteiramente nuas em milhares de capas, outdoors e galhardetes em cada esquina do Brasil. O não-intencional, o não-revelado mas sim descoberto, talvez seja uma das chaves... Juliana é global. Arranca gemidos nas novelas das oito... Juliana é morena. Como morena é, ao menos era, aquela Lílian, a Ramos, que engabelou Itamar e deixou o país boquiaberto, olhos escancarados, na mesma Sapucaí onde Juliana é sapeca.
 
Em tempo, o fotógrafo relata que foi a atriz que, atração de uma "feira de beleza" do ExpoCenter Norte, "subiu ao palco, disse oi gente" às câmeras "e, saltitante, iniciou seu rodopio". Seu assistente, depois, garantiu que "intencional não foi, o vestido era pesado" e ela "nem sabe como subiu".

Escrito por Nelson de Sá às 10h17

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Bom dia

A coluna "Toda Mídia" está aqui (assinantes Folha e UOL), com links. Abaixo, as primeiras páginas dos principais jornais do país (clique nas imagens para ir aos sites). Outras capas pelo mundo, aqui.

   

  

Escrito por Nelson de Sá às 07h59

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Ms. de Moraes

Heloísa Helena, em queda há três semanas no Datafolha, conseguiu um aliado de última hora: Larry Rohter.
 
O correspondente do "New York Times" no Rio viajou até São Joaquim do Monte, em Pernambuco, com direito a mapa, para apostar no título que a "ex-aliada pode estragar a disputa para o presidente".
 
No perfil, Rohter evita informar que ela é professora universitária e votou contra a reforma da Previdência. Desenha uma biografia de pobreza, conservadorismo religioso e socialismo cristão _chegando a descrever a candidata como parte da "longa tradição de profetas místicos do interior do país, levantando a bandeira milenar de um reino de liberdade, justiça e abundância".
 
Nem Heloísa nem HH, o correspondente se refere à candidata como Ms. de Moraes (de Heloísa Helena Lima de Moraes).

Escrito por Nelson de Sá às 11h35

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Brasil, Brasil...

De Ancelmo Góis em "O Globo" (cadastro), sob o título "Visões", num comentário à nova blitz de entrevistas para lançamento de CD (ver as quatro primeiras páginas, mais abaixo):
_ Caetano em 2002, sobre Fernando Henrique: "Teremos muitas saudades dele no futuro". Caetano ontem, quatro anos depois: "O mandato de Lula foi medíocre como o de Fernando Henrique". Brasil, Brasil...
A novidade desta blitz é que, em alguns sites, a entrevista já vem com link para a compra do produto.

Escrito por Nelson de Sá às 10h45

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Google e a soberania nacional

Nada de novo na frente de batalha entre a Google e o Brasil. A gigante quer que o país se dobre às leis americanas, nas solicitações de dados sobre criminosos no Orkut, e o juiz federal José Lunardelli afirma que é desrespeito à soberania nacional.
 
Apesar do jogo de cena, como se vê hoje no News.com, avanço nenhum. Até pelo contrário, a Google já trata os juízes federais que aceitam as leis americanas como "relevantes"; os que não aceitam seriam, supõe-se, irrelevantes.
 
E o jogo prossegue neste 7 de Setembro, como se pode ver na home page do serviço de busca, abaixo.
 

Escrito por Nelson de Sá às 09h54

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A classe dominante do Brasil

Desabafo de Janio de Freitas, no 7 de Setembro:
_ O que mais estarrece é que as eminências do PSDB se estarreçam com a capacidade do seu correligionário Geraldo de não se mover.... O PSDB, com sua candidatura e com a campanha desastrada que faz, presta um serviço informativo. É um concentrado paulista de sociólogos, economistas, advogados, a Universidade de São Paulo e o Mackenzie no varejo e a granel, o partido que tem, autenticamente, a fisionomia da classe dominante (paulista mas, por isso mesmo, a classe dominante no Brasil). E tudo o que sai dessa representação política, quando se trata de nada menos do que escolher o dirigente do país, está na mediocridade de sua campanha medíocre e na pesquisa do seu percentual fracassado.

Escrito por Nelson de Sá às 09h19

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Lula, o PT, o PMDB e, se precisar, o MST

Lula se negou a falar na Folha, que publica hoje as perguntas.
 
Não foi a "O Estado de S. Paulo", mas respondeu por e-mail. É a manchete do site, sob o título "Vamos governar o país com o PT, o PMDB e fazer acordos pontuais". Passagens:
_ Se eu for reeleito, o papel do PT será o de liderar uma coalizão e ampliar o diálogo, sempre sustentado em um programa de governo. Ao mesmo tempo, o PT deve afirmar suas posições com autonomia no interior dessa coalizão. Buscaremos uma estruturação do governo em torno de partidos que assumam responsabilidades claras perante a sociedade. É importante que os partidos da base aliada sintam que suas propostas serão contempladas na execução das políticas públicas, cuja formulação não deve ficar restrita a este ou aquele grupo de determinado partido.
 
_ Se reeleito, vou assumir pessoalmente a construção das alianças que o governo tem de fazer para garantir uma base de sustentação no Congresso e levar adiante os projetos necessários para continuar mudando o Brasil. Vou conversar com os aliados, com o PMDB, com outros partidos e com os governadores. É assim que vamos construir as condições políticas para dar ao país a tranqüilidade de que ele necessita. Além disso, o país precisa urgentemente de uma reforma política, que fortaleça os partidos e a identidade entre o voto do eleitor e um projeto nacional.
 
_ As relações do nosso governo com o MST e com todos os movimentos sociais e organizações da sociedade civil são boas, e podem melhorar ainda mais. Elas são sustentadas pelo diálogo constante e por negociações em que os interlocutores se respeitam, mesmo quando debatem questões divergentes. Felizmente, passou o tempo no Brasil em que as organizações sociais eram tratadas como inimigas e o Estado não lhes oferecia um diálogo democrático.

Escrito por Nelson de Sá às 08h34

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Bom dia

A coluna "Toda Mídia" de hoje está aqui (assinantes Folha e UOL), com links. Abaixo, as primeiras páginas dos jornais "Folha de S.Paulo", "O Globo", "O Estado de S. Paulo" e "Jornal do Brasil" (clique nas reproduções para o link). O "Valor Econômico" não é publicado no feriado. Outras capas pelo mundo, aqui.

 

  

Escrito por Nelson de Sá às 07h52

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Partidos engolidos

Foi um editorial do "Valor" que apontou pela primeira vez, sete meses atrás, a reversão do efeito "pedra no lago" _como se chamam as ondas de intenção de voto que nascem (ou nasciam) dos formadores de opinião e chegam (ou chegavam) aos mais pobres, do Sudeste para o Nordeste.

O oráculo do jornal econômico se debruça agora sobre a "crise partidária", exemplificando com os dois sobreviventes "meio orgânicos":
 
_ O PT sob fogo amigo: vêm do Planalto os "balões de ensaio" sobre sua desintegração e incorporação em uma legenda de cunho "social-democrata", com portas abertas para PMDB e PSDB. Seria um atenuante para as dificuldades de formação da base, mas um tiro de misericórdia naquele que foi, um dia, o único partido orgânico que o país já teve... O PFL ensaia romper com o papel de linha auxiliar do PSDB e achar seu rumo. É fator de desestabilização nas hostes oposicionistas e, mais para o futuro, na viabilização de um candidato...
 
Como se não fosse desestabilização bastante, "os pequenos partidos vão ser engolidos" pela cláusula de barreira:
 
_ Os pequenos de direita têm mantido, desde sempre, o papel auxiliares do Executivo, seja de que partido for. É um apoio caro, mas que não vai estar disponível daqui para a frente. Os pequenos de esquerda, que têm se submetido à hegemonia petista ou sido contraponto a ela, dificilmente conseguirão manter a cabeça fora d'água.
 
Em suma, "as perspectivas são ruins para oposição e governo", mas, olhando para o copo meio cheio, "é quando os fatos pesam desfavoravelmente sobre todas as partes que se tem um ambiente que impulsiona mudanças". Obrigatoriamente.

Escrito por Nelson de Sá às 14h24

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Cerimônias e festas

No monitoramento de mídia da BBC Brasil, o destaque do dia é o espanhol "El Mundo", concorrente conservador do "El País", dizendo que o "apoio do candomblé ajuda Lula".
 
É um despacho de Salvador sobre "cerimônias e festas dos descendentes de africanos no Nordeste em apoio ao presidente e candidato" (assinantes).

Escrito por Nelson de Sá às 10h59

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Tratar da vida

No verbo da manchete da Folha, "Lula consolida vantagem no 1º turno".
E no texto, "contando só os válidos, oscilou para 57%, novo recorde".
 
De bate-pronto, ontem à noite, o blog de Ricardo Noblat saiu dizendo, "eu, se fosse Alckmin, apostaria o resto desta campanha em SP: tentaria assim tornar menos acachapante a derrota e me credenciar para suceder Serra". Já Kennedy Alencar, sob o título "E agora, Geraldo?", registrou que, "no roteiro de Luiz González, marqueteiro de Alckmin, está prevista nova subida de tom ainda nesta semana".

Mas antes mesmo da pesquisa, na sabatina em que "o único tucano de expressão nacional a acompanhá-lo foi o vereador José Aníbal", Alckmin já dizia que "o Brasil, vamos a falar a verdade, não tem partidos dignos desse nome" (assinantes Folha e UOL). Nem o PSDB.
 
Com o partido nas mãos de Serra e Aécio, Alckmin não está sozinho no lamento. Jorge Bornhausen, do PFL, segunda (assinantes):
Eu acredito que o PSDB também será oposição, mas em situação mais difícil, em razão das prováveis vitórias em São Paulo e Minas.
 
Por que isso dificulta?
Porque os governadores querem ter bom relacionamento com o governo federal. E, no caso dos dois, por serem potenciais candidatos a presidente, querem que o partido fique mais contido.
 
Nesses dois Estados, o cargo de vice já não é do PFL. Pode ser mais uma razão de afastamento?
Eu entendo que a nova composição partidária, com menos partidos, será um fator inibidor de coligações. Os partidos que não disputarem as eleições majoritárias a tendência é caírem e, amanhã, não alcançarem a cláusula de desempenho. Cada um vai ter de tratar da sua vida.
PFL e PSDB também.

Escrito por Nelson de Sá às 09h55

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Escatologia

Da coluna de Mônica Bergamo (assinantes Folha e UOL), hoje:
José Cruz - fev.2000
 Para se defender da suspeita de ter votado pela absolvição de Luiz Estevão em 2000, Heloísa Helena afirmou, na segunda: "Disseram que eu dormia com o cara... Não durmo com homem rico e ordinário. Eu vomito em cima". A coluna conversou com o ex-senador.
 
A senadora alguma vez "vomitou" no senhor?
Você quer uma respostinha bem curtinha e legal? Se ela teve alguma ânsia de vômito comigo, ela engoliu.
 
E os boatos, revelados por ela, de que vocês namoraram?
Não namoramos. De jeito nenhum. Ela tem que ter raiva das pessoas que divulgaram essa sacanagem no Senado. Eu nunca fiz isso. Pelo contrário. Sempre tive um relacionamento maravilhoso com ela. Muito bom mesmo. Ela é uma pessoa alegre, divertida. Não tenho queixa. Pelo contrário. Me comovi muito com o fato de ela ter chorado bastante no meu discurso de despedida no Senado.
 
Ela foi fotografada chorando?
Era uma sessão secreta, não existem fotos nem imagens. Mas ela chorava como criança. Chorava muito. Muito mesmo. Tem que perguntar a ela por que chorou tanto. Por um ano e meio, fui colega da Heloísa Helena e ela jamais ocupou a tribuna ou fez qualquer aparte para fazer qualquer comentário negativo a meu respeito. Nos dávamos maravilhosamente bem. Todos os senadores sabem disso.

Escrito por Nelson de Sá às 08h41

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Bom dia

A coluna "Toda Mídia" está aqui (assinantes Folha e UOL), com links. Abaixo, as primeiras páginas dos principais jornais do país (clique nas imagens para ir aos sites). Outras capas pelo mundo, aqui.

 

   

Escrito por Nelson de Sá às 07h47

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Duplamente vítimas

Entrou pela manhã na BBC Brasil, apareceu depois no jornal "Hoje" e está agora em todas as páginas iniciais de notícias.

A Anistia Internacional postou vídeo e divulgou carta aberta chamando a atenção dos presidenciáveis para a violência. Na gravação, após surgir em imagens ao lado de Lula e Geraldo Alckmin, a secretária-geral relata visitas ao morro do Borel, no Rio, e a Sapopemba, periferia de São Paulo:

_ O que eu vi foram comunidades que vivem com medo, que são marginalizadas e estigmatizadas. Comunidades duplamente vitimadas: vítimas do próprio crime e da brutalidade policial.

Escrito por Nelson de Sá às 14h09

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Ainda há tempo!

O dia abriu com os blogs de Fernando Rodrigues e Josias de Souza mencionando, sem maior destaque ou expectativa, a nova pesquisa Datafolha, à noite no "Jornal Nacional". Pergunta o primeiro, "mais do mesmo?". Relata o segundo, "o que se diz em Brasília é que, se Alckmin não tiver roubado meia dúzia de votos de Lula, melhor esquecer".
 
Sob o título "Alckmin tem de tomar votos de Lula", Franklin Martins posta que "está chegando a hora da verdade" para o tucano. "Ele tem dez dias, no máximo, para derrubar significativamente a diferença. Caso contrário, o clima se cristalizará de forma irreversível. Esta é a avaliação de praticamente todos os políticos e marqueteiros com quem conversei."
 
De sua parte, para o ex-blog de Cesar Maia, por e-mail, "ainda há tempo!".

Mas neste meio-dia, em destaque na home do Globo Online e outras, um despacho da Reuters praticamente anuncia que começou a campanha de 2010. Ouve analistas políticos como David Fleischer, da UnB, e Fábio Wanderley Reis, da UFMG, e peemedebistas como Jarbas Vasconcelos. Alguns trechos:
 
_ As negociações que Lula vem mantendo com Aécio podem levar a uma reestruturação. Dificilmente Aécio teria maioria no PSDB para sair candidato. Com a derrota de Alckmin, começa uma disputa surda entre Serra e Aécio para 2010... O "lulismo" pode render votos a quem tiver o apoio. O PSDB sabe disso, tanto que FHC vem ressaltando a importância da união de Minas e SP para o futuro... Lula, já bastante afastado do PT, pode capitalizar o ressentimento de tucanos e petistas com o PSDB e o PT de SP e criar nova legenda, reunindo também peemedebistas próximos a ele. Isso daria o apoio de que precisa e, a Aécio, uma legenda forte para 2010, uma vez que PT e PMDB não têm candidato natural.

Escrito por Nelson de Sá às 11h24

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Liberdade, Liberdade

Sob o título "Vídeo culpa governo Aécio por demissão de jornalistas" (assinantes Folha e UOL), a Folha noticia que o vídeo, um projeto de fim de curso na UFMG, ouviu um ex-diretor da Globo e outros que "relacionam suas demissões com a veiculação de informações que teriam desagradado o governo de Minas". A campanha de reeleição de Aécio Neves já produziu, em resposta, um vídeo ouvindo alguns dos mesmos jornalistas, dizendo que não.
 
Os vídeos valem mais do que "a guerra de versões". Aqui e aqui, em duas partes no You Tube, "Liberdade, Essa Palavra", do projeto de fim de curso. Abaixo, no Google Video, na íntegra:

Abaixo ou aqui, no You Tube, a primeira parte de "Liberdade de Imprensa em Minas", da campanha de reeleição; aqui, a segunda parte.

Escrito por Nelson de Sá às 10h16

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Alckmin e o imposto cada vez maior

O candidato tucano abriu o dia, no rádio, repetindo que Lula "é o presidente do imposto cada vez maior", enquanto ele, Geraldo Alckmin, será "o presidente do imposto cada vez menor". E mais, "os brasileiros nunca pagaram tantos impostos".
 
Na manchete do "Valor", o outro lado, "Estados seguem União e elevam carga tributária". Ou seja, "não foi apenas o governo federal que aumentou a cobrança de impostos no ano passado: os Estados seguiram a mesma trilha, embora com menor ímpeto," e aumentaram a carga tributária dos governos estaduais de 9,36% do PIB, em 2004, para 9,62%, em 2005.
 
Em São Paulo, "importações e vendas do comércio foram os fatores que mais influenciaram para o aumento real de 4,1% na arrecadação do ICMS". Quanto ao discurso de campanha, "Alíquota cai, mas carga fiscal sobe".

Escrito por Nelson de Sá às 08h34

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Bom dia

Hoje, excepcionalmente, não foi publicada a coluna "Toda Mídia". Abaixo, as primeiras páginas dos jornais "Folha de S.Paulo", "O Globo", "O Estado de S. Paulo" e "Valor Econômico" (clique nas imagens para ir aos sites). Outras capas pelo mundo, aqui.

 

    

Escrito por Nelson de Sá às 08h01

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O que quer a Google?

Enquanto a Google Brasil recorria contra a decisão judicial que deu duas semanas para entregar dados do Orkut solicitados pelo Ministério Público, nos EUA a Google Inc. anunciava com fanfarra, no "Washington Post", que aceitou a ordem e vai passar todas as informações.
 
Afinal, "eles [os brasileiros] não estão pedindo bilhões de páginas", segundo a Google Inc. Já aqui, no recurso, "a decisão é ineficaz, pois o assunto em referência é o Orkut, sobre o qual a Google Brasil não tem qualquer ingerência".
 
Ao que parece, a coisa segue como antes, com as Googles em queda-de-braço com o Ministério Público para que este solicite os dados nos EUA, sob legislação americana. O que não impede integrantes da Electronic Frontier Foundation e do Electronic Privacy Information Center de questionarem o anúncio de liberação dos dados, alegando desrespeito à liberdade de expressão etc. E outros, como o blog Search Engine Journal, de elogiarem a decisão anunciada, dizendo que é o "caminho responsável" para "combater o tráfico de crianças e os crimes contra crianças no Brasil".
 
Vale recordar que o juiz José Lunardelli tomou a decisão alegando, precisamente, "profundo desrespeito pela soberania nacional", da parte da Google (assinantes).
 

Escrito por Nelson de Sá às 11h29

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"Forbidden"

Se o internauta acessar alcinea.zip.net neste momento, vai encontrar a mensagem "Forbidden", proibido, por decisão da Justiça Eleitoral. Mas não é tão fácil tirar um blog do ar e, como registrou Tiago Dória, "a blogueira já mudou seu diário para um servidor no exterior", aqui, para quem quiser.
 
O caso ganha ares de movimento há dias, "Blogs fazem campanha 'xô Sarney'", e foi parar no exterior, no Global Voices, site voltado a "desenvolver ferramentas, instituições e relações que ajudem que todas as vozes, em todos os lugares, sejam ouvidas". Abaixo, a reprodução com link, sob o título "Eleição e dialética da censura na blogosfera brasileira":
 

Escrito por Nelson de Sá às 10h22

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Sem sentido

Em tempos de apatia e miséria eleitoral, as Cobras de Luis Fernando Verissimo, hoje no Terra Magazine:

Escrito por Nelson de Sá às 09h26

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Rifado

Com entrevista de Arnaldo Jabor, "artigo" de Reinaldo Azevedo e coluna de Diogo Mainardi, era mais uma edição de tantas de "Veja" (assinantes). Até passar a espuma e chegar à Carta ao Leitor:
 
_ É alentador ouvir o que disse Lula, favorito à reeleição. Ganham o Brasil e Lula se o favorito usar seus próprios pronunciamentos como diretriz. Tome-se a avaliação do que já foi feito e ainda se está por fazer na economia. Lula sabe onde o país acertou e reafirma a intenção de mantê-lo no rumo. Dá sua chancela à política com foco no controle inflacionário que herdou e aprofundou. "Nada pior do que a inflação para abortar o crescimento e empobrecer a população. O meu compromisso com a inflação baixa é definitivo"... Lula vai direto ao ponto, colocando-se na defesa da democracia e de seus instrumentos clássicos: "Meu compromisso com a liberdade e com a democracia é sagrado. Sou comprometido com a liberdade em todas as suas dimensões essenciais. Em particular, com a liberdade de imprensa".

De Márcio Chaer, no blog Consultor Jurídico, sob o título "Imprensa absorve vantagem de Lula":
 
_ O noticiário do fim de semana —jornais e revistas— reflete que ninguém mais acredita na possibilidade de reação de Alckmin. Por mais que jornalistas experientes saibam que vitória só depois da contagem de votos, Lula já posa nos editoriais e reportagens como reeleito.
 
E de Fernando de Barros e Silva, na coluna São Paulo (assinantes Folha e UOL):
 
_ Geraldo Alckmin passou a ser rifado à luz do dia _na mídia, nos Estados, por prefeitos aliados, por empresários... Vale a lei do pragmatismo. Como não há projetos antagônicos em disputa nem, tampouco, a sensação de que algo substantivo mudará, cada qual trata de cuidar da sua vida. Prevalecem os projetos pessoais. A começar pelo interesse comum dos (até agora) três grandes vitoriosos desta eleição: Lula, Serra e Aécio... O eleitor parece ter mais o que fazer e dá de ombros. Feitas as contas, a eleição é pobre, mas o debate em torno dela é mais miserável. 

Escrito por Nelson de Sá às 08h25

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Bom dia

A coluna "Toda Mídia" está aqui (assinantes Folha e UOL). Abaixo, as primeiras páginas dos jornais "Folha de S.Paulo", "O Globo", "O Estado de S. Paulo" e "Valor Econômico" (clique nas imagens para ir aos sites). Outras capas pelo mundo, aqui.

 

    

Escrito por Nelson de Sá às 07h53

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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