Toda Mídia
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Nos bares, cafés, lares, pés-sujos...

Na manchete da Folha Online, neste meio da tarde, "Justiça quebra sigilo de coronel assassinado e mais 7". E aceita o pedido do Ministério
Público de SP para que a investigação corra "em segredo de Justiça, o que impede a divulgação" na mídia por dois meses.

Não importa. O coronel Ubiratan Guimarães já foi parar na "Economist",
a melhor revista do mundo. Sob o título "Crime de paixão" ou passional (assinantes), a crônica abre dizendo:
_ Qualquer que seja a verdade por trás do assassinato, foi crime de paixão. Coronel Ubiratan, que em 92 acabou com a rebelião no Carandiru de forma tão selvagem que 111 presos morreram, era alvo de ameaças de morte freqüentes e nunca saía desarmado.
Após relatar como o Tribunal de Justiça de SP "derrubou a condenação dizendo que o juiz não havia interpretado corretamente o veredito dos jurados (o que vários deles negaram)", a revista aborda as hipóteses do PCC, das namoradas e encerra:
_ Entre as paixões mais improváveis que inspirou estava o amor. 
 
E o coronel foi parar também no blog de Xico Sá no iG, num folhetim que o pioneiro Júlio Hungria, do Blue Bus, recomenda, "não perca". É "obra aberta" às ruas e aos internautas, que começa mais ou menos assim:
_ Nos bares, cafés, lares, pés-sujos, restaurantes e filas e mais filas de São Paulo… um fantástico folhetim de mistério sobre
"o monstro do Carandiru" é construído de boca em boca. Falta um diário mais popular, popularesco que seja, nesta hora, para carregar nas tintas da imaginação. Na ausência, o romance "noir" paulistano fica por conta das ruas mesmo. Quem matou o coronel Ubiratan Guimarães, o candidato 14.111 que pregava a violência explícita como a mais eficiente maneira de resolver os problemas entre os homens? No folhetim das ruas, a imaginação é condor e voa, lindamente irresponsável, fazendo sombras dignas das histórias do escritor G. K. Chesterton sobre Anhangabaús, Tamanduateís e Ibirapueras. A mais delirante das versões dá conta de uma autoria das mais improváveis: o austero e testosterônico coronel teria sido assassinado por um...

Escrito por Nelson de Sá às 14h56

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De volta, "a intervenção do Estado"

O blog de José Dirceu destaca, dez dias depois, uma passagem da entrevista com o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, postada no próprio blog no dia 4 e ecoada então na blogosfera petista. O trecho:
_ Uma das medidas indispensáveis, considerando que a imprensa hoje tem que estar associada, de uma forma ou de outra, às outras formas e veículos, como a televisão, é o governo ter um projeto de investimento, não necessariamente para empresas dele, mas para a garantia de funcionamento do mercado. Assim como exigem que o Estado intervenha na área bancária para garantir a competição, é preciso que exista a intervenção do Estado tanto regulatoriamente quanto do ponto de vista do financiamento, para garantir o capitalismo na área das comunicações.
O blog de Reinaldo Azevedo e outros já responderam.
 
Obs.: José Dirceu (a exemplo de outros blogueiros, como Ricardo Noblat) bem que poderia esclarecer de uma vez quem escreve o que, em seu blog. De alguns dias para cá, o tom das notas lembra, por demais, um colaborador recente da Agência Carta Maior. Como escreveram certa vez, "é necessário assumir a responsabilidade do que é dito e feito".

Escrito por Nelson de Sá às 10h25

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E nada muda

Saiu a tal pesquisa Ibope e, na manchete do Terra neste momento, 10h40, "Lula mantém vantagem e venceria no primeiro turno". Ele tem 50%, Alckmin tem 29%, HH tem 9%.
 
Nas manchetes do UOL e do iG, no mesmo instante, a provável explicação. Do primeiro, "Renda real do brasileiro sobe 4,6% de 2004 a 2005". Do segundo, "Rendimento real sobe em 2005 pela primeira vez desde 1996".

Escrito por Nelson de Sá às 09h40

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Um pouco tarde

A nova pesquisa Ibope está para sair, registra o blog de Fernando Rodrigues no UOL, observando que Geraldo Alckmin "tem melhorado as suas propagandas de TV, mas ainda fica a impressão de que o acerto, para o tucano, veio um pouco tarde demais".
 
O blog de Luís Costa Pinto, Quid Novi, arrisca que não. E cita a suposta avaliação de um ministro, "depois de analisar as pesquisas telefônicas realizadas a pedido da equipe de marketing do PT", para quem "o segundo turno está mais próximo de ocorrer hoje que em qualquer outro momento". Em post anterior do blogueiro, "mais que a imagem de permissividade, o que tem colado no presidente são as acusações de incompetência".

Desejo ou realidade, Kennedy Alencar escreve na Folha Online que "a cúpula da campanha de Alckmin mantém a esperança de levar a disputa para a segunda rodada", avaliando que "uma abstenção de 20% prejudicaria mais Lula".
 
Daí concentrar-se nos "eleitores mais ricos e mais escolarizados". E daí por que a campanha petista estaria falando em trabalhar a "motivação dos eleitores para comparecer", no Nordeste. Como nos EUA, "get out the vote", tirar o voto de casa.

Escrito por Nelson de Sá às 09h07

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Bom dia

A coluna "Toda Mídia" de hoje está aqui (assinantes Folha e UOL), com links. Abaixo, as primeiras páginas dos principais jornais (clique nas imagens para ir aos sites). Outras capas do Brasil e do mundo, aqui.

  

    

Escrito por Nelson de Sá às 07h40

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Para todos os gostos

Renata Lo Prete avisou, no feriado, que "vai se desfazendo a idéia de que o PT encolheria substancialmente na Câmara" (assinantes Folha e UOL):
 
_ No auge da crise, não era raro encontrar, na oposição mas também no governo, quem projetasse a bancada na casa dos 50 deputados...
Hoje, pesquisas para consumo interno de diferentes partidos, associadas ao olhar experiente de quem toca a eleição nos Estados, desenham
um cenário em que o PT chega perto de repetir sua atual representação.
 
O PT tem 81 dos 513 deputados. A Reuters confirma a tendência, agora, com a revisão das projeções para o PT feitas pela consultoria Arko Advice e pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Mas o mais curioso é o "samba do crioulo doido" das quatro fontes da agência, como se pode ver abaixo, nas projeções para a Câmara:
 
Arko
PMDB - 85 a 100
PT  - 70 a 80
PFL - 65 a 80
PSDB - 65 a 80
 
Diap
PMDB - 80 a 95
PFL - 75 a 90
PSDB - 70 a 85
PT  - 70 a 80
 
Iuperj
PT - até 102 ou 108 (se houver segundo turno ou não)
PSDB - até 82 ou 78
PFL - 61
PMDB - 56

David Fleischer (UnB)
PMDB - 90 a 95
PFL - 80 a 85
PSDB - 70 a 75
PT - 50 a 55

Escrito por Nelson de Sá às 13h01

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Foi-se o tempo

Não está somente nos candidatos e suas campanhas a monotonia.
 
No feriado, em entrevista de Marilena Chauí à "Fórum" e artigo de Flávio Aguiar na Carta Maior, ouviam-se lamentos contra o "saco de pancadas", no dizer da filósofa, ou o "macartismo" que ataca Chauí e Paulo Betti para calar o resto, no dizer do professor de literatura da USP. Ainda que a filósofa abra fogo contra José Dirceu e Antônio Palocci, em sua luta pela refundação do Partido dos Trabalhadores, é a conversa de sempre.
 
Até em Chico, Caetano e Gil é possível sentir a exaustão do discurso.
 
Aliás, a notícia do dia, para Caetano e Gil, são os esforços pela prole, nada de Lula ou coisa que o valha. Do primeiro, sobre o show com o filho, "Moreno não se interessa muito em tirar minhas canções, que são simples, desde menino ele queria tirar as do Gil, com os mesmos toques de violão" (assinantes Estado). Do segundo, sobre a peça da filha, "Preta cresceu como artista, o espetáculo é mais tônico do que eu imaginava, tem uma mitologia contemporânea, é um off-Broadway brasileiro".
 
 
Está na hora de escutar outros intelectuais, de outras partes. Foi o recado dado por Heloísa Buarque
de Hollanda no domingo, em "O Globo" (requer registro), em referência ao rap de São Paulo e ao funk do Rio, a AfroReggae e
Daspu, a MV Bill e Ferréz:
 
_ Foi-se o tempo em que os intelectuais é que davam régua e compasso aos excluídos. Hoje a periferia está formando, ela mesma, seus intelectuais orgânicos.
 
 
 
Sabotage, no blog de Ferréz
 

Escrito por Nelson de Sá às 10h39

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Está monótono

Para o coordenador da campanha de Geraldo Alckmin, Sérgio Guerra, ouvido pela agência Reuters durante o debate na Gazeta, "está monótono". Para o marqueteiro Luiz González, já no final, "foi chato".
 
Para Clóvis Rossi, hoje na coluna São Paulo (assinantes Folha e UOL), esta é "a mais monótona campanha eleitoral da história".
 
Para o correspondente Luis Esnal, hoje no "La Nación", "se a campanha falasse, não duvidaria em afirmar: 'Dizem que sou chata'. E muito".

Escrito por Nelson de Sá às 09h27

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Bom dia

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Escrito por Nelson de Sá às 07h50

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Lula à exaustão

Eliane Cantanhêde, hoje, sobre a cobertura das "realizações" de Lula, como esta última agora, do pacote habitacional a dias da eleição:

_ Ele já entrou na campanha depois de meses, anos, com mais do que o dobro de exposição na mídia que os demais. E, por mais que os petistas reclamem da "má vontade" ou do "viés tucano" da imprensa, é só olhar os jornais para ver quantos títulos, fotos, viagens, eventos e declarações eles publicam de Lula à exaustão.

Por outro lado, um texto de Venício Lima, no site do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, destaca um trecho do livro "Viagens com o Presidente", sobre um encontro da direção do PFL com a direção da Rede Globo, para discutir "os próximos passos do país" e muito mais.

Escrito por Nelson de Sá às 11h03

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Alckmin para presidente! (do PSDB)

Para Renata Lo Prete, "primeiro líder tucano a gravar depoimento para Geraldo Alckmin", Aécio Neves consolida "a dobradinha" e "sinaliza uma nova correlação de forças no partido para o período pós-eleição: no outro pólo estão FHC e José Serra" (assinantes Folha e UOL). Registre-se que "o ex-presidente fala em 'refundação do PSDB' e conversa com Fernando Gabeira (PV) e Roberto Freire (PPS) sobre o cenário pós-eleição".
 
As movimentações de FHC expõem "uma divisão que tomará conta do partido: a disputa entre Serra e Aécio em 2010, que começa pela escolha do presidente do PSDB". "Parte" quer FHC, "a outra parte" quer Alckmin.
 
 
De sua parte, Aécio falou a Tereza Cruvinel, em "O Globo" (registro):
_ É um grande aliado [FHC] e fez alguma consideração que julgou necessário fazer. Eu tenho uma posição muito pessoal, minha preocupação é levar o candidato Geraldo Alckmin a chegar ao segundo turno. Então, tudo o que vier na direção contrária, as discussões internas precipitações, cenários de 2010 antes de 2006, tudo isso é um equívoco primário que não devemos cometer.
E, de sua parte, Serra também declarou (assinantes Folha e UOL):
_ Não acho que [a carta de FHC] seja um assunto para se ficar discutindo agora. Nós estamos todos empenhados na campanha para [Geraldo Alckmin] chegar ao segundo turno e ganhar.

A coisa foi parar na Argentina, em alto de página do "Clarín", na edição de hoje.
Na tradução da BBC Brasil, sob o título "Oposição a Lula está a um passo de se despedaçar", passagens como "os opositores nunca tiveram uma unidade ideológica séria" e agora, com a "briga feroz" iniciada por FHC, ameaça se desintegrar. O jornal se pergunta "que oposição política Lula terá que enfrentar em um segundo mandato".
 

Escrito por Nelson de Sá às 10h01

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Arrozinho-com-feijão, não

Com mais uma pesquisa Datafolha, a discussão parte para a política econômica de um segundo mandato. Clóvis Rossi pede "radicalismo, por favor, de um lado ou de outro" (assinantes Folha e UOL):
_ Ou abrir e liberalizar de uma vez ou devolver ao Estado o poder de intervenção que perdeu. Será possível formar uma coalizão (não só política, mas social e acadêmica) forte pró uma ou outra hipótese? O arrozinho-com-feijão mostra-se insosso demais.
Cristiano Romero, no "Valor", especula sobre "o que esperar do Lula 2". Não se devem esperar "reformas imediatamente, mas o ajuste fiscal de longo prazo está sendo debatido" e a ministra Dilma Rousseff agora concorda com ele. Lula, "apesar do temor político, está preocupado com a Previdência" e "se convenceu, enfim, de que é o maior problema":
_ Lula estará diante de uma escolha importante: ou aprofunda as reformas e faz a economia mudar de patamar de crescimento ou faz mais do mesmo, condenando o país a se expandir a taxas medíocres. A política do mais-do-mesmo é arriscada porque o modelo fiscal baseado em aumento de impostos e despesas está exaurido, pois travou o investimento público e privado.

Henrique Meirelles fica no Banco Central, diz o "Valor", mas "existe a possibilidade de Lula convidar um empresário para a Fazenda". Por falar em empresário, na manchete de "O Estado de S. Paulo", o ministro Luiz Furlan está aí, ele "quer meta de crescimento como marca para 2º mandato" (assinantes). E não quer pouco, mas entre 5% e 6% anuais:
_ Por que não? A Argentina tem meta fixa de crescimento.

Escrito por Nelson de Sá às 08h53

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Escrito por Nelson de Sá às 07h51

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Supersatisfeito, não

Chico Buarque, em blitz de lançamento como Caetano, foi parar na capa do argentino "La Nación". O correspondente Luis Esnal buscou concentrar a conversa em música, literatura, Rio. Mas, no final do segundo texto, lá está a campanha. Ele já não parece tão satisfeito com Lula, como se pode ler, na tradução do correspondente da Folha, Bruno Lima:

_ Eu apóio Lula, inclusive porque não tenho alternativa, porque não gostaria de ver os social-democratas voltarem ao poder. Lula tem pelo menos uma tendência a querer atender mais do que os social-democratas as demandas sociais, combater a desigualdade, os problemas crônicos do Brasil _que, de certa forma, Lula atenuou, mas não atacou a fundo... Dou apoio crítico. Apoiei e apóio agora, mais discretamente, digamos, porque não posso dizer que esteja supersatisfeito com seu governo... Sim, as acusações são muito graves, tudo o que surgiu é grave e destruiu o moralismo do PT, que tinha algo de hipócrita, de arrogância dos puros. Mas não creio que o governo tenha sido mais corrupto que o anterior.
 
 
De todo modo, não poderia faltar o seguinte:
 
_ Há um preconceito racial contra Lula. Um preconceito muito grande. É esse desejo do brasileiro de ser branco, de ser europeu ou norte-americano e renegar os valores de sua própria formação cultural, que é tão rica. Digo isso porque eu sou fruto da riqueza cultural brasileira e existe um Brasil que se envergonha do Brasil. O fato de Lula ser um típico representante do povo brasileiro ofende a algumas elites aqui, nesses bairros de São Paulo [aponta para os Jardins, pela janela].

Escrito por Nelson de Sá às 14h42

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FHC, Aécio e a ligeireza

Dia de defesa de FHC, ao novo estilo Carlos Lacerda.
 
Para Guilherme Fiuza, do Nomínimo, "ninguém leu" a carta, a começar de "Aécio Neves, que não é famoso por ser um grande leitor", e Eduardo Azeredo, "mais um leitor preguiçoso". Ela seria, segundo o blogueiro, "uma das únicas coisas agregadoras da campanha".
 
Para Dora Kramer, em "O Estado de S. Paulo" (assinantes), é "preguiça de pensar". As "cabeças bem pensantes", diante da "boa discussão política" sugerida por FHC, apresentaram "reações de uma infantilidade atroz, resistência ao raciocínio, numa preferência nítida pela ligeireza". Sobretudo "nos aliados e, digamos assim, independentes, surpreende a ligeireza de que a carta tenha o condão de abrir crise na campanha".
 
Para Merval Pereira, em "O Globo" (registro), FHC "tem se mostrado surpreso com as 'interpretações desencontradas' de suas intenções", inclusive de "alguns tucanos". Em "conversas informais", porém, repisou que Aécio "tem que tomar cuidado para não virar instrumento das forças do atraso" e que "não se arrepende de ter citado Azeredo".
 
O ex-presidente viajou aos EUA, para mesa-redonda com Bill Gates e outros, "confiante em que a onda provocada pela carta passará".

Escrito por Nelson de Sá às 09h57

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Era a economia...

Saiu "a primeira baixa no comando da campanha de Geraldo Alckmin", informam Catia Seabra e José Alberto Bombig (assinantes Folha e UOL).
 
O coordenador em São Paulo renunciou por discordar da agressividade crescente, incompatível com a estratégia de José Serra. E que, ao priorizar mensalão em vez de gestão da economia, contrasta também com a estratégia desenhada pelo marqueteiro de ambos, Luiz González.

Enquanto alckmistas anunciam mais mensalão nos próximos dias, a manchete do "Valor" confirma que a economia mundial está deixando de sorrir.
 
"Matérias-primas têm forte queda liderada por petróleo", diz o enunciado sobre a "onda de baixa generalizada das commodities". Atinge em especial Petrobras e Vale, gigantes do orgulho nacional lulista. Em outros textos, avaliações como "onda baixista não poupou as commodities agrícolas" e, "no caso dos grãos, as cotações seguem em queda por conta do relatório de oferta e demanda dos EUA". A produção de soja e milho deve vir acima das previsões iniciais.

Por aqui, no destaque da "Gazeta Mercantil" ecoado pelo blog de José Dirceu, "Conab confirma segunda maior safra da história". Isso, "apesar da crise financeira no campo" e da seca no Sul, entre outros problemas.

Escrito por Nelson de Sá às 08h48

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Escrito por Nelson de Sá às 07h55

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"Zero Hunger"

Em destaque no monitoramento de mídia da BBC, o americano "Christian Science Monitor" traz o texto "Brasil faz progressos na luta por Fome Zero", sobre o Bolsa-Família, "carro-chefe da iniciativa".
 
Relata críticas, inclusive quanto a "criar dependência", mas sobretudo elogios _ouvindo desde uma economista do Banco Mundial, que trata o país como "superstar" na exportação da idéia a países pobres, até o ex-ministro José Graziano, que ataca a "mídia". E se concentra no perfil de Norberia Brito, mãe que "usa o cartão Family Grant para comprar o básico na favela Estrutural" (esq).

Em seu blog, o gaúcho Marco Weissheimer, da Agência Carta Maior, avisa do lançamento do livro "Bolsa Família". "Não se trata de uma apologia chapa-branca", promete, "mas de contar a história de uma iniciativa que mostra alguns dos caminhos para enfrentar a chaga da desigualdade". E "o programa tem limites, que são apontados, principalmente aqueles relacionados com a macropolítica econômica".

Escrito por Nelson de Sá às 12h40

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Caetano, Globo e a ditadura

Tutty Vasques já faz até enquete no site Nomínimo, para satirizar:
 
_ Se as eleições fossem hoje, você votaria em Chico ou Caetano?
 
Mas nem tudo o que Caetano Veloso diz, em sua infindável blitz de lançamento de CD, é para obter manchete eleitoral. Em transcrição e vídeo grátis, o diálogo com Geneton Moraes Neto, no "Fantástico":
 
_ Você, que já foi visto como um revolucionário nos anos 60, tem medo de um dia ser visto como um velho conservador?
_ Não. Eu não era tão visto como revolucionário. Fui vaiado repetidas vezes por estudantes de esquerda. Lembro que quando eu voltei de Londres pela primeira vez, vigiado pela Polícia Federal e Exército, com os dias contados para voltar ao exílio, fui pego do avião e levado para um apartamento com os militares me inquirindo, me ameaçando. E entre outras coisas me obrigaram a fazer duas apresentações na TV Globo _sem que eu desse entrevistas antes ou depois, sem nada. Eu não podia cortar o cabelo, raspar a barba, nada, para que não parecesse que eu tinha restrições.

Escrito por Nelson de Sá às 11h12

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O coronel em campanha

O assassinato do coronel Ubiratan Guimarães abriu o dia nas manchetes dos sites e telejornais. Nos jornais, entrou como notícia breve, de undécima hora (assinante Folha e UOL). Pouco se avançou desde a noite.
 
O comandante do massacre do Carandiru, que levou à quase imediata formação do PCC, foi morto com um tiro no abdome em seu apartamento nos Jardins, São Paulo. Ele recebia ameaças desde 92, mas, diz a Polícia Civil, "as primeiras pistas não indicam envolvimento do PCC". Seis meses atrás, sua condenação foi anulada pelo Tribunal de Justiça de SP.
 
Ele explorava a imagem. Candidatou-se com a terminação 111 desde 94. Era deputado estadual e tentava, no momento, derrubar a impugnação da candidatura. Vicente Cascione, candidato a federal, se autodescreve na televisão como "o advogado que defendeu o coronel Ubiratan". Segundo o chefe do partido, Campos Machado, "o PTB está de luto, o coronel Ubiratan foi um exemplo, nele sempre falou mais alto o caráter".
 
PS - Acredite, neste momento, 11h15, acaba de passar na rádio CBN um comercial de campanha do coronel, número 14.111. Abaixo, um pouco mais de Ubiratan Guimarães em sua campanha de reeleição, no You Tube:
 

Escrito por Nelson de Sá às 08h55

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Bom dia

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Escrito por Nelson de Sá às 08h00

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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