Toda Mídia
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Hillary, Obama e a política como piada

Que debate, que nada. Hillary Clinton e Barack Obama, mal terminou o evento tão questionado na ABC, correram ao "Colbert Report", paródia no canal Comedy Central para os programas reacionários da Fox News. Ela se fez de técnica e arrumou o telão. Ele entrou no fim, pelo telão.

         

         

Escrito por Nelson de Sá às 11h57

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Não existe problema de inflação no Brasil

Da agência de classificação Moody's, segundo Dow Jones e Thomson:
_ O Banco Central entrou em pânico... Uma vez que não existe problema de inflação no Brasil e as condições monetárias já são restritivas, a decisão de elevar a Selic em meio ponto parece ser um passo na direção errada... A inflação mostrou uma tendência leve de crescimento, ainda longe do limite, mas o mercado estava clamando por uma alta, já que espera retomada da inflação nos próximos meses, e o Banco Central agiu mais para acomodar pressões de mercado... Mesmo com condições monetárias restritivas, a economia se expandiu, nenhum excesso de demanda foi gerado e, consequentemente, a inflação não é problema derivado da demanda no Brasil, o que introduz dúvidas sobre a ação do banco.

Escrito por Nelson de Sá às 11h51

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José Sarney e "a pátria"

O ex-presidente, que iniciou quatro meses atrás a controvérsia sobre a defesa da Amazônia com uma conferência contra Hugo Chávez na Americas Society, escreve hoje, na coluna "Fronteiras sangrentas":

_ Quando eu era presidente, não permiti demarcar reservas na fronteira, mas fizemos reservas descontínuas, que resguardavam a soberania e conjuravam as cassandras do Pentágono, que diziam ser um conflito do futuro da humanidade as "nações indígenas" da Amazônia. O governo que me sucedeu revogou a decisão. O artigo primeiro de nossa Constituição coloca entre os fundamentos do Estado democrático, em primeiro lugar, a soberania. O STF tem o dever irrecusável de defendê-la. Ela é a pátria. Nossas fronteiras são de todos os brasileiros, pardos, brancos, negros e índios. Temos fronteiras de paz com dez países. Não podemos imaginar que elas se tornem sangrentas.

Washington Novaes tem outra opinião, em "Quem é vítima em Roraima?".

No jogo pesado em torno do assunto, que vai muito além da reserva, já tem índio sendo apresentado como "terrorista" com treinamento militar na Venezuela de Chávez, em reportagem do SBT, com vídeo reproduzido agora pela manhã no UOL.

Escrito por Nelson de Sá às 10h18

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Preços, preços

O "China Daily" ressalta que o petróleo, com as reservas americanas em declínio, e o arroz, com a restrição da oferta na Ásia, atingem "altas recordes". Em outra chamada, o temor de maior restrição da política monetária, para conter a inflação, derrubou a bolsa de Shangai.

Na manchete do "Hindu", o governo indiano avaliou que suas medidas contra a inflação, por conta da "alta sem precedentes nos preços das commodities", começam a dar resultado. E recusou demandas da oposição pela volta da distribuição estatal de comida.

E prosseguem no jornal chinês o acompanhamento da tocha, levada ontem por ator bollywoodiano na Índia, e a contenda com a cobertura da CNN. Também o jornal indiano ressaltou o ator e a passagem "pacífica" da tocha pelo país.

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h37

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O declínio americano

O "NYT" diz na manchete que o "declínio econômico" dos EUA chegou aos trabalhadores, que já cumprem menos horas e ganham menos. E O "WSJ" abriu com o segundo "choque" para os americanos, após a gasolina: o preço do gás natural já saltou 93% em oito meses, mas deve subir mais, seguindo outros países.
 
Em outro destaque, o jornal aponta a divisão na economia, com bancos e empresas voltadas ao consumidor interno com faturamento em baixa _e outras, voltadas ao exterior, em alta. O exemplo é a Coca-Cola, cujo presidente ressaltou "uma vibração na América Latina como não vemos há décadas". No "FT", a manchete foi a decisão do Citigroup de cortar custos, com "temor crescente" de demissões.
 
O "WP", que segue com o papa em Washington, ele que rezou com vítimas de abuso de padres, tem como segundo assunto o impacto do "declínio americano" no México, com "aumento da miséria e do desejo de migrar para o Norte", para os EUA.
 
Na foto maior do "NYT", uma menina que recolhe comida em lixão de Port-au-Prince, no Haiti, um dos países onde cresce a "raiva" com a inflação de alimentos, como relata enviado.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h54

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Contra o real forte, imposto

Nos últimos 12 meses, o real liderou a valorização frente ao dólar no mundo, destaca a Folha, dizendo que a alta dos juros do Banco Central aprofunda o movimento. Para desestimular a entrada da moeda no país atrás dos juros mais altos, o governo estuda elevar o imposto sobre aplicações externas na dívida pública.
 
Segundo o "Estado", "o mercado entendeu que o processo de subida deve durar pouco" e os contratos de longo prazo já projetam taxas mais baixas.
 
O "Valor" relata que os bancos nem esperaram o anúncio do BC para elevar seus juros, soltando novas tabelas. Mas sua manchete foi para a perspectiva de reviravolta na legislação de petróleo, com os novos campos. O governo deve "mudar no mínimo a tributação, mas já ocorre debate muito mais amplo, sobre a alteração do modelo".
 
"O Globo" segue com a questão militar, agora dizendo que Lula "repreende" o comandante da Amazônia que afirmou, no Clube Militar, que "o Exército não serve a governos, mas ao Estado".

 

  

Escrito por Nelson de Sá às 08h29

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Um quepe e "o chamado massacre"

O "Jornal Nacional" voltou aos velhos tempos e destacou, depois de "O Globo", o discurso de um general no Clube Militar, com ministro do regime militar na platéia, contra uma decisão de governo eleito. No dizer do site Vi o Mundo, de Luiz Carlos Azenha, é que o jornal "não resiste a um quepe". O jornalista teme "crise militar em gestação".

O mesmo "JN", ontem no aniversário de Eldorado do Carajás, tratou o episódio como "o chamado massacre".

Aqui, a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje, com links.

Escrito por Nelson de Sá às 07h56

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Sem isenção e com fofoca

A rede ABC está sob fogo devido à condução do debate pelos moderadores Charlie Gibson e George Stephanopoulos, dada como enviesada contra Barack Obama nos comentários no site do próprio canal. Outro questionamento, postado pelo "Washington Post" e com ampla repercussão, aponta perguntas superficiais e obsessão por "fococa". O vídeo pode ser visto aqui, na íntegra.

Escrito por Nelson de Sá às 12h11

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Irritando Roberto Cabrini

Uma semana atrás, o "CQC" escalou Danilo Gentili para entrevistar ou "irritar" Roberto Cabrini. Segue abaixo o resultado.

Escrito por Nelson de Sá às 11h26

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500 anos

Enquanto ressurgem na cobertura cenários como o Clube Militar e nomes como Leônidas Pires Gonçalves, contra a reserva em Roraima, apoiados por novas vozes, Janio de Freitas escreve, em "Uma visão sem reservas":

_ A ofensiva contra a efetivação da reserva Raposa/Serra do Sol funda-se na concepção que há 500 anos trata o índio como ser desprezível e exterminável, ainda hoje aquém dos seres beneficiados pelo recente modismo de defesa da vida animal. Os argumentos que unem alguns magistrados do Supremo à idosa oposição do Exército não são mais convincentes do que os opostos aos Villas Bôas na criação do Xingu e aos defensores de outras áreas para os sobreviventes do extermínio... A oposição do Exército considera que a reserva expõe a fronteira a invasões e à perda de soberania. Reservas não impedem nem desobrigam as Forças Armadas de zelarem, como possam, pelo território. Não têm podido muito, mas não por causa de reservas. Uma reserva é menos fechada à entrada de militares do que as inúmeras propriedades, inclusive estrangeiras, que percorrem o território nas fronteiras. E não são vistas como portas abertas a invasões. Não são habitadas por indígenas. Então, não há problema de descontinuidade territorial, soberania _não há problema, ponto. Há 500 anos.

Escrito por Nelson de Sá às 10h53

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Bonner e "o jornalista da TV Record"

O site da Globo não postou o vídeo com William Bonner abordando longamente o caso Roberto Cabrini, só em meio à íntegra do "Jornal Nacional" e para assinantes. Deu transcrição, resumida abaixo:

_ Está preso desde a noite de terça o jornalista Roberto Cabrini, da TV Record. Ele é acusado pela polícia de tráfico de drogas. Cabrini foi repórter na Rede Globo em diversos períodos. Depois, ele passou pelo SBT e pela TV Bandeirantes. Segundo a polícia, foi preso quando estava em seu carro com oito gramas de cocaína, divididos em dez papelotes, e na companhia de uma mulher. O boletim de ocorrência registra que policiais que investigavam uma denúncia de tráfico suspeitaram do carro em que estava o jornalista. Exames feitos no Instituto Médico Legal confirmaram que se trata de cocaína. A mulher que estava com o jornalista carregava um pen drive que continha imagens comprometedoras do repórter.

Para contraste, outra reportagem, em vídeo, ontem no "Jornal da Record".

Escrito por Nelson de Sá às 10h22

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Inflação na China e na Índia

O "China Daily" deu em manchete que a economia chinesa "cresceu mais que o esperado", de novo. E a inflação até baixou um pouco (8,7% para 8,3%), mas os "controles de aperto", segundo o governo, "ainda são necessários". Fala-se em "equilíbrio". Na manchete do "Hindu", o governo indiano se declara disposto a tomar "medidas duras" para conter a inflação no país.
 
Em textos editorializados, o jornal chinês volta a questionar a CNN e ressalta artigo de uma parlamentar alemã, no "Sueddeutsche Zeitung", dizendo que o Ocidente está em "guerra fria contra a China".
 
 

Escrito por Nelson de Sá às 09h57

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Brown e os bancos americanos

O FT" destaca que "os principais reguladores" das finanças mundiais se movimentam para forçar um "maior escrutínio dos bancos". Em visita de surpresa aos EUA, o primeiro-ministro britânico tenta conversar sobre bancos e a crise de crédito, mas George W. Bush, diz o "WSJ", quer tratar de Afeganistão.
 
Sem maior atenção nos EUA, Gordon Brown ganha cobertura nos jornais de Londres por foto e, pior, por discurso na ONU, no "Guardian".
 
O correspondente do "FT" noticia e justifica a alta "surpresa" nos juros do Brasil, reproduzindo a avaliação de que a demanda rompeu o "equilíbrio" e está pressionando a inflação.
 
 

Escrito por Nelson de Sá às 09h30

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Obama sob ataque

Como os demais, o "NYT" cobriu o debate dos democratas, ontem à noite, ressaltando os ataques de Hillary Clinton a Barack Obama, que deixaram o segundo "na defensiva", expressão usada também pelo "WSJ", ou "pressionado", no dizer do "WP". Obama foi questionado em suas "vulnerabilidades", principalmente seu passado, como na relação com um "radical dos anos 60". Ele foi questionado não só por Hillary, mas pelos moderadores, o que o colunista David Brooks já tratou de defender como papel do jornalismo, ponto.
 
O "NYT" abriu no alto uma foto de palestinos feridos no ataque de míssil em Gaza, que matou um câmera da Reuters. Para a manchete, o jornal e o "LAT" escolheram uma decisão da Suprema Corte favorável à injeção letal como método para a pena de morte.
 
Já o "WP" deu grande atenção ao papa em Washington, ao contrário dos demais.
 
 
 

Escrito por Nelson de Sá às 08h50

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O Banco Central se justifica

Os jornais abriram com a alta nos juros, como pedia o presidente do Itaú.
 
A Folha sublinhou a justificação imediata do Banco Central, já ontem, de que é para "reduzir o risco de inflação". E também a coluna de Paulo Nogueira Batista Jr., diretor no FMI, para quem a questão é: "A decisão é um ajuste isolado ou o início de um novo ciclo de alta?". No segundo caso, "coloca em risco o crescimento".
 
Justificando a decisão, o "Valor" destacou que, "antes mesmo de o Copom anunciar a alta de meio ponto na Selic, os custos de captação já estavam subindo para os bancos e elevando o juro no crédito". Cita um empréstimo externo que o Unibanco "acaba de fechar" como exemplo.
 
"O Globo" sublinha que foi "para tentar conter a alta da inflação" e põe em dúvida o efeito sobre o consumo. O "Estado" ressalta a justificação do BC de que é para "realizar de imediato" o ajuste. Ele poderia então ser isolado e não o início de um ciclo.
 
Acima da manchete, "O Globo" destaca ainda que o comandante da Amazônia discursou no Clube Militar, para ex-ministros da ditadura, e chamou de "caótica" a política de reservas indígenas na região.
 
 
  

Escrito por Nelson de Sá às 08h27

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Um oceano de petróleo?

     
 
Enquanto Haroldo Lima se explica na manchete do site Vermelho, do PC do B, a "Economist", a "Forbes", a "BusinessWeek" tentam dar sentido à barafunda criada pelo diretor da agência de petróleo.

"Tem mesmo um oceano de petróleo no Brasil?", pergunta-se a "Economist", com a ilustração acima. As três revistas, em textos adiantados ontem nos sites, respondem em graus diferentes que tem, sim, muito petróleo. Mas deve demorar, é de difícil acesso. Não faltam referências ao país como uma "petropotência".

Agências diversas, noticiando relatório do Credit Suisse, destacaram a avaliação de que o campo não é tão grande, mas "como parte de uma área maior ele pode, de fato, conter 33 bilhões de barris".
 
Aqui, a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h02

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"En passant"

Deu na Folha e em outros, "Lula arrancou risadas" em evento para prefeitos. O UOL News postou o vídeo da TV estatal, abaixo.

Escrito por Nelson de Sá às 11h48

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"É uma vergonha!"

Boris Casoy estreou como âncora do "Jornal da Noite", na segunda-feira, e em seu primeiro comentário, no final do vídeo abaixo, opinou que a dengue no Rio "é uma vergonha".

Escrito por Nelson de Sá às 11h19

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Um outro mundo

Com o título "Petróleo brasileiro" e o subtítulo "Se se confirmar a magnitude, a descobertura de Carioca fará do Brasil uma potência global", o espanhol "El País" aborda em editorial a "boa notícia, sobretudo para o Brasil".
 
Também o jornal fala do país como "Arábia Saudita da América Latina" _e encerra dizendo que "no momento parece que o Oriente Médio pode perder importância relativa e surge um outro mundo".

Escrito por Nelson de Sá às 10h32

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Inflação de comida e protestos

Em foto de manifestação na primeira página do "Hindu", "preços em alta, protestos em crescimento".

E o estatal "China Daily" voltou a atacar a CNN na manchete, agora com ministro exigindo "desculpas" por um comentário no canal chamando os chineses, na cobertura da passagem da tocha pelos EUA, de "o mesmo bando de brutamontes [goons and thugs] que eles têm sido há 150 anos".

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h50

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Brasil como Arábia Saudita

No "FT", manchete para a "luta" do banco UBS por sua reputação. Logo acima, a coluna de Martin Wolf, dizendo que "os bancos não têm como se segurar" e a "auto-regulação não está funcionando". Em suma, cobra intervenção estatal.

No momento em que Silvio Berlusconi anuncia o combate aos imigrantes ilegais na Itália, o "Guardian" dá em manchete que a "onda de crimes de migrantes é mito", na Grã-Bretanha.

Com chamada na capa, inclusive foto, o jornal dedica a página 27 à "corrida ao petróleo" no Brasil "após a descoberta de um campo descrito como capaz de rivalizar com os maiores da Arábia Saudita e do Kuwait".

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h28

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Sem forças no Iraque

Apelando para foto desfocada na capa, o "NYT" destaca a fuga das forças iraquianas de Sadr, a área que concentra as milícias xiitas em Bagdá, apesar dos apelos das forças americanas. Sinal de que o exército iraquiano não seria confiável.

Na manchete, a revelação de que, no projeto de apoio aos americanos atingidos pela crise de crédito imobiliário, os senadores cederam a "lobistas" e aprovaram bilhões para montadoras, empresas aéreas e outras.

Em seus últimos meses no poder e depois de "pressionado por anos", George W. Bush "está mudando de direção quanto ao aquecimento global", noticia o "WSJ", e deve propor "parar o crescimento da emissão de gases poluentes em 2025".

"WP" e "LAT" destacam a "visita histórica" do papa. Na campanha presidencial, registram as últimas pesquisas na disputa democrata, favoráveis a Barack Obama.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h58

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O caso Isabella

Na manchete da Folha e nos telejornais pela manhã, a Polícia Civil de São Paulo concluiu pelo indiciamento do pai e da madrasta pelo assassinato.

A Petrobras avança no exterior e já "incomoda no Japão", noticia o "Valor". O presidente da estatal abriu o Fórum Econômico no México como "rockstar", segundo a cobertura local, e dizendo que as reservas de Brasil, Venezuela e Canadá são o futuro energético das Américas, segundo a France Presse.
 
O "Estado" destaca o salto nas ações das companhias envolvidas com o megacampo Carioca, enquanto "O Globo" segue com o diretor da agência de petróleo, agora sob investigação do Ministério Público Federal.
 
Na manchete, o "Valor" alerta que os juros dos CDBs saltaram e a menor liquidez já se faz sentir no crédito. Sai hoje a elevação nos juros do Banco Central.
 
E a Folha avisa que o sistema elétrico de São Paulo, que sofreu incêndios em estações na última semana, vive "situação crítica", segundo o Operador.

 

  

Escrito por Nelson de Sá às 08h28

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Brasil, Venezuela, Rússia

Na principal notícia de Brasil no Yahoo News, ontem à noite, com reprodução também nos sites de "NYT", "Washington Post" e outros, "Brasil e Rússia vão desenvolver jatos militares em conjunto", da AP.

Antes, desde Caracas, a Reuters noticiou que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, depois de se reunir com Hugo Chávez, "prevê a instalação do Conselho Sul-Americano de Defesa ainda este ano". E o ministro não vê corrida armamentista. "É importante que os países tenham armas."

Aqui, a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje, com links.

Escrito por Nelson de Sá às 07h59

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Espalha-se pelo YouTube um vídeo chinês contra a cobertura ocidental dos conflitos no Tibete. Chama-se "Don't be too CNN", não seja CNN demais. O canal americano é um dos focos dos ataques chineses à mídia ocidental. Traduzindo a tradução da Reuters, canta a jovem, "a CNN jura solenemente que tudo o que está no ar é a verdade, mas aos poucos eu descobri aos poucos que é realmente para enganar".

Outro vídeo questiona a BBC, aqui.

Escrito por Nelson de Sá às 11h44

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Carioca e o mundo

O presidente da Agência Nacional de Petróleo apareceu com desculpa mais ou menos aceitável para a divulgação da descoberta, nas manchetes on-line, e a notícia vai se estabelecendo, de fora para dentro: ao que tudo indica, o Brasil descobriu "uma das maiores reservas do mundo", no destaque do site especializado Energy Current.

A agência indiana IANS e a chinesa Xinhua falam em "terceiro maior campo do mundo". Os sites de "WSJ" e "FT" já noticiam.

O que mais ecoa no exterior é o salto nas ações das companhias associadas à Petrobras no novo campo. É assim com a BG em Londres, segundo a Thomson, com a Galp em Lisboa, segundo a Bloomberg, e com a Repsol em Madri, segundo agências. Quem está se roendo de inveja, diz o britânido "Times", é a Shell.

Em tempo, a notícia sobre o campo, que Haroldo Lima diz ter comentado, saiu em fevereiro no site e revista "World Oil", aqui.

Escrito por Nelson de Sá às 10h37

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Bolsa cai na China, comida sobe na Índia

No estatal "China Daily", manchete para as "Medidas de melhoria da qualidade do ar", às vésperas dos Jogos Olímpicos, e atenção também para a recepção em Hong Kong da aproximação China/Formosa. Lá embaixo na primeira página, as ações caíram na bolsa de Xangai, para o menor valor em um ano.
 
E o "Hindu" destaca as dificuldades do governo centrista no congresso indiano, por conta da inflação dos alimentos, com a Esquerda planejando marcha e o partido Janata, de direita, também programando manifestações.
 
 

Escrito por Nelson de Sá às 09h58

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... E o petróleo em alta

Como o "WSJ", também o "FT" sublinha a perspectiva de queda na produção de petróleo da Rússia _e no site, agora pela manhã, noticia os novos recordes. Já o "Guardian" destaca, sobre o etanol, que as companhias de distribuição de petróleo disseram que não têm como respeitar a ordem britânica de elevar a mistura à gasolina para 2,5%, a partir de hoje.

O "FT" dá em manchete as dificuldades no quarto maior banco americano, Wachovia, que avisou que a economia dos EUA está se deteriorando rapidamente, com a crise de crédito avançando para outros setores. E o "Guardian" dá em manchete a crise no setor imobiliário da Grã-Bretanha.

Os dois jornais abrem a mesma foto da autora britânica JK Rowling, ao entrar para audiência na Justiça de Nova York, onde tenta frear a publicação de uma enciclopédia sobre seu personagem Harry Potter.

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h31

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Etanol sob fogo...

Com foto de plantação de arroz no Laos, o "NYT" destaca, sob o enunciado "Opções de combustível, crises de alimento e apontar de dedos", a reação contra a política de apoio aos biocombustíveis nos EUA e Europa, que partiria de "líderes de países pobres" e "muitos especialistas". E não adianta "argumentar que é só um dos fatores na alta dos preços da comida". Etanol "e similares" estão se tornando "um novo foco na diplomacia global".
 
Também no jornal, a conjunção da alta em gasolina e alimentos com o aperto no crédito derruba o consumo e causa "onda de falências" no comércio americano. No "WSJ", a queda na produção de petróleo da Rússia levanta temor de queda na oferta _e já se reflete em novos recordes no preço, agora pela manhã.
 
Registro paralelo no "NYT" e no "WSJ", a fusão da Northwest e da Delta para criar a maior empresa aérea do mundo, no setor em consolidação nos EUA, foi a manchete de "WP" e "LAT".

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h02

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O novo megacampo

Sem negar o novo megacampo, Lula afirma apenas que foi "precipitado" o anúncio por Haroldo Lima, diz a Folha. Foi um "embaraço", destaca o "Valor". "Pode ter punição", sublinha "O Globo". O "Estado", no enunciado, preferiu se concentrar no próprio "novo megacampo".

 

Nos jornais da Argentina, registra a BBC Brasil, Lula já é dado por "xeque" e o Brasil por "potência do petróleo". Na Espanha, festejam a fatia da Repsol no campo.

 

Em registro histórico, o "Valor" relata que Alan Greenspan, então presidente do Fed, quatro meses antes da eleição de 2002, temia "contágio de Lula" na América Latina, com o avanço da esquerda. E em manchete focada no Nordeste, região que vem recebendo atenção no exterior, o jornal diz que os governadores tentam ampliar seu limite de endividamento nas Parcerias Público-Privadas.

 

Por fim, o delegado da Polícia Federal que investiga o vazamento diz que o "banco de dados" é, sim, um "dossiê", noticia a Folha.

 

  

Escrito por Nelson de Sá às 08h23

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Pode ser, pode ser

Meio da tarde e era o topo do Google Notícias, que busca sites brasileiros, e manchete da Folha Online ("pode ser cinco vezes maior que Tupi") ao Terra ("pode ser a maior descoberta desde 1987"). Nas buscas de Brasil por Google News e outros em inglês e espanhol, a mesma coisa, "pode ser grande descoberta".

Daí ao "Wall Street Journal", postando que um dos "grandes ganhadores" do dia era a Petrobras, que saltou 8% em Wall Street. Citava, do diretor da agência de petróleo, "pode ser a maior descoberta jamais feita no mundo". Depois, registrou o "WSJ", "porta-voz esclareceu que Mr. Lima estava comentando notícias".

Pode ser, mas então, por Google Notícias, Reuters Brasil etc., o destaque já era que, segundo a Petrobras, ainda faltam "dados conclusivos". E a Comissão de Valores Mobiliários já cobra "explicações sobre a divulgação pelo diretor da agência", Mr. Haroldo Lima.

 

Leia a coluna "Toda Mídia" de hoje na íntegra, aqui.

Escrito por Nelson de Sá às 08h00

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"Fox News", o documentário

Instigado pelos elogios sem fim _e agora patéticos_ do canal de Rupert Murdoch ao presidente em fim de mandato, o "Daily Show", humorístico de Jon Stewart, fez um "documentário" sobre a própria Fox News. Abaixo, a primeira parte. O destino do canal de notícias é visto como interligado ao do Partido Republicano, na eleição.

 

Escrito por Nelson de Sá às 11h59

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Fórum Econômico entre nós

O YouTube Brasil se esforça por destacar a "Pergunta da América Latina", feita em vídeo por Paulo Coelho aos brasileiros e "latinos" que queiram "participar" da conferência regional do Fórum Econômico Mundial, ainda este mês em Cancún, no México. "O que você acha que os países, as empresas e os indíviduos devem fazer para que o mundo se torne um lugar melhor em 2008?" é a "questão latina" do fórum, modelo suíço do porto-alegrense Fórum Social Mundial.

 

Escrito por Nelson de Sá às 11h51

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Sem imprensa, sem polícia

Na manchete do Globo Online pela manhã, "Caso Isabella: polícia chega a 52 testemunhas sem indiciar ninguém". Sobre o tema, duas opiniões. De Fernando de Barros e Silva, em "Invasões bárbaras": 

_ Não houve, nas últimas semanas, assunto capaz de rivalizar com o "caso Isabella". Mesmo quem quis se preservar alheio acabou tragado pelo turbilhão do noticiário: onipresente nas TVs e rádios, freqüentou, na internet, os primeiros lugares de notícias mais acessadas e recebeu, de jornais e revistas, páginas e mais páginas. Estamos diante de um episódio em que o interesse público tende a ser nulo, mas que mobiliza no grau máximo o interesse do público. E não é simples definir onde termina a demanda por informação e onde a mídia começa a engendrar necessidades psicológicas e/ou sociais.

E de Alba Zaluar, em "Grande Irmão Brasil":

_ O que vimos foi mais que afobação nas cenas todos os dias, de manhã, de tarde e de noite para o Grande Irmão. Foi o açodamento na condenação pela platéia que agia segundo impulsos do comportamento de multidão. Mas alimentados por declarações de promotores, testemunhas e policiais. A mídia virou o tribunal. A imprensa cobra o que resta a esclarecer como se fosse ela o veículo para elucidar o crime bárbaro. Estamos diante do espetáculo-drama midiático que se apropriou da proclamação de justiça e que vende... Pior, muito pior, é o que acontece nos becos das favelas e periferias ou nos ermos do território brasileiro, sem imprensa, sem polícia, sem Justiça.

Escrito por Nelson de Sá às 09h25

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China e Formosa, juntas

O estatal "China Daily" dá em manchete que o governo chinês anunciou negociações para acordo econômico e comercial com Formosa (Taiwan), em "oportunidade histórica". Na foto, "o ator de Hong Kong" Jet Li e "a atriz do continente" Siqin Gowa exibem seus prêmios no festival de Hong Kong, sob o título "Somos vencedores".

 

O "Hindu" abre com a primeira prova de vinculação entre o atentado de 2006 em Mumbai, que matou 209, e os rebeldes paquistanes de Kashmir. Destaca também que os maoístas devem obter a maioria nas eleições do Nepal, na fronteira entre Índia e China. 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h24

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Caos lá (e a reação)

Além do "chamado" dos líderes mundiais contra a alta dos alimentos, na reunião do FMI, o "FT" destacou a fusão próxima entre Delta e Northwest, que criariam a maior empresa aérea do mundo. O setor, que nos EUA vive "caos" nos aeroportos, com cancelamentos etc., sofre "pressão para se consolidar".

 

O "Guardian", depois de pressionar na questão da alta dos alimentos, agora se volta ao aquecimento global, com manchete para a crítica da ONU às "nações ricas", por não "liderar no corte de emissões".

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h23

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Crise, que crise?

O "WSJ" destaca a inflação da comida e as revoltas que estimula, como a preocupação maior da reunião do FMI que terminou ontem, mas sublinha que pouco se resolveu de prático, na questão. Na cobertura do "NYT" para a reunião, a visão dos "líderes mundiais" de que a alta nos alimentos seria mais perigosa que a crise de crédito dos EUA, antes dada como "a maior desde 1929".

Em destaque no "NYT", a foto de um templo vazio e a "incerteza" na Igreja Católica americana, na visita do papa. Também o "WSJ" sublinha que Bento 16 vai encontrar uma igreja "mais problemática". O "LAT" diz que o papa leva "agenda de esperança".

O "WP" debate uma decisão a ser tomada pela Suprema Corte, esta semana, e que pode limitar a pena de morte, o que a Justiça americana vem fazendo há 30 anos. Após restringir a punição para doentes mentais e jovens que matam e para adultos que estupram adultos, deve decidir sobre adultos que estupram crianças.

O "LAT" dá manchete para as organizações ambientalistas, que nos EUA priorizam agora o combate às novas usinas de carvão.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h21

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Movimento estudantil

Na Folha e em "O Globo", manchete para a vitória do movimento de ocupação da reitoria da UnB, com a queda do reitor. Mais no blog Ocupação UnB.

O "Valor" destaca que, junto com mineração e siderurgia, os bancos seguem _no Brasil_ na liderança em lucro. Também no jornal, a avaliação do ministro Mangabeira Unger de que a prosperidade do país é "aparente", "superficial" e "frágil".

Por fim, também no "Valor", o levantamento de que o PMDB já é o maior aliado eleitoral do PT, para este ano, superando PSB e PC do B.

No "Estado", a "farra de contratações" nos municípios do Rio que recebem royalties de petróleo, segundo levantamento da Universidade Cândido Mendes.

 

 

  

Escrito por Nelson de Sá às 09h20

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Apanha, apanha e cresce

Surgiu como spam na quinta -e sábado saiu no "Jornal do Brasil", sob o título "Dilma apanha, apanha e cresce". Foi o "grande susto" de uma pesquisa interna do PSDB mostrando "ascensão surpreendente depois que surgiu o escândalo". Ecoou por blogs, de Ricardo Noblat ao Dilma Presidente.

 

Ontem, Eliane Cantanhêde informou que a ministra já estaria em terceiro, para presidente, na Bahia. Com "tanta exposição nas TVs", ela "deixou de ser uma estranha". Mais uma vez, ecoou pela blogosfera política. Sua candidatura, registre-se, já era dada por "morta".

 

Leia a coluna "Toda Mídia" de hoje, com links, aqui (assinantes Folha e UOL).

Escrito por Nelson de Sá às 09h19

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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