Toda Mídia
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Ser ou não ser de esquerda

Eliane Cantanhêde informa, sob o título "Novo partido?" (assinantes):
_ No domingo, acaba a eleição e começa o movimento de José Serra e de Aécio Neves por uma legenda para 2010... Serra perdeu a paciência com o PSDB, projetando a possibilidade de um novo partido de centro-esquerda, nacionalista moderno, desenvolvimentista e a favor de um Estado ajustado e ativo.
Se o governador eleito "perdeu a paciência com o PSDB" e fala em esquerda, nacionalismo e Estado, FHC adianta seu projeto de refundação da legenda, na entrevista à rádio BandNews (áudio): 
_ O PSDB tem que se organizar mais, ter estrutura que faça vínculo com a sociedade. [Deve voltar a dialogar] com a Igreja, com os sindicatos e com essa imensa classe média desamparada.
PS - Registre-se que sobrou "vínculo com a sociedade" em um setor, do Rio para baixo, com os ex-ministros Pedro Malan e Pedro Parente.

Escrito por Nelson de Sá às 10h33

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A guerra de classes (e regiões, e cores)

A "guerra de classes" no Brasil foi parar na primeira página do "Wall Street Journal", em longa reportagem dos correspondentes Matt Mofett e Geraldo Samor sobre a "grande divisão cultural entre Norte e Sul", entre ricos e pobres e entre os brasileiros de pele branca e "mais escura".
 
A guerra é exemplificada na "briga de bar" que arrancou o dedo de uma petista no Rio, nos e-mails anônimos que defendem a divisão do Brasil entre "nós" e "eles" (imagem acima, reproduzida com destaque pelo "WSJ" de um dos e-mails de anônimos)
e no engajamento da mídia, com o caso da revista "Veja" e a retórica do preconceito. Jorge Bornhausen também é lembrado.
 
O "ambiente politicamente carregado" da campanha presidencial mostrou "atritos profundos entre classes sociais e regiões", com "a imagem que o Brasil tem de si mesmo como uma 'democracia racial' supertolerante sofrendo um rude teste de realidade", finalmente.
_ Mr. da Silva é o amplo favorito dos eleitores no Nordeste árido, onde nasceu e onde as pessoas são mais pobres e de pele mais escura que as no Sul. O Sul, com as cidades mais glomourosas do país e seus centros de mídia, tem sido bem mais frio com ele.

Escrito por Nelson de Sá às 09h30

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FHC informa: "Eleição você respeita"

Bom dia. A coluna "Toda Mídia" de hoje, "E o mercado ignora", com links, aborda avaliações no exterior sobre por que os mercados financeiros não se abalaram com a polarização das campanhas no Brasil e pela América Latina, neste ano de "febre eleitoral" (assinantes).

Na primeira página da Folha, a informação de que a PF indicia casa de câmbio por "irregularidade na venda de dólares que podem ter sido usados no caso do dossiê". Destaque também para "Impeachment de Lula seria golpe, afirma FHC". Em entrevista à rádio BandNews, o tucano negou que esteja "no rol dos que querem o impeachment":

_ Eleição você respeita. O povo decidiu está decidido.

Franklin Martins comenta em seu blog, que ele prefere chamar de site, sob o título "FHC toma distância da turma com a faca nos dentes".

Em "O Estado de S. Paulo", manchete para a pesquisa Ibope e destaque paralelo para "EUA vão à OMC contra incentivo a exportações" ou contra a MP do Bem. Em "O Globo" (cadastro), "Lula lança programa para estradas, com privatização", o que "contraria discurso".

No "Valor", atenção para o governo de coalizão, na manchete "Eleição nos Estados dá força a Lula". O jornal arrisca um placar de sete para o PMDB (oito, se Roseana for eleita) e quatro para o PT, contra cinco do PSDB. E mais, "Aqui, oposição e situação convergem".

Abaixo, as primeiras páginas (clique nas imagens). Outros jornais do Brasil e do mundo, aqui. Clique em "Map View" e depois em "S. America" para encontrar os brasileiros, como "Zero Hora" (RS) e "O Liberal" (Pará) _e ver o que é engajamento, nos extremos do país.

  

  

Escrito por Nelson de Sá às 08h05

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Em busca do neoliberal perdido

Sob o título "Procura-se: um defensor para a privatização", a nova "Economist" dedica mais um editorial a Lula, cuja campanha trouxe "maus presságios para a reforma econômica" (assinantes). Diz a revista que "a maioria dos brasileiros acredita que o presidente não é corrupto e dá a ele o crédito por um grande programa contra a pobreza e por preservar a estabilidade econômica": 
_ Mas Lula recuperou a liderança em parte pela campanha contra as privatizações feitas pelo partido de Alckmin. [Este] se sentiu obrigado a dizer que privatizar a Petrobras nunca passou pela sua cabeça. Para provar, vestiu uma jaqueta ridícula. E assim a defesa das privatizações se perdeu por ausência [default], uma pena.
Lamentando como "a privatização é impopular na América Latina", o editorial prossegue, longamente, com uma defesa da venda de estatais pelo país, inclusive do Banco do Brasil. Na reportagem da revista, por outro lado, o destaque é um conselho: "Após uma campanha asquerosa [nasty], o presidente do Brasil terá de buscar consenso e reforma".

Escrito por Nelson de Sá às 13h39

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Marta e o boneco de plástico

Reação de Heráclito Fortes, "um dos coordenadores da campanha de Alckmin", ao ser ouvido pela Jovem Pan sobre a proposta de Marta Suplicy hoje na Folha, no artigo "Pelo entendimento nacional" (assinantes):

_ A Marta é uma pessoa rancorosa, com essa arrogância, chamando o Alckmin de boneco de plástico, como fez no debate.

E nada de entendimento nacional.

Escrito por Nelson de Sá às 11h53

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Dispara e pode virar (no RS)

No que restou de emoção nesta campanha de segundo turno, o blog do gaúcho Políbio Braga, que não pode ser confundido como antitucano, acaba de postar, sob o título "Olívio dispara e pode virar a eleição no RS":
_ Saiu a nova pesquisa da revista "Voto": Yeda, 49,2%; Olívio, 43,1%. A queda de Yeda e o avanço de Olívio são surpreendentes, o que quer dizer que ele poderá virar a eleição até domingo.
Mais sobre a campanha nos blogs gaúchos RS Urgente, de Marco Weissheimer, que também escreve na Agência Carta Maior, e A Nova Corja, que é independente e um dos herdeiros do lendário Cardoso
On-line. E em uma nota do "Painel" de hoje (assinantes):
_ Com a liderança na sucessão gaúcha ameaçada por Olívio, que investe no discurso de parceria com Lula, Yeda usará na TV depoimento de Aécio Neves no qual o mineiro diz ser possível governar bem mesmo num partido de oposição ao Planalto.
PS - Para quem ainda se anima com a campanha nacional, está na Folha Online a nova pesquisa CNT/Sensus, com vantagem de 26,4 pontos
nos votos válidos, para Lula. Segundo o G1, que dá em manchete, é "a maior diferença já verificada em pesquisas do segundo turno".

Escrito por Nelson de Sá às 10h13

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Revoada para o Sul (e PF, PF, PF)

Bom dia. Na coluna "Toda Mídia" de hoje, com links, a nota "De Chávez para Bush" retrata o debate e as especulações sobre os rumos da política externa de Lula, no Brasil e fora. E a nota "Revoada para o Sul" observa a disputa crescente das campanhas petista e tucana no RS (assinantes).

Nas primeiras páginas, com fotos dos comícios de encerramento, as manchetes vão por vários caminhos. Em "O Estado", "Lula acena com alívio para Estados endividados", mais a explicação "No RS, que deve muito, presidente fala em renegociação". Na Folha, "União arrecada 81% dos tributos no Sul e Sudeste", mais "Só SP contribuiu com 40,85%".

Sobre o caso do dossiê, nas respectivas submanchetes, "PF localiza laranjas" e "PF suspeita de caixa 2 do PT". Em "O Globo" (cadastro), é a manchete, "PF descobre em Minas outros laranjas do dossiê".

O "Valor" destaca que, segundo pesquisa de Antônio Lavareda, "a privatização virou a cara de Alckmin, num caso bem-sucedido de campanha negativa". E "o tempo igual no segundo turno fez com que o horário de Lula crescesse 40%". Em suma, para o marqueteiro a propaganda _que ele quase dirigiu_ foi essencial na provável derrota.

Abaixo, as primeiras páginas (clique nas imagens). Outros jornais do Brasil e do mundo, aqui. Clique em "Map View" e depois em "S. America" para encontrar os brasileiros, como "Zero Hora" (RS) e "JB" (Rio).

 

  

Escrito por Nelson de Sá às 08h09

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"Surpreendente"

Do Observatório Brasileiro de Mídia, ligado ao Media Watch Global de Ignácio Ramonet, Bernard Cassen e outros, em seu e-mail semanal sobre a cobertura de cinco jornais (Folha, "O Globo", "O Estado", "JB", "Correio Braziliense"), de 14 a 20:
 
_ Um resultado surpreendente. O desequilíbrio registrado na cobertura da campanha presidencial entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, que persitiu durante todo o primeiro turno e também nas duas primeiras semanas do segundo turno, diminuiu.
 
O relatório sublinha que se trata de Lula, o candidato, porque "o presidente ainda tem mais abordagens negativas do que positivas". No "Correio", anota, "o presidente teve 100% de abordagem negativa".

Escrito por Nelson de Sá às 13h32

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Delfim Netto, o absoluto

Delfim Netto, do PMDB de São Paulo e que se sentou na comissão de frente de Lula, no debate da Record, é "o mais cotado" para a Agricultura, informa Guilherme Barros na coluna "Mercado Aberto" (assinantes).
 
Do ex-ministro de muitas pastas, à rádio Jovem Pan, com áudio:
_ Não existe nenhum outro mecanismo para o Brasil voltar a crescer a não ser o absoluto respeito ao equilíbrio fiscal e ao estabelecimento de um teto para as despesas de custeio.
Mas, é claro, "isso não significa reduzir" em saúde, educação etc. etc.

Escrito por Nelson de Sá às 10h44

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O PMDB diante do "presidente-candidato"

Lula, agora chamado de "presidente-candidato" pelo portal G1, das Globos, declarou em longa entrevista pela manhã ao grupo de mídia RBS, do Sul ainda em campanha, que o eventual segundo mandato virá:
_ Com quatro anos de experiência, com mais conhecimento da máquina e da realidade dos Estados. Os ministérios serão indicados de acordo com a força dos Estados e com a composição política para o governo ter mais agilidade e ser mais eficaz.
É do governo de coalizão que se trata ou, mais especificamente:
_ A nossa relação com o PMDB é uma relação com o PMDB nacional que também precisa passar por um processo de reciclagem, porque o PMDB é um partido de característica regional com pouca densidade nacional. Eles precisam se fortalecer do ponto de vista nacional. É preciso uma direção com uma cara mais nacional.
Mais da entrevista na Folha Online, Reuters Brasil e, com áudio, CBN.
 
 
Na Folha, sob o título "PMDB governista articula adesão de alckmistas":
_ O PMDB caminha para aprovar a adesão formal ao governo 15 dias após a eleição. Michel Temer vai convocar o conselho político na segunda semana de novembro. A tendência é formalizar a adesão. "O PMDB, terminada a eleição, tem que fazer reunião para finalmente ter unidade, seja para um lado, seja para o outro", diz.
Como ele, também "o senador eleito Jarbas Vasconcelos, o novo governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, e Luiz Henrique, que disputa segundo turno em Santa Catarina, já dão sinais internamente".

Escrito por Nelson de Sá às 09h58

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Aposentados, pensionistas e Lula

Bom dia. A coluna "Reformas, reformas" retrata a preocupação no exterior com a viabilização das reformas, sobretudo das pensões ou da Previdência Social, no provável segundo mandato de Lula (assinantes).

Nas manchetes da Folha e de "O Estado", a pesquisa Datafolha com os 61% do presidente nos votos válidos, 22 pontos à frente de Geraldo Alckmin. Em "O Globo" (cadastro), o destaque é o superávit do governo federal, que caiu em setembro por conta da "antecipação do pagamento de metade do 13º salário a aposentados e pensionistas".

"Valor", abaixo da manchete para a Vale, avança no detalhamento do segundo mandato e diz que Lula prepara "uma profunda inflexão na política externa", em que "a relação com os países ricos, especialmente os EUA, voltará a ser articulada preferencialmente". E no texto mais lido no site do jornal, agora pela manhã, "O BC e a eleição de Lula", a aposta de que Henrique Meirelles "fica, mas a diretoria deve mudar".

Abaixo, as primeiras páginas (clique nas imagens). Outros jornais do Brasil e do mundo, aqui. Clique em "Map View" e depois em "S. America" para achar os brasileiros, como "Gazeta Mercantil" (SP) e "O Dia" (Rio).  

 

  

Escrito por Nelson de Sá às 08h05

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Ligação direta

Via Blue Bus, uma mensagem postada por Luiz Carlos Azenha há semanas e atualizada no final de semana, "Poder da internet no Brasil foi desconhecido por analistas políticos", no "Vi o Mundo", que marcou esta eleição de 2006:

_ O Brasil costeiro morreu. E já vai tarde. Sejam benvindos a um país mais complexo, em que o poder dos coronéis locais, montados em suas concessões de emissoras de rádio e tevê, se esgarça nas franjas. Se você não sabe o que é uma lan house, nem foi a Parelheiros, não se sinta um idiota. Está lá, em todo bairro pobre de toda cidade brasileira. Um real por hora. É na lan house que a periferia orkuta; que joga aqueles games em que o sangue jorra; que imprime currículos em busca de empregos inexistentes; que baixa o vídeo da Cicarelli. É na lan house que a periferia faz ligação direta no ônibus que nossos comentaristas supõem dirigir.

Escrito por Nelson de Sá às 16h13

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"Photo-op" e nada

Cesar Maia pode ter conseguido que a Globo e até a Record tirassem de Lula o atributo "presidente", mas a função mantém suas regalias, para além de verbas e Aerolula. No registro do G1, "Lula usa boné da Ferrari e condecora Felipe Massa". O piloto se disse "muito honrado" e relatou que "o presidente Lula disse que tem confiança que eu traga muitas alegrias ao país". Não, não é destaque em lugar nenhum.

PS às 16h - Jovem Pan e outros rádios entraram à tarde com a notícia, bem como a Globo, no "dia dos candidatos", e outros sites.

Escrito por Nelson de Sá às 10h42

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Privatização, o retorno

Pode ser um alento para quem anda lamentando, como noticia o "Valor" e como dizia antes o "Financial Times", que "as idéias liberais estão em baixa no Brasil" e que privatização virou "uma palavra suja" na campanha presidencial, para ambos os candidatos. No destaque do "Bom Dia Brasil" (em transcrição ou vídeo gratuito), com ares de comemoração:
_ A empresa privada Vale do Rio Doce bate o martelo e leva a canadense Inco por US$ 18 bilhões... A Vale era estatal. Foi leiloada em maio de 1997. O controle foi adquirido por US$ 3,3 bilhões.
É também a manchete não-eleitoral na Folha Online e em outros, "Vale compra Inco e vira segunda maior mineradora do mundo". Por outro lado, "a empresa afirmou que o BNDES poderá financiar parte da operação".
 
PS - O blog de Carlos Sardenberg já posta que, "se tivesse permanecido estatal, com certeza, a Vale seria uma empresa muitíssimo menor e menos eficiente". Mas ele detalha que "o dono" da Vale é um consórcio que tem a Previ, previdência dos funcionários do Banco do Brasil, "com 49% do capital votante e 59% do total" e o BNDESpar com 11,6% e 9,5%.

Escrito por Nelson de Sá às 09h44

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O pós-guerra

Bom dia. A coluna "Durante o governo FH" aborda a cobertura da Globo para o escândalo das "sanguessugas". No comentário "Eles se repetem, e o tempo passa", uma avaliação do debate da Record (assinantes).

Nas primeiras páginas, também sobre o programa, a Folha destaca que "Alckmin cobra ética e Lula exalta política social na TV". "O Estado", na submanchete, "Alckmin ataca corrupção, Lula mantém ironia".

Em "O Globo" (cadastro), "Lula fala em entendimento após eleição, Alckmin nega". O entendimento está também na submanchete do jornal carioca, com um outro tucano, "FH diz que o PSDB não sabotará o país". No "Valor Econômico", "Aécio propõe fim da 'guerra' no domingo".

Internamente, na Folha, "Serra e Aécio já negociam com o governo Lula". No "Valor", "PT intensifica contatos com governadores eleitos".

Abaixo, as primeiras páginas (clique nas imagens). Outros jornais do Brasil e do mundo, aqui. Clique em "Map View" e depois em "S. America" para achar os brasileiros, como "O Dia" (Rio) e "Gazeta Mercantil" (SP).

 

  

Escrito por Nelson de Sá às 08h11

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O poder da televisão

De uma notícia em "O Estado" (assinantes), sobre o lançamento do livro
"A TV Sob Controle - A resposta da sociedade ao poder da televisão": 
_ Conclusão do sociólogo Laurindo Leal Filho, professor da USP: não há outro país no mundo em que a televisão tenha tanto poder.
E da coluna de Mônica Bergamo, hoje na Folha (assinantes):
_ Lula e o vice-presidente das Organizações Globo tiveram encontro discreto no Planalto, há dez dias, pouco depois do começo do segundo turno. Um dos assuntos foi a campanha. Os ministros e Lula demonstraram, com a sutileza possível, contrariedade com a TV Globo, que deu ampla e intensa cobertura ao escândalo do dossiê. Toninho Drummond, diretor da Globo em Brasília, diz que João Roberto Marinho considerou a conversa "muito civilizada".
Agora pela manhã, no "Bom Dia Brasil", com vídeo grátis, longa reportagem para o dossiê e, por
outro lado, nem menção ao rombo em São Paulo.

Escrito por Nelson de Sá às 10h14

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A oposição que conta e o "golpe"

Fernando de Barros e Silva, hoje na coluna São Paulo (assinantes):
_ A questão relevante que se coloca agora é: haverá 3º turno? O imponderável é a matéria-prima da história, mas se sabe que
a banda udenista sai em farrapos. Bornhausen, Tasso e ACM terão que juntar os cacos antes de falar grosso. Além da debilidade do PFL, Lula terá a força do PMDB e os principais do Nordeste: Bahia, Pernambuco e Ceará. A oposição que de fato conta finca seu
poder em SP e Minas. Mas nem Serra nem Aécio vão endossar o jogo do tapetão, que o primeiro, a amigos, chama de "golpe".
Por outro lado, em reportagens na Folha e em outros, "Alckmin diz que,
se perder, não será conivente com impunidade". Dele, ontem à estatal TV Cultura, "o que o PT não pode exigir da oposição é impunidade".

Escrito por Nelson de Sá às 08h46

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O rombo de SP vs. os dólares do Rio

Bom dia. A coluna "O tempo e as reformas" retrata a perspectiva, no exterior, diante de uma "big win", uma ampla vitória de Lula (assinantes).

Nas primeiras páginas, a Folha dá manchete para o "rombo" deixado por Geraldo Alckmin em São Paulo, "Para fechar as contas, São Paulo reduz obras em até 80%" (assinantes). Detalha que "Estado pára, atrasa ou diminui investimentos". E que a "situação será herdada por Serra".

Na submanchete, "PF investiga três casas de câmbio no caso dossiê". Em "O Globo" (cadastro) e "O Estado", é a manchete, "Dólares para dossiê saíram de corretora da Baixada" e "Saque para dossiê em Nova Iguaçu".

No "Valor", textos voltados a um eventual segundo mandato noticiam que "Governo prevê novas usinas nucleares" e "Agricultura familiar é prioridade", em relação ao agronegócio. Por outro lado, Blairo Maggi, governador reeleito e rei da soja, "fará campanha para Lula no Sul".

Abaixo, as primeiras páginas (clique nas imagens). Outros jornais do Brasil e do mundo, aqui. Clique em "Map View" e depois em "S. America" para achar os brasileiros, como "O Dia" (Rio) e "Gazeta Mercantil" (SP).

 

  

Escrito por Nelson de Sá às 08h05

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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