Toda Mídia
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Duda Mendonça vs. Globo

Com Globo e Record em campos opostos, é no Rio a eleição de maior conflito este ano. A primeira cobre os assassinatos do morro da Providência como obra de Marcelo Crivella, ex-bispo que lidera a corrida para prefeito, e dá destaque sem parar ao presidente do TRE do Rio.

Já a Record faz de conta que Crivella não tem relação com o programa Cimento Social. A rede de Edir Macedo, tio do candidato, deixa o jogo para o marqueteiro Duda Mendonça. De Lauro Jardim, ontem na Veja.com:

_ Duda tranqüilizou o candidato. Disse que a tragédia não afeta sua campanha. E que, se tivesse ocorrido no período de propaganda, usaria nos programas. "O que fica para o povão é que o Crivella tinha um projeto para melhorar a vida das pessoas na favela. Essa marca ajuda a afastar a marca de bispo." Pelo mesmo motivo, Crivella não usa a Record para se defender. Gostaria, teria todo o espaço, mas não vai. Desmontaria todo o discurso.

E hoje:

_ Instrução geral na Globo sobre como tratar os evangélicos, vinda diretamente da família Marinho: adversária é só a Universal, de Edir Macedo, e não todas as igrejas. A emissora deve deixar claro que não discrimina outros evangélicos. A avaliação é que a Universal aproveita bem o embate com a Globo para unir os evangélicos.

E do ex-blog de Duda Mendonça, agora site, canal de YouTube etc.:

_ Lula está elegendo até poste... Uma coisa é clara, "nunca na história deste país" um presidente foi cabo eleitoral tão forte para prefeito. Em todos os lugares, o que é que você busca? Se Lula está ao lado dele. Recife, Fortaleza, Rio, pelo menos nelas, das campanhas que eu vou fazer, é importante mostrar a chance que a cidade está tendo, com um prefeito linkado ao presidente.

O marqueteiro aconselha on-line que "está chegando a hora" e não se deve esperar para "coisas de ordem prática" como "arrecadar dinheiro" e filmar "com calma, visitar as obras dele". Abaixo, mais do conselheiro.

A coluna e o blog voltam na segunda-feira.

Escrito por Nelson de Sá às 11h52

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E tome inflação na China

Como já anunciava ontem na manchete de seu site e como fazem hoje também "WSJ" e "FT", o "China Daily" destaca o aumento nos preços de gasolina e diesel. Por outro lado, o jornal estatal volta a afirmar na capa que o acordo com o Japão, para exploração no mar da China, não "fere a soberania".
 
No site do jornal, a manchete é que o presidente Hu Jintao, também secretário-geral do PC, participou de bate-papo no site do "Diário do Povo", órgão oficial do PC. Foi sua primeira vez "ao vivo". Postou que tem pouco tempo, mas acessa a web "para ver notícias nacionais e internacionais". A China tirou dos EUA, há três meses, o posto de país com mais internautas.

Escrito por Nelson de Sá às 10h50

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Grampo à vontade

"WSJ" e "WP" dão manchete para o acordo entre republicanos e democratas no Congresso que mantém o programa de "espionagem interna" criado por George W. Bush depois do 11 de Setembro. Em especial, o acordo livra as companhias telefônicas que realizam os grampos, sem determinação judicial, da responsabilidade em processos e indenizações. O "NYT" também destaca o favorecimento às empresas.

O "NYT" não se deixa enganar pelas desculpas de Barack Obama e dá na manchete que o democrata "mudou" sua posição quanto ao financiamento público de campanha, recusando os recursos, apenas para escapar do teto de gastos que a lei impõe. Anota que a decisão põe em dúvida o futuro do financiamento público, bandeira histórica dos democratas. "WP" e "FT" também sublinham reações à "traição".

John McCain, longe de Obama em arrecadação, questiona o adversário e diz que vai aceitar financiamento público, sim, com o "teto" previsto.

Nas fotos abertas por "FT", "WSJ" e "NYT", a prisão de ex-gerente do Bear Sterns acusado de enganar investidores, no episódio que deflagrou a crise de crédito imobiliário nos EUA e avança pelo mundo.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 10h02

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Velho Oeste

Sob o logo "Mercados submergentes", o "Wall Street Journal" publica hoje na metade superior da primeira página que a "Corrida do lançamento de ações iniciais do Brasil atinge terreno áspero". Com tradução no "Valor", o início da reportagem do correspondente em São Paulo, Antonio Regalado:

_ O mercado acionário brasileiro tem um dos melhores desempenhos do mundo. Mas para os investidores que participaram da onda sem precedentes de ofertas públicas iniciais no ano passado _quando 64 empresas abriram capital, mais do que na Bolsa de Londres_ os retornos foram decididamente menos animadores. Dois terços das companhias têm ações negociadas agora abaixo do preço da oferta pública. E investidores reclamam dos bancos, dizendo que eles adotaram uma abordagem de Velho Oeste, faturando com o frenesi por emergentes ao apressar IPOs de empresas que não estavam preparadas. Ao mesmo tempo, dizem, os bancos adotaram práticas questionáveis, como fazer grandes empréstimos a companhias antes da abertura de capital e receber remunerações extras no dia em que chegam ao pregão. "É um caso de imensa ganância dos bancos e um monte de ingenuidade dos investidores", diz a Rio Bravo Investimentos. "É a nossa versão da bagunça do subprime."

A reportagem cita Credit Suisse e UBS e estende o quadro de "retornos desanimadores" aos demais Brics, daí a expressão "submergentes".

Escrito por Nelson de Sá às 09h12

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Mantega & Meirelles

A Folha dá em manchete e o "Estado" também destaca que Lula decidiu que o "governo deve destinar R$ 65 bilhões à próxima safra agrícola, R$ 7 bilhões a mais que em 2007", para combater a inflação pela oferta.

Já o "Valor" ressalta que, contra a opinião do Ministério da Fazenda, "o Banco Central convenceu Lula a não adotar medidas adicionais para controlar a demanda e a inflação". Restringem-se as ações, como sempre, à elevação dos juros e outras, sob controle do BC.

Em manchete, em campanha, o "Globo" diz que "desembargadores de 26 Estados decidem não seguir orientação do Tribunal Superior Eleitoral" e "vetarão candidatos com ficha suja", expressão usada pelo jornal para descrever políticos com processos em andamento. No site, o enunciado é mais contido e diz apenas que os TREs reunidos ontem pelo presidente do TRE do Rio "serão mais rigorosos na avaliação de candidaturas".

Por outro lado, a exemplo de Folha e Abril, também o "Estado" está sendo acionado, por entrevista com Gilberto Kassab. O presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, declarou ao jornal que pretende mudar a resolução que proíbe entrevistar candidatos antes do início da campanha, em julho.

Em entrevista à Folha, Paulo Maluf, novamente candidato a prefeito, promete solução para os "pontos graves" do trânsito em São Paulo.

Na manchete do "Valor", desde Genebra, "grandes multinacionais de alimentos e bebidas afirmam que os biocombustíveis são o principal novo fator da alta das commodities e, em carta, conclamam os 27 presidentes e chefes de governo da União Européia a não endossar 'precipitadamente' a meta de 10% de etanol nos combustíveis até 2020".

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h29

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Obama, o sincero

Barack Obama deu entrevista ao "Jornal do Brasil" e à "Gazeta Mercantil" e, ao contrário do republicano John McCain, que se declarou contra, o democrata defendeu a tarifa sobre a importação de álcool. "Em algum momento teremos condições de acabar com a sobretaxa ao etanol brasileiro, mas antes esta área deve estar desenvolvida plenamente também nos EUA", disse o candidato. Na repercussão junto a políticos, ontem em Brasília, ele era descrito como "mais sincero" do que o rival.

Obama também ouviu do correspondente Osmar Freitas Jr., no final da entrevista, que Lula estaria "empolgado" com sua candidatura. Questionado então se já falou com o brasileiro, o americano disse que não, "mas é conversa prioritária para depois da eleição".

De John McCain, também a Osmar Freitas Jr., no "JB" e na "GM":

_ Eu era muito namorador. Foram duas brasileiras: a dançarina exótica, nos tempos da Academia Naval, em Washington, e a do Rio de Janeiro, no final dos anos 50. Como você vê, meu amigo, eu gosto de brasileiros. (risos)

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h17

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China e Japão, todos ao mar

O "China Daily" mantém na manchete as negociações com os EUA, sobre o encontro de Maryland também destacado no "FT". Os enunciados indicam que as duas potências caminham para um acordo bilateral de investimento. Por outro lado, o jornal dá foto para a visita do vice-presidente à Coréia do Norte.

O "China Daily" ressalta ainda, com mapa e análise, o acordo pragmático com o Japão para a prospecção conjunta de gás no mar da China. Em seu site, que passou por ampla modernização esta semana, o jornal dá manchete para o aumento nos preços controlados de gasolina, diesel, querosene e energia elétrica.

 

Escrito por Nelson de Sá às 11h26

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Deu no "Wall Street Journal", de novo

Com três jornalistas no caso, em Berlim, São Paulo e Paris, o "Wall Street Journal" publica hoje a longa reportagem "Investigação de suborno expõe a rede Alstom no Brasil", com o subtítulo "Intermediário misterioso pode ter agenciado pagamentos ilícitos". Um mês atrás, o jornal americano deu o "furo" em manchete. Novamente, o "Valor" traduziu na edição de hoje.

Abaixo, três passagens da apuração detalhada de David Crawford, Antonio Regalado e David Gauthier-Villars:

_ Investigadores europeus dizem que entre 1998 e 2003 a Alstom usou um homem conhecido por Claudio Mendes como canal para supostos pagamentos de propinas no Brasil. Segundo os promotores, a Alstom transferiu centenas de milhões de dólares a intermediários como Mendes para ganhar contratos através de uma rede clandestina digna de um livro de espionagem. Até agora, a empresa tem se apresentado como vítima. Mas documentos apreendidos pelas autoridades e aos quais o "WSJ" teve acesso mostram que a rede empregada pela Alstom para pagar consultores no Brasil era administrada por integrantes do alto escalão em Paris. O esquema transferia recursos através de empresas fantasmas e contas em bancos suíços. No Brasil, os promotores investigam a Alstom em relação a vários de 139 contratos obtidos no Estado de São Paulo, avaliados em US$ 4,6 bilhões. Investigadores europeus dizem que Mendes ou seus asseclas no Brasil receberam pelo menos US$ 5 milhões através de contas no exterior. Contudo, não há provas que indiquem se o dinheiro chegou a políticos brasileiros.

_ José Geraldo Villas Boas, ex-presidente da Cesp, foi um dos consultores que trabalharam para a Alstom. Foi contratado para ajudar a empresa a ganhar contrato de subestações para a Eletropaulo. Segundo documentos aos quais o "WSJ" teve acesso, Villas Boas recebeu, entre 1998 e 2001, 7,8 milhões de francos (US$ 1,4 milhão) através de conta na Suíça pertencente à Taltos Ltda. Numa primeira entrevista ao "WSJ", Villas Boas confirmou que fez consultoria para a Alstom, mas disse que nunca tinha ouvido falar da Taltos. Em entrevista depois que a investigação foi revelada, disse que a Taltos era uma firma que criou para receber comissões por seu trabalho em vários projetos. "Se você está concorrendo por negócios, vai tentar de tudo. Os fundos estão lá para ser usados, então claro que foram usados. Todo mundo fez a mesma coisa." Acrescentou que os contratos de consultoria com a Alstom muitas vezes eram "ficções" criadas "para realizar um pagamento". Pagamento para quem? Villas Boas diz que não lembra. "O quê, você quer que eu leve um tiro?"

_ Os investigadores europeus dizem que a suposta rede de propinas começou com um memorando redigido a mão, datado de 23 de setembro de 1997 e assinado por um executivo da Alstom em Paris que supervisionava o desenvolvimento de negócios no Brasil. O memorando, endereçado a um gerente sênior de exportação, gerou debate no alto escalão da Alstom sobre uma proposta para pagar a Claudio Mendes polpudas comissões para obter apoio político a ofertas da empresa em licitações no Estado de São Paulo. Num memorando posterior, Bernard Metz, executivo da Alstom em Paris, explicou que Mendes era íntimo do então governador Mario Covas e podia agilizar as coisas. Metz, já falecido, reproduziu a promessa de Mendes de que poderia obter o apoio do "partido político no poder" do Estado, na época o PSDB, do "gabinete do Tribunal de Contas" e "da Secretaria de Energia" em troca de comissão de 7,5% do valor do contrato.

Escrito por Nelson de Sá às 10h21

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Pela Boeing! Pela Exxon!

O europeu "FT" e o americano "WSJ" dão em manchete que o Congresso dos EUA solicitou à Força Aérea que retome uma concorrência para o fornecimento de aviões-tanque. O contrato foi vencido pela européia Airbus (EADS), mas a americana Boeing, com apoio de políticos diversos, contesta há meses o resultado.

Em campanha, tanto o republicano John McCain como o democrata Barack Obama pediram à Força Aérea a reabertura da concorrência.

O "NYT" ouve executivo da Petrobras e destaca os obstáculos técnicos ao plano de George W. Bush e John McCain de explorar campos no mar _anunciado pelo segundo para agradar uma platéia de executivos das companhias de petróleo no Texas, como deu em manchete o texano "Houston Chronicle", na edição de anteontem.

Na mesma direção, o "NYT" dá em sua manchete que "raros contratos sem concorrência" estão sendo negociados com o governo iraquiano para levar as "gigantes" Exxon, Chevron e outras de volta ao controle dos "maiores campos de petróleo" do Iraque.

"NYT" e "WP" seguem com relatos dos esforços contra a enchente do rio Mississippi. E já começa a busca de um culpado, no caso, as mudanças introduzidas pelo homem nas terras do Meio-Oeste.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h50

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Globos vs. Marcelo Crivella 2

Na escalada do "Jornal Nacional" de ontem, "Um relatório do serviço de inteligência do Exército afirma que a realização de obra no morro da Providência foi negociada com traficantes de drogas". Abaixo, o vídeo.

Escrito por Nelson de Sá às 09h24

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Globos vs. Marcelo Crivella 1

Folha, "Estado" e "Globo" dão manchete semelhante, sobre a ordem da Justiça para a retirada das tropas do Exército do morro da Providência.

Somente no "Globo", destaque também para o TRE do Rio, que "abriu procedimento para investigar as obras do projeto 'Cimento Social', do senador Marcelo Crivella, pré-candidato à prefeitura do Rio", líder nas pesquisas e sobrinho de Edir Macedo, da Record.

Na manchete do "Valor", o BNDES vai cortar em 10 a 20 pontos percentuais seu teto de participação em vários setores privados. "O ciclo de crescimento dos investimentos, que já dura 17 trimestres, pressiona o caixa da principal fonte de financiamentos de longo prazo do país", daí a redução. Em meio à alta da inflação, por outro lado.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h40

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O príncipe e as famílias japonesas

Na escalada de todos os telejornais daqui, a visita oficial que o príncipe Naruhito fez a Lula, para celebrar os cem anos da imigração japonesa, estava ontem também no topo das buscas de Brasil no Yahoo, bem como no site da BBC e outros, com atenção para o legado significativo.

No que foi possível acompanhar, também a cobertura japonesa deu atenção ao centenário, com o correspondente do "Yomiuri Shimbun" relatando longamente o cotidiano e as memórias de uma das famílias estabelecidas no país, em Franca, interior de São Paulo.

Por outro lado, por coincidência, o japonês "Nikkey Business Daily" informou ontem e as agências reproduziram, também com destaque nos sites de busca de notícias, que a Petrobras inicia "a venda de biocombustíveis para automóveis no Japão ainda neste ano".

O petróleo a US$ 140 o galão acelerou a negociação, que vinha desde 2007 pelos relatos do "Yomiuri Shinbum", e a estatal brasileira vai distribuir uma mistura de gasolina e etanol para 10.000 postos japoneses, a partir da refinaria que comprou em Okinawa, no Sul do país.

Por fim, ontem na home da National Geographic, uma reportagem realizada com descendentes de japoneses de Tomé-Açu, no Pará, marcou o centenário da imigração _com elogios às técnicas de agricultura trazidas para o país e principalmente ao respeito pela floresta.

O vídeo evita o episódio do "campo de confinamento" na Segunda Guerra, destacado dias atrás em reportagem da Record, na mesma cidade.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h19

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Michelle

O "NYT" dá foto e destaca na capa que, atacada pela campanha republicana e ofendida seguidamente pela Fox News, que a chama até de "Baby Mama", expressão racista para mãe solteira, a mulher do democrata Barack Obama, Michelle, inicia um esforço de "makeover", de reconstrução e reintrodução de sua "imagem pública", sob novas luzes. O marqueteiro chefe de Obama nega que tal esforço seja necessário ou esteja ocorrendo.

Para confirmar a reportagem, a nova "Us Weekly", revista popular de celebridades, também traz Michelle na capa, com a manchete "Por que Barack a ama". E ela própria surgiu pela manhã no programa "The View", da ABC, de Barbara Walters e Whoopi Goldberg, entre outras mulheres. Já havia sido convidada antes e recusado, mas foi agora para "suavizar" sua imagem.

No "Daily Show", por outro lado, Jon Stewart editou cenas de ataques ao candidato e sua mulher e lançou novo "rumor" sobre o democrata.

    

Escrito por Nelson de Sá às 11h17

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China + EUA

O "China Daily" deixa terremoto e enchente para trás e abre foto para o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, ao saudar o representante chinês nas negociações bilaterais em Maryland. Na manchete, o jornal estatal avalia que as conversas abrem em "nota positiva" quanto a temas como o déficit comercial americano ou a desvalorização da moeda chinesa. Mas o vice-premiê da China chegou pedindo "calma" e que os temas em pauta não sejam "politizados".

O encontro ocorre sob pressão das grandes empresas de lado a lado, que às vésperas do encontro fecharam US$ 14 bilhões em negócios, segundo o "NYT", ecoado hoje pelo "China Daily".

Escrito por Nelson de Sá às 11h01

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Todos ao mar

"NYT" e "WSJ" ressaltam que o presidente George W. Bush, com apoio do governador da Flórida, também republicano, vai propor ao Congresso que derrube a histórica proibição à perfuração de poços na plataforma marítima, em busca de petróleo.
 
O tema tomou a campanha eleitoral esta semana, com John McCain apoiando a prospecção nas áreas de proteção ambiental _e Barack Obama questionando que o adversário, que havia votado contra a idéia no início da década no Senado, mudou de posição para agradar às companhias de petróleo.
 
A decisão de Bush foi precedida nos últimos dias por colunas de analistas conservadores, no "WP" e no "WSJ", que questionaram os EUA por não seguir o exemplo do Brasil, com Tupi e os novos campos.
 
Em outra linha, no destaque do "FT", as enchentes no Meio-Oeste americano já "atingem" os preços dos alimentos, em commodities como milho e soja, também em inflação global.
 
 
Na manchete do "WSJ", o acordo próximo entre o produtor americano Steven Spielberg e a produtora indiana Reliance, que "quer erguer um impédio de mídia a partir de Hollywood", não mais Bollywood. A empresa de Spielberg, DreamWorks, deixaria a associação com a gigante americana Viacom.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 10h11

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"Não está proibido fazer entrevista"

De Carlos Ayres Britto, na reportagem "Direito à informação é fundamental, diz presidente do Tribunal Superior Eleitoral". Ele foi questionado sobre a multa imposta à Folha, à "Veja São Paulo" e a Marta Suplicy e respondeu:

_ Os órgãos [da Justiça Eleitoral] devem tomar muito cuidado para não colocar em risco o direito fundamental à liberdade de informação. No Brasil, o direito à informação tem o mais sólido lastro constitucional. Se traduz no direito de informar, se informar e ser informado. O fato é que a imprensa é que melhor cumpre esse papel. No mais, é aguardar o caso concreto... Não está proibido nesse período fazer entrevista com supostos candidatos ou até prováveis candidatos. Pode traduzir idéias, opiniões. O que não pode é antecipar uma plataforma de governo.

E do editorial "Decisão absurda", hoje no jornal:

_ A determinação _da qual cabe recurso_, embora travestida da aparência de juridicidade, viola mandamentos constitucionais, preceitos elementares de lógica e todas as lições sobre a importância da liberdade de imprensa... Para tornar o panorama mais sombrio, pululam indícios de que não é um caso isolado. O TSE não acatou um pedido de "O Estado de S. Paulo" para que suas páginas na internet recebessem o mesmo tratamento dispensado a jornais, e não a rádios e TVs. A rede de computadores, ao contrário das emissoras, não é concessão pública nem comporta um número máximo de estações... Falta a representantes do Judiciário a percepção de que a liberdade de imprensa não é uma benesse às empresas, mas um direito de todos. Quem bem colocou a questão foi Felix Frankfurter (1882-1965), um dos maiores magistrados dos EUA: "A liberdade de imprensa não é um fim em si mesmo, mas um meio para se chegar a uma sociedade livre".

Escrito por Nelson de Sá às 09h36

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As desculpas e as obras

Nas manchetes de Folha e "Globo" e com destaque no "Estado", Nelson Jobim pede desculpa, perdão, e mantém Exército no Morro da Providência.

Clóvis Rossi escreve que foi "selvageria os militares matarem ou entregarem à morte três jovens, mas não é igualmente selvagem todo mundo saber que assassinos controlam uma parte do território brasileiro _e ninguém faz nada nem se incomoda?". Já Elio Gaspari escreve que "engajar o Exército no interesse das quadrilhas dos senhores da política do Rio de Janeiro é irresponsabilidade" e cobra que o comandante da força "afaste a tropa dos morros cariocas".

Na temporada de escândalos e contra-escândalos, o "Estado" abre manchete para a VarigLog, cuja venda teria sido ilegal, segundo a Anac, e registra logo abaixo que o Ministério Público investiga o "lobista ligado ao PSDB" José Amaro Pinto Ramos, no caso Alstom.

O "Valor", cuja capa não foi possível reproduzir, informa na manchete que, antes mesmo de se confirmar a operação que envolve governo e Anatel, "Oi já detém 12,9% do capital da Brasil Telecom", adquiridos no mercado, equivalentes a 20,5% das ações da holding.

A "Gazeta Mercantil" sublinha, em meio à alta nos preços, a explosão do déficit na balança do petróleo, resultado do crescimento do país.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h43

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O mapa, a capa e a resolução 22.718

Em João Pessoa, Poços de Caldas, Ituporanga, São Paulo, os vetos à cobertura eleitoral por jornais e outros em todo o país, este ano.

 

 

 

No título do site do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, "Marta Suplicy, Folha e Editora Abril são multadas por propaganda antecipada". Ecoou por sites de mídia e demais.

E logo entrou para o mapa "Censura eleitoral", que o Centro Knight para o Jornalismo das Américas, dos EUA, criou em abril no Google Maps para acompanhar as seguidas decisões da Justiça Eleitoral.

De Santa Catarina à Paraíba, da imprensa ao rádio, já são nove casos relatados, no que a instituição conseguiu levantar a partir do noticiário. Além do mapa, o centro vinculado à Universidade do Texas criou um blog em português, Jornalismo nas Américas.

Num dos vários episódios, em Ribeirão Bonito, interior de São Paulo, a Justiça local determinou no final de maio o recolhimento de uma edição do "Agosto" e vetou entrevistas com os pré-candidatos a prefeito. À esq., a edição seguinte.

 

 

 

Os primeiros sinais de alerta saíram em março, em blogs como o de Sergio Amadeu, avisando que a Justiça Eleitoral "quer controlar a campanha na internet". Era a resolução 22.718, em que "o Tribunal Superior Eleitoral legisla sobre como deve ser a campanha no cyberespaço transnacional e desterritorializado", além de televisão, rádio, imprensa.

Desde então, Amadeu acompanha e detalha o processo "kafkiano" que levou à decisão e o que vem resultando dela, on-line, também por todo o país, com veto a blog e até página de Orkut.

Consultados dias atrás, os ministros do TSE até concordaram que não é possível controlar a web. Mas nada de alterar a resolução, que se estende sobre o YouTube, de importância eleitoral crescente, e proíbe entre outras coisas o uso de internet 48 horas antes da votação.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h25

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Cimento social

No "Jornal da Record" de ontem, "a revolta dos moradores contra o Exército", mas nem menção ao projeto Cimento Social de Marcelo Crivella, sobrinho de Edir Macedo e candidato a prefeito, que levou os militares para o Morro da Providência, segundo o "Globo".

Escrito por Nelson de Sá às 11h30

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Enchentes, terremotos e menos crescimento

O "China Daily" volta a somar mortos, agora as vítimas das enchentes no Sul do país e que neste momento, no site, chegam a 171. "E a previsão para o Norte não é melhor", avisa o jornal, que segue com alertas também para terremotos secundários.

Na economia, que agora é dada como modelo para os EUA no "NYT", o cenário segue ruim, com aumento da gasolina em Xangai, artigo sobre a possibilidade de o petróleo chegar a US$ 250 e reportagem sobre o recorde do milho. No site, notícia de hoje, o ritmo de crescimento da indústria caiu em maio.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 10h50

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O PAC de Obama

O "WSJ" dá manchete para a "nova luz" lançada por Barack Obama quanto a seu programa para a economia. Em entrevista, ele confirma que "planeja aumentar gastos para estimular o crescimento", mas também acena com "possível corte no imposto sobre negócios".

Diz que vem buscando uma nova política de gastos e impostos para enfrentar "dois desafios", a crescente concorrência dos países em desenvolvimento, como China e Índia, e a concentração dos ganhos com o crescimento americano nas mãos dos mais ricos.

O "NYT", na mesma direção, dá manchete para a "nova auto-confiança" da China em economia, com a crise de crédito nos EUA. Antes, seus governantes se sentavam com os americanos e ouviam questionamentos sem fim, mas agora são eles que questionam o modelo americano. Dizem que a política chinesa de "regulação mais assertiva" seria "mais apropriada para muitos países".

O jornal abre foto no alto para a vitória do golfista negro Tiger Woods, com troféu ao lado do derrotado Rocco Mediate. Na chamada imediatamente abaixo, o jornal pergunta se "McCain é como Bush?", ou seja, "McBush", e responde que "depende do assunto". Em economia, sim. Em meio ambiente, não.

Mas o "WP" destaca hoje que John McCain cerrou fileiras com outros republicanos e passou a defender a exploração de petróleo no mar, em áreas de proteção ambiental.

Tanto "FT" como "WSJ" trazem em suas manchetes tradicionais, no alto, à direita, que o banco central americano avisou que não está tão propenso a elevar juros como o mercado anda pensando.

  

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h33

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Exército, eleição e televisão no Rio

Folha e "Globo" abrem com a confirmação do envolvimento de um tenente e outros militares na morte de três jovens do Morro da Providência, no Rio, e o conseqüente choque entre Exército e os moradores revoltados. Os rapazes foram entregues a traficantes para "punição", diz a Folha.

O governo federal, ressalta o "Globo", "admite que convênio sobre projeto de Marcelo Crivella, para que o Exército faça a reforma de fachadas e telhados no Morro da Providência, é único no país". Crivella, sobrinho de Edir Macedo, da Record, é candidato a prefeito do Rio.

O "Valor", cuja capa não foi possível reproduzir, dá a manchete "Novas pressões elevam preços das commodities" agrícolas, "especialmente soja e milho". Com "as fortes chuvas que castigam o Meio-Oeste dos EUA, responsáveis por 70% das exportações mundiais", os preços do milho "bateram recorde pelo quarto dia consecutivo".

A concorrente "Gazeta Mercantil" apresenta a São Paulo Fashion Week, que começa hoje _e "impulsiona a cada ano R$ 1,5 bilhão em negócios".

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h49

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"Atitude"

A campanha está no ar, afinal. Marta Suplicy estreou ontem em comerciais na TV aberta, sobre o trânsito que a "cada dia fica pior". Na tela e em off, "Assim São Paulo vai parar um dia". Surge ela e diz, "não podemos deixar que isso aconteça", São Paulo parar. Seu bordão é "uma nova atitude".

Abaixo, outros comerciais da petista, postados por ele, Luis Favre.

  

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h19

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"Some Enchanted Evening"

Na cena mais elogiada e reproduzida de Paulo Szot em "South Pacific", seu personagem, o fazendeiro francês Emile de Becque, diz a Nellie Forbush, a enfermeira americana interpretada por Kelli O'Hara, que é preciso "agarrar o momento". Ouça "Some Enchanted Evening". E veja abaixo em programa da ABC, antes do prêmio Tony.

Escrito por Nelson de Sá às 11h24

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Da inundação para a inflação 2

Com maior impacto social do que nos EUA, as inundações na China mataram 57 e forçaram o deslocamento de 1,3 milhão de pessoas no Sul do país, na manchete do "China Daily". A "perda econômica" atinge US$ 1,5 bilhão, com a destruição de mais de 900 mil hectares de plantação. O preço dos legumes disparou.
 
O jornal estatal garante que "as chuvas não derrubaram o espírito" e milhares seguiram a tocha olímpica em Wanzhou. A próxima parada seria o Tibete, mas a China mudou os planos. Antes, a "chama sagrada" vai Zinjiang. Na sexta, deve chegar ao Tibete, finalmente.
 
 

Escrito por Nelson de Sá às 10h48

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Da inundação para a inflação

O "NYT" dá foto do brasileiro Paulo Szot na capa, ao receber o prêmio Tony de melhor ator em musicais, ao lado de Patti LuPone, melhor atriz, mais o título "com os mais altos cumprimentos" ou respeitos "da Broadway"

 

 

 

Abrindo a mesma foto de uma estrada alagada em Iowa, "NYT" e "WP" destacam as inundações no Meio-Oeste americano, que "ameaçam", na manchete do primeiro, a colheita na região de maior produção agrícola dos EUA, com possível reflexo sobre a inflação global de alimentos. Em especial, ressalta outra foto, a colheita de milho.

Em fotos e nas manchetes de "FT" e "WSJ", a mais recente "vítima" da crise de crédito, o presidente do AIG.

O "WSJ" também destaca que os gerentes do Bear Sterns, cujo colapso marcou o início da crise, estão na "iminência" de serem indiciados por procuradores federais, por terem apresentado um quadro "róseo" do fundo. E o "WP", no alto, publica a segunda parte de sua série sobre a crise de crédito, que está completando um ano.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h59

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Uau!

Do ator e cantor brasileiro Paulo Szot, ontem na CBS, ao receber o prêmio Tony das mãos da lendária atriz:

_ This is unbelievable. Liza Minnelli. Wow!

"Isso é incrível. Liza Minelli. Uau!" Um pouco mais sobre Szot no blog Cacilda. Abaixo, já nos bastidores, ele agradece e encerra em português:

_ Eu dedico este prêmio ao povo brasileiro, especialmente aos artistas, que lutam por reconhecimento nacional e internacional. Um beijo no coração do meu Brasil. Thank you very much.

Escrito por Nelson de Sá às 09h27

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Nordeste em "boom"

A Folha de ontem e o "Estado" e o "Valor" de hoje dão manchete ou quase para a economia do Nordeste.

Na primeira, "atraindo R$ 1,5 bilhão, a região oeste da Bahia vive boom do agronegócio", mas, "nas mãos de poucos grupos, os investimentos mantêm elevada a concentração da riqueza". No segundo, a avaliação de que a alta no preço dos alimentos afeta o consumo das classes C e D, em especial no Norte e Nordeste, "onde o comércio registrou durante dois anos avanços em ritmo superior ao do resto do Brasil".

Muito pelo contrário, o jornal econômico diz que o "consumo vigoroso" agora puxa até a indústria. "O consumo no Nordeste crescia a taxas superiores à média nacional, mas sua indústria não acompanhava o movimento. Agora, acertou o passo e, com a maturação de investimentos, cresceu 6,7% de janeiro a abril em relação a igual período de 2007."

Enquanto "Globo" e "Estado" se esforçam por manter Dilma Rousseff na capa, o "Valor" destaca que "os governos FHC e Lula fizeram pagamentos à multinacional Alstom de R$ 7 bilhões, entre 95 e 2008, mais que os R$ 5,5 bilhões que os tucanos Mario Covas, Geraldo Alckmin e José Serra desembolsaram". Segundo o jornal, "a era FHC fez as maiores transferências, R$ 5,7 bilhões, concentrados no segundo mandato," enquanto "o petista acumula desde a posse, em 2003, R$ 1,2 bilhão".

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h31

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Lula & Barack Obama, Maria & John McCain

Em longa entrevista ao "Jornal do Brasil" de domingo, Lula disse não pensar mais em disputar a Presidência da República, entre outras coisas.

Mais concretamente, o presidente evidenciou a torcida por Barack Obama na eleição americana. "É a grande novidade destes últimos cem anos de história", declarou. "E Deus queira que ele possa ter uma política dos Estados Unidos diferente para a América Latina." Deu como "vantagem" que o ministro Roberto Mangabeira Unger tenha sido professor de Obama em Harvard. "É um companheiro, indiretamente", brincou.

Sem brincadeira, Lauro Jardim informa na "Veja" desta semana que, para entender Obama, o embaixador do Brasil em Washington, Antônio Patriota, almoça amanhã com Anthony Lake, um dos principais assessores de política externa de Barack Obama.

O adversário de Obama, John McCain, falou a "O Estado de S. Paulo". No destaque do jornal, "o republicano quer acabar com a tarifa sobre o etanol brasileiro e com o subsídio para o americano". Para McCain, "o etanol de milho está causando sério problema de inflação" e "está errado impor a tarifa sobre o etanol de cana brasileiro, muito mais eficiente".

Ele próprio nada comentou, mas um "assessor" afirmou que a célebre namorada brasileira dos anos 50, quando ele esteve no Rio com a Marinha, se chamava Maria e vivia perto do Pão de Açúcar.

Leia aqui a coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h21

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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