Tem eleição no domingo
_ O povo quer saber!_ Mas, espera aí, você acha que esse assunto é importante? Mais importante do que a eleição no domingo?_ Eleição? Com a proporção que esse assunto tomou, é capaz de nem mais ter eleição. O país parou. Está todo mundo esperando para ver Daniela Cicarelli se pronunciar._ Então eu vou falar._ Fala de uma vez. Tem eleição no domingo e o povo precisa voltar a tomar conta das suas próprias vidas._ Eu não acredito, vocês vão tomar conta das suas vidas e deixar eu viver a minha em paz? Muito obrigada! Então vou falar. Segura essa... Os próximos apresentadores, Negra Li e Giovane do vôlei!
Escrito por Nelson de Sá às 10h56
"Não sabia disso, não"
_ Na lista de pessoas já ajudadas por Paulo Okamotto aparece _surpresa!_ Cristóvam Buarque. Em 94, o então governador de Brasília foi pivô de um dos primeiros escândalos petistas, quando concordou em receber R$ 200 mil da Odebrecht para cobrir buracos da campanha. A "solução Odebrecht" foi dada pelo tesoureiro da campanha de Lula. Ele mesmo, Okamotto. Cristóvam diz que "não sabia disso, não". Segundo ele, a empreiteira contribuiu porque "queria apoiar alguém que levantasse a bandeira da educação". Em 94, a Odebrecht integrava o consórcio de empresas contratadas para construir o metrô de Brasília.
Escrito por Nelson de Sá às 10h09
Sem edição
_ No Recife, mais de 100 se reuniram num restaurante no bairro da Encruzilhada. Num bar de Belo Horizonte, cerca de 60 acompanharam em três monitores. Em Manaus, foram montados telões em algumas praças. Em Porto Alegre, as pessoas acompanharam em bares da região central da cidade. Em Brasília, cerca de 60 acompanharam num bar na Asa Sul.
Escrito por Nelson de Sá às 09h15
Alvo, alvo, alvo
Bom dia. A coluna de hoje, "Sem lustro", aborda editoriais de publicações estrangeiras, com conselhos para um segundo mandato de Lula (assinantes Folha e UOL). E o comentário "Na escolinha de Bonner, todos contra um" trata do debate encerrado nesta madrugada, na Globo.
Abaixo, as primeiras páginas dos principais jornais (clique nas imagens). Folha, "O Globo" e "O Estado de S. Paulo" concentram manchetes e fotos na ausência de Lula no debate, último evento capaz de levar a um segundo turno. Outras primeiras páginas do Brasil e do mundo, aqui.
Escrito por Nelson de Sá às 08h00
Lula v Chávez
A genuinamente liberal "Economist", que nunca escondeu seu apreço por Lula, agora cobra na capa "Quem lidera a América Latina?", ele ou Chávez. Em suma, a própria revista responde que "Lula perdeu terreno para a corrupção, o torpor econômico e para seu rival venezuelano".
Leia mais no blog de Sérgio Dávila e na BBC Brasil.
Escrito por Nelson de Sá às 15h29
O colunista e o blogueiro
O site da "Veja" lança seu áudio grátis com um diálogo entre o colunista Diogo Mainardi e o "blogueiro de Veja on-line" Reinaldo Azevedo. E destaca uma passagem:
_ Eu vou me declarar golpista.
_ Eu acho que vai dar segundo turno. E se não der a gente vai pro tapetão.
Pela conversa, os dois concordam em quase tudo, mas o colunista diz ao blogueiro a certa altura, mais de uma vez, "pára de falar!".
Escrito por Nelson de Sá às 13h30
Pobres, nordestinos e negros
Maria Inês Nassif, na coluna "Porque são pobres, nordestinos e negros", o texto "mais lido" de hoje no site do "Valor Econômico":
_ Talvez por embutir corte social inédito, este processo eleitoral transborda preconceitos. Primeiro, a análise do voto do pobre descolado de formadores de opinião derivou para o "voto vendido" por um prato de comida, o Bolsa-Família. Depois, o voto nordestino foi colocado no saco do coronelismo. Agora, a última é que negros dão menos importância à ética que brancos _e por isso tenderiam a Lula... Se a elite aprendeu só esse tortuoso travo racial, de um processo eleitoral rico pelo que tem de novo, pobre deste país.
Depois de refutar com números os preconceitos, um a um, ela sugere:
_ Seria o caso de essa elite começar a responder outras perguntas. A primeira: por que ocorreu corte social tão profundo nas eleições? A segunda: por que os partidos não acompanharam o movimento, muito pelo contrário, acabaram por facilitar a personalização do corte na figura do presidente? A última: por que essa elite, em vez de fazer a reflexão sobre a realidade social, assume um discurso que pretende criminalizar a pobreza por uma escolha democrática? A escolha do pobre não é crime. Reflete anseios, um descaso secular, uma distância profunda dos ricos. É uma escolha racional.
Escrito por Nelson de Sá às 12h08
"O homem da mala"

_ A Folha traz a matéria "Ex-assessor de Mercadante entregou dinheiro, diz PF", citando Hamilton Lacerda, que fazia parte da campanha do senador ao governo de São Paulo. É um caso clássico de vazamento em um inquérito que está sob segredo de Justiça. Também na Folha, "Mercadante afirma que não foi informado".
Escrito por Nelson de Sá às 10h46
Mário Lúcio Avelar
Em "O Globo" (cadastro), Tereza Cruvinel escreve, sob o título "Para quê":
_ Mário Lúcio Avelar sabe que nenhum eleitor pode ser preso, salvo em flagrante delito, na semana que antecede o pleito. Sabe, mas pediu... O procurador só faz aumentar a fama de agir parcialmente.
Na Folha (assinantes), Janio de Freitas vai além, sob o título "Salvo":
_ O pedido de prisão feito pelo procurador Mário Lúcio Avelar tem algo ainda mais estranho do que sua ocasião, quando prisões desse gênero estão proibidas. A relação do procurador não incluiu o envolvido que não tem ligação com o PT, mas com Barjas Negri, ex-ministro da Saúde no governo Fernando Henrique... Um dos figurantes na lista foi citado apenas uma vez em todo o caso, sem que sequer essa citação se comprove fundada. Já Abel Pereira, apontado por Luiz Antonio Vedoin como intermediário para liberação de verbas da Saúde, figura em gravações, já se contradisse sobre idas ao ministério de Barjas e estaria entre recebedores de comissões documentalmente comprovadas.
De sua parte, em alto de página no jornal "O Globo" de hoje, com foto, "Procurador acusa PT de tentar proteger Freud".
Escrito por Nelson de Sá às 09h14
"Fora imprensa!"?
_ Lula ataca o "partidarismo da imprensa" e exige "cobertura republicana". Os petistas falam em "golpismo" da mídia. Principalmente depois que a gasolina do dossiê ateou fogo à campanha. O que esperavam? Que a mídia perdoasse o mensalão e o dossiê? Que não expusesse a turma de quinta que ronda o Planalto? O presidente "vítima" da imprensa é o mesmo que pedia o nada republicano "Fora FHC!". O que quer Lula agora? "Fora imprensa!"?... Na reta final, criticar a mídia virou saída fácil de quem tem medo das próprias respostas e não do calibre das perguntas.
Escrito por Nelson de Sá às 08h16
Caiu para 5, subiu para 5
Bom dia. A coluna "Toda Mídia" aborda a divulgação das pesquisas Datafolha e Ibope ontem no "Jornal Nacional" e nota que a divergência se tornou convergência, quatro dias depois (assinantes Folha e UOL).

A seguir, as primeiras páginas dos principais jornais (clique nas imagens). Na Folha, logo abaixo da manchete, "Diferença do presidente para a soma dos adversários caiu de 8 para 5 pontos, diz Datafolha". No jornal "O Estado de S. Paulo", também logo abaixo da manchete, "Diferença de Lula para a soma dos demais candidatos subiu de 3 para 5 pontos no Ibope". "O Globo" e "Valor", fora das manchetes, anunciam "Ibope e Datafolha dão vantagem para Lula" e "Pesquisas dão vitória para Lula".
Outras primeiras páginas de jornais do Brasil e do mundo, aqui.
Escrito por Nelson de Sá às 07h49
Vazio e mistificação
_ "Levante-te e anda", disse a facção facinorosa do PT à candidatura moribunda. E ela andou. Tratava-se de uma campanha, a tucana, que não apresentara nenhum mote que chamasse a atenção. Agora, em vez de substantiva, ela se faz por oposição adjetiva: "tudo isso que está aí" é coisa do "demo"... Qual a carta de intenções? Sendo Alckmin a imagem insondável do puro espírito gerencial, não se sabe muito. O país vai crescer 6%, diz "Geraldo". Como? "Com trabalho, seriedade e competência, sem discursos vazios nem mistificação." Mistificação? Nas reformas trabalhista e previdenciária de "Geraldo", ninguém vai perder direitos. Discurso vazio? "As propostas fundamentam-se na idéia de que o processo de desenvolvimento é expressão da vontade política de inúmeros atores com interesses distintos, que necessitam ser conciliados"...
Escrito por Nelson de Sá às 10h59
Meu Deus!
Ancelmo Góis, na nota "Jogo pesado", hoje em "O Globo" (cadastro):
_ O arcebispo do Rio, d. Eusébio Scheid, aquele que disse que Lula não é católico e sim caótico, joga pesado no campo político. Uma fiel católica ouviu na missa de sábado em Petrópolis e domingo em Ipanema o mesmo sermão. Os padres chamaram Jandira Feghali de "assassina de crianças" pela posição a favor do aborto. Meu Deus!
Escrito por Nelson de Sá às 10h32
Vai ou não vai
Aécio Neves não foi ao debate em Minas. Em nota, justificou-se com os ataques que vem recebendo do adversário Nilmário Miranda, do PT.
José Serra foi ao debate em SP, mas evitou atacar Lula diretamente. No final, alta madrugada, achou por bem dizer que compareceu para não "dar pretexto para eventualmente o presidente Lula não ir ao debate".

_ Eu disse ao presidente, "se todos baterem, a atenção se volta a você, que terá oportunidade de falar". Quem ofende sai perdendo.
Escrito por Nelson de Sá às 08h57
Velhos companheiros
Bom dia. A coluna de hoje, "Quinze, oito, três", aborda o contraste entre Sensus, Datafolha e Ibope, a dias da eleição (assinantes Folha e UOL). E o comentário "Em fim de campanha, 'nada contra' ninguém" avalia que José Serra evitou atacar Lula frontalmente _e Aloizio Mercadante e Orestes Quércia evitaram atacar Serra frontalmente, ontem no debate.

Abaixo, as primeiras páginas dos principais jornais (clique nas imagens). Na Folha, manchete para a origem dos dólares, mais "Rivais de Serra atacam segurança". Em "O Globo" (cadastro) e "O Estado de S. Paulo", manchete para as prisões que só valem depois da eleição, mais "Dossiê invade debate em São Paulo", no jornal carioca, e "PF já sabe tudo sobre dólares do PT, mas não conta", no paulista. No "Valor", fora a manchete sobre a Cofins, o perfil de Lula, hoje "longe dos velhos companheiros".
Outras primeiras páginas de jornais do Brasil e do mundo, aqui.
Escrito por Nelson de Sá às 08h01
"Tracking"
Escrito por Nelson de Sá às 12h05
Lula como Hugo Chávez
Em alto de página, "O Globo" relata que "Ataque de Lula à imprensa provoca reações": "Jornais, TVs e revistas estariam exagerando nos relatos [sobre a crise do dossiê]? Não, na opinião de jornalistas e políticos ouvidos pelo 'Globo'". Alberto Dines, por exemplo:
_ O presidente quer virar a mesa. Eles querem criar uma tensão. Isso vai ter conseqüências terríveis. Percebe-se que o objetivo é prejudicar a imprensa, que tem se comportado muito bem. Ele quer criar um ambiente de cizânia, de suspeição. Por mais que queira se separar de Hugo Chávez, ele é igual ao Hugo Chávez.
Agora no site da revista "Veja", o blog de Reinaldo Azevedo também relaciona Lula a Chávez, ao postar sobre um venezuelano com quem debateu, ontem na Associação Comercial de São Paulo:
_ Alejandro Peña Esclusa foi candidato em 98 e é hoje da Força Solidária, que se opõe à implementação da ditadura chavista. É autor de "O Continente Esperança", em que aponta o avanço do autoritarismo na América Latina. O movimento bolivariano, como se sabe, integra o Foro de São Paulo, fundado por Lula e por seu agora coordenador, Marco Aurélio Garcia... A esquerda, incluindo a brasileira, acusa Esclusa de “golpismo”. Não soa familiar? “Golpismo” é o outro nome que eles dão à pluralidade democrática.
Escrito por Nelson de Sá às 10h27
No Brasil ou em São Paulo
No monitoramento de mídia da BBC Brasil, dia de Lula, com destaque para os franceses "Le Figaro" e "Le Monde", que escrevem sobre o "Brasil menos desigual". E para uma reportagem, mais uma, do britânico "The Independent" sobre a violência _e a desigualdade_ em São Paulo.Escrito por Nelson de Sá às 09h32
Dossiê como "mero elemento de campanha"
_ O revestimento eleitoral do dossiê Vedoin, em vez de esvaziar com sua descoberta pela Polícia Federal, cresceu tanto que, a essa altura, está reduzido a mero elemento de campanha. Com a repetição sem fim das poucas verdades apuradas, acusações no varejo e suposições a granel, instaurou-se uma barafunda em que ficam perdidas a noção dos crimes e a presunção das responsabilidades. Pelo visto, só depois das eleições fatos e hipóteses poderão superar as pressões e explorações _e tomar o caminho conveniente à sua apuração... O fato é que dos jornais, da TV e das rádios sai tanta fumaça que não se consegue ver o fogo.
_ A indignação dos corruptos que aderem ao lema de última hora, fazendo da guerra à corrupção uma palavra de ordem eleitoreira, só ajuda a privar de valor e sentido o próprio combate à corrupção, uma vez que já não se pode confiar em palavra nenhuma. Se as palavras não correspondem às coisas, se foram reduzidas a estratégia de propaganda (à direita como à esquerda), só resta combatê-las em bloco, o que seria contra-senso. Nesse contexto imobilizador, ficamos encurralados entre o cinismo e a crença (daí a sedução suicida, embora legítima e justificada, do voto nulo).
Escrito por Nelson de Sá às 08h54
Deus e o diabo
Bom dia. A coluna "Toda Mídia" retrata o "esforço de mídia" de Lula na reta final para responder, pela TV e sobretudo pelo rádio, aos estragos do dossiê (assinantes Folha e UOL). Estaria pensando até em ir ao debate na Globo. A coluna aborda também como a blogosfera atinge o pico como moda, agora que candidatos de Hillary Clinton nos EUA a Lionel Jospin na França _e Geraldo Alckmin no Brasil_ supostamente blogam.

Abaixo, as primeiras páginas dos principais jornais (clique nas imagens). Na Folha, além da manchete, FHC ecoa Hugo Chávez e chama Lula de "o demônio". Em "O Globo" (cadastro), além da manchete, a notícia de que o Orkut, finalmente, "retira do ar sites com crimes". No "Valor", além da derrocada da Bolívia, o perfil de "Alckmin, o candidato previsível".
Outras primeiras páginas do Brasil e do mundo, aqui.
Escrito por Nelson de Sá às 07h59
Globo e o vale-tudo
Escrito por Nelson de Sá às 11h15
Não aceita crítica
Sobre Cristo, mito e perseguição, de Luis Fernando Verissimo, no Terra:
Escrito por Nelson de Sá às 10h52
Longa perseguição
Já o repórter Chico Santos, no "Valor", descreve seu diálogo com Heloísa Helena "após longa perseguição" de Santo André até São Paulo. "Sem conseguir se desvencilhar do carro da reportagem, a senadora desceu de seu veículo e partiu para a interpelação":
_ Você está me seguindo?_ Claro, senadora, eu não disse para a senhora que estava fazendo uma reportagem sobre a sua campanha?_ Mas eu não quero ser seguida. Tenho um compromisso particular, vou visitar uma pessoa doente e não quero ser seguida._ Tudo bem, senadora, mas a informação passada foi de que a senhora teria um compromisso marcado por Brasília. Não se preocupe, eu só quero reportar sua campanha._ Só tem uma raça pior do que jornalista: é político.
Escrito por Nelson de Sá às 10h30
Embrulhado na armadilha
_ Quando se pensa que, pior do que com Lula, pode ser sem ele, tem-se o tamanho da arapuca a enredar o país... Tem-se atribuído a popularidade a razões que vão do Bolsa-Família à desinformação da maioria. É mais que isso. Lula não é um político. Não é nem mesmo uma pessoa. É um mito. É o retirante nordestino e operário metalúrgico sem um dedo que virou presidente, discursa na ONU e passeia de carruagem com a rainha. Vá se derrotar um mito! Vá se destituir Hércules depois de ele ter cumprido os 12 trabalhos!... O Brasil é culpado pela criação do mito. Não fossem suas mazelas, a começar pela pobreza, ele não encontraria terreno propício. Agora, vê-se embrulhado na armadilha que o mito continha.
_ Lula radicaliza na direção do messianismo, cria para si fantasias de onipotência, flerta a sério com sandices. Mas não está só na sua regressão. Alckmin, desde sempre um candidato do PFL alojado no PSDB, se revelou um vazio de idéias cercado de gente e referências da província. Movida a ressentimentos, Heloísa é não-alternativa de poder. É bom que exista como candidata e ótimo que não tenha chances. E Cristovam errou: tem plataforma de deputado federal. Sem querer, o TSE acertou ao associar o eleitor a um avestruz.
Escrito por Nelson de Sá às 08h51
Jesus Cristo, Tiradentes, Lula
Bom dia. A coluna "Toda Mídia" de hoje, "Números, Números" (assinantes Folha e UOL), retrata a confusão na cobertura das eleições no exterior, com o contraste entre Datafolha e Ibope no fim de semana. Sobre a questão, o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, escreve aqui.

Abaixo, as primeiras páginas dos principais jornais (clique nas imagens). Na Folha, além da manchete e do futebol, destaque para "PF vai pedir quebra do sigilo telefônico de cinco petistas". Em "O Globo", "Indústria de computador bate recorde". Em "O Estado", "Crédito bate recorde de R$ 200 bi e perde fôlego". O "Valor" traz "tecnologia da informação" na manchete e, sobre a campanha, "Heloísa Helena prega para poucos".
Outras primeiras páginas do Brasil e do mundo, aqui.
Escrito por Nelson de Sá às 07h45

