O incêndio, por um jornalista cidadão
Antes que a Globo News enganasse até a CNN com a suposta queda do avião da Pantanal, um cidadão comum, de codinome Falkirk no YouTube, gravou e postou o vídeo abaixo, do início do incêndio na avenida Santo Amaro, em São Paulo.
A coluna e o blog voltam na próxima segunda-feira.
Escrito por Nelson de Sá às 11h55
"Bullish on Brazil"
Dois exemplos do que andam falando sobre a economia do Brasil.
No canal de notícias financeiras CNBC, Tom Del Zoppo, diretor de divisão do HSBC para as Américas, declara o país como seu investimento "favorito" e justifica o salto brasileiro, entre outras razões, por sua "crescente classe média".
E no site da "BusinessWeek", Mark Arbeter, estrategista da Standard & Poors, até menciona a recuperação dos EUA, mas afirma que a "ação de verdade acontece lá embaixo, no Sul, particularmente no Brasil", e detalha longamente, com gráficos.
Escrito por Nelson de Sá às 11h11
Agora, os milhões de desabrigados
Escrito por Nelson de Sá às 10h26
Obama tem a maioria (mas Hillary vai "até o fim")

Escrito por Nelson de Sá às 09h26
Quadrilha, o poema
Só na Folha, no alto, o presidente Lula "trocou elogios" com o governador José Serra e com o prefeito Gilberto Kassab, que depois declarou que a atual administração em São Paulo "soube dar continuidade a ações importantes da gestão" de Marta Suplicy. Na foto, além dos quatro, a também presidenciável Dilma Rousseff.

Nas fotos maiores dos jornais paulistas, o corte no braço do engenheiro da Eletrobrás, em Altamira, após golpe de facão dado pelos índios que se mobilizam contra a usina hidrelétrica no rio Xingu. A Folha descreve como "selvageria", o "Estado", como "fúria".
Na manchete do "Globo", ainda sobre o Meio Ambiente, o governador Blairo Maggi diz que não vai ceder policiais para compor a Guarda Ambiental a ser criada pelo ministro Carlos Minc.

O "Estado" é único a trazer na capa que "São Paulo se assusta com incêndio em fábrica de colchões", o que foi "erroneamente noticiado" como queda de avião, pela Globo News.
Sobre o depoimento na CPI, cuja transmissão ao vivo foi interrompida ontem pela "queda do avião", a Folha avalia que o "ex-funcionário afirma que Casa Civil fez dossiê e contradiz Dilma". Já para o "Globo", "Depoimentos em CPI pouco esclarecem". E tem mais hoje.
Escrito por Nelson de Sá às 08h28
Jornais emergentes
Uma semana atrás, a Folha e outros noticiaram que no primeiro trimestre o investimento publicitário em jornais cresceu 24% no Brasil, fato que reproduz emergentes como a Índia e a China.
Agora o "New York Times" confirma que "Jornais estão em alta nos países em desenvolvimento", em longa reportagem enviada de Nova Delhi, na Índia. "Enquanto a melancolia assombra a indústria nos Estados Unidos e na Europa, o negócio floresce em boa parte do mundo em desenvolvimento", destaca, dando a ampliação de renda e alfabetização como razões para o salto em publicidade e circulação dos jornais.
E não é só nos países emergentes, afirma o blog Media Shift, da rede PBS, sobre a Espanha _onde "a imprensa segue bem viva", também apresentando crescimento.
Na foto de Adeel Halim para o "NYT", um vendedor de jornais em uma estação em construção de Mumbai, na Índia
Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje
Escrito por Nelson de Sá às 08h14
Outro tipo de emoção
Hoje é "o último dia do ano em que uma reunião de CPI poderá provocar algum tipo de emoção", afirma Ricardo Noblat, que sabe de CPI. Para quem gosta do tipo de emoção, o UOL transmite ao vivo, neste momento.
Para aproveitar o "último dia" e rir um pouco, segue a paródia célebre de Lula e seus cartões, postada no princípio do escândalo.
Escrito por Nelson de Sá às 11h27
Novo velho "SPTV"
Ontem, dia de caso Alstom no "WSJ", o novo "SPTV" jogou todos os holofotes sobre o avanço nas obras da Linha Amarela, do consórcio formado pela mesma Alstom.
Escrito por Nelson de Sá às 10h54
Luto com realismo socialista

Escrito por Nelson de Sá às 10h06
Últimos capítulos?
A manchete do "NYT" prenuncia que Barack Obama obtém hoje a maioria dos delegados democratas, nas primárias de Kentucky e Oregon, mas não vai se declarar vencedor. Ele está em "situação delicada" diante da persistência de Hillary Clinton. O "WP" avalia que os dois estabeleceram uma "trégua frágil". E o "WSJ" relata que cresce a tensão na campanha de Hillary, com divergência entre assessores sobre manter a candidatura.


Escrito por Nelson de Sá às 09h04
Crescimento, crescimento, crescimento
No "Valor", "o crescimento, os projetos de infra-estrutura e as fusões e aquisições" levam à disparada no crédito e na presença de bancos nacionais nos empréstimos corporativos. Na mesma linha, o Citibank em crise nos EUA anuncia venda de ativos por lá, mas não aqui. "No Brasil, os negócios crescem dramaticamente", diz seu presidente, sorridente na foto. Também na capa, o BNDES anuncia meio trilhão para residências, o que mantém a construção como "grande motor do crescimento".
Já na manchete do "Globo", sobre o Meio Ambiente, "Lula apóia Minc no corte de crédito a desmatador", o que "pára o Mato Grosso", diz o governador Blairo Maggi, pedindo "socorro ao ministro da Agricultura".

Na capa da Folha, com levantamento da Bloomberg, e do Globo, com a Economática, "Petrobras desbanca Microsoft" e se torna a sexta empresa do mundo, a terceira das Américas. No "Estado", "Petrobras gastará US$ 20 bi com sondas" para usar nos megacampos de Tupi etc.

Na manchete da Folha, "Nova CPMF depende do Congresso, diz governo", sublinhando que é o Congresso que vai "apontar as fontes de receita para a saúde". No "Estado", "Lula joga para o Congresso a definição da verbas para a saúde". No "Globo", "Governo deixa tarefa para aliados".
Escrito por Nelson de Sá às 08h07
A invasão hollywoodiana
Começou na última quinta, com longas reportagens no "Variety" sobre a indústria do cinema no Brasil, o êxito dos cineastas José Padilha, Fernando Meirelles e Walter Salles _e, no enunciado principal, o aumento das "co-produções e alianças" entre produtoras brasileiras e americanas. A publicação americana escolheu dez cineastas emergentes do país nos quais investir, inclusive o filho do chanceler Celso Amorim, Vicente. Cannes começou em seguida e tome novas "alianças".
Até que anteontem o "Hollywood Reporter", depois "Variety" e agências noticiaram que o mesmo José Padilha, de "Tropa de Elite", fechou com o estúdio Warner Bros. para filmar "A Willing Patriot", um patriota de bom grado, nome provisório. No roteiro, um agente americano se infiltra na Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai) para desmontar uma "rede de financiamento terrorista" árabe. E não adianta Celso Amorim repisar, pela enésima vez, que não existe a tal rede.
"The Alchemist" - Também saiu no "Variety", depois no "Los Angeles Times", ontem no "New York Times", no E! Online, a notícia de que, 14 anos após Paulo Coelho ceder os direitos sobre o livro "O Alquimista" à Warner Bros., o filme deve iniciar produção no segundo semestre, mas agora pela Weinstein. Harvey Weinstein afirma que "o filme será uma ponte para o Oriente Médio".
"The Son of Brazil" - O mesmo "Variety" deu, por fim, que a LC Barreto, "a grande produtora brasileira de 45 anos", filma a partir do meio do ano "The Son of Brazil", sobre "os primeiros anos do presidente do Brasil", a viagem para São Paulo, a vida de engraxate, a prisão do irmão. Luiz Carlos Barreto disse à publicação que "é como uma fábula".Lula e José Padilha em fevereiro no Rio, na foto de Rafael Andrade, com o Urso de Ouro que "Tropa de Elite" levou em Berlim
Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia"
Escrito por Nelson de Sá às 07h46
"Wall Street Journal" e o PSDB
O "WSJ", que deu o "furo" sobre o escândalo na manchete, duas semanas atrás, segue na cobertura do caso Alstom. No sábado, noticiou que a empresa francesa se pronunciou co-autora da ação contra o suposto pagamento de propinas, que se estenderam para além de 2000.
E hoje, em longa reportagem de Antonio Regalado e David Crawford, agora sem tradução no "Valor", mas com acesso livre via Google News, ressalta que o caso entrou no jogo das "batalhas políticas do Brasil", abrindo "novo front na disputa entre os dois principais partidos". Como "os contratos em questão foram concedidos no Estado de São Paulo, a base do oposicionista PSDB, partido à direita do PT", eles se tornaram foco da campanha eleitoral deste ano.
Para o "WSJ", "o caso Alstom está chamando a atenção em parte porque é realizado por investigadores estrangeiros independentes".
O jornal diz que a maior parte dos contratos foi assinada "sob o governo de Geraldo Alckmin", mas as "autoridades em São Paulo ligadas ao PSDB, que detém a maioria no legislativo estadual, rejeitaram na quinta-feira um pedido de abertura de inquérito formal", a CPI. A reportagem sublinha que "o Estado de São Paulo, economicamente importante, tem sido uma fortaleza do PSDB" e que "no Brasil as grandes companhias estatais são uma fonte importante de doações de campanha".
Por outro lado, a investigação "repercute junto aos moradores de São Paulo em parte pela ligação do caso com o metrô", que é "relativamente pequeno" na maior cidade da América do Sul e tem uma das tarifas "mais caras do mundo" em relação ao salário mínimo.
Segundo o "WSJ", "o governador de São Paulo, José Serra, disse que o Metrô vai ajudar com qualquer investigação, mas que 'nós estamos esperando que mais elementos' do caso se tornem claros".
Escrito por Nelson de Sá às 10h53
Pequim e o pânico dos chineses
No estatal "China Daily", mais fotos de autoridades para mostrar atenção com as vítimas do terremoto, agora o presidente Hu Jintao. Na manchete, na mesma linha, o aviso de que as "instalações militares estão seguras", inclusive as nucleares. O "WP" de hoje destaca o "pânico" dos chineses e, como exemplo, cita uma fábrica de fertilizantes que parou de produzir porque os funcionários se recusam a comparecer.
Escrito por Nelson de Sá às 10h00
Bill Gates contra-ataca (mas já aceita menos)
Nas manchetes do "WSJ" e do "FT" e na capa do "NYT", a Microsoft reativa a "luta" pelo Yahoo. Mas agora já "considera um acordo limitado", diz o primeiro, e não é aquisação total, diz o segundo. Envolveria só publicidade, mais ou menos como o acordo proposto pelo Google ao mesmo Yahoo. O "NYT" ressalta que a gigante do software, com a nova tentativa, "mostra sua necessidade de uma franquia na internet".

Escrito por Nelson de Sá às 09h18
"Eles vivem de devastar florestas"
Nas manchetes de "Globo" e "Estado" e na submanchete da Folha, bem como nas manchetes on-line de domingo e na manchete exclusiva do "Jornal da Band" de sábado: o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, pede hoje a Lula que as Forças Armadas passem a vigiar as florestas e reservas da Amazônia. Diz o "Estado" que a medida já estava em estudo no governo.
Com foto, o "Valor" conta a história do "toreiro" Ismael Osório Meira, sua mulher e outros que "vivem de devastar florestas" em todas as partes de Rondônia, "reservas estaduais e federais, áreas indígenas, propriedades de pequenos e grandes agricultores". Diz que "não há mais nada para fazer aqui" e precisa "outro trator e voltar pra lida"

A manchete da Folha informa que cresceu o lucro das 200 maiores empresas com ações na Bovespa, segundo a consultoria Economática, "mas alguns setores começam a perder margem" e "uma das razões seria o processo inflacionário".
Na do "Valor", por outro lado, a notícia de que, "ao contrário do que ocorria em 2005, quando estava concentrado em recursos naturais, o investimento se generalizou pela economia" e foi retomado nos setores automotivo, de construção, têxteis, calçados etc.
Escrito por Nelson de Sá às 08h28
A Amazônia é...
Foto de Antonio Scorza que ilustra a reportagem "De quem é a floresta tropical, afinal?", ontem na página 3 do quarto caderno do "NYT" _e na home page dos sites todos por aqui
O correspondente Alexei Barrionuevo usou uma declaração de Al Gore em 1989 ("ao contrário do que pensam os brasileiros, a Amazônia não é deles, mas de todos nós") para requentar o debate sobre internacionalização, ontem no "New York Times". Diz que a questão retornou com a saída de Marina Silva.
Do outro lado, para declarar "a Amazônia é nossa" e defender a soberania, Barrionuevo escalou Romeu Tuma Jr. E fechou seu texto acusando o temor brasileiro de "paranóico".

O "NYT" foi precedido, não por Gore, mas pelo questionamento à soberania nos jornais ingleses. Começou há meses, com o "Guardian" saudando a decisão da Guiana de ceder a gestão de parte de suas florestas e com o "Telegraph" noticiando o projeto do ministro britânico do meio ambiente de apoiar a compra de terras na Amazônia.
Por fim, sem Marina Silva de ministra, o editorial do "Independent" cravou, na última quinta-feira: "Essa parte do Brasil é importante demais para ser deixada para os brasileiros".

Por outro lado, dias antes de "NYT" e "Independent" questionarem a soberania, a BBC já o fazia em sua grande cobertura intitulada "O Paradoxo da Amazônia". O "paradoxo", na explicação da própria televisão estatal britânica: "Quem deve ter mais voz na gestão da Amazônia? O governo brasileiro? A comunidade internacional?".
No site em português da BBC, sintomaticamente, o nome da mesma cobertura especial foi mudado para "Desafio Amazônico", sem qualquer questionamento da "gestão da Amazônia".
Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje
Escrito por Nelson de Sá às 08h07
