Toda Mídia
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Mas já tem vencedor, na internet

Talvez esta seja uma campanha não mais sob predomínio da televisão, mas da internet. E nela Barack Obama está muito à frente, desde que a batalha começou, ainda no ano passado. É o que avalia o especialista Shelly Palmer, que o compara ao John Kennedy da televisão, em 1960.

A cada semana, Obama dá mais provas de ser um político do novo meio. Abaixo, a NBC analisa o gesto com que ele e sua mulher celebraram a indicação democrata. Foi a imagem da campanha nesta semana, on-line.

A coluna e o blog voltam na próxima segunda-feira.

Escrito por Nelson de Sá às 11h53

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A batalha começa, na televisão

No que os republicanos dizem ser "o primeiro flagrante da campanha de John McCain", segundo o site Politico, entra no ar hoje o comercial ou "ad" que sublinha seu heroísmo de guerra e o país seguro. Diz ele:

_ Só um idiota ou uma fraude fala grosso ou romanticamente de guerra... Fui derrubado no Vietnã e passei cinco anos prisioneiro de guerra... Eu odeio guerra. E sei como os seus custos são terríveis. Sou candidato para manter em segurança o país que eu amo.

Em resposta, os democratas entram hoje no ar com comercial sobre McCain e seus amigos lobistas. Os dois já estão no YouTube e abaixo.

   

Escrito por Nelson de Sá às 11h13

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Vai transbordar?

O "China Daily" abre com a descrição detalhada de como o primeiro-ministro Wen Jiabao desceu de helicóptero às margens do lago formado pelo terremoto. "A presença acalmou os temores de que o lago estava para romper as margens", diz o jornal. Na foto, caminhões militares levam barcos a serem usados na região, caso o lago transborde.

Noutro destaque, a prisão de 16 monges budistas tibetanos por suposta participação em explosões de bombas em Qamdo.

 

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 10h17

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A batalha começa

"NYT", "WSJ" e "WP" destacam a demissão pelo secretário de Defesa dos dois principais chefes da Força Aérea, um militar, outro civil. Os jornais reproduzem a declaração do secretário, de que foi pelo descuido sistêmico com armas nucleares. E detalham incidentes recentes, como o B-52 que voou com armamento nuclear sobre os EUA, o que é proibido, e a transferência secreta de armamento nuclear para Taiwan.

Em jogo de fotos que relaciona o secretário de Defesa no alto com John McCain embaixo, o "NYT" noticia que um "assessor top" afirma que o candidato republicano apóia o programa de escutas sem autorização judicial de George W. Bush.

O "WSJ", com foto de Barack Obama e John McCain em conversa ao pé do ouvido, dá reportagem sobre as divergências entre ambos sobre políticas em diversas frentes, inclusive defesa, e afirma que "a batalha começa".

Também nas capas de "NYT" e "WP", a notícia de que um "muito atrasado" relatório do Senado concluiu que o presidente "exagerou" ao apresentar as razões para invadir o Iraque, cinco anos atrás.

E desde Guantánamo, também nos dois jornais, o suposto responsável por planejar os ataques de 11 de setembro anuncia que quer a pena de morte, para tornar-se "mártir".

 
Na manchete do "WSJ", o vice do Fed avisa que os problemas nos bancos americanos devem prosseguir, avançando por outras áreas além do crédito imobiliário. Já o "FT" destaca que os bancos europeus perderam mais que os americanos, até agora, apesar de não terem sido a origem da crise.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h25

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O kit PSDB

Do editorial "Fatos e suspeitas", hoje na Folha:

_ É o kit dos petistas em atuação. Assim reagiu o governador de São Paulo, José Serra, diante das reações que o caso Alstom começa a provocar no ambiente político. Não que seu partido, o PSDB, seja contrário a investigar as suspeitas de irregularidade nos contratos da multinacional com o Metrô e a Eletropaulo. Não, de jeito nenhum. Serra prontificou-se a cooperar, "se mais informações aparecerem, porque até hoje não apareceram". Num raro exemplo de convergência na cúpula peessedebista, o ex-governador Geraldo Alckmin acompanhou os trilhos da argumentação de seu notório rival. "Você tem suspeitas. Qual é o fato? Eu acho que nós vivemos um período em que se quer confundir a opinião pública."

_ Confunde-se a opinião pública, é certo. A confusão começa quando Alckmin dissocia "fatos" de "suspeitas". Há vários fatos. E são esses que despertam suspeitas a respeito das propaladas qualidades gerenciais e éticas do tucanato paulista. Em maio, um órgão de imprensa insuspeito de petismo, "The Wall Street Journal", publicou que a Alstom gastou US$ 6,8 milhões em propinas para ganhar licitação com o Metrô. Cerca de R$ 13 milhões foram repassados, segundo o Ministério Público da Suíça (tampouco um órgão conhecido por ter petistas infiltrados), a empresas de fachada... Eis alguns fatos suficientes para justificar a mais rigorosa investigação. O governador declarou seu interesse em empreendê-la. Terá provavelmente esquecido de avisar seu líder na Assembléia Legislativa. A sólida base tucana rejeita a criação de uma CPI. Sem dúvida, é o "kit PSDB" que está operando, com especial eficiência, numa Assembléia desfibrada por longos anos de governismo.

Escrito por Nelson de Sá às 09h01

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Dilma 2010 e o fogo amigo

Na Folha e nos demais, um juiz de São Paulo pediu à Procuradora Geral da República a apuração de possível interferência da ministra Dilma Rousseff na venda da Varig. O "Estado" abre dizendo que em 2006 ela telefonou ao então presidente da Infraero, que havia questionado em entrevistas a venda um fundo americano, e afirmou que ele "não tem que se meter nisso, exorbitou na sua função". O "Globo" abre com os documentos que comprovariam a denúncia de Denise Abreu, então presidente da Anac, de que a ministra pressionou para acelerar a venda.

Por outro lado, o "Valor" abre foto e destaca a reportagem "Dilma, alvo da oposição e do fogo amigo". Diz que "a acusação de tráfico de influência atinge a ministra num momento em que a CPI dos Cartões definha e que sua candidatura em 2010 se consolida no núcleo mais próximo ao presidente". Em que ela "foi até escalada para o programa do PT, veiculado ontem, como a principal gerente do PAC". Em suma, "está claro no Palácio do Planalto que a preferência de Lula por sua candidatura transformou-a em alvo da oposição e do fogo amigo do PT". Por "amigo", o jornal aponta Tarso Genro, não José Dirceu.

 
Nas fotos de "Estado" e Folha, os acidentes com caminhões que pararam São Paulo e até as rodovias de acesso à cidade, ontem.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h23

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O Brasil é resistente

O "Valor" de papel deu manchete ontem para as commodities que caíram no mundo e derrubaram a Bovespa, mas ontem mesmo, no fim do dia, o site do jornal avisou que as "commodities voltaram a subir e Bovespa retoma os 71 mil pontos".

E a Bloomberg, no topo das buscas de Brasil no Yahoo News, ontem também, deu que o "Brasil é resistente a uma queda das commodities, diz Fitch". A agência de classificação vê o país "menos vulnerável" do que outros grandes produtores por causa da "diversidade" de suas exportações.

Pelo sim, pelo não, o "FT Adviser", revista do "Financial Times" voltada a aplicações financeiras, deu que o "fundo dos fundos" T Bailey está deixando o país "apesar dos retornos recordes" e do grau de investimento. Dizendo-se "ainda defensor do Brasil no longo prazo", o gerente do fundo fala que "é sempre melhor deixar a festa um pouco antes para evitar o pior da ressaca".

Não é o que pensa a nova edição da "Economist". Em longa reportagem sobre os investimentos dos Brics todos em infra-estrutura _ou "tijolos", no trocadilho costumeiro com "bricks"_ a revista cita o PAC e avalia que os "gastos recordes em infra-estrutura vão sustentar o crescimento rápido nos emergentes".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h15

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Poder Legislativo

O Kibe Loco flagrou cenas da Assembléia Legislativa do Rio, aquela mesma que mandou soltar Álvaro Lins. Entre uma ou outra leitura de projeto de lei como se estivesse no Jóquei Clube, o presidente "coronel Jairo" diz aos colegas como votar.

Escrito por Nelson de Sá às 11h26

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Três dias se passaram

Patrícia Kogut, hoje no Globo Online, dá "nota 10 para João Emanuel Carneiro por 'A favorita'", da Globo, e "nota 0 para a invasão de lobisomens em 'Os Mutantes'", da Record. E ouve Carneiro, que diz não estar preocupado com a audiência da novela, "que obteve 35 pontos no primeiro capítulo e manteve a média nos dois seguintes". Diz o autor:

_ Não se pode medir o sucesso baseado na audiência do primeiro capítulo. Isso só acontece depois de, no mínimo, três semanas.

Escrito por Nelson de Sá às 10h58

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Obama faz história

No "Daily Show", Jon Stewart faz piada com a mídia que, desde 2006, apresentou a candidatura de Hillary Clinton como "inevitável".

    

Escrito por Nelson de Sá às 10h41

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O racismo está vivo nos EUA?

Com ligeiro atraso, o "China Daily" dá manchete e foto para a escolha "histórica" de Barack Obama como candidato democrata. Em destaque crítico, também na primeira página, pergunta se "o racismo está vivo e atuante nos EUA" e responde que "as urnas vão mostrar".

"WP" e "NYT" destacam hoje a repercussão favorável da escolha em jornais pelo mundo.

No jogo de empurra em Roma, o ministro chinês da agricultura discursou que os países desenvolvidos não devem "nos culpar" (China e Índia) pela alta na demanda e nos preços dos alimentos. Citou outros fatores, como o petróleo e a especulação.

Escrito por Nelson de Sá às 10h16

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Nem vice

As manchetes se voltaram novamente para Hillary Clinton, com "NYT", "FT" e "WP" dizendo que ela já está "pronta" para aceitar publicamente a derrota, talvez no sábado, e com o "WSJ" afirmando que é "altamente improvável" que ela consiga a posição de vice na chapa de Barack Obama.

O "NYT", com foto do rosto de Obama no alto da primeira página, traz longa reportagem sobre a "esperança e alegria" evocada por "muitos negros" com o avanço que foi a indicação democrata. Na mesma linha, o "WP" relata como a notícia foi recebida com "incredulidade".

Em texto relativamente crítico a Lula e outros representantes, inclusive o americano, mais interessados em seus problemas internos do que na crise global dos alimentos, o "NYT" questiona como a política tomou a boca-de-cena no encontro de Roma. E ressalta, na reportagem principal sobre o tema, que agora "comida é ouro" e atrai bilhões em investimentos, inclusive na compra de terras no Brasil.

O "WSJ" noticia que Bill Gates se retira e entrega inteiramente a administração da Microsoft para Steve Ballmer, até o fim deste mês, e conta que a transição começou com um choque entre ambos, então amigos, oito anos atrás. Em entrevista ao "WP", Ballmer prevê que em dez anos todo o "consumo de mídia" será realizada através da internet.

E o "FT" destaca as pressões crescentes do Kremlin contra a British Petroleum Russia. Seu principal executivo, britânico, foi chamado pelo ministério do interior como "testemunha" de um inquérito sobre impostos.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h18

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E a Bolsa cai

O "Valor" dá manchete para as perdas crescentes da Bovespa, em função de commodities em queda e dólar em alta, no mundo. "Só nos primeiros três dias da semana, Petrobras e Vale perderam R$ 54,5 bilhões em valor de mercado." Com isso, a estatal perdeu uma posição no ranking das maiores das Américas, para a Microsoft, e voltou ao quarto lugar.

Por outro lado, na frente interna, a Folha dá manchete e os demais destacam a elevação dos juros pela segunda vez seguida. Desta vez, era uma decisão já aguardada e a crítica das entidades de empresários e trabalhadores veio antes mesmo do anúncio.

"Globo" e Folha noticiam que "Dilma enfrenta agora acusação sobre Varig", enquanto o "Estado" segue com o assunto na manchete. Destaca a advertência da atual direção da Anac, para que a VarigLog saia do controle de um fundo americano, e a declaração de dois ex-diretores da Anac de que a Casa Civil criticou as "dificuldades" que a agência estava impondo, à época, para a venda da Varig.

Com destaques esportivos, o "Globo" saúda o Fluminense finalista da Libertadores e dá manchete para o Rio finalista na disputa para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, contra outros três países. "Falta provar que pode vencer violência, poluição e o transporte precário."

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h28

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Sem vilão

A batalha de Roma, na expressão da Associated Press, termina sem vencedor. Mas o jogo pesado do Brasil, ao lado de EUA e Europa, deu certo, em parte ao menos. Pelo que noticiavam o "Financial Times" e a BBC ontem à noite, o "rascunho" da declaração final do encontro evita questionar os biocombustíveis e o etanol em especial.

Em "deadlock", sem saída, como descreve o "FT", o comunicado deve pedir apenas um "contínuo diálogo internacional". Foi o que ressaltaram também os sites do francês "Le Monde" e do espanhol "El País Global", este em manchete, a partir da entrevista coletiva do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que "pede consenso e mais pesquisa" sobre o assunto, ponto. Como queria Lula, pelo jeito, o etanol não saiu de Roma como "vilão" da inflação dos alimentos.

Na reta final, o britânico "Guardian" saiu ontem com o editorial "Combustível para as pessoas, antes", cobrando expressamente que o encontro de Roma apóie uma moratória mundial nos subsídios ao etanol, de cana inclusive. Publicou também mais uma reportagem sobre os efeitos negativos do "boom" do etanol sobre a mão-de-obra nos canaviais brasileiros (à esq., na foto de Jamil Bittar para a Reuters, usada pelo jornal).

Já Roger Cohen, colunista do "International Herald Tribune" e do "New York Times", faz nova defesa apaixonada do etanol de cana e do Brasil, sob o título "Lições de energia". Num dos trechos, tratando diretamente do debate sobre o etanol, ele sublinha que "milho é comida" e não deve ser transformado em combustível, mas a cana é diferente.

E o site do "Wall Street Journal" noticiou que dois senadores, a democrata Dianne Feinstein e o republicano Judd Gregg, apresentaram um projeto "reduzindo a tarifa" sobre a importação de etanol do Brasil.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h15

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Uma intensa noite de sexo

Do Radar On-line, há pouco, no site da "Veja":

_ A estréia de "Os Mutantes", ontem na Record, fez a audiência da emissora subir em relação ao capítulo final de "Caminhos do Coração", exibido na segunda-feira. Deu 24 pontos ante 22. Agora, o desafio da Record é manter a audiência média na casa dos 20 pontos... Na Globo, o segundo capítulo de "A Favorita" registrou 35 pontos, a mesma audiência da estréia. De modo geral, o Ibope do segundo capítulo de qualquer novela é menor que o primeiro. Visto por este ângulo, foi uma vitória da Globo.

E o Zapping, do "Agora São Paulo", avisa que a nudez em "A Favorita" não vai parar em Taís Araújo:

_ Juliana Paes mostrará as curvas no próximo dia 16. Maíra, papel da atriz, surpreenderá Augusto (José Mayer) ao esperá-lo sair do banho, na cama dele, nua. Ele tentará resistir, mas, depois dos beijos de Maíra em sua boca, orelha, pescoço, os dois terão uma intensa noite de sexo.

Escrito por Nelson de Sá às 12h02

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O vice-rei da China

"China Daily" fechou antes do pronunciamento de Barack Obama, mas registra na capa que ele levaria a indicação, destaque hoje em sua home page.

O jornal estatal segue com prioridade para a aproximação com os vizinhos e dá manchete e perfil para o diplomata indicado como chefe do escritório da China em Taiwan, Wang Yi. Destaca que a escolha "mostra a sinceridade do continente [mainland] em estabelecer relações mais fortes", para "especialistas" de Taiwan.

Sobre o terremoto, o jornal ressalta que a prioridade de Pequim agora é retomar a produção.

 

Escrito por Nelson de Sá às 11h51

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Contra John McCain

Barack Obama foi até St. Paul para o discurso em que se declarou vencedor. Discursou para 17 mil, mais 15 mil do lado de fora, no mesmo lugar em que os republicanos devem realizar sua convenção, em setembro. Abaixo, o discurso, no canal de Obama no YouTube.

Escrito por Nelson de Sá às 11h17

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"Este é o nosso momento"

O site The Huffington Post, na manchete desta manhã, reúne primeiras páginas de jornais do mundo inteiro sob o enunciado "Histórico", com link para reportagem da agência Associated Press.

E o Drudge Report, com link para a mesma reportagem da AP, intitulada originalmente "Obama sela indicação: 'Este é o nosso momento'", abre foto e manchete para o histórico junho de 2008.

Ontem no final da tarde, antes dos canais de notícias, a AP foi também a primeira a bater o martelo em favor de Obama, no número de delegados.

Escrito por Nelson de Sá às 10h36

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"Black"

Após uma disputa dura (grueling), segundo a manchete do "NYT", ou amarga (bitter), segundo a manchete do "WSJ", mas sobretudo histórica, na expressão usada por quase todos, Barack Obama é o candidato democrata a presidente dos Estados Unidos.
 
Nos jornais de hoje, é saudado em fotos, enunciados e perfis que não escondem a simpatia pelo candidato. Obama é o primeiro negro (black), dizem "FT" e "NYT", ou então o primeiro afro-americano (african-american), dizem "WP" e "WSJ", a encabeçar a chapa de um dos principais partidos, na história da democracia americana.
 
Adam Nagourney, do "NYT", sublinha em sua análise que Obama ainda vai enfrentar a tarefa de unir o Partido Democrata _e decidir se aceita Hillary Clinton como vice, antes de sair a campo contra John McCain.
 
 
Ainda que Obama concentre o noticiário, "WSJ" e "FT" tratam de sublinhar o discurso do presidente do Fed, em defesa do dólar, que mudou o comportamento dos mercados globais desde ontem. E pode indicar uma economia em melhor estado do que se esperava, neste ano de eleição.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h37

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Denise Abreu, nove meses depois

Depois das reportagens sobre o caso Alstom, o "Estado" abre manchete em seis colunas e duas linhas para Denise Abreu, ex-diretora da Anac, próxima de José Dirceu, que "conta ter sido pressionada por Dilma Rousseff a tomar decisões favoráveis à venda da Varig", para "beneficiar o fundo americano" VarigLog, dispensado de provar a origem dos recursos de seus sócios brasileiros. Um deles, Marco Antônio Audi, diz que a atuação do advogado Roberto Teixeira, "amigo de Lula", teria sido decisiva. "Não sei o que ele negociou, mas trouxe resultados."

Em entrevista à Folha, Marta Suplicy, que deixa hoje o Ministério do Turismo para se candidatar, diz que pretende "reconquistar a classe média" para voltar à Prefeitura de São Paulo. Ela acredita que sua ligação com Lula pode ajudar e afirma que a prioridade é o transporte:

_ Será um esforço de guerra. No longo prazo, vamos unir esforços para superar 20 anos de atraso no metrô. Apresentei ao presidente a proposta de unir município, Estado e União num investimento de R$ 12 bilhões em seis anos para mais do que dobrar a atual rede. No médio prazo, faremos 200 km de corredores -no nosso primeiro governo fizemos 100 km. Paralelamente, faremos obras viárias para melhorar a fluidez do trânsito. No curto prazo, revitalizaremos os corredores existentes para retomar a velocidade que possuíam quando implantados. Daremos um choque de gestão no trânsito.

Na Folha, de Roma, Clóvis Rossi relata o ataque de Lula aos "dedos sujos" das companhias de petróleo na campanha contra o etanol brasileiro. "Valor" e "Globo", por outro lado, têm avaliações opostas sobre como a cúpula da ONU vê o etanol de cana, hoje na capa. Para o primeiro, a crítica da FAO ao biocombustível, ontem, também "atinge o Brasil". Para o segundo, a FAO "elogia etanol brasileiro".

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h39

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Agora, os telejornais

E na verdade a informação saiu antes, ainda na segunda-feira, no blog do autor de "Caminhos do Coração", Tiago Santiago (esq.), no UOL, pois até blog a Record resolveu clonar:

_ Estou numa felicidade total! O último capítulo de "Caminhos do Coração" foi um sucesso total! A prévia do Ibope foi de 23 de média, com 29 de pico, quatro minutos na liderança, quase 100% a mais no horário para a Record. A emissora "Q" marcou grande queda. Foi a pior estréia no horário da emissora "Q", de queda, segundo a prévia, de 34 pontos.

Também no UOL, Ricardo Feltrin sublinhou que o horário nobre da Record avançou por inteiro, no dia. O "Jornal da Record" deu 18 pontos, contra 30 do "Jornal Nacional". Foi "a primeira vez em que um concorrente ficou tão próximo do 'JN'".

Abrindo a escalada de manchetes do "JR" naquela segunda, o vice-presidente da República, José Alencar, do PRB da Igreja Universal, falou de segurança pública no Rio. O senador Marcelo Crivella, do PRB e sobrinho de Edir Macedo, é candidato a prefeito do Rio.

Nem a nudez de Taís Araújo, anunciada antes e com propósito claro, conseguiu evitar a estréia de 34 pontos de "A Favorita", da Globo:

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h17

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A pior estréia em toda a história

Segundo Lauro Jardim, há pouco no site da "Veja", a novela "A Favorita" estreou mal, com média de 34 pontos de audiência:

_ Foi a pior estréia de uma novela das oito em toda a história da TV Globo. Até agora, o duvidoso troféu estava com "Duas Caras", cuja estréia deu 40 pontos de audiência. O motivo desse desempenho tem nome e sobrenome: "Caminhos do Coração", a novela da Record. Seu último capítulo registrou 23 pontos. A atração da emissora do bispo Edir Macedo começou um pouco antes de "A Favorita" e terminou depois que a novela da Globo já saíra do ar.

Abaixo, a abertura da desastrosa novela.

PS - Daniel Castro deu antes, na edição de hoje da Folha, em "Cotidiano", e com uma avaliação um pouco diferente:

_ "A Favorita" estreou com média de 34 pontos no Ibope. Foi o pior início de novela das oito nesta década e, provavelmente, em todos os tempos. A novela foi prejudicada pela concorrência com a Record, que antecipou o último capítulo de "Caminhos do Coração" para as 20h40. "Caminhos" registrou 23 pontos.

Escrito por Nelson de Sá às 11h25

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China e EUA, 35 anos depois

O "China Daily" abre com o atraso na drenagem do lago formado pelo terremoto, mais foto do atentado à no Paquistão.
 
Embaixo, com imagem do abraço entre a pianista chinesa e o regente americano, o jornal celebra os 35 anos da aproximação de China e EUA, que tem por marco inicial a apresentação da orquestra da Filadélfia em Pequim, repisada ontem. A turnê é lembrada por um líder chinês e pelo ex-secretário de Estado Henry Kissinger como "momento histórico".
 
Em reportagem interna, o jornal sublinha a indicação de um chinês para economista-chefe do Banco Mundial, "sinal dos tempos".

Escrito por Nelson de Sá às 10h58

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Bill Clinton perde a cabeça

A capa da nova "Vanity Fair" é "Angelina Jolie sem censura", mas o que ecoa nos EUA é o perfil de Bill Clinton publicado por Todd S. Purdum, que foi jornalista do "NYT" e é casado com Dee Dee Myers, porta-voz da Casa Branca de Clinton. Questiona desde as "duvidosas (e secretas) associações comerciais" até as gafes de mídia que "machucaram a campanha de sua mulher", para insinuar, por fim, que a própria sanidade estaria sendo posta em questão por "velhos amigos e assessores".
 
Clinton reagiu com adjetivos pesados contra Purdum, de "scumbag" para baixo, em áudio que é a manchete do Huffington Post agora pela manhã, o que só fez crescer a percepção de que o ex-presidente não anda bem da cabeça.

Escrito por Nelson de Sá às 10h27

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O fim anunciado

"NYT" e "WP" abrem com os sinais dados por Hillary Clinton, de que vai aceitar a derrota, e Barack Obama, de que vai proclamar a vitória, hoje à noite. O primeiro ressalta, em foto com alguma ironia, mais uma das muitas gafes de Bill Clinton, agora ao anunciar seu último dia de campanha, ontem, antes de sua mulher se pronunciar.

O "WSJ" já olha para a frente e diz que Obama começa a "delicada tarefa" de conquistar a equipe dos Clinton, inclusive seus arrecadadores.

 
Nas manchetes de "FT" e "WSJ", a crise de crédito avança sobre os bancos americanos, agora derrubando o principal executivo do Wachovia, o quarto do país. Por outro lado, a Standard & Poors baixou a nota de Lehman Brothers, Merril Lynch e Morgan Stanley e ajudou a derrubar as ações dos bancos, sobretudo do primeiro, em Wall Street. 

O "NYT" destaca, em reportagens separadas, a crescente face autoritária dos governos eleitos na Venezuela e na Rússia. Hugo Chávez editou decreto reorganizando as agências de inteligência e, segundo grupos de direitos humanos, as novas normas levam os cidadãos a se denunciarem uns aos outros, para evitar prisão.

Já a televisão na Rússia voltou às práticas stalinistas e agora elimina críticas a Vladimir Putin na edição dos programas, como nas fotos de antes. Num dos casos, no fim do ano passado, esqueceram de cortar as pernas de um analista, que foram sozinhas para o ar.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h36

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"Energy for the world"

O "Estado" traz no alto da primeira página que "o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Robson Marinho viajou à França para assistir aos jogos finais da Copa de 98 com despesas pagas por empresas do grupo Alstom, cujos contratos com o governo paulista ele julgou e aprovou depois". Ele foi coordenador da campanha de Mário Covas em 94.

Folha, "Globo" e "Estado" abrem manchete para os dados do Inpe sobre o desmatamento. Os dois primeiros dão como segundo destaque da notícia a "caça ao boi pirata" anunciada por Carlos Minc.

O "Valor", que mal registra o desmatamento, dá o caderno especial "Etanol de cana-de-açúcar" e entra na campanha, proclamando que a "Cana limpa a matriz energética" do Brasil. Uma versão em inglês do mesmo caderno, com o título "Energy for the world", energia para o mundo, é distribuída hoje na reunião da FAO sobre segurança alimentar, em Roma. O jornal também noticia que a China já estuda adicionar biodiesel ao óleo diesel, em seus veículos.

 
 
"Valor" e "Estado" ressaltam que as exportações brasileiras alcançaram "o maior valor da história" em maio, elevando o superávit, resultado que é creditado em parte ao fim da greve dos auditores fiscais.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h31

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"The future of Brazil"

Saiu afinal o relatório do Inpe e, nos sites e telejornais de ontem, a devastação na Amazônia "equivale à cidade do Rio" ou "aumenta oito vezes", com o Mato Grosso de Blairo Maggi "responsável por 70%" e Roraima por outro bocado.

Enquanto isso, o pivô da saída de Marina Silva do Meio Ambiente, não Maggi, mas o também ministro Roberto Mangabeira Unger, é o destaque da nova edição do prestigioso e influente semanário "The Chronicle of Higher Education". À esq., Unger na foto de Douglas Engle para o "Chronicle".
 
Descrito no longo perfil como um "John Stuart Mill com forte inclinação nietzschiana", ele "testa o poder transformador das idéias como ministro do Brasil" ou, ainda, "enfrenta o futuro do Brasil". No pouco que trata sobre tal futuro, o texto, escrito por um professor de filosofia da Universidade da Pensilvânia, fala de seus projetos com o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, que só tem elogios a Unger, e de seu questionamento à "ausência de ambição estrutural" durante o primeiro mandato de Lula.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h14

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O "zeitgeist" mudou?

A manchete no final da manhã no Drudge Report, o site que fez história ao abrir o escândalo de Monica Lewinsky há mais de uma década, é "The End", sob uma foto de Hillary Clinton, com link para a Reuters.

E o site Politico, que veio bem depois, mas reproduz em parte o espírito do pioneiro Matt Drudge, posta hoje uma reportagem sobre o próprio (esq., em foto da AP) e sua aparente opção por Barack Obama, na campanha presidencial.

Drudge, conservador como Rupert Murdoch e também esperto como ele, estaria propenso a seguir a onda Obama nos EUA. É o que diz ao Politico a "versão liberal" de Drudge, Arianna Huffington, do site de mesmo nome:

_ Ele tem uma forte compreensão do "zeitgeist". E o zeitgeist mudou. O que costumava ser posição de esquerda agora é solidamente "mainstream" e apoiada pela maioria do povo americano.

Escrito por Nelson de Sá às 11h59

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Showbiz e a tragédia

Hong Kong juntou "quase 500 celebridades do showbiz", destacam o "China Daily" e outros, para arrecadar dinheiro em favor das vítimas do terremoto de Sichuan. Entre elas, os atores Andy Lau, também cantor e hoje o artista mais popular do país, e Jackie Chan, que estiveram ambos em Sichuan. No palco, também funcionários do governo. Na manchete, por outro lado, as buscas por um helicóptero de salvamento que caiu e a notícia de que diminuiu o risco de transbordamento do lago formado pelo terremoto.
 
Sobre as escolas, nada por hoje, além de uma página de fotos de crianças felizes e ativas, pós-terremoto.

Escrito por Nelson de Sá às 11h11

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A novela continua (e, ao fundo, melhora o Iraque)

"NYT", "WP" e "FT" ressaltam a fácil vitória de Hillary Clinton nas primárias de Porto Rico e a perspectiva de que mantenha a disputa democrata, apesar da pressão de assessores. Já o "WSJ" abre manchete e foto para Barack Obama, elogiado ultimamente por Rupert Murdoch, o dono, e que estaria "prestes" a se declarar vencedor.
 
O "NYT" abre foto e reportagem sobre as prisões administradas pelos militares americanos no Iraque, que melhoraram, mas voltam a representar risco, agora que estão para ser transferidas aos militares iraquianos, de reputação ainda pior. De todo modo, neste que é tema central na campanha, o jornal registra que o número de americanos mortos no Iraque em maio foi o menor desde a invasão em 2003.
 
 
Único a destacar o encontro da FAO em Roma, o "FT" dá na manchete tradicional o aviso do diretor-geral da organização da ONU de que "a única saída para a crise" atual, de inflação crescente, é aumentar a produção "principalmente nos países pobres". Para tanto, quer que os países ricos elevem o apoio à agricultura em dez vezes.
 
De Roma, por outro lado, o "WP" conta que o processo para tornar João Paulo 2º um "santo" católico prossegue com rapidez. Ele deve ser beatificado em menos de um ano.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 10h20

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Elite da tropa

A capa de domingo de "O Dia", com a reportagem sobre o que aconteceu na favela do Batan. A seguir, dois trechos editados:

_ A campainha tocou. Do lado de fora, sete homens com toucas ninja. Ao abrir, a jornalista foi rendida com arma na cabeça. Os bandidos deram voz de prisão, como policiais exercendo a lei. "Você está presa por falsidade ideológica", disse Zero Um, que lidera a milícia local. Rendida, a repórter sentou com a cara na parede, enquanto dois homens começavam a sessão de tortura que só acabaria dali a sete horas. Chutes, socos, gritos e ameaças abriram caminho para o terror: submetida e subjugada à violência do bando, a jornalista viu uma arma ser encostada em sua cabeça para, em seguida, um marginal acionar o gatilho duas vezes em roleta-russa impiedosa.

_ A execução seria decidida por um "coronel" que estava a caminho. Os espancamentos eram entremeados por discursos: "Existem policiais corruptos, mas nós não. A gente se mata de trabalhar aqui, para vocês chegarem e estragarem o projeto social. Não somos bandidos". A repórter perguntava: "Se não são, por que estão fazendo isso?" A resposta não vinha em palavras, mas em socos e tapas. O "coronel" chegou. Coturnos e uma calça azul de farda da PM estavam no ambiente. A casa tinha pelo menos 20 homens. Seriam os algozes da longa sessão de horror. Como nos porões das ditaduras, choques e sufocamentos com sacos plásticos até o desfalecimento... O destino da equipe só foi decidido às 4h, quando os seqüestradores, tal como juízes, anunciaram o veredicto: iriam libertar as vítimas.

Escrito por Nelson de Sá às 09h22

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Aceleração do ritmo

Contra a corrente que já vê a economia esfriar, o "Valor" destaca que "muitas empresas e setores consultados estimam terminar o trimestre com crescimento em relação aos três primeiros meses do ano, sinal de aceleração do ritmo de atividade". A indústria "vai encerrar o trimestre em ritmo intenso de atividade, puxada pelo setor automotivo, insumos para construção civil e bens de consumo semiduráveis".

Sobre a inflação, que está em amplo debate público, o ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore diz que "Lula deveria apertar a política fiscal", em entrevista ao "Estado". Já o ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira escreve na "Folha" que "a estratégia deveria ser cortar juros e depreciar câmbio", com "aumento temporário do ajuste fiscal".

No campo das reformas, que voltam à agenda, o "Estado" dá manchete para o projeto que Lula deve enviar ao Congresso no fim do ano para aprovação em 2009, "ano não eleitoral", impondo o teto da aposentadoria do INSS para o funcionalismo, dez salários mínimos.

Por "Estado", "Folha" e "Globo", prossegue a repercussão da tortura da equipe de "O Dia" pela milícia que comanda uma área no Rio, agora com a confirmação pelo secretário de Segurança da participação de policiais. Mas eles continuam sem punição e no poder na favela do Batan.

Também no Rio, na manchete da "Folha", mais da operação que envolve Anthony Garotinho, agora com a acusação dos procuradores federais à ex-governadora Rosinha, que teria recebido R$ 1,6 milhão de quadrilhas de caça-níqueis e jogo do bicho para sua campanha.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h32

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"Bullshit"

Nos EUA, elas saíram até nas rádios, da pública NPR ao programa do populista ultraconservador Rush Limbaugh, que descreveu "selvagens". Também pelas redes NBC, ABC, a canadense CBC e a Al Jazeera, do Qatar, todas com vídeos on-line. Mais "New York Times", "Le Monde", "Guardian", o escocês "Scotsman". São as fotos da tribo no Acre, na Amazônia, supostamente sem contato, que rodam mundo.

Além delas, nas reportagens, encontram-se porta-vozes da Survival International, de Londres, organização que tirou a maior parte das fotos e tem até vídeo sobre o tema, em seu site, em meio a pedidos de doação. Os entrevistados admitem que a operação tem fim político _conter o avanço sobre a terra dos mesmos índios, no lado peruano.

Mas o momento e o teor das reportagens coincidem com a esperada decisão do Supremo sobre a reserva em Roraima. Enquanto a AP já destaca que a tribo é na verdade conhecida há décadas, o site de humor The Spoof lança piada, sob o título "Tribo perdida do Brasil não está tão perdida, afinal", e o Gawker está a um passo de dizer, "bullshit".

Por outro lado, Johan Eliasch, consultor do primeiro-ministro britânico, falou ao "Fantástico" e se tornou alvo da nova histeria global _agora que antigos chefes militares se lançaram contra a reserva em Roraima.

A Globo mostrou "o que tem a dizer o milionário sueco que está sendo investigado pela enorme quantidade de terras que comprou na Amazônia". Tem mais, "nossos repórteres foram até a propriedade do milionário e descobriram que alguns dos projetos ambientais que ele afirma desenvolver na verdade não existem". E parece piada, mas a rede pediu a um suíço que comprasse terras na Amazônia, abaixo.
 

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h06

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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