"A situação vai ficar fora de controle"
Para limpar a cabeça para o fim de semana, um tira-gosto do que a Record vai usar contra a Globo nos próximos meses, no horário hobre, em meio à campanha eleitoral. Está nos mais vistos do YouTube, hoje.
A coluna e o blog voltam na segunda-feira.
Escrito por Nelson de Sá às 11h58
Enfim, o colapso
Se no Brasil não se encontra home page que mencione o caso Alstom, agora pela manhã, nem mesmo a do Estadão que publicou a notícia, na China as coisas começam a melhorar na cobertura.
Depois de muito resistir à notícia, o estatal "China Daily" dá manchete hoje para o inquérito sobre as escolas que desabaram com o terremoto, matando crianças, no que revoltou os pais chineses e levou a denúncias sobre "construções mal-feitas". No enunciado, "Colapso das escolas será investigado". Logo abaixo, "Os responsáveis vão enfrentar toda a força da lei", o que por lá pode significar até a morte.
Escrito por Nelson de Sá às 11h33
Caça às bruxas do petróleo
No "WSJ", os EUA abrem investigação sobre a suposta manipulação de preços no mercado interno de petróleo.
Um dia antes, a "Economist" alertou no editorial de capa que estava para começar a caça às bruxas do petróleo _o que serve apenas, diz a revista, para esconder o fato de que a alta veio para ficar e precisa ser enfrentada pelos consumidores, no caso, também eleitores.

Na campanha, o "WP" entrevista o ex-porta-voz que agora, lançando suas memórias da Casa Branca, ataca George W. Bush por levar os EUA à "guerra desnecessária" com o Iraque, o que conseguiu através de "campanha de propaganda" em que faltou com a verdade.
O ex-porta-voz também falou à MSNBC, em vídeo aqui.
No contra-ataque, também na capa no "WP", a CIA anuncia "grandes avanços" contra a Al Qaeda no Iraque e o republicano John McCain critica Barack Obama por defender a retirada do Iraque.
E o "FT" abre foto da secretária de Estado na defensiva, respondendo que o ex-porta-voz está errado e a invasão do Iraque foi a coisa certa.

No "NYT", com foto, destaque para os sete jovens palestinos que perderam as bolsas que haviam obtido da Fundação Fulbright, para estudar nos EUA, porque Israel vetou sua saída da Faixa de Gaza. O corte das bolsas foi decisão do Departamento de Estado.
Escrito por Nelson de Sá às 10h12
"Propina a tucanos"
Na capa, saiu com o título "Identificado esquema que pagou propinas da Alstom" e foram evitados os nomes e partidos dos envolvidos. São as informações que a Suíça enviou ao Ministério da Justiça, hoje no "Estado .
O "furo" saiu na página 9, em reportagem de Sonia Filgueiras e Eduardo Reina intitulada "Para Suíça, Alstom usou offshores em propina a tucanos" e, logo abaixo, "Pagamentos seriam feitos com base em consultorias de fachada" e "Valor das 'comissões' chega a R$ 13,5 milhões".
Mais abaixo, no chamado outro lado, "Ex-secretários negam negociação de contratos". Mais especificamente, "David Zylberstajn afirma desconhecer qualquer esquema e nega ter envolvimento", "Andrea Matarazzo disse que não tem qualquer informação sobre esse assunto" e "Mauro Arce também disse desconhecer o caso".
Escrito por Nelson de Sá às 09h15
Mais alguns bilhões
Com a queda na Bovespa, a cobertura nos demais não viu maior significado no segundo "grau de investimento", mas o "Valor" deu números ao que o "Financial Times" chama de "inundação" de dinheiro.
Em suma, "os títulos da dívida externa do governo brasileiro terão demanda extra de US$ 13 bilhões, estima a Lehman Brothers". O número é "significativo", pois hoje "o estoque nas mãos de investidores é de US$ 46,5 bilhões". O que vem aí, a partir agora, são "investidores institucionais: fundos, seguradoras e bancos".

Folha e "Estado" se concentram na aprovação das pesquisas com células-tronco pelo Supremo. Na primeira, o colunista Marcelo Leite afirma que a decisão vem com atraso. "Dez anos atrás parecia promissor, mas em raras situações, hoje, e com perspectivas cada vez mais estreitas." No segundo, a geneticista Mayana Zatz afirma que "todos vamos nos beneficiar desta vitória", mas não promete "cura imediata".
Já o "Valor" destaca a outra decisão aguardada do Supremo, sobre a reserva Raposa/Serra do Sol. O enviado relata ameaças de violência de ambos os lados, índios e arrozeiros, qualquer que seja o resultado.

No Rio, o "Globo" carrega nas tintas da "quadrilha" do velho adversário Garotinho. A expressão "quadrilha" se repete em título, legenda, texto, quadro. Um dos enunciados diz, simplesmente, "Chicago é aqui".
Escrito por Nelson de Sá às 08h31
Inundação de dinheiro?
No exterior, a Reuters noticiou desde Nova York, sublinhando que a segunda nota era obrigatória para atrair os "investidores mais conservadores". E o "Financial Times" avisou, iniciando seu texto, que ela "abre o caminho para a potencial inundação do país pelos grandes investidores institucionais". A Bolsa caiu, Ok, "mas não se deve perder de vista que o mercado global está em crise".
E o regulador do setor bancário na China falou à Bloomberg que também os fundos de investimento chineses estão à procura de novos mercados. Agora "devem buscar melhores retornos diversificando para ações de recursos naturais", afirmou Li Fuan, o regulador, adiantando Brasil e Austrália como "as melhores apostas".
Escrito por Nelson de Sá às 08h17
Murdoch & Obama
Rupert Murdoch deu conferência/entrevista ontem no D: All Things Digital, que é do "Wall Street Journal", ou seja, é do próprio Rupert Murdoch. Que é dono também da rede Fox, do canal Fox News, do MySpace, do "New York Post" e de muito mais nos EUA. Isso, sem falar do que tem na Grã-Bretanha, na China, na Austrália onde nasceu.
Sua opinião mais esperada era sobre Barack Obama. O "NY Post" apoiou Obama em editorial, nas primárias democratas, e ele respondeu que, "sim", foi por ordem sua. Diz que não está pronto para votar em Obama, que descreve como um "rock star", mas:
_ Estou ansioso para me encontrar com ele. Eu quero ser convencido de que Obama é de verdade [the real thing], de que realmente vai conseguir. Estou aberto a isso.
De todo modo, ele "pode não vencer na Flórida, porque os judeus suspeitam dele e também os hispânicos... e os brancos não vão falar disso, mas a raça vai contar".
Escrito por Nelson de Sá às 12h03
Warren Buffett e os socialistas modernos
A enviada da CNBC, o canal financeiro da rede NBC, relata que Armínio Fraga, que "trabalhou para George Soros" e foi presidente do Banco Central, é "muito modesto" e não aceita a designação de Warren Buffett do Brasil. Buffett é o maior investidor dos EUA e, nas últimas listas das revistas, o homem mais rico do mundo.
Sobre o "boom" do país, ele comenta que "o Brasil, de todos os Brics, é o mais ocidental" e "o interessante é que finalmente nos demos conta de que ser parte do mundo é uma coisa boa, agora vemos que nos relacionarmos com outros países em comércio e investimentos traz prosperidade". Em suma, no diálogo:
_ Nós estamos virando um país mais capitalista.
_ Como isso pode acontecer, dado o [governo] socialista?
_ Eles são socialistas modernos, não estão exortando revolução. E eu acho que muitas dessas idéias estavam aí e outras têm sido trabalhadas e de repente... nós vemos, por exemplo, negociantes locais erguendo empresas com boa governança e atraindo capital. Isso cria um círculo virtuoso. Você vê seu vizinho levantando capital, criando empregos, fazendo dinheiro e você também quer.
Escrito por Nelson de Sá às 11h03
China + Taiwan
Os jornais ocidentais seguem atentos com a China. Na foto do "NYT", chineses jogam pingue-pongue entre as barracas, enquanto o lago ameaça. Na do "FT", Sharon Stone com expressão preocupada, mais a notícia de que o grupo Christian Dior, que tem Stone como modelo, faz o que pode para se desculpar com os chineses pela declaração da atriz de que o terremoto foi retribuição, "karma", pela política no Tibete. Na manchete do "WP", o crescimento dos "grupos de cidadãos" organizados, o que Pequim vem permitindo e até estimulando, após o terremoto.
De sua parte, o "China Daily" deixou o terremoto para trás, de vez, e dá manchete e editorial para a "reconciliação histórica" entre o secretário-geral do Partido Comunista, Hu Jintao, e o presidente do Kuonmintang, Wu Poh-hsiung, partido que venceu as eleições em Taiwan. Jintao deixou aberta a possibilidade de aceitar a entrada de Taiwan na Organização Mundial do Comércio.
O jornal diz que o terremoto não deve atrapalhar a economia do país.
Escrito por Nelson de Sá às 10h26
Bancos desesperados?
Em manchete que coloca sob suspeita 16 dos maiores bancos ocidentais, inclusive Citigroup, WestLB, JP Morgan e UBS, o "WSJ" analisa dados entregues por eles para o cálculo da Libor, uma "taxa chave", e aponta "falhas". Elas levaram a Libor, "que supostamente reflete os juros que os bancos cobram uns dos outros, a reagir como se o sistema estivesse melhor do que estava, em momentos críticos da crise financeira". Assim não "pareceriam desesperados por dinheiro".
Os 16 bancos se negaram a falar com o "WSJ".

Escrito por Nelson de Sá às 09h26
"Go home"
Na Folha e agora pela manhã na Folha Online, a manchete é a informação de Fernanda Odilla de que o governo prepara medida jurídica para dificultar a compra de terras por empresas de capital externo. O objetivo é controlar a entrada de estrangeiros na Amazônia, "questão de soberania nacional", segundo o Incra.
Não por coincidência, dias atrás no "Globo", Ilimar Franco informou que a Abin registrou que o milionário Johan Eliasch, consultor do primeiro-ministro britânico e sob investigação por aquisição de terras no Mato Grosso e no Amazonas, defendendo junto a outros estrageiros a compra de toda a Amazônia por US$ 50 bi.


Escrito por Nelson de Sá às 08h29
Os valentões brasileiros
Na legenda do "WSJ", apenas "CEO Carlos Brito"
Só ontem, foram três textos no "Wall Street Journal" de papel e mais três no site, contra a compra do "ícone americano" Anheuser-Busch, a cervejaria que produz a Budweiser, pela InBev "administrada por brasileiros". O principal deles foi a reportagem enviada de Diadema, no centro de distribuição, intitulada "Na InBev, a cultura Gung-Ho comanda". Gung-Ho é palavra derivada do mandarim e significa "exageradamente entusiástico".
O texto, traduzido pelo "Valor", perfila os brasileiros que dirigem a InBev como "técnicos de futebol", diz que a "atmosfera de trabalho lembra um vestiário", que os funcionários são estimulados por música estridente e "um grande surdo". Que a fusão da AmBev com a belga Interbrew até começou com belga na direção da InBev, mas "os brasileiros logo viraram a mesa", no que "analistas" descrevem agora como "aquisição reversa". Que eles "pisam calos" em toda parte e que lá, na Bélgica ainda sede da InBev, são vistos como "um bando de valentões brasileiros".
Por fim, noutro texto, o "WSJ" diz que os "políticos americanos" devem resistir à invasão brasileira no ano eleitoral.

Agora saem reportagens com enunciados assim todos os dias, daí ter escapado, mas registre-se que o "Observer", um dos jornais britânicos de maior prestígio, publicou no domingo "Brasil: gigante de uma nova ordem econômica mundial". O texto principal do "WSJ" sobre a InBev, citado acima, foi inspirado nele, mas com sinal trocado. O "Observer" pega a InBev em Diadema como símbolo do "gigante" que já começa se aproximar da China, nos Brics.
Escrito por Nelson de Sá às 08h23
A cultura da fraude
O Politico.com, um dos sites que pautam Washington, adiantou ontem à noite passagens das memórias do ex-porta-voz de George W. Bush. Em destaque, a avaliação de Scott McClellan de que o presidente não foi "aberto e franco sobre o Iraque" e governou em "campanha permanente".
Diz ele que Bush confiou em "propaganda" para vender a guerra e que os jornalistas na Casa Branca foram acríticos na escalada. Em suma, o presidente e seus assessores "manipularam fontes de opinião pública", que por sua vez se deixaram manipular.
O título do livro, segundo o "Washington Post" e o site, mas não na capa que se encontra on-line, é "O que aconteceu: Dentro da Casa Branca de Bush e da cultura da fraude de Washington" (What Happened: Inside the Bush White House and Washington's Culture of Deception). Chega às bancas dos EUA na semana que vem, pela editora Public Affairs, por US$ 27.95. Está na Amazon por US$ 15,37.
Escrito por Nelson de Sá às 11h38
China + Coréia do Sul
Já no estatal "China Daily" o terremoto deixou o alto da primeira página, trocado pela "parceria estratégica" com a Coréia do Sul. É a terceira aliança com ex-adversários fechada pela China em meses, antes com Taiwan e Japão.
Mas a tragédia prossegue na capa, com o lago formado pelo terremoto e que levou à evacuação em massa. É o destaque também do "South China Morning Post", que apesar de privado também não deu a revolta com as escolas que desabaram.
Escrito por Nelson de Sá às 11h28
Idéia fixa
Na mesma semana em que Hillary Clinton argumentou que continua na campanha porque Robert Kennedy só foi assassinado em junho de 1968 _sendo substituído pelo segundo colocado nas primárias democratas_ vem a comentarista da Fox News e defende, como piada, o assassinato de Barack Obama.
Aqui, as posteriores desculpas.
Escrito por Nelson de Sá às 10h15
A nova doutrina e os danos colaterais
A semana marca a volta da crise de crédito aos jornais dos EUA.
O "NYT" dá no alto que a "doutrina Bernanke", como são chamadas as medidas adotadas no auge da crise, calou alguns críticos do presidente do Fed, mas estimulou outros, que o responsabilizam pela inflação e pela derrocada do dólar, devido ao corte nos juros.
O "FT" explica que os bancos de investimento se dividiram quanto à linha de crédito aberta para eles pelo Fed. O Goldman Sachs pede a suspensão, o Lehman Brothers e o Morgan Stanley querem que continue.
O "WSJ" destaca a segunda parte de sua série sobre o auge da crise, com a "corrida fatal" no banco Bear Sterns, corrida de que teria participado, supostamente, o mesmo Goldman Sachs.
À distância, a China critica no "FT" os bancos centrais de EUA e Europa, pela "falta de supervisão" sobre o mercado, o que teria levado à crise.
Já o "WP" joga luz sobre as vítimas menores da crise, ressaltando que mais e mais cidadãos americanos comuns vêm apelando para a falência para enfrentar as dívidas acumuladas nas operações de crédito.

"NYT" e "WP" dedicam suas manchetes tradicionais (no alto, à direita) a uma decisão da Suprema Corte que proibiu a retaliação contra funcionários que denunciem discriminação no ambiente de trabalho. Seria uma indicação de retomada na ação antidiscriminatória da Justiça nos EUA, após um período mais "conservador".
Escrito por Nelson de Sá às 09h31
Jornalismo crítico
Sem concorrentes por aqui no jornalismo de humor, ao menos por enquanto, o "CQC" levanta a audiência da Band com a comédia "stand up" de Danilo Gentili e Rafinha Bastos. Já tem vídeo no ar, da nova edição, com Rafinha em Mairiporã, onde o prefeito é tucano e o leite da merenda escolar é caro demais. Abaixo, a segunda parte. Aqui, a primeira.
Escrito por Nelson de Sá às 08h56
Bilhões em imposto, bilhões em alívio

Escrito por Nelson de Sá às 08h16
Lula, o animador
Em destaque ontem por Reuters Brasil, sites de jornais, portais, telejornais, "Lula compara Carlos Minc a Amarildo por substituir a 'Pelé' Marina Silva". Dia após dia, os discursos de Lula vão tomando mais da cobertura, ontem ao vivo nos canais e rádios de notícias e até em "live-blogging", depois em vídeos on-line. Com o show minguante das CPIs, é ele quem anima o auditório, cada vez mais.Um dia antes, o hit lulista foi "Amazônia tem dono", como se assiste no post abaixo. O londrino "Daily Telegraph" viu como uma crítica ao milionário Johan Eliasch, que defendeu a compra de toda a Amazônia por US$ 50 bilhões, e questionou Lula em editorial. Ontem também, à agência France Presse, "uma fonte ligada a Eliasch" disse que a eventual investigação do milionário no Brasil visa apenas a "incitar o nacionalismo" com motivos políticos.
Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.
Escrito por Nelson de Sá às 08h06
De quem é a Amazônia
Lula proclamou ontem na escalada dos telejornais que "a Amazônia tem dono", no que foi entendido por aqui como resposta ao "New York Times" pela reportagem "De quem é a floresta tropical, afinal?" ou então ao "Independent" pelo editorial dizendo que "esta parte do Brasil é importante demais para ser deixada aos brasileiros".
Mas o também londrino "Telegraph" entendeu como resposta ao empresário Johan Eliasch, que defende comprar partes da Amazônia, e já saiu com editorial em sua defesa, hoje. "O presidente Lula devia tomar vantagem dos empresários internacionais e estimular, não desencorajar, seu investimento ambiental."
Escrito por Nelson de Sá às 11h24
Em campanha
Dia sim, dia também, o "SPTV" cobre Gilberto Kassab em campanha pela reeleição. Ainda está por sair alguma coisa sobre Alstom e seus contratos, mas ontem foi dia de anunciar dinheiro virtual para uma linha virtual, enquanto a cidade se aproxima do congestionamento final.
Escrito por Nelson de Sá às 10h50
De volta aos Jogos?
O terremoto segue na manchete, bem como na foto do helicóptero em operação para conter o lago formado por ele, mas a tocha olímpica voltou ao alto da primeira página do "China Daily". No Ocidente, jornais como o "FT" já dão mais atenção ao ciclone de Mianmar.
Como em todo o mundo, os jornais chineses e indianos destacaram fotos de Marte enviadas pela sonda americana.
Escrito por Nelson de Sá às 10h00
A crise de crédito continua

A primeira página do "NYT", em vaga referência ao Memorial Day de ontem, traz foto de jovens soldados no Afeganistão, olhos no ar, depois de expulsarem o Talebã de uma cidade. O "WP" traz foto de jovem abraçada ao túmulo de seu namorado, sargento do exército, no cemitério de Arlington.
Escrito por Nelson de Sá às 09h21
Rombo, que rombo?
Nas manchetes de "Folha", "Globo" e "Estado", o déficit ou rombo nas contas externas até abril, "o maior da história" ou "o pior desde 1947". Mas para o Banco Central o ritmo das remessas deve cair no ano e, a partir de maio, o saldo comercial deve crescer. E os investimentos no país devem financiar o déficit até lá.
O "Valor", com avaliação diferente da notícia, nem menciona o rombo na primeira página. Sua manchete é que ofertas de ações (IPOs) estimadas em R$ 8 bilhões devem chegar à bolsa até julho, em retomada no setor. Para começar, o Grupo Rede, do setor elétrico, e o Infinity Bio-Energy, de etanol, cada um com operações próximas a US$ 500 milhões.

E a pressão contra a venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil continua, agora com investigação sobre uso de informações privilegiadas, no "Estado". Mas Cátia Seabra informa na "Folha" que, em novo sinal de que não vai ceder o leilão cobrado pelos bancos privados, o governo paulista abre os dados da Nossa Caixa ao BB a partir de hoje.
Escrito por Nelson de Sá às 08h38
Da euforia ao pânico
Escrito por Nelson de Sá às 08h06
Cuba não tem liberdade, diz Obama
Barack Obama, no discurso sobre a América Latina, abordou Brasil, Colômbia, Venezuela, mas o foco foi Cuba, até pela platéia. Abaixo, uma passagem, em vídeo do canal da Associated Press no YouTube.
Escrito por Nelson de Sá às 11h53
Obama não é diferente, diz Fidel
Com chamada de capa no "Granma", mas sintomaticamente publicado na página 2, o colunista cubano Fidel Castro, agora "companheiro", não mais comandante, questiona pela primeira vez o candidato democrata Barack Obama. O presidenciável vem de detalhar o que pretende para a ilha e toda a América Latina, no que Fidel descreve como uma "fórmula de fome" para os cubanos.
Em suma, escreve ele, "o discurso de Obama pode ser traduzido como uma fórmula de fome para a nação; as remessas, como esmolas; e as visitas a Cuba, como propaganda para o consumismo e o modo de vida insustentável que o apóia". O irmão Raúl, no poder, não opinou.
Escrito por Nelson de Sá às 11h24
A inflação emergente
O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, posa com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em dia de noticiar um tremor posterior ao terremoto no país, hoje no "China Daily". Em meio a novos relatos heróicos, nada do escândalo de construção das escolas que desabaram.
Escrito por Nelson de Sá às 10h33
Entre o mundo e a América
O "NYT" está em Mianmar e, "semanas depois" do ciclone, relata com foto no alto da primeira página de hoje que até fazendeiros esperam por comida, no país. No dia anterior, edição de domingo, o destaque do jornal foi para a China, também semanas depois do terremoto, com pais chineses se perguntando por que em muitos lugares só as escolas ruíram, matando crianças. "O assunto está banido da mídia" estatal chinesa.
E o "FT" de hoje, na edição européia, diz que o Dalai Lama está "perdendo a fé nas negociações" com a China, sobre o Tibete.
"WP", como "LAT" e outros americanos, deu mais atenção ao Memorial Day, que é celebrado hoje com feriado e recorda _desde a guerra civil_ os soldados americanos mortos em suas guerras pelo mundo.
"WP" e "LAT" dão em manchete, com direito a foto da bandeira, a chegada em Marte de mais um equipamento dos EUA, agora o Phoenix.

Na campanha, o "NYT" relata que, ao discursar dias atrás no Senado, Hillary Clinton enfrentou cadeiras vazias de colegas de seu próprio partido. E em artigo domingo no "New York Daily News", parte da operação de "controle de dano", a senadora por Nova York voltou a se explicar sobre a desastrada declaração relativa a Bob Kennedy.
Escrito por Nelson de Sá às 09h34
Passaram do ponto
De Clóvis Rossi, em "Guerrilheiros não morrem de velhice":
_ Manuel Marulanda, o "Tirofijo", envelheceu como guerrilheiro, a ponto de ser tratado como "o mais velho guerrilheiro do mundo". É esse o seu fracasso _e o fracasso das Farc. Ambos passaram do ponto de morrer perdendo ou de ganhar transformando.
Escrito por Nelson de Sá às 09h11
A parada e a atriz
Em segunda sem destaque claro, a Folha dá manchete para os investimentos na produção de alimentos e os efeitos da especulação; o "Valor" mostra que as mudanças propostas pelo consórcio vencedor da hidrelétrica de Jirau podem levar a disputas e novos atrasos nas usinas do Madeira; o "Globo" segue com o motorista que agrediu pedestre na Barra da Tijuca; e o "Estado" dá novos detalhes da Polícia Federal sobre o papel de Paulinho da Força no desvio de verbas do BNDES.

Folha e "Estado" abrem grandes fotos para a Parada GLBT, que foi mais contida nas fantasias, quebrou mais um recorde mundial e voltou a ser disputada por políticos, no caso, três candidatos a prefeito.
Folha, "Estado" e "Globo" também abrem foto na primeira página para Sandra Corveloni, a integrante do grupo Tapa que levou, para orgulho geral da nação, o prêmio de melhor atriz do festival de cinema de Cannes. (No blog Cacilda, um pouco mais sobre a atriz e diretora.)
Escrito por Nelson de Sá às 08h29
"Déjà vu"
Venezuela e Colômbia brigam até pela cobertura da morte do líder das Farc. O vídeo do grupo guerrilheiro foi enviado à Telesur de Hugo Chávez, mas o jornal "El Tiempo", de Bogotá, colou no YouTube e deu as imagens, "embedded", em sua home page, na manchete. Não demorou e o vídeo foi "removido por violação de uso". Mas já tem outro na home.E ele seguia no YouTube, em outras páginas, com o anúncio retumbante e esteticamente anacrônico da morte, proclamado por Timoleón Jiménez, jurando "diante da tumba de nosso comandante" que a "luta prossegue". E apresentando as novas lideranças, como o clone de Che da imagem à esq.

A nova edição da revista britânica "Economist" saúda a volta do jornal "El Espectador", de uma rica família colombiana, e diz que "um pouco de competição e diversidade é bom para a democracia colombiana". É que o "El Tiempo", alinhado ao presidente Alvaro Uribe, nem é mais de colombianos, mas do grupo espanhol Planeta.E não é o único espanhol a avançar na imprensa da região. O grupo Prisa tem três jornais e TV na Bolívia, onde seu "La Razón" festeja o "fracasso" do conselho de segurança (esq.), e mais por Colômbia, Chile, Equador etc.
Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.
Escrito por Nelson de Sá às 08h21
