Toda Mídia
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"Eu estou enorme de gordo"

Para quem gosta, está no ar o bate-papo de William Bonner (vídeo grátis). É sobre a "caravana", mas, enfim, sempre escapa alguma coisa. Por exemplo, seu depoimento sobre "o terror com a insegurança pública", que ele vislumbrou.

Ou, por outro lado, um relato dizendo que "a multidão estava a dois metros de mim", depois avançou, tiveram que fazer um círculo e "eu fui retirado". Mas não, "ninguém ia chegar e me agredir, não é isso".

_ A gente sabe a audiência que o "JN" tem... Mas o choque é o tamanho desse gostar. As pessoas gostam muito... Um carinho gigantesco.

Curiosidades: fora da bancada, o sotaque agora é do Rio e carrega anglicismos tipo "sorry"; à vontade, ele chama o ônibus de Priscilão _e até reclama da cobertura eleitoral que se prolongou para o segundo turno, impedindo exercícios. Resultado, "eu estou enorme de gordo".

Escrito por Nelson de Sá às 14h43

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O Haiti é aqui, o Haiti não é aqui

   Salvador Scofano
Na entrevista a Jorge Bastos Moreno, ontem no blog e hoje em "O Globo" (cadastro), diz Caetano Veloso:

_ O que eu prefiro, o que é melhor objetivamente? Lula continuar, acalmar mais os delírios salvacionistas da esquerda _tendo uma oposição do PSDB e do PFL em tom sóbrio e até colaborativo_ talvez seja o cenário ideal... Por enquanto penso que vou votar em Lula e em Denise Frossard. Mas pretendo deixar para decidir depois de acompanhar as campanhas. Pode ser que termine votando outra vez em Alckmin. E que alguma coisa _além da amizade com o pai dele_ me leve a querer votar em Cabral.

Mônica Bergamo comenta que Caetano está "sempre surpreendendo: declarou voto em Lula no primeiro turno em 2002 e em José Serra no segundo" (assinantes). E Tutty Vasques ironiza, com a nota "Ou não!":
 
_ Caetano deixou claro que vota no Lula ou no Alckmin, na Frossard ou no Cabral. Depois fica zangado que o “NYT” o chama de indeciso contumaz.
 
 
Desta vez ele tem companhia. "Gil não deve permanecer caso Lula seja reeleito". "Ele ainda não tornou pública a decisão", mas a filha e secretária particular, Maria, já deixou Brasília e voltou a morar no Rio.

Escrito por Nelson de Sá às 11h58

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Uma senhora indigestão sociológica

O blog de Guilherme Fiuza, no portal iG, ironiza os esforços para entender a votação de Geraldo Alckmin, dado até então como um candidato fraco:
_ Agora proliferam as contas-de-chegar para explicar. Infelizmente, é necessário informar que as novas teses continuam equivocadas. Um caminhão com quase 42% dos votos só comporta uma explicação, a mais singela de todas: o chuchu caiu no gosto do povo. Já é, no mínimo, uma senhora indigestão sociológica.
E Mônica Bergamo, na nota "Acordo rompido" (assinantes), reproduz a declaração de "um dos parlamentares mais bem votados do PT no país, em jantar com empresários", para uma platéia que ouviu "perplexa":
_ Vamos ser claros. Existia um acordo entre nós e o PSDB: o próximo governo era nosso, do Lula. O de 2010 seria do José Serra ou do Aécio Neves, sem problemas. Com uma vitória do Alckmin, esse acordo será rompido. E o Alckmin vai ter derrotado o Serra, o Aécio, o Fernando Henrique Cardoso, o Lula, todo mundo.

Escrito por Nelson de Sá às 10h41

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Que nem novela

Valor Online e outros confirmam que as campanhas fecharam acordo e a propaganda recomeça só no dia 11 _estava prevista para ontem. O melhor são as justificativas. No dizer de Jaques Wagner, "precisamos fazer as alianças e preparar os programas". José Eduardo Alckmin, advogado e primo do tucano, foi mais singelo ao dar os seus motivos:

_ Os marqueteiros dizem que campanha eleitoral é que nem novela. Tem que fazer o enredo.

De Clóvis Rossi, sob o título "Candidatos de plástico" (assinantes):
_ O marketing é hoje tão poderoso que tanto Lula como Alckmin parecem de plástico, repetindo bordões que sabem ser o que esperam seus eleitores _e que não agridem eleitores de outros. Alckmin ataca de "o Brasil pode fazer mais" (todo mundo pode) e "ética e política não são incompatíveis", tese controversa, no Brasil. Lula vai encadear sua série de "nunca neste país...".

Escrito por Nelson de Sá às 08h56

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Na pausa, surge Garotinho

Bom dia. Com a pausa na propaganda, até que os marqueteiros saibam o que fazer com a nova situação, a coluna "Toda Mídia" aborda hoje os testemunhos do jornalista do "New York Times" que sobreviveu ao choque de aviões na Amazônia, sob o título "Eu vou morrer" (assinantes).

Abaixo, as primeiras páginas dos principais jornais (clique nas imagens). Em "O Globo", a revolta de Cesar Maia contra Garotinho. Pela manhã, na rádio CBN, a candidata Denise Frossard foi além na revolta e anunciou que, após apoiar Geraldo Alckmin no primeiro turno, agora vai votar nulo no segundo. E recusa até mesmo o apoio do tucano na eleição do Rio.

Na Folha, além da manchete, entrevista com Alckmin _que diz, em meio às negociações com PDT, PV e PPS, que "Lula está à minha direita". No "Valor Econômico", o detalhamento de que, eleito um ou outro, o próximo governo começa com medidas de estímulo ao crescimento da economia.

 

   

Escrito por Nelson de Sá às 08h00

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Ibope e os 20 pontos desaparecidos, de novo

Do blog de Luis Nassif, no post "As pesquisas baianas":

_ Não há explicação plausível para o erro do Ibope na Bahia. O instituto acertou na mosca uma pesquisa preparada para todo o país. E na Bahia errou por 20 pontos, um erro humanamente impossível. Wagner saltar de 34% na última pesquisa para 54% na boca-de-urna não é tecnicamente compreensível. Ainda mais sabendo-se que nas eleições anteriores, entre a última e a boca-de-urna, as intenções de voto para ele saltaram de 18% a 38,5%.

Do presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, ontem no "JN":

_ Surpresas são normais porque as pesquisas tentam informar o eleitor, mas não são verdades absolutas. Nada substitui a eleição nas urnas... Talvez, nos 64 anos do Ibope no Brasil, esta tenha sido a melhor performance. Acompanhamos 27 estados e ficamos alegremente surpreendidos pelo êxito das pesquisas.

Escrito por Nelson de Sá às 13h27

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Colidir com a morte e viver para contar

Ainda sobre repercussão do país no exterior, no "New York Times", principal jornal no mundo, não é Lula o assunto. Aliás, nem George W. Bush é o assunto, nem mesmo o mais recente escândalo no Congresso ou a chacina das crianças Amish.

Acima de qualquer tema interno aos Estados Unidos, o topo da lista dos textos "mais populares" no site do jornal traz hoje o depoimento do jornalista do próprio "NYT" Joe Sharkey, que estava no jato Legacy que se chocou com o Boeing na Amazônia e sobreviveu. No título, "Colidir com a morte a 37 mil pés de altura, e viver". A Folha Online traduz as principais passagens, aqui.

Destaque na primeira página da versão impressa do jornal, com foto da asa do avião (acima), o texto é acompanhado, no site, por um vídeo grátis com o impressionante depoimento e as imagens dos destroços do Boeing, mais um blog de depoimentos semelhantes dos leitores.

Escrito por Nelson de Sá às 11h56

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"Licença para roubar"

No monitoramento de mídia da BBC, sobre as eleições no Brasil, destaque hoje para o editorial do conservador "ABC", da Espanha, com passagens como "aos eleitores não parece importar muito a decência de seus líderes e assim, juntando a fome com a vontade de comer, alguns protagonistas máximos da política se sentem de posse de uma ‘licença para roubar’ equivalente à ‘licença para matar’ que James Bond exibe em seus filmes”.

A repercussão da inesperada ameaça eleitoral a Lula está em toda parte _de outro editorial no também espanhol "El País", intitulado "Sério aviso a Lula", aos americanos e argentinos, estes com o temor de uma vitória de Geraldo Alckmin depois do apoio de Néstor Kirchner ao petista.


Nos EUA, onde "George W. Bush dava como certa a vitória de Lula no domingo e tinha telefonema ao Planalto agendado para esta semana", como informa Sérgio Dávila (assinantes Folha e UOL), a entrevista diária do porta-voz Tony Snow trouxe ontem o seguinte diálogo:
_ Tony, pode haver segundo turno no Brasil. O presidente tem um candidato favorito?
_ Se o presidente não endossa nem em uma primária republicana, ele certamente não vai endossar ninguém no... (risos)

Escrito por Nelson de Sá às 10h12

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O paradoxo tucano contra a ironia petista

Já ecoado na blogosfera, mas sem dar crédito, o texto de Raymundo Costa no jornal "Valor" traz, sobre "o paradoxo tucano":
_ Os votos que sobraram em SP faltaram em Minas para Alckmin, que perdeu por 10 pontos. O bastante para culparem Aécio por falta de empenho. Injustiça. No início de setembro a vantagem de Lula chegava a 36. [Caiu] graças à ofensiva desencadeada por Aécio após se entender sobre a reeleição. Ontem, Alckmin disse com clareza que é contrário à reeleição... Aécio e Alckmin firmaram aliança na reta final. Na outra ponta estão Serra e FHC.
E sobre "o efeito Marta":
_ Ironia eleitoral: enjeitada por Lula, Marta deve se tornar seu principal cabo eleitoral em SP. Saiu como peso-pesado do PT. Contribuiu com seis dos 14 deputados... Para 2008 ou 2010, é importante para Marta ter o apoio de Lula. E ela está disposta a arregaçar as mangas pelo presidente... À moda tucana, participou de dois ou três eventos de Mercadante. Depois, voltou-se para seus candidatos. Nenhuma folha do dossiê passou perto dela.

Escrito por Nelson de Sá às 09h24

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Aécio, Marta e o poderoso PMDB

Bom dia. A coluna "Toda Mídia" de hoje, "Na Globo, na Globo", acompanha a cobertura da rede que ajudou a levar a eleição para o segundo turno e agora é disputada por Lula e Geraldo Alckmin (assinantes Folha e UOL).

Abaixo, primeiras páginas de hoje (clique nas imagens). Na Folha, acima de Lula e Alckmin, "Sucessão de erros provocou desastre que derrubou Boeing", também o texto mais lido na Folha Online, nesta manhã.

No "Valor" e em "O Globo" (requer cadastro), além das manchetes sobre o poderoso PMDB, atenção aos palanques estaduais. No primeiro, "Aécio e Marta, nomes de peso no segundo turno", texto mais lido no site. No jornal carioca, "Cabral tentará se equilibrar agora entre Lula e Garotinho".

Outras primeiras páginas de jornais do Brasil e do mundo, aqui.

 

    

Escrito por Nelson de Sá às 08h03

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O naco de poder (e as falhas das pesquisas)

O site Congresso em Foco postou "em primeira mão" a composição da Câmara dos Deputados, mais a análise "Entenda a nova Câmara":
_ O PMDB, com 86, se tornou a maior bancada, seguido pelo PT (82), PFL (68) e PSDB (66). Ou seja, o partido de Lula foi capaz de conservar o naco de poder que hoje detém (a rigor, ganhou um).
Já o "ex-blog" do pefelista Cesar Maia usa números diferentes (PMDB, 89, PT, 83, PFL e PSDB, 65 cada um) e nota a proporção dos deputados de partidos que ficaram na cláusula de barreira (um terço). Mas destaca mesmo é que o "PFL passa a ter a maior bancada no Senado!", 18 contra 15 cada um de PMDB e de PSDB. Ao menos até começar o troca-troca.
 
 
O Congresso em Foco também apontou "as falhas das pesquisas". Entre vários exemplos, como Goiás e Pará, destaque para gaúchos e baianos:
Rio Grande do Sul
O que previa o Ibope na véspera:
Germano Rigotto (PMDB), 34%
Olívio Dutra (PT), 25%
Yeda Crusius (PSDB), 25%
Resultado:
Germano Rigotto (PMDB), 27,12%
Olívio Dutra (PT), 27,39%
Yeda Crusius (PSDB), 32,90%
 
Bahia
O que previa o Ibope na véspera:
Paulo Souto (PFL), 51%
Jaques Wagner (PT), 41%
Resultado:
Paulo Souto (PFL), 42,9%
Jaques Wagner (PT), 52,98%
Uma semana antes e o contraste é ainda maior. É só buscar nas Globos.

Escrito por Nelson de Sá às 11h41

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A maldição

Do blog de Xico Sá no iG/Nomínimo, no post "Maldição do Carandiru":

_ Depois da misteriosa morte do coronel Ubiratan, que executou a matança com balas e cães de guerra, Fleury Filho, o governador que deu a ordem para o massacre dos 111, foi condenado nas urnas. Perdeu a reeleição de deputado para Frank Aguiar, “o cãozinho dos teclados”.

Escrito por Nelson de Sá às 11h14

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Dossiê! Dossiê!

Mais que dos eventuais apoios de ex-candidatos federais, candidatos estaduais ou partidos, é da Globo que depende o segundo turno.

No "Bom Dia Brasil", se serve de indicação, Míriam Leitão (vídeo e transcrição) saiu dizendo que "o caso do dossiê vai continuar assombrando o candidato Lula", mas "será possível também discussão de idéias, o que será muito bom para o país".

Já Alexandre Garcia (vídeo e transcrição) segue com o bate-estaca:

_ Atitudes de integrantes da campanha de Lula contribuíram, com o caso do dossiê. E o próprio candidato contribuiu, mantendo o excesso de confiança que o afastou do debate na Globo. No embate entre Lula e Fernando Henrique, ficou a satisfação do ex ao ver que Lula não conseguiu repetir o feito da reeleição em primeiro turno... Cristóvam já deu indicação de que vai apoiar Alckmin. Heloísa fez declaração liberando seus eleitores. Não indicou preferência porque repudia o candidato Lula e não concorda com o que chama de liberalismo de Alckmin. Mas o que importa são seus eleitores: quem são? A antiga esquerda radical petista? O voto de protesto contra os escândalos do governo e a falta de ética?

Janio de Freitas (assinantes Folha e UOL) se pergunta se "o terremoto no último momento foi provocado pela ausência do candidato-presidente ao debate, na TV Globo, ou pela exibição do dinheiro". E comenta:

_ No caso de influência predominante da falta ao debate, seria a segunda participação determinante desses programas de TV em eleições presidenciais. E ambas desfavoráveis a Lula... Sobreveio, nos dois dias seguintes, a superexposição na TV e em jornais, como jamais foi feito em relação às ausências de Fernando Henrique. Nem agora, em ausência idêntica de Aécio. Se a falta de Lula teve influência, isso foi produzido por um programa no portal da madrugada ou pelo volume e modalidade da repercussão dada?

_ Na hipótese de maior influência do dinheiro fotografado, uma constatação é imediata: o contrabando das fotos para jornais e TV, a menos de 48 horas, teve o intuito de influir na disposição de eleitores de Lula. E sua hipótese de que toda a história do dossiê tenha propósitos diferentes dos supostos até aqui não deixa de fazer sentido. Claro que esse sentido será carimbado de vício de teoria conspiratória _carimbo que é um vício. Mas o comportamento do procurador Mário Lúcio Avelar tem conexões esquisitas com comportamentos do delegado Edmilson Pereira Bruno, que fez a distribuição das fotos, mentiu negando-a e terminou por confirmá-la. Foi em plantão seu que se deu a prisão dos que aguardavam, no hotel, a entrega do dossiê (até então, um DVD vazio).

Escrito por Nelson de Sá às 09h50

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Brasil se divide e S.Paulo leva

Bom dia. A coluna "Toda Mídia" de hoje, "São Paulo leva", retrata a expectativa (mas nem tanto) na apuração ao longo do "Fantástico" de ontem, com a lenta imposição do segundo turno pelo eleitorado de São Paulo. Mostra também o impacto da arrancada final de Geraldo Alckmin nos sites de alguns jornais pelo mundo (assinantes Folha e UOL). A Folha Online traz uma repercussão atualizada até esta manhã, aqui.

Abaixo, primeiras páginas de hoje (clique nas imagens). Na Folha, além da manchete, destaque para "Wagner surpreende na Bahia", um dos retratos da barafunda nos levantamentos de intenção de voto, nesta eleição. Em "O Globo", o racha no país vai além da manchete, com "Rio também se divide". No "Valor", mais do que "S.Paulo põe Alckmin no segundo turno", o texto de maior leitura nesta manhã é "Votei nele duas vezes e hoje vim demitir o homem", declaração de um empresário.

Outras primeiras páginas de jornais do Brasil e do mundo, aqui.

 

  

Escrito por Nelson de Sá às 08h05

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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