Toda Mídia
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Porque hoje é sexta

E enquanto a cobertura da campanha para prefeito de São Paulo se concentra em Orestes Quércia, os congestionamentos na cidade ganham até série do UOL, com manchetes todos os dias, hoje "Trânsito caótico gera e potencializa o estresse em São Paulo".

O "Casseta e Planeta" também tratou da questão, esta semana:

Escrito por Nelson de Sá às 12h05

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Na cama com Obama

Conversando com o autor dos discursos que tem só 26 anos ou com a diretora de arrecadação que prioriza a web, a âncora Katie Couric, da CBS, passeia pelos bastidores da campanha do democrata.

Escrito por Nelson de Sá às 11h42

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"On the edge of destruction"

Enquanto o governador Blairo Maggi diz que o desmatamento é a solução para a crise global anunciada pela ONU e senadores da Amazônia pressionam contra a operação Arco de Fogo, prossegue a campanha internacional de mídia contra o avanço sobre a Amazônia. O "New York Times" e outros já apoiaram a Polícia Federal.

E agora é vez da revista do "FT", na longa reportagem "No limiar da destruição", de Jonathan Wheatley, com fotos de Eduardo Martino. Eles focam, não na operação, mas o próprio "arco de fogo" que avança sobre a floresta. E também as ações da Aliança da Terra, de fazendeiros como o texano John Carter, que tem por bordão "Produzindo certo".

Escrito por Nelson de Sá às 10h34

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A China reage?

O estatal "China Daily" festeja em manchete que a bolsa deu o maior salto em seis anos, depois que o governo baixou a taxação do mercado financeiro, "intervenção" questionada hoje em editorial do "Financial Times". Paralelamente, o jornal chinês registra que a promessa do governo de não suspender a exportação de arroz foi elogiada pela ONU.

O "Hindu" segue com a controvérsia sobre os "conselhos" dos EUA à Índia, em relação à visita do presidente do Irã ao país, agora com a versão americana de que a questão não vai ter reflexo no acordo nuclear que EUA e Índia negociam. Na foto principal, o protesto contra a inflação dos alimentos, que impediu sessão parlamentar.

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h54

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A Vale no palco do mundo

 
O "WSJ", na primeira página e com o vídeo acima no site, destaca como a brasileira Vale, "a exemplo de outras antes obscuras empresas de mercados emergentes", enfrenta hoje os "gigantes globais". Mas seu "raro tropeço" anunciado ontem, também chamada na Folha, "mostra os desafios que essas empresas ainda encaram ao tentar ocupar a boca de cena do palco mundial".
 
Em dia sem foco claro, o "NYT" ressalta avanços dos governos aliados dos EUA no Paquistão, perto de acordo com militantes tribais, e no Iraque, com a volta do principal bloco sunita à coalizão. No "WSJ", cuja imagem de capa não foi possível reproduzir hoje: armas iranianas de produção recente foram encontradas no Iraque, dizem militares americanos. Também segundo fontes americanas, o "FT" dá em manchete que a Coréia do Norte "ajudou" a Síria a desenvolver um reator nuclear. O "LAT" também dá atenção à Síria, na capa.
 
O "NYT" ressalta ainda a crise aérea continuada nos EUA, com alta no número de "quase colisões" e no risco em pousos e aterrissagens.

 

   

Escrito por Nelson de Sá às 09h02

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Enfim, a tele nacional (ou BrOi)

O "Valor" dá na manchete que nasceu, finalmente, "a tele nacional" que vai enfrentar a espanhola Telefônica e a mexicana Telmex (Net). Diz que os acionistas de Brasil Telecom (BrT) e Oi (ex-Telemar) "fecharam os detalhes finais para a reestruturação societária das duas e a venda do controle da BrT à Oi". Foi depois que "o conselho da BrT aprovou o fim dos litígios judiciais com o Opportunity", de Daniel Dantas.

Segundo Guilherme Barros, na Folha, Dilma Rousseff "articulou a operação, mas exigiu de Sérgio Andrade e Carlos Jereissati [da Oi] que dobrassem o investimento que fizeram na privatização, com o que eles concordaram". O negócio "sela o fim de uma das maiores disputas empresariais da história do país, envolvendo o Citigroup, os fundos de pensão e o Opportunity, de Daniel Dantas".

Nas manchetes de Folha e "O Globo", a prisão de Ricardo Tosto, um dos mais célebres advogados de São Paulo _de Paulo Maluf, Edemar Cid Ferreira, "grandes empresas" e que comanda um escritório com 132 advogados. Ele integra o conselho do BNDES por indicação da Força Sindical e é acusado de participar de uma "quadrilha que desviava empréstimos a prefeituras e empresas privadas".

O "Estado", o jornal mais atento ao agronegócio, saúda como, "sob ataque cerrado, o etanol brasileiro dá sinais de ter chegado à maturidade", com "dois supernegócios", a entrada da British Petroleum no setor e a compra dos postos da Exxon pela Cosan.
 
Nas fotos, "Estado" e Folha destacam o teste de luz da "ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira, que ligará a av. Jornalista Roberto Marinho à Marginal Pinheiros".

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h08

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"Big Oil" no etanol, contra a Petrobras

Até foi notícia por aqui, mas ecoou mais no exterior a compra de metade da Tropical BioEnergia pela British Petroleum. Estava lá, ontem no alto da home do "Financial Times", sublinhando que a petroleira já explica que etanol de cana "não afeta a oferta de alimentos". Mas foi Kenneth Rapoza, da Dow Jones, quem identificou o significado do negócio, no texto ""Big Oil" entra na indústria de etanol do Brasil". "E finalmente aconteceu", abre ele, dizendo que "a primeira" grande companhia de petróleo subiu "contra a corrente" e entrou no "mundo verde do etanol". Outras "majors", dos EUA, estariam "prospectando" aquisições em etanol no Brasil. E o avanço da BP é "um alerta" para a Petrobras se mexer no setor, registra a Dow Jones.
 
Em outro "alerta" à Petrobras, a Cosan, maior empresa brasileira de etanol, comprou o serviço de distribuição da Exxon. De novo, ecoou mais no exterior, com o site do "Wall Street Journal" ressaltando em longa reportagem que foi para "melhor distribuir seu etanol". O site do "FT" também deu. Mas uma análise de Antonio Regalado em blog do "WSJ" perguntou o mais importante: "Quem está ajudando a Cosan a comprar os postos?". Arriscou, citando "o mercado", que é a mesma British Petroleum que levou 50% da Tropical BioEnergia.
 
Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia".

Escrito por Nelson de Sá às 07h53

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Torta na cara dos biocombustíveis

Demorou um pouco, mas o ataque com duas tortas ao colunista Thomas L. Friedman, do "New York Times", chegou ontem ao YouTube, postado pelos próprios "guerrilheiros Greenwash".

Foi anteontem, durante discurso na Universidade Brown, a mesma de FHC, em que o jornalista defendeu os biocombustíveis como alternativa de energia. Os dois jovens fugiram jogando panfletos sobre a platéia, em que proclamavam, segundo o "Providence Journal":

_ Thomas Friedman merece uma torta na cara por dizer ao mundo que o livre mercado e os ajustes de tecnologia podem nos salvar da mudança no clima. Dos créditos de carbono aos biocombustíveis, essas distrações são perigosas em si mesmas e por encorajar a inação diante dos verdadeiros problemas.

Escrito por Nelson de Sá às 11h47

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Balões de festa

Há dias que nada se compara, em noticiário sobre Brasil no exterior, ao padre que se perdeu no mar ao voar "balões de festa". Abaixo, a CNN. Mas tem também BBC, Fox News etc. E os jornais todos, alguns também com vídeo, outros com enunciados tipo "Up and Away".

Por aqui, o que não falta é mensagem de "humor nigérrimo", como diz o Kibe Loco, que reproduziu uma das imagens que circulam por e-mail.

Escrito por Nelson de Sá às 11h19

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Top, top, top

A americana "Foreign Policy" e a britânica "Prospect" lançaram nova versão da enquete sobre os intelectuais "top" do mundo. Na lista de cem que fizeram, para os internautas selecionarem cinco até o dia 15 de maio, está FHC. Ele também estava na primeira versão, três anos atrás.

No site, a razão dada pelas revistas para sua indicação é ser "sociólogo de renome internacional, ex-presidente do Brasil, professor na Universidade Brown" e, como sempre, co-autor de "Dependência e Desenvolvimento na América Latina".

Ironicamente, o livro e sua teoria da dependência se celebrizaram nos anos 60 por servirem de base conceitual às organizações de esquerda, na opção pela luta armada. E a enquete é esforço de divulgação da nova "Prospect", que trata de 1968 e de como o radical Christopher Hitchens dos anos 60 virou porta-bandeira de George W. Bush.

Para votar, clique em cinco nomes, aqui. Registre-se que a enquete de 2005 teria sido "vítima de campanhas organizadas de votação".

Escrito por Nelson de Sá às 10h49

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Romance

De Renata Lo Prete, em "Muito vivo":
_ Enquanto todos se impressionavam com a movimentação de Aécio, em contraste com a imobilidade de Serra, este apadrinhou um lance _o apoio do PMDB a Kassab_ que deixou perplexos seus adversários. O acordo sepulta a idéia de que o PMDB teria apenas duas opções na sucessão presidencial: o candidato de Lula ou Aécio. Um novo romance está no ar.
Em 2010, "Quércia, candidato ao Senado, estará automaticamente no barco de Serra". Com Jarbas Vasconcelos, talvez Requião etc.

Escrito por Nelson de Sá às 10h18

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China e Índia vs. França e EUA

Na manchete do "China Daily", o governo corta a taxação de ações para animar a bolsa, que já reage.

Em meio à onda nacionalista, o jornal ressalta pesquisa de instituto "independente" mostrando queda entre os chineses na popularidade da França, onde os protestos contra a tocha olímpica foram mais violentos.

E a Índia está às voltas com a visita do presidente do Irã e as pressões americanas, com o chanceler indiano dizendo que a questão nuclear iraniana é assunto para a agência da ONU, não para os EUA.

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h51

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Dúvidas sobre Obama, perguntas sobre raça

O "NYT" vai direto ao problema, "Para os democratas, perguntas sobre raça e elegibilidade", a fazer sobre Barack Obama, depois da vitória de Hillary Clinton na Pensilvânia. O "WSJ", na mesma linha, diz que a derrota levanta "dúvidas sobre Obama" e informa que Hillary fez arrecadação recorde depois da Pensilvânia, também destaque no "NYT". O "WP" já traz foto de Indiana, o próximo palco da batalha sem fim que "divide os democratas".

Na manchete do "WSJ", a divisão no banco central americano, que deverá reduzir novamente a taxa na semana que vem, mas estuda uma pausa nos cortes de juros, pelo temor de inflação.

Atento aos emergentes, o "NYT", em destaque sobre a Rússia, diz que o governo favorece a Igreja Ortodoxa e persegue protestantes. Sobre a Índia, ressalta a terceirização "em cubículos" dos serviços de cobrança por telefone dos EUA. Sobre a China, a "crescente classe média" elegeu seu símbolo de sucesso: comprar um carro.

China cujo fundo soberano ou estatal, ressalta o "FT", elevou seu "poder" de investimento global para US$ 90 bilhões. É uma das armas chinesas para ação nos mercados financeiros, inclusive bancos americanos e europeus em crise. Mas o "FT", por outro lado, avalia que já diminuiu o "temor" com os bancos ocidentais, após a série de ações "não-convencionais" dos bancos centrais.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h59

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Em disparada (gasolina, comida, CDBs...)

A Folha noticia que a "equipe econômica do governo" e o Banco Central, dados como entidades separadas, já trabalham com a perspectiva de alta no preço da gasolina, depois de três anos.
 
Em reação à elevação dos juros do BC, a exemplo da eventual alta no preço da gasolina, a disparada nas taxas dos CDBs já levam os bancos a "bater recordes" de captação, na manchete do "Valor".
 
No "Globo", a atenção é para a disparada no preço dos alimentos, que saltaram 20% no país e levaram o governo ontem a suspender as exportações de arroz do estoque público e a pressionar o setor privado a fazer o mesmo. E "o milho pode ser o próximo".
 
Nas fotos de "Estado", "Globo" e "Folha", várias versões para o reencontro histórico de Lula, FHC, Fernando Collor e José Sarney (faltou Itamar Franco) e para a sujeição dos presidentes à Justiça.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h21

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O etanol contra-ataca

No alto dos portais, tarde e noite de quarta-feira, e entrando pela escalada de TV, Lula seguiu em campanha pelos biocombustíveis, apontando "leviandade" nos ataques. No esforço nacional, José Goldemberg, 79, um dos "heróis do ambiente" da "Time", "desconstrói ataque ao etanol de cana", no título de entrevista ao "Valor".

Mas é no exterior que se nota o refluxo na crítica, em reportagens de capa no "New York Times", contra o retorno europeu ao carvão, e no "Financial Times", culpando o eventual recuo no apoio europeu e americano ao etanol pelos US$ 120 do petróleo. O "FT" deu até uma longa carta de um professor australiano em defesa do etanol do Brasil.

Já "Forbes" e o CNET News saudaram o acordo entre a californiana Amyris e a brasileira Crystalsev, para desenvolver o etanol por aqui.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h04

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"Contribua US$ 5"

Sites de cobertura política como Huffington Post, que dá a manchete "And the winner is: John McCain" e linka para a análise de que os democratas vão continuar sangrando, e Politico, que dá em manchete que Hillary "formata a vitória como sinal de força", não estão convencidos de que a Pensilvânia muda a maré, como espalha a candidata.

Mas o site de sua campanha aproveita o "momentum" e pede dinheiro.

Escrito por Nelson de Sá às 12h08

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"Que susto!!"

Já tem vídeo gravado na hora do terremoto. Diz Tipaves, o autor:

_ Estava de bobeira mexendo no celular, brincando com a câmera, tentando pegar algumas imagens de um jogo... De repente comecei a sentir um tremor... Virei a câmera para o móvel do computador e vi os objetos tremendo. Que susto!!

Escrito por Nelson de Sá às 11h44

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Crianças e a mídia

A polícia paulista evitou dar mais um capítulo à telenovela "caso Isabella" e José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, avisou a Globo no site da própria Globo:
_ Não há como fugir do assunto. A mídia, no entanto, tem que se policiar. Não dá para roer os ossos. Com a carga dramática que o crime encerra, a mídia não pode carregar nas tintas e acentuar o que já é trágico. Há, inclusive, o risco de saturação. De repente ninguém aguenta mais. Não quero avaliar se este ou aquele fez uma cobertura mais correta, mas a coisa está ficando insuportável... Tem uma hora que chega. Por isso guerra de audiência não vale. Quando o drama não for mais manchete dos jornais e não segurar mais o Ibope da TV, tudo voltará ao que era antes. Mas se houver sensacionalismo as marcas da exploração demoram para ser apagadas.
E o risco de exploração da violência contra crianças já está de volta às manchetes on-line, agora pela manhã no portal Terra, seguido em pouco tempo por Globo Online, iG e outros: "CPI detecta 200 pedófilos entre três mil perfis de site" do Google.
 
O senador Magno Malta, de carreira voltada a causas do gênero, foi quem espalhou o "levantamento preliminar". "Temos as imagens, os comentários dos usuários e os dados de acesso, sabemos quem acessou e quando acessou", relatou o diretor do Google, em indicação do que está por vir, se a cobertura seguir o padrão vigente.

Escrito por Nelson de Sá às 11h30

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Comida, comida

O "China Daily" dá manchete para o temor da ONU de que a "crise de comida" afete milhões, com atenção ainda às "dúvidas" do primeiro-ministro britânico sobre os biocombustíveis. Abaixo, a promessa da Opep de elevar produção. Já o "Hindu" saúda a "provável safra recorde" de grãos na Índia, que "pode" levar à queda dos preços.

Na onda nacionalista, o jornal estatal chinês ressalta que portais gigantes como Sohu.com e Sina.com estão em campanha para o envio de bandeiras da China aos "patriotas" que, no exterior, defendem o país.

E o jornal indiano noticia que o país "rejeitou conselhos" dos EUA sobre a visita do presidente do Irã, prevista para este final de semana.

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h52

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"Staying alive"

O "NYT" sublinhou na manchete que Hillary Clinton bateu Barack Obama "claramente" na Pensilvânia e agora tem "argumento para continuar lutando". Na foto, seu maior cabo eleitoral, a filha Chelsea _e não o marido ex-presidente. O "WSJ", dizendo que "ambos" os democratas saíram machucados da disputa, destacou que Hillary "segue viva". O "WP", também com Hillary e Chelsea na foto e ressaltando que "a disputa continua", acrescenta que Obama "tirou as luvas" e deve continuar sem elas, daqui para a frente. O "FT", que apoiou Obama em editorial, ainda duvida se a vitória "foi o bastante?".
 
No destaque de energia do "NYT", a notícia de que a Europa, diante da alta no petróleo e da campanha crescente contra o etanol, se volta para o carvão novamente e provoca "alarme" ambientalista. E pela primeira vez o "FT" relacionou diretamente, em enunciado na capa, a alta no petróleo e o etanol em "escalada de dúvidas".
 
Na "guerra dos jornais" de Nova York, o "NYT" ressaltou que "Murdoch se move" para comprar o "Newsday". E o próprio "WSJ" levou para a capa que seu editor decidiu sair depois de "sugestão" superior, ou seja, de Rupert Murdoch, e não por iniciativa própria.

 

  

Escrito por Nelson de Sá às 09h00

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O susto

Nos jornais paulistas, o mesmo enunciado "Terremoto assusta São Paulo". Foi o maior desde 1922, segundo a Folha, ou o maior da história, segundo o "Estado". "O Globo" deu com destaque menor que o "tremor assusta no Rio e em São Paulo". O "Valor" só registrou. O terremoto foi sentido depois de serem fechadas as primeiras edições dos jornais. Nos relatos de mesas e camas se movendo, um retrato da insegurança que tomou, principalmente, São Paulo.
 
No destaque político da Folha, do "Painel", o apoio quercista a Gilberto Kassab. O candidato do tucano José Serra ganha tempo de TV contra o tucano Geraldo Alckmin, sob pressão para não sair candidato.
 
Na manchete do "Globo", que pressiona para Lula não ceder em Itaipu, um enunciado irônico com a declaração de Celso Amorim para o Brasil ser "generoso" com o Paraguai. Para o "Valor", o desafio do eleito Fernando Lugo, mais que renegociar Itaipu, é governar sem maioria. Por outro lado, Elio Gaspari escreve que sua eleição, derrotando a "cleptocracia colorada", importa mais que o debate sobre Itaipu.
 
Na manchete do "Estado", que prioriza há dias a defesa do etanol, a disparada do petróleoNa manchete do "Valor", que também vem priorizando o setor de energia, a entrada dos fundos de pensão de Petrobras e Caixa na disputa por uma das usinas do rio Madeira.

 

  

Escrito por Nelson de Sá às 08h41

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Um terremoto no Brasil

De repente, já encerrado o "Jornal Nacional" após um dia em que a polícia se recusou a distribuir novo capítulo do "caso Isabella", São Paulo tremeu e os plantões de intervalo deixaram tudo para trás. Era "terremoto". Nos sites e portais, entrou em manchete quase ao mesmo tempo logo depois das 21h. Por Folha Online e outros, a UnB apontou "um terremoto raso" de 5,2 graus, daí ser sentido por toda a cidade. E também Paraná, Minas, Rio, Santa Catarina, acrescentaram a Globo e outros.

Antes de tudo, o Zumo blog listou os relatos mais imediatos de Twitter, começando com a Aclimação (abaixo, a página com a primeira "notícia" do terremoto), depois na avenida Faria Lima, Santos, até de Bauru.



Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h26

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Obama & Lula

Do democrata, sobre o petista, ontem durante comício em Reading, na Pensilvânia, relatado por Ricardo Balthazar no "Valor":

_ Na verdade, na América Latina, tivemos um progresso significativo com a democracia. Há pessoas como o presidente no Brasil, que é socialista, mas não é um ditador... Até as empresas gostam dele porque a economia está crescendo.

Escrito por Nelson de Sá às 12h30

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O cerco ao "New York Times"

A campanha está na Pensilvânia, mas hoje se decide muito mais _e já ecoa_ para a eleição deste ano e para o futuro da política e da mídia nos EUA.

O site da "Time" deu que o editor do "Wall Street Journal" entregou carta de demissão. O "New York Times" também já destaca, registrando que sua permanência era exigência aceita por Rupert Murdoch ao comprar o jornal. Para o lugar seria indicado um ex-editor do "Times" de Londres, também dele.

O manipulador Rupert Murdoch assume assim por completo o controle sobre o "WSJ", que passa a bater de frente com o liberal "NYT" em Nova York. Na mesma direção, noticiada pelo próprio "WSJ" e ecoada pela concorrência, deve ser fechada hoje a compra do "Newsday", jornal de Long Island com influência sobre Nova York, pelo mesmo Murdoch. Ele já é dono do tablóide "New York Post", da rede Fox, do canal Fox News, do site de relacionamento MySpace etc.
 
Semanas atrás, registre-se, o "cidadão Murdoch" avisou que o "WSJ" pode endossar um candidato a presidente, pela primeira vez em sua história centenária. Na corrida democrata, seu "NY Post" apoiou Barack Obama, enquanto o "NYT" optava por Hillary Clinton.

Escrito por Nelson de Sá às 12h14

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Vale tudo

Em campanha, Hillary, Obama e John McCain fazem qualquer coisa por exposição em vídeo. Ontem, véspera de Pensilvânia para os dois democratas, anunciavam até transmissão de luta livre pelo canal de cabo USA Network, mais à noite.

Escrito por Nelson de Sá às 12h03

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O medo

O chamado marketing "do medo" tomou os comerciais de Hillary Clinton, contra Barack Obama, com a participação especial ou "cameo" de Osama bin Laden (esq.). Aqui e abaixo, na íntegra, o spot postado ontem. A campanha de Obama já espalhou resposta, também em vídeo, usando Bill Clinton. A jogada "de última hora", na expressão do Talking Points Memo, ecoa o comercial de mesma linha, do "telefone vermelho", usado na "Super Terça".

Escrito por Nelson de Sá às 11h07

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Serra, a polícia paulista e o desvario das TVs

De Janio de Freitas, em "O crime não precisa de outro":

_ É urgente a intervenção de quem, no governo paulista, se faça respeitar. A polícia falseou a informação sobre os dias em que Anna Jatobá esteve em prisão temporária. De início sozinha em uma cela, foi entregue, na surdina, à sanha agressora da cela coletiva, como objeto de uma perversidade policial equivalente à conivência com tortura. Na iminência de nova prisão, a responsabilidade última pelo que ocorra é do governador, a quem cabem o dever e a autoridade de impor conduta legal à polícia... A fluidez ininterrupta de dados e especulações, proporcionada pela polícia e pela promotoria, alimentou, quando poderia ter sustado se reprimida pela autoridade estadual, o desvario das TVs na disputa de audiência, acirrada pelos crescentes noticiários da Record. Apesar de seguidas pelos jornais, no jogo diário das influências mútuas, as TVs dividem com a passividade do governo paulista a responsabilidade pelo ambiente patológico que decorreu de um crime louco.

Escrito por Nelson de Sá às 10h35

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Jin Jing e a onda nacionalista

O "China Daily" ressalta as desculpas do presidente da França pela forma como Jin Jing, que defendeu a tocha contra manifestantes em Paris, foi "atacada". Em cadeira de rodas, ela se tornou ícone da reação nacionalista chinesa às críticas do Ocidente. Reação que não é mais oficial e que Pequim até busca conter, diz o "Financial Times".

Também destaque no jornal estatal, foi aberto um Fórum sobre Direitos Humanos em Pequim, com um "especialista" dizendo que, "apesar dos avanços", o país segue com "alguns problemas".
 
Na índia, o "Hindu" noticiou a recusa pelo governo de um novo empréstimo aos fazendeiros endividados e a promessa de aumento salarial para os funcionários públicos e militares.

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h29

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O tamanho da vitória e o dinheiro

No dia em que a Pensilvânia decide o futuro de Hillary Clinton, o "NYT" traz a candidata solitária e ao celular, em foto. Sublinha seu ataque a Obama, de não ter como "liderar" contra Osama bin Laden, o que ele respondeu denunciando o marketing "do medo". O "WP" destaca de maneira genérica o final "tenso" e ofensivo da campanha no Estado.

O "WSJ" traz imagem da democrata sorridente, em campanha, ela que "mantém a liderança" na Pensilvânia, "mas encara novo desafio" quanto a recursos, com Obama à frente no financiamento. O "Financial Times" explica que Hillary precisa de uma "grande vitória" para sustentar sua campanha, que está gastando US$ 1 milhão por dia.

Na manchete (chamada à direita), o "NYT" noticia que os EUA levantaram que o remédio Heparin, feito na China, já matou 81 americanos e foi vendido "contaminado" em 11 países. O governo chinês questiona, dizendo não ver "prova forte" de que é fatal.

Em seu segundo destaque, o "WP" noticia que em partes do Sul dos EUA, pela primeira vez desde a gripe espanhola, 90 anos atrás, caiu a expectativa de vida das mulheres, o que "pode ser efeito" de cigarro.

Já o "WSJ" traz na manchete que também a Arábia Saudita, a exemplo de Canadá, Brasil e outros com novos poços, enfrenta dificuldades com um "campo grande e complexo", descrito como o maior encontrado desde 1970 no mundo. Diz que ele "marca o fim das descobertas fáceis" para o país aliado dos EUA.

Em seus dois principais destaques, o "FT" segue com a crise bancária. De um lado, a proposta do governo britânico de comprar áreas debilitadas dos bancos, o que também "pode ser considerado pelo Fed". De outro, o apelo do Citigroup à HP, por "dicas" para enfrentar sua crise.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h39

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O que o Brasil negocia em Itaipu

Nas manchetes, a Folha destaca Lula inflexível ("bad cop") quanto ao tratado, o "Estado" ressalta o chanceler Celso Amorim flexível ("good cop") quanto ao preço e "O Globo" acredita que os dois estão em conflito. Desde ontem nos sites dos mesmos jornais, em pingue-pongue virtual entre Gana e o Paraguai, é a negociação do que o Brasil poderia ceder em Itaipu, ao novo presidente, Fernando Lugo.

Sobre o Paraguai, o "Valor" detalhou a proposta "polêmica", para o Paraguai, apresentada pelo Brasil:

_ A idéia é antecipar o pagamento referente à compra de energia que só seria feita em 2023, quando deixam de valer pontos importantes do tratado, entre eles um que proíbe vender energia a terceiros. O que há de polêmico é isso: se o Paraguai aceitar, estará se comprometendo a seguir vinculando sua energia ao mercado brasileiro, depois de 2023. "Politicamente, Lugo talvez não tenha condição política para aceitar essa idéia", disse uma fonte do Itamaraty.
Significativamente, ontem o novo presidente paraguaio declarou não estar disposto a esperar 2023 para rever o preço em Itaipu.
 
Nas fotos, a Folha mostra os carros em congestionamento na volta do feriado para São Paulo, "O Globo" segue com o "caso Isabella", agora controlado pelas Globos, e o "Estado" foca uma manifestação proibida em Cuba, "sem mudança".
 
Na manchete do "Valor", a reação do comércio varejista à "elevação no preço" dos produtos com as mudanças no ICMS decididas pelo governo de São Paulo. O jornal prevê aumento nas "discussões judiciais" sobre o imposto, por parte de redes como Pão de Açúcar.

 

  

Escrito por Nelson de Sá às 07h57

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Submergentes?

A "Economist" agora posta no site sobre o "risco de superestimar os emergentes". Diz que os Brics "simbióticos", com Brasil e Rússia servindo commodities a Índia e China, "racharam" em suas Bolsas de Valores _e o investidor tem "decisões difíceis" sobre países ainda vulneráveis a "erros na política" antiinflação. O "Financial Times" vai além, diz que os emergentes não são grupo "monolítico" e fala até em "submergentes".

Por outro lado, diz o "Wall Street Journal", os investidores de risco seguem apostando nos Brics, em internet, energia. E até o ataque ao etanol baixou, com o secretário de Energia dos EUA dizendo que "o ponto principal é que [as críticas] não são razão para ignorar o seu grande potencial" para a "saúde econômica da nação".

O "New York Times", em reportagem e coluna de Paul Krugman, já começou a culpar a seca australiana pela inflação.

Leia mais na coluna "Toda Mídia" de hoje (assinantes Folha e UOL).

Escrito por Nelson de Sá às 07h40

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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