Toda Mídia
Toda Mídia
 

O dragão mostra os dentes

A nova "Economist", que nem dá bola para o grau de investimento do Brasil, chama a atenção para a "ira" chinesa que tomou as ruas nas últimas semanas, nos protestos inicialmente contra "o suposto enviesamento da mídia ocidencial", na cobertura dos ataques de tibetanos a chineses, mas depois em questionamento à democracia e ao Ocidente em geral. A China "rosnando", avisa a revista, "deveria assustar não só o mundo, mas seu governo".

 

 

PS - A coluna no jornal e o blog voltam na segunda-feira.

Escrito por Nelson de Sá às 13h31

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Collor e o "investment grade"

Enquanto as Globos torturam sem parar a notícia para creditar a FHC o grau de investimento, Lula, ao divulgar ontem a informação, dirigiu-se ao primeiro presidente eleito depois do regime militar, hoje um pária na televisão, mas historicamente responsável pela abertura da economia.

Escrito por Nelson de Sá às 12h02

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Do Kentucky e do Texas para a Amazônia

Depois do "Financial Times" com um texano, agora é o "New York Times" do colunista Nicholas D. Kristoff que festeja como um americano falido, no caso, do Kentucky, criou uma "fundação" e se tornou ativista pela "preservação da floresta tropical". O vídeo é destaque na home do jornal, neste momento. E Kristoff está em sua segunda coluna, na série sobre o personagem "inusitado".

Escrito por Nelson de Sá às 11h38

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A cem dias dos Jogos, "brilho radiante"

A tocha olímpica passa por Hong Kong e, segundo o estatal "China Daily", a cidade "brilha" e se mostra "radiante de entusiasmo", enquanto os organizadores iniciam o esforço final por Jogos "de alto nível". Em enunciado menos eufórico, o jornal deu que as exportações chinesas estão em "declínio constante".
 
Em foto no alto, o "Hindu" marca os cem dias que faltam para os Jogos com os chineses que levam a tocha para o alto do Himalaia e, no caminho, deixam bandeiras da China e do evento.

 

Escrito por Nelson de Sá às 10h10

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Obama e os republicanos em queda

"NYT" e "WSJ" publicam pesquisas da corrida presidencial, o primeiro sublinhando que para os americanos a disputa democrata está "mais apertada", depois dos tropeços de Barack Obama. O segundo, na manchete, afirma que o apoio aos republicanos caiu, só 27% dos americanos têm uma visão positiva do partido, mas John McCain resiste, empatado com os presidenciáveis democratas.

O "NYT" destaca ainda que os "latinos" residentes nos EUA, em dificulades financeiras, estão enviando cada vez menos dinheiro para seus países. Já o "WSJ" alerta que o número de "hispânicos" subiu para 45,5 milhões ou 15% dos habitantes nos EUA, salto "devido largamente aos nascimentos em famílias já residentes no país".

Enquanto os dois jornais americanos avaliam que o Fed indicou que os cortes nos juros não voltam "tão cedo", o "FT" tem uma visão um pouco diferente, de que as quedas seriam retomadas logo à frente.

A cem dias da abertura dos Jogos Olímpicos, o "WP" marca a data com foto no alto da capa, enquanto o "NYT", também com foto, noticia que a "China diz" ter desbaratado rede de trabalho infantil.

"WSJ", na página A12, e "FT", no site, já trouxeram hoje reportagens sobre o grau de investimento. Aqui, o relato sobre ambos na BBC.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h24

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Brasil, destino seguro

No esforço de explicar o que é "grau de investimento", Folha e "Globo" falam em investimento "seguro" ou "mais seguro". Abaixo da manchete, o "Estado" fala em "destino seguro". O "Correio Braziliense", de Brasília, recorre a Lula e fala em "país sério". O "Valor" não sai no feriado, dia de folga do mercado financeiro.

Sobre gasolina, a Folha diz que alta é "na refinaria". O "Estado", que "não deve chegar ao consumidor". E o "Globo", que a Petrobras "venceu".

Em destaque só no "Estado", a prisão de dois policiais civis acusados de seqüestrar o parente de um líder do PCC, para extorsão, em 2005. Eles teriam sido "protegidos" pelo subsecretário de Segurança.

E em destaque só no "Globo", como ontem na Rede Globo, no "Jornal Nacional", um "manifesto" contra as cotas para negros nas universidades, um dos alvos mais constantes das Organizações Globo.

 

  

Escrito por Nelson de Sá às 08h46

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dono do nariz

Henrique Meirelles e Guido Mantega ainda brigavam por espaço nas páginas iniciais de ontem, com vantagem para o primeiro, que saiu na frente, quando Lula surgiu se desfazendo de rir no site de "O Estado de S. Paulo", desde Alagoas. No enunciado, depois também nos telejornais, "Passamos a ser donos do nosso nariz, comemora Lula", a ecoar imagem usada antes com o FMI. E no portal de notícias da Globo, o G1, nada de Mantega & Meirelles, "É uma conquista do povo brasileiro". Na frase de sempre, por fim, "quis Deus que acontecesse quando um presidente de sorte estava no comando".

De Luis Nassif a Míriam Leitão, os blogueiros econômicos sublinharam o efeito do "grau de investimento" sobre o dólar, que deve cair mais. José Paulo Kupfer recomendou cautela, notando que "tem gente estourando champanhe e ligando para a mãe, voz embargada, contando a boa nova". Nassif, por outro lado, avisou que "haverá pressão para os juros convergirem para as taxas dos emergentes".

A notícia entrou no ar por volta das 16h, no serviço fechado da Bloomberg, na Reuters -esta, antes no exterior. Eram títulos soltos, "S&P eleva Brasil a grau de investimento", mas a Bolsa saltou dois, três pontos em minutos. E logo era a manchete unânime. No exterior, no topo das buscas de Brasil no Yahoo News, entravam Market WatchZacks.com, Associated Press e outras agências. À noite, da home da Folha Online à escalada da Record, dúzias de enunciados.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h28

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Mais mensagem

Não foi só para a baía da Guanabara que os EUA enviaram "um forte sinal" ou "uma mensagem", por meio do porta-aviões George Washington. O secretário de Defesa Robert Gates declarou à AP, no México, que o envio agora de um segundo porta-aviões para o Golfo Pérsico serve como "uma lembrança" para o Irã.

Escrito por Nelson de Sá às 12h09

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

"I'm outraged"

Abaixo, o momento em que Barack Obama "renega" ou "rejeita" seu ex-pastor, dizendo-se "ultrajado" e "entristecido". O pronunciamento, com palavras escolhidas a dedo, mas expressas aos solavancos, foi transmitido ao vivo pelos canais de notícias, como Fox News.

A repercussão continua, já com pesquisa mostrando que Hillary Clinton se aproxima, na Carolina do Norte, e ameaça passar Obama.

Escrito por Nelson de Sá às 11h51

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Não é recessão (ainda)

Na manchete do site do "New York Times", neste final de manhã, "Crescimento é lento, mas exportações ajudam a evitar contração". O verbo "stave off", evitar, também é traduzido por "adiar". As manchetes dos sites de "Financial Times" e "Wall Street Journal" vão na mesma linha, mas menos otimistas quanto a escapar da definição clássica de recessão _dois meses seguidos de contração. O "WSJ" diz com ironia que foi "por pouco" e a "recessão ainda é provável".
 
No "FT", economistas avaliam que esse resultado "apenas adia o crescimento negativo". E o governo sempre "revisa as estimativas iniciais", o que ainda pode levar a contração no trimestre. De todo modo, "as exportações se mantiveram como fonte de força, com a fraqueza do dólar tornando os produtos americanos mais baratos".

Na mesma linha, saíram hoje os resultados de General Motors, Avon e DreamWorks. Nos três setores, foram as vendas nos Brics, Brasil em particular, que salvaram as empresas americanas de resultados piores.

Escrito por Nelson de Sá às 11h12

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Laços regionais, longe dos EUA

O estatal "China Daily" ecoa na primeira página a prioridade do governo chinês para a aproximação regional com Taiwan, com pedidos por maior "ímpeto" nos laços, durante encontro entre líderes do Partido Comunista e do Kuomintang. E até com o Japão, para onde viaja o presidente chinês na semana que vem.
 
O "Hindu" ressalta, na manchete com foto, que o presidente do Irã e o primeiro-ministro da Índia esperam para logo o acordo sobre a construção de um gasoduto entre os dois países.
 
Mas prossegue a atenção com a inflação, em série de novas medidas.
 
 

Escrito por Nelson de Sá às 09h56

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Obama contra a parede

Na manchete tradicional do "NYT", com foto reverente do candidato, Barack Obama "muda de tom", demonstra "raiva" e "rejeita" (renounces) seu ex-pastor Jeremiah Wright _que em aparições de televisão voltou a dizer que os EUA foram atacados no 11 de setembro por seus próprios atos de terrorismo, entre outras declarações controversas. Também na manchete do "WSJ" o democrata "condena" (denounces) seu ex-pastor. "WP e "FT", este com foto, ressaltam a expressão usada por Obama, de que a intervenção de Wright foi "ultrajante" (outrageous).

No texto "mais popular" desde ontem no site do "NYT", o colunista negro Bob Herbert questiona Wright duramente, mas diz que o episódio levanta dúvidas sobre a capacidade de liderança de Obama.

"WP" e "NYT" prosseguem hoje com as respectivas séries sobre a crise dos alimentos. O primeiro denuncia a perigosa "vinculação" entre o preço dos alimentos e o preço dos combustíveis, com as fazendas de milho que agora "alimentam usinas de etanol". O segundo, relacionando as situações no Vietnã e no Estado de Iowa, foca a oferta menor _e os custos maiores_ de uma "ferramenta crucial, os fertilizantes". Já o "WSJ" destaca que as empresas do setor de alimentos estão registrando "grandes lucros" com a pior crise de alimentos "em três décadas".

O "FT", quase sozinho, mantém prioridade para a crise de crédito, anterior e iniciada nos EUA, noticiando as pressões por ações de salvamento no setor, o plano de dar maior poder ao banco central americano _e, na Europa, a reação de investidores árabes à "regulação excessiva" dos mercados.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h00

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Inflação, o retorno

Nas manchetes de "Valor" e "Globo", a sombra da inflação. A indústria "enfrenta pressão crescente de custos", a "negociação de reajustes é intensa" e a diferença entre a inflação no atacado e no varejo saltou de 2,7 pontos em abril de 2007 para 7,4 pontos este mês. E "apesar das pressões" da Petrobras, ontem no Palácio do Planalto, Lula adiou a alta no preço da gasolina "para evitar aumentos ainda maiores na inflação, já afetada pela disparada no preço dos alimentos".

A Folha ressalta a lista do Ministério da Educação com 17 faculdades de medicina de menor avaliação, inclusive duas federais do Norte e duas do Nordeste. Já o "Globo" sublinha que, das 17, seis são do Rio.

Também no "Globo", a tensão no Rio com a perspectiva de novo ataque ao morro Chapéu Mangueira pela gangue do morro Pavão-Pavãozinho. É a "guerra na zona Sul", iniciada na última semana.

Nas fotos de Folha e "Estado", o "tumulto" e a "violência" na compra de ingressos para a final do Campeonato Paulista. Nos telejornais de ontem, as cenas foram de "campo de batalha".

 

   

Escrito por Nelson de Sá às 08h25

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Subsídios e outras tolices

Em bloco, sites e telejornais destacaram ontem o "recorde" na safra de cana. Explica-se assim o contra-ataque lançado por Lula e acompanhado por todos, em resposta às críticas ao etanol brasileiro.

A "Time" noticiou o próprio "contra-ataque", com o argumento central de que a alta global nos alimentos resulta antes do protecionismo dos "ricos" e do etanol de milho _como repisava ontem o "Jornal Nacional".

Em poucos dias, o contra-ataque já deu resultado. "New York Times", "Financial Times" e outros vêm trazendo defesas apaixonadas do álcool e do próprio Brasil. Ontem na Associated Press, o ministro do meio ambiente da Alemanha "aprovou o etanol do Brasil".

E até o célebre colunista Martin Wolf ecoou ontem que o problema é o "etanol de milho dos EUA", sublinhando que a solução para a crise dos alimentos no mundo é "eliminar a pletora de proteção, subsídios e outras tolices" ou "follies" por lá e na Europa.

Ilustrando a reportagem "Brazil's Counterattack on Biofuels", em foto de Jamill Bittar no site da "Time", uma cena de refinaria de biocombustível na Bahia

 

 

Leia a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje, aqui.

Escrito por Nelson de Sá às 07h56

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

"My friend Lula"

O presidente com a maior taxa de desaprovação na história dos Estados Unidos posou por alguns instantes com a ministra e ex-guerrilheira Dilma Rousseff, ela com cara de poucos amigos.

A foto de Chris Greenberg é o destaque neste momento, na home da Casa Branca, que também posta o vídeo em que George W. Bush saúda "meu amigo, presidente Lula", pelo esforço em prol das relações comerciais bilaterais blablablá.

Escrito por Nelson de Sá às 13h03

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A "madrasta", agora de novela

Como era de esperar, a exploração da violência contra crianças, que no "caso Isabella" rende tanto nos telejornais e pelos intervalos todos, chegou à novela das nove, ontem na Globo.

Em cena de "premonição", abrindo o capítulo, uma "madrasta" segura e arrasta a criança pelas ruas. Em outra, depois, tenta matar acertando um objeto na cabeça da criança, mas é interrompida. Não falta sequer a imagem da fachada do prédio, enquanto a "madrasta" anuncia em voz alta que a criança "está com os dias contados".

Como diz a propaganda obrigatória, "qualidade só se vê na Globo".

Escrito por Nelson de Sá às 11h34

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Na China também, "erro humano"

O "China Daily" abre com a colisão de trens que matou "pelo menos 70" no país e teria sido causada por "erro humano". E prossegue com a cobertura da tocha _enquanto, nos EUA, o "NYT" destaca hoje na primeira página que os estudantes chineses combatem a visão "enviesada" da China pelo Ocidente.

O "Hindu" festeja em tom nacionalista o "recorde" indiano de, com um só foguete, levar ao espaço dez satélites. Em contraste com a imprensa ocidental, o jornal indiano traz na capa o acidente de trem na China.

 

Escrito por Nelson de Sá às 10h57

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Gasolina em ano eleitoral

No Brasil, Lula decide hoje pelo aumento no preço dos combustíveis, em pleno ano eleitoral. Nos EUA, no destaque do "NYT", a alta da gasolina abre nova divisão entre os democratas, com Hillary Clinton favorável à suspensão de imposto sobre o combustível _seguindo o republicano John McCain_ e com Barack Obama contrário.

Tanto "NYT" como "WSJ" e "WP" trazem na manchete tradicional (alto, à direita) a decisão da Suprema Corte de manter a exigência de documento para votar em Indiana, o que pode se estender a Estados como Ohio. O efeito é potencialmente ruim para os democratas.

Ainda sobre a alta nos combustíveis, o "NYT" ressalta que o petróleo a US$ 120 ainda não estimulou queda no consumo mundial nem maior produção. E o "FT", na manchete tradicional, anuncia que a família Rockefeller pressiona por mudanças na Exxon, que viu sua participação nas reservas mundiais desabarem. Por outro lado, a Arábia Saudita lança mais um fundo soberano bilionário.

Sob o título "Esvaziando a cesta de pães", o "WP" dá imagem de queimada no Meio-Oeste americano e reportagem sobre a diminuição das terras dedicadas ao trigo, trocado por milho para biocombustível e por soja para exportar para a Ásia.

E o golpe do celular chegou à foto maior do "NYT" de hoje. É que os "seqüestros virtuais", explorando "medos muitos reais", avançam pelo México _como no caso da congressista retratada após o telefonema em que uma voz, supostamente de seu filho, relatava seqüestro.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h46

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A ONU e o "mal-entendido"

Jean Ziegler, o relator da ONU para o Direito à Alimentação, que chamou os biocombustíveis de "crime contra a humanidade" e ontem pediu a suspensão do etanol por cinco anos, enviou carta ao Itamaraty dias atrás com elogios ao álcool do Brasil, destaca "O Estado de S. Paulo".

Velho freqüentador do Fórum Social Mundial, ele se diz “particularmente impressionado” com os projetos de biodiesel que “permitem a milhares de famílias pobres sair da marginalidade”. Sobre o etanol, diz que o uso de cana "e não alimentos básicos" e a existência de tanta terra não explorada no Brasil são "fatos que devem ser levados em conta". Por fim, diz admirar Lula. "E não quero que haja mal-entendido entre nós."

_ De maneira geral, o que me parece contrário ao direito do homem à alimentação é queimar em grandes quantidades e transformar em agrocarburantes os alimentos, como fazem os Estados Unidos.

Escrito por Nelson de Sá às 09h22

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

"O petróleo é nosso"

Do ex-ministro da Defesa José Viegas, em "Tendências/Debates":

_ Suponhamos que as reservas no "ultra deep" sejam mesmo de 33 bilhões de barris. Suponhamos que passemos a exportar, dentro de cinco a sete anos, um milhão de barris por dia. Serão US$ 40 bilhões por ano. Que vamos fazer com esse dinheiro? Precisamos combinar. E podemos começar com uma premissa: o petróleo é nosso. Quem somos nós? A nação brasileira. É só olhar a lista dos grandes exportadores para ver que só um deles, a Noruega, é verdadeiramente rico e feliz. Os demais geram uma riqueza que não se irradia nem pela economia nem pela população e alimenta gastos supérfluos e muita corrupção. Para não deixar que o dinheiro se esvaia, a Noruega estabeleceu um fundo nacional pelo qual reserva a renda gerada pelo petróleo para o desenvolvimento. Podemos seguir o bom exemplo.
Ele evita a expressão, mas se trata de fundo soberano.

Escrito por Nelson de Sá às 09h00

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Entre capital e trabalho

Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" levam o maior déficit externo em 10 ou 60 anos, que "surpreendeu" o Banco Central, para as manchetes ou quase. O resultado se explica pelas remessas de lucros, segundo todos, mas principalmente pela queda na balança comercial, segundo o "Valor". O jornal já fala que os números podem "fragilizar indicadores de solvência externa".

Porém, às vésperas do 1º de Maio, o "Valor" dá atenção maior à reforma trabalhista, com as "mudanças radicais nas relações entre capital e trabalho", que saíram em reunião de Lula com o ministro Roberto Mangabeira Unger e seis centrais sindicais e que:

_ Pretendem reduzir a informalidade no mercado de trabalho, reverter a queda na participação dos salários na renda nacional e reformar o regime sindical. Algumas medidas: desonerar a folha de salários das empresas da contribuição patronal, tornar compulsória a participação nos lucros, assegurando acesso à contabilidade, e criar uma "consolidação das leis do trabalho" para os trabalhadores temporários e terceirizados.

E "O Globo" dá atenção maior ao que descreve como "rombo que pode chegar a R$ 4 bi, com reajustes" que Lula prometeu aos servidores.

 

  

Escrito por Nelson de Sá às 08h04

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

"He says no"

Sites e portais, ontem, não conseguiam ter outro assunto. E Record e Band deram na escalada, depois, mas não o "Jornal Nacional".

Saiu nova pesquisa com "a melhor avaliação" de Lula, com "a maioria favorável a terceiro mandato" de Lula _e pior, na manchete da Folha Online, "Ninguém consegue fazer tudo em oito, nove ou dez anos, diz Lula". Os enunciados até a noite foram variações sobre o tema. Com chamadas paralelas, como no UOL e no site de "O Estado de S. Paulo", para "Serra é vaiado em ato" com Lula, que calou a vaia, e "Sem Lula, Serra lidera em 2010".

No exterior, o que repercutiu foi o despacho da Reuters, intitulado "Muitos no Brasil querem terceiro mandato para Lula, mas ele diz não".

E Andres Oppenheimer, colunista do "Miami Herald" e admirador de Alvaro Uribe, entrevistou o presidente da Colômbia, perguntou cinco vezes sobre terceiro mandato e não gostou do que ouviu. Deu o título "Uribe arrisca perder autoridade moral com nova candidatura".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 07h55

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Os EUA enviam "um sinal forte"

Começaram ontem as operações militares conjuntas no Brasil do "superporta-aviões", no oba-oba da Globo, de nome George Washington. Visam a garantir a "segurança da região", a saber, aquela mesma dos campos de Tupi e Carioca. O almirante americano não quis confirmar nem negar que o navio carrega armas nucleares, o que já leva a questionamentos constitucionais, segundo a Reuters.

Por coincidência, pouco depois que o George Washington ancorou na baía da Guanabara, o site da Marinha americana anunciou a volta da Quarta Frota, com alguma repercussão por aqui, explicando:

_ O restabelecimento atende ao papel cada vez maior das forças marítimas na área de foco do Comando Sul e demonstra o compromisso dos EUA com os parceiros regionais. "Reconstituir a Quarta Frota é um reconhecimento da imensa importância da segurança marítima no Sul do Hemisfério Ocidental e envia um sinal forte a todos os serviços marítimos na América Latina", diz o chefe de Operações Navais, almirante Gary Roughead.

Escrito por Nelson de Sá às 11h29

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Entre a China e a Índia

No estatal "China Daily", o presidente do Comitê Olímpico Internacional "diz ao Ocidente: seja justo com a China", sobre entrevista de Jacques Rogge ao "FT". "Você não consegue nada na China se elevar a voz." Registro de capa no jornal chinês, o atentado contra o presidente do Afeganistão foi a manchete do "Hindu".

Em entrevista exclusiva ao jornal indiano, o líder maoísta recém-eleito no Nepal, país antes sob influência da Índia e agora da China, prometeu "uma nova unidade sobre novas bases" com o vizinho ao Sul. Argumentou que não serão possíveis "a estabilidade e a prosperidade" do Nepal sem "levar adiante a relação com a Índia".

 

Escrito por Nelson de Sá às 10h16

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A globalização fácil acabou

Em reportagem de fundo, o "WSJ" proclama que "a era da globalização fácil acabou" e teme pelas relações comerciais e pelo meio ambiente no mundo. Avalia que até a internet, antes uma força em favor da globalização, se mostra hoje "balcanizada".

O Brasil é focado pelo jornal, na nova onda nacionalizante, pelo poder que passou a deter nas negociações comerciais globais, o que reflete a força crescente dos Brics, e pela decisão de quebrar a patente de um medicamento contra a Aids do laboratório Merck, no ano passado, o que reflete o crescente destemor dos emergentes.

O "NYT" dá na manchete a reação dos bancos e financiadoras, que foram o foco da crise nos EUA, ao plano de regras mais estritas para os empréstimos imobiliários. No destaque central, com foto, a "batalha do Brooklyn", em que uma educadora muçulmana foi tachada de "jihadista por alguns opositores" e perdeu sua escola.

Na manchete do "WSJ", uma fusão que deve mudar "a indústria do doce" no mundo, juntando os chicletes Wrigley com os chocolates Snickers e M&M, entre outras marcas. Por outro lado, em meio à crise aérea nos EUA, outra fusão, entre Continental e United, não deu certo. O fracasso é também destaque do "FT", junto com a aparente derrota da Microsoft na tentativa de compra do Yahoo.

No "WP", bem como na Folha de hoje, um relato da crise dos alimentos na África, onde boa parte da comida é importada.

 

  

Escrito por Nelson de Sá às 09h38

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Depois da supertele, a superfarmacêutica

Na manchete da Folha, mal terminou a novela da tele nacional e o governo agora "quer fusão de laboratórios nacionais", para criar uma "superempresa brasileira de medicamentos" e enfrentar os gigantes europeus e americanos do setor.

O "Valor", após noticiar a compra na sexta, traz hoje um dossiê da tele nacional. Conta que o "enredo da supertele teve início em 98", faz o perfil dos empresários Sergio Andrade, de "calma tipicamente mineira", e Carlos Jereissati, "polêmico, mas discreto", e prevê que agora as "ações devem se tornar mais previsíveis". Destaca na capa que a estratégia é "crescer no exterior", sobretudo América Latina, e em São Paulo. E que para tanto "já há um inimigo número 1: o mexicano Carlos Slim".

"O Globo" da em manchete as divergências no PT, sobre a aliança com Aécio Neves, e o "Estado" sublinha os "indícios" de que o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, estaria envolvido no desvio de verbas do BNDES.

Nas capas de Folha, "Globo" e "Estado", a boneca Isabella pendurada para as câmeras, na "encenação" de ontem.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h49

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

“Entertainment”

Como na exploração à exaustão da imagem de Isabella, por aqui, começa a exploração de Miley Cyrus, nos EUA. Descreve o "New York Times" de hoje:

_ Quinze anos, "topless" e envolta num lençol de cetim na edição de junho da "Vanity Fair". Com a ajuda de uma revista que corteja controvérsia, Miley Cyrus explodiu a franquia de bilhões de dólares da Disney, "Hannah Montana"? Alguns pais reagiram irados no fim de semana quando o programa “Entertainment Tonight” começou a mostrar comerciais promovendo um furo: Cyrus, estrela do sucesso familiar do Disney Channel, havia posado sem camiseta, ainda que com seu peito coberto, para a fotógrafa da "Vanity Fair", Annie Leibovitz. Imagens tiradas do comercial logo apareceram on-line, acendendo um debate na blogosfera.

Myley Cyrus já desculpou, junto com a Disney, entre críticas à revista.

Na revista, com destaque para a campanha presidencial de Robert Kennedy em 1968, a imagem de Myley Cyrus e a chamada de que ela "takes off", trocadilho com "levanta vôo" ou "tira a roupa"

 

 

 

 

  

Escrito por Nelson de Sá às 08h21

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A encenação

O "Jornal Nacional" deu no sábado a manchete "Quase tudo pronto para a encenação do crime". Dia seguinte e, apesar das entradas ao vivo e dos programas de Globo, Band, Rede TV!, todas com locução e comentaristas convidados, sobrou para a Record a transmissão contínua _com âncora, repórteres e analistas diante do prédio, até Badan Palhares no estúdio.

Foi a rede que entrou no início da tarde com a boneca, na imagem que ocuparia as demais, inclusive o intervalo do futebol na Globo, e também os portais todos. E foi uma encenação de alto custo, US$ 2,5 mil só pela boneca, para a gravação não apenas das redes, dos canais de notícias e dos vídeos de internet, mas da própria polícia, com várias câmeras, para apresentar futuramente no teatro da Justiça.

Para as câmeras da polícia e da mídia, a boneca é jogada por um homem e, presa pelo pulso, como que roga por socorro

 

 

 

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 07h56

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores
Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha Online.