Toda Mídia
Toda Mídia
 

Onipresente

Dizendo que Barack Obama já é "mais popular do que Jesus Cristo e Angelina Jolie", o Gawker reuniu as capas com o democrata até aqui, só nos EUA. E ainda faltam mais de quatro meses para a eleição.

A coluna e o blog voltam na segunda-feira.

Escrito por Nelson de Sá às 12h12

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

E a Coréia do Norte deixa o "eixo do mal"

Abaixo, no canal da agência americana Associated Press no YouTube, a imagem do dia: a explosão da torre de resfriamento de uma usina nuclear na Coréia do Norte. Obra de George W. Bush, em fim de mandato, e da China, no ano dos Jogos Olímpicos.

Aqui também, na transmissão da CNN, no canal do Talking Points Memo.

E Jon Stewart já faz piada no "Daily Show" com o presidente americano, perguntando se, sem o Iraque e a Coréia do Norte, agora o eixo virou "um ponto do mal, uma coordenada fixa da perfídia". Do eixo, resta o Irã.

Escrito por Nelson de Sá às 11h11

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Pena de morte em queda, lá

O "China Daily" dá na manchete o relatório nuclear da Coréia do Norte, que inicia a "normalização" e foi o foco do G8 ontem no Japão, com Condoleezza Rice e outros na foto. Na manchete do site, agora pela manhã, a destruição da torre de uma usina nuclear norte-coreana "diante das câmeras de TV estrangeiras".

E a suprema côrte da China, como nos EUA, também se move. No alto da capa, derrubou 15% das penas de morte no país. Segundo seu presidente, ela "segue a tendência mundial de redução da pena capital", que até "pode ser abolida quando as condições sociais demandarem, mas por enquanto tem que ficar".

 

Escrito por Nelson de Sá às 10h50

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Armas à vontade, em Washington

O "WP" abre manchete ampla _e o "NYT" acompanha_ para a decisão da Suprema Côrte que derrubou uma lei de Washington, de 1976, que proibia a posse de armas em casa, o que supostamente conflita com a segunda emenda à Constituição. A capital americana tem longa história de violência urbana, observa o jornal da cidade, dizendo que a decisão reabre um velho debate nacional.

Mas foi votação dividida, "split", cinco a quatro, ressalta o liberal "NYT" até na imagem da capa. Enquanto o conservador "WSJ" destaca que, em mais de dois séculos, foi o primeiro pronunciamento da Suprema Côrte sobre a questão. De todo modo, evitou estender a decisão a leis semelhantes de outras cidades, apontam os dois jornais.

"WSJ" e "FT" dão manchete para o choque de ontem nas Bolsas, concentrando as explicações no temor de que os bancos e todo o setor financeiro sejam atingidos mais profundamente pela crise iniciada no crédito imobiliário dos EUA.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h57

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ciro e o "puteiro"

Já está no ar o momento em que Ciro Gomes voltou a ser Ciro Gomes, durante entrevista à concessão de Tasso Jereissati no Ceará, TV Jangadeiro, retransmissora do SBT e muito atuante em campanhas por lá.

Escrito por Nelson de Sá às 09h34

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

De olho em Tupi

O "Valor" dá manchete para a "sugestão" que o ministro Edison Lobão, do PMDB do Maranhão, deve levar a Lula, sobre os novos campos de petróleo. Ele quer tirar da agência e da Petrobras a "administração das gigantescas reservas" e passar a uma nova estatal. A disputa por diretorias na Petrobras cresceu nos últimos meses, segundo relatos.

A Folha abre com a confirmação pelo Incra de que 710 mil quilômetros quadrados ou 14% da Amazônia "estão em mãos desconhecidas" e não se sabe "o que é produzido ou devastado ali".

"Globo" e "Estado" destacam a crise na economia, o primeiro com a inflação que teria reduzido a renda em 1% no Brasil e vem sendo tema de campanha no "Jornal Nacional".

O segundo, com a queda mundial nas Bolsas, após o Goldman Sachs reduzir a nota de "companhias americanas importantes", General Motors e Citigroup. Efeito também da nova alta no petróleo, a queda está nas capas de Folha e "Valor".

Folha, "Globo" e "Estado" dão na primeira página que o Tribunal Superior Eleitoral derrubou a norma, estabelecida por ele mesmo, que impedia entrevistas até o dia 6 de julho com os pré-candidatos. Das restrições à internet, diretamente, nada mudou.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h41

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Obama e outras raízes

Barack Obama, que vem ouvindo as primeiras restrições de jornais como o "New York Times", ontem em editorial, por desistir do financiamento público de campanha, vê agora se abrir uma nova frente de crítica do campo liberal.

Desta vez, dos sites e blogs democratas estabelecidos na última década, as chamadas raízes na internet, "netroots". São páginas como MyDD, Daily Kos, MoveOn e até The Huffington Post, que caminha para se tornar um jornal on-line de fato _e deu manchete anteontem para o conflito crescente da base democrata on-line com Obama (ilustração acima).

O motivo não é o abandono do financiamento público, mas o apoio que o democrata deu à anistia para as companhias telefônicas que fizeram escutas sem ordem judicial, no programa de George W. Bush.

Mas o site Politico, de cobertura eleitoral e sem filiação partidária, já se pergunta, "Obama precisa mesmo das 'netroots'?".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h24

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Suicídio e felicidade no Brasil

A "Economist" destaca na home e pergunta, a partir do quadro abaixo, "qual é a ligação entre suicídio e felicidade". Diz que os suicídios aumentaram 60% em 45 anos, no mundo inteiro, e se tornaram uma das três principais causas de morte na faixa de 15 a 44 anos.

O quadro, baseado na Organização Mundial de Saúde e no Banco de Dados da Felicidade, da Universidade Erasmus, da Holanda, mostra o Brasil entre os países com menos suicídios e mais felizes.

Escrito por Nelson de Sá às 11h40

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Coréia do Norte não é mais "do mal"

Com foto das águas revoltas em Hong Kong, o "China Daily" noticia a tempestade no Sul.
 
Como o jornal chinês destacou dois dias atrás e já vinha noticiando antes, a Coréia do Norte entregou à China seu relatório nuclear, com todas as atividades, e os EUA vão "tirar da lista de nações que patrocinam o terrorismo". A questão vinha sendo discutida no encontro sino-americano em Maryland, que busca um acordo bilateral de investimento entre as duas potências econômicas, e é a manchete dos sites do "FT" e do "NYT", agora pela manhã.
 
 
 

Escrito por Nelson de Sá às 10h47

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Liberais e conservadores

"NYT", este com maior atenção, e "WP" dão manchete para a decisão "liberal" da Suprema Côrte dos EUA, que rejeitou a pena de morte para os condenados por estupro de crianças, por cinco votos a quatro.
 
Logo abaixo, ambos noticiam que a mesma Suprema Côrte, em decisão de sinal contrário, cortou a indenização a ser paga pela Exxon pelo vazamento do petroleiro Exxon Valdez no Alasca, quase 20 anos atrás, de US$ 5 bilhões para US$ 500 milhões. A decisão foi por cinco a três.
 
O "WSJ" deu manchete para a vitória da Exxon, destacando que "poderia determinar como as indenizações serão calculadas" a partir de agora, e sequer registrou a restrição à pena de morte.
 
 
Na corrida presidencial, o "NYT" detalha as negociações "delicadas" entre os democratas Barack Obama e Hillary Clinton, com destaque para o pagamento de dívidas de campanha da segunda. E o "WP" descreve o vínculo direto, nos últimos dez anos, entre as atividades políticas do "principal assessor" do republicano John McCain e os lucros de sua firma de lobby em Washington.
 
O "WP" também dá na capa que, se até um mês atrás os marqueteiros republicanos vinculavam os candidatos parlamentares democratas a Obama, para que perdessem votos, agora já aparece candidato parlamentar republicano elogiando Obama na campanha.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h54

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A briga das cervejas

Com o enunciado "Esquenta a briga das cervejas", o "Wall Street Journal" dá hoje na capa e o "Valor" traduz a notícia de que a americana Anheuser-Busch, que produz a Budweiser, vai recusar a oferta de compra feita pela "belgo-brasileira" Inbev, da Stella Artois _e, por aqui, Brahma e Antarctica.

Mas "a decisão não deve deter a InBev, que montou um plano cuidadosamente elaborado e está preparada para apresentar sua oferta diretamente aos acionistas da Anheuser", iniciando "uma batalha de aquisição hostil pela maior cervejaria americana". No título interno do "WSJ", "Anheuser se prepara para a luta com a InBev".

Ontem o diretor-presidente da InBev, "o brasileiro Carlos Brito", enviou sua terceira carta em duas semanas ao diretor-presidente da Anheuser, August Busch IV, dizendo que "tempo é essencial" e:

_ A reação do mercado à nossa proposta tem sido extremamente positiva. Acreditamos que isso confirma nosso ponto de vista de que nossa proposta é a melhor forma de alcançar a união transformadora de todas as pessoas afetadas.

Por pessoas afetadas, "all constituents", entendam-se os acionistas.

Escrito por Nelson de Sá às 09h18

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

"Provi é nóis"

Em registro na capa do "Globo", sem manchete, "Tráfico volta um dia após a saída do Exército". Algumas das "casas reformadas pelo Cimento Social amanheceram pichadas com as iniciais de uma facção criminosa" e, "pelas vielas, bandidos andavam armados" no morro da Providência.

"O Dia", concorrente no Rio, detalha que são mensagens como "CV é a Provi" e "Provi é nóis - CV", do Comando Vermelho. E ouve, de um morador, que "era tudo o que os bandidos queriam", eles que já "mandaram olheiros nos avisar que tudo estava voltando ao normal".

Folha e "Globo" dão a mesma manchete, associando a alta no Bolsa Família e a campanha municipal. Lula, diz o "Globo", "alega que para os mais pobres a inflação de alimentos chegou a 8%". Ouvido pela Folha, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral declarou que o reajuste pode ser contestado, "mas preferiu não adiantar sua posição".

Folha, "Globo" e "Estado" abrem fotos do mesmo instante em que FHC se despede de Ruth Cardoso, ao lado de Lula e da primeira-dama Marisa Letícia. Segundo o "Estado", o presidente e o ex-presidente, "adversários políticos, deram-se um abraço emocionado".

Na manchete do "Valor", a japonesa Toyota, hoje a maior montadora do mundo, vai erguer "seu novo complexo industrial no país" em São Paulo, ao custo de US$ 1 bilhão e com o propósito de "invadir o segmento no qual as montadoras antigas são soberanas, dos carros populares".

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h28

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

"The New Food Superpower"

A revista "U.S. News & World Report" produziu uma longa reportagem desde Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, sob o enunciado "Brasil se torna a nova superpotência dos alimentos".

Relaciona a inflação global com as medidas anunciadas por aqui para concluir que, "enquanto as commodities explodem, o gigante da agricultura na América do Sul acelera para alimentar um mundo em necessidade". Ouve Embrapa, economistas brasileiros e até os fazendeiros concorrentes de Iowa, nos EUA, a superpotência anterior.

Para ilustrar o "boom" agrícola por aqui, a "U.S. News" foi também à cidade de Luís Eduardo Magalhães e ouviu fazendeiros americanos que trocaram o Meio-Oeste e Estados produtores como Indiana pelo oeste da Bahia. Em vídeo, as mulheres de dois deles dizem coisas como "eu realmente passei a amar o Brasil", "um país lindo".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h15

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Danilo Gentili e a conta na Suíça

Comediante "stand-up" tornado estrela do telejornalismo, Danilo Gentili não precisa mais da máscara de "Repórter Inexperiente" na Band. Abaixo, cobre o lançamento da biografia de Paulo Maluf, com fundo musical de "O Poderoso Chefão". Pede dedicatória e pergunta se "essa assinatura vale mesmo":
_ Não é igual à que o senhor fez para abrir conta na Suíça, né?
E o político ri sem parar. E até defende a liberdade de imprensa.

Aqui, também desta semana, ele estréia no "mundo das celebridades".

Escrito por Nelson de Sá às 11h23

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Do terremoto à tempestade

O "China Daily" anuncia que o "fundo de reconstrução" deve focar a ajuda aos que perderam casas nas zonas rurais com o terremoto. Cerca de 60% dos US$ 10 bilhões vão para construção ou reforma. E o país já teme nova tragédia com a "tempestade tropical" que atinge a costa sudeste, vinda das Filipinas, na manchete do site.
 
Na foto de capa que ressalta as bandeiras chinesa e japonesa, a visita de um navio da Força Marítima de Auto-Defesa do Japão, com "boas-vindas de coração", segundo o jornal estatal. É "o primeiro navio de guerra japonês a ancorar na China desde a Segunda Guerra".
 
 

Escrito por Nelson de Sá às 11h02

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O espectro da estagflação

Nas manchetes, o "NYT" diz que o Congresso está perto de aprovar a ajuda aos mutuários endividados, origem da crise de crédito, e o "WSJ" diz que os preços das residências e a confiança do consumidor "desabaram". E que o Fed, o banco central, "provavelmente vai manter a taxa de juros" para não esfriar ainda mais a economia.

No "FT", que abre em letras grandes o "espectro da inflação sobre a economia global", o colunista Martin Wolf explica "como ver a economia mundial através de duas crises", a "tempestade inflacionária das commodities" e a "tempestade deflacionária das finanças". Diz que a segunda foi uma "estupidez" bancária que "poderia ter sido evitada", mas sublinha que os preços do petróleo são "realidade mais amarga", que exige intervenção dos governos. Do contrário, vem aí estagflação.

John McCain, após abraçar um plano de repercussão em energia, com a exploração de petróleo no mar, se volta ao meio ambiente. No "NYT" e no "WP", destaque para a compra da U.S. Sugar pela Flórida, o que ajuda na restauração dos Everglades. O governador Charlie Crist é cotado para vice de McCain. O "WP" ressalta também que o republicano prometeu tornar a estrutura de governo "mais verde".

O jornal observa porém que Barack Obama fez semanas atrás uma proposta mais abrangente. E o "WSJ" destaca na capa como os democratas estão preparando "a convenção mais verde da história" para confirmar o candidato, com "bonés orgânicos" e "balões biodegradáveis".

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h41

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Agora, cassar a candidatura

Nas manchetes de Folha e "Globo", a decisão de um juiz que "pára obra de Crivella por uso eleitoral", no enunciado do jornal carioca. Também na primeira página do "Globo", "Caso seja comprovado crime eleitoral, o senador poderá ter o registro de sua candidatura cassado".

Marcelo Crivella, sobrinho de Edir Macedo, da Record, lidera no momento as pesquisas para prefeito do Rio, sede da Globo.

No caso Alstom, a Folha noticia que "o principal suspeito de ser Claudio Mendes, segundo o Ministério Público", é um sociólogo que "atua na área de energia e teve ligações com a chamada turma de Pedregulho, grupo que orbitava em torno de Orestes Quércia".

Segundo o "WSJ", Claudio Mendes, um pseudônimo, foi "canal para pagamento de propinas". Em memorando da Alstom, é dado como ponte para "o apoio do 'partido político no poder' do Estado, na época o PSDB, e 'da Secretaria de Energia', em troca de comissão de 7,5%".

Estava no topo das buscas de Brasil no Yahoo News, ontem, em despacho da Bloomberg: o ministro da Agricultura ameaçou "tomar" de Bunge, Cargill e outras as concessões de fosfato que podem produzir "o bastante para suprir o mercado e exportar", mas "as empresas que dominam o setor não estão investindo".

Ato contínuo, na manchete do "Valor" de hoje, "Indústria de fertilizantes antecipa investimentos" por todo o país.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h33

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Globo vs. Crivella, Globo vs. Dunga

Entra Fátima Bernardes à tarde e anuncia que "Nelson Jobim decidiu tirar o Exército do morro". Foi ordem de um juiz eleitoral que "recebeu denúncia anônima de que Marcelo Crivella estaria usando as obras como propaganda ilegal". As "provas seriam a página do senador na internet e um folheto" sobre o Cimento Social. O "Jornal Nacional" depois mostrou um folheto, no processo, e destacou entrevista com o juiz.

Dias atrás, o mesmo "JN" destacava, sobre o morro da Providência, que o "setor de inteligência" do Exército vazou que "uma pessoa que se apresentou como assessor do senador Marcelo Crivella teria feito acordo com traficantes". Sobre os três jovens assassinados, entregues pelos onze soldados aos traficantes, quase nada mais.

Na sexta, em entrevista a Luciano Borges no Terra, o técnico Dunga saiu dizendo que "a poderosa manda". Que "eles tinham a escalação, o time, as preferências do técnico, mas isso mudou", daí a campanha contra ele. "Não digo que seja a TV Globo, mas alguns que trabalham lá." Aliás, "sei que vão fazer leitura labial comigo, mas não mudo".

No domingo e abaixo, o "Fantástico" fez mais. Além da leitura labial, a emissora carioca elevou o volume e abriu legenda para a torcida brasileira, no empate contra a Argentina. Primeiro, gritando "burro, burro, burro". Por fim, encerrando o quadro, "Adeus, Dunga".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h25

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Na terra de Makunaima

Luiz Carlos Azenha, do site Vi o Mundo, foi até Roraima para retratar o conflito em torno da reserva Raposa/Serra do Sol, em documentário para a TV Cultura exibido ontem. Abaixo, um clipe no canal de Azenha no YouTube. No site, mais sobre "a terra de Makunaima".

Escrito por Nelson de Sá às 11h52

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

"Quase o dobro"

O "China Daily" dá manchete para os 43 funcionários punidos por desvio de recursos que seriam usados no apoio às vítimas do terremoto.

E no pé da página registra o que o "FT" deu em manchete _que a China vai pagar "quase o dobro" por minério de ferro da "australiana Rio Tinto". Contrasta os 96% de agora com os 65% fechados com os "mineradores brasileiros".
 
A home page do jornal estatal, agora pela manhã, destaca com fotos a abertura do festival cultural dos Jogos Olímpicos.
 
 
 
 

Escrito por Nelson de Sá às 10h56

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Chat

Deu no "Washington Post". No início do ano, o internauta Abu Hamza perguntou ao vice da Al-Qaeda, sobre a polícia secreta do Egito:

_ Eles estão sendo infiéis. É permitido matá-los?

A resposta de Ayman al-Zawahiri veio poucas semanas depois:

_ Matá-los é justificado. São infiéis, todos e cada um deles.

Em dezembro, Al-Zawahiri anunciou num fórum on-line que responderia às perguntas dos internautas. Foram feitas 1.888 e ele já respondeu a um terço delas. O jornal dá o episódio de exemplo de como vai mal a guerra por "corações e mentes" na web, entre os EUA e a Al Qaeda.

Em uma das frentes, o "braço de propaganda" da organização, o estúdio As-Sahab, "as nuvens", referência ao céu do Afeganistão, passou a divulgar um novo vídeo a cada três ou quatro dias. Foram 97 em 2007, seis vezes mais que em 2005. O "WP" posta alguns deles (clique abaixo, na tela) e reproduz declaração do secretário de Defesa, Robert Gates:

_ É simplesmente embaraçoso que a Al-Qaeda seja melhor na comunicação de sua mensagem pela internet do que a América. Como disse um diplomata anos atrás, "Como foi que um homem em uma caverna fez para se comunicar melhor do que a maior sociedade de comunicação do mundo?".

Escrito por Nelson de Sá às 10h19

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A derrocada dos SUVs (e da GM)

Em tom crescentemente nacionalista, sob Rupert Murdoch, o "WSJ" ressalta que a Toyota está para ultrapassar a GM em vendas e se tornar a maior montadora nos EUA. Se não reagir esta semana, a americana transfere a "coroa" de junho à japonesa.

O "FT" também ressalta os novos incentivos às vendas feitos pela GM, mas sem falar sobre liderança. Apresenta como um esforço da montadora para conter a derrocada dos SUVs, os grandes "utilitários esportivos" típicos dos EUA, provocada pela alta da gasolina.

Na manchete central do "FT", também sobre a inflação das commodities, a notícia de que a China cedeu e aceitou aumento de 96% no preço do minério de ferro, cobrado pela anglo-australiana Rio Tinto. A mineradora evitou seguir, como fazia "tradicionalmente", o acordo fechado no início do ano pela brasileira Vale com a China, "de aumento entre 65% e 71%".

O salto "aprofunda os temores de inflação global".

"NYT", em manchete, e "WP" destacam a crítica ao governo do Zimbábue feita pelo Conselho de Segurança da ONU por conta da violência _e da repressão à oposição, detendo até crianças, como retrata a foto do "WSJ". A ONU diz que não se podem esperar "eleições livres" agora, apontando ilegitimidade no pleito que deve manter Robert Mugabe.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h25

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Reversão brutal

"Estado" e "Valor" dão manchete para o déficit externo, com a projeção para o ano _e, no jornal econômico, "a brutal reversão do saldo comercial da indústria de transformação". Diz o governo que a situação, após seis anos de superávit para a indústria brasileira, "é conjuntural".

Na manchete da Folha, os seis encontros em dois anos entre Roberto Teixeira e Lula, "seu compadre", sendo "pelo menos dois ligados à Varig".

Na foto da primeira página, um dia após a escolha de Geraldo Alckmin como candidato do PSDB, posam José Serra e Gilberto Kassab, candidato do DEM. O prefeito convidou os tucanos a permanecerem em seus cargos, na Prefeitura de São Paulo.

A queda na desigualdade de renda foi manchete de sites, portais e telejornais ontem e hoje é nota nas capas de "Valor", "Estado" e "Globo".

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h40

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Exército secreto

O livro "Elite da Tropa", que inspirou o filme "Tropa de Elite", sai até o fim do ano nos EUA, mas já tem resenha na nova "Foreign Policy" _que avisa que a aparente "ficção exagerada", de "histórias bizarras, violentas, tocantes, repulsivas", é verdadeira. No título, com a ilustração ao lado, "Em outras palavras: O exército secreto do Brasil".

De quebra, o site da "FP" posta três vídeos com cenas de "Tropa de Elite", para quem quer rever o capitão Nascimento no filme, que também sai este ano por lá.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h32

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

"Strong, strong"

Abaixo, o primeiro "ad" ou comercial de Barack Obama voltado à "eleição geral", em que ele se reapresenta ao eleitor americano.
 
É o novo Obama, como os EUA, de "família forte e valores fortes", que aprendeu com os pais brancos a "amar o país", que subiu na vida e nos estudos "sem desculpas", que não aceitou a sedução de Wall Street e foi trabalhar junto à periferia de Chicago. O título do comercial é "Country I love", país que eu amo.
 

Escrito por Nelson de Sá às 11h50

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Americanos não querem saber da guerra

O "NYT" registrou na capa, mas o Huffington Post foi além e abre manchete, agora pela manhã, para a reportagem sobre a redução pelas redes americanas da cobertura da guerra do Iraque. Com o primeiro semestre para acabar, os telejornais nacionais de CBS, ABC e NBC deram 181 minutos de cobertura do Iraque em 2008, contra 1.157 minutos no ano inteiro de 2007.

dois minutos por semana para cada rede, revolta-se o HuffPost.

O ponto de partida do "NYT" é uma entrevista de Lara Logan, correspondente estrangeira da CBS, ao telejornal humorístico "The Daily Show", em que ela relatou que está cada vez mais difícil arrumar espaço para a guerra _e brincou que agora ameaça o chefe da sucursal  em Bagdá com uma granada até a cobertura entrar no ar. Ela avalia que o Iraque, em que pesem as mortes e a violência, não interessa mais aos americanos.

Levantar o assunto num jantar, diz a correspondente, "é matar a conversa". Abaixo, a entrevista de Jon Stewart, desta vez coisa séria.

Escrito por Nelson de Sá às 11h12

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

E agora, "controle de preços"

O "China Daily" abre manchete para outra tragédia na Ásia, agora nas Filipinas, onde um tufão atingiu uma barca com 700 passageiros.
 
No destaque de economia, noticia que "o principal planejador econômico" do país determinou "ampliar o controle de preços", principalmente do setor industrial, "dias depois dos aumentos de gasolina e energia elétrica".
 
E a tocha olímpica passou afinal por Lhasa, no Tibete, "acendendo nova esperança de vida". Por outro lado, a autoridade ambiental da "região autônoma" falou em limitar o acesso de turistas estrangeiros ao monte Everest ou Qomolangma.
 

Escrito por Nelson de Sá às 10h42

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Em campanha, etanol vs. petróleo

Larry Rohter escreve na capa do "NYT" como a indústria americana do etanol emplacou alguns dos "principais assessores" de Barack Obama. O democrata é um entusiasta do álcool de milho que, apesar da promessa de "reduzir a influência dos interesses" econômicos, age como "qualquer outro político".

Também na capa, o "WP" perfila e explica o novo Obama, que se reapresenta ao eleitor americano já em "campanha geral", não mais entre democratas, como "um jogador ambicioso do mapa eleitoral, um arrecadador agressivo e um escrupuloso gerente de sua própria imagem". Em suma, ambicioso e agressivo a ponto de abandonar o financiamento público de campanha para usar todas as armas para vencer.

Com longa reportagem desde o Texas e abrindo foto com crianças, refinarias e o mar, o "WP" dá sua contribuição à campanha para explorar petróleo na plataforma marítima, iniciada pelas companhias e abraçada pelo republicano John McCain. Diz o jornal que a região de Houston está em "boom", bem como a Louisiana e todo o Golfo do México. São os "oleodutos da prosperidade".

Ao fundo, o "FT" ressalta que a crise na Nigéria anula o eventual aumento de produção pela Arábia Saudita e o preço mundial do petróleo deve seguir em alta.

"NYT", "WSJ" e "WP" dão a manchete tradicional e o "FT" abre foto para o líder da oposição no Zimbábue, que abandonou o segundo turno das eleições. O primeiro destaca que os EUA e a Grã-Bretanha já querem uma "ação" do Conselho de Segurança da ONU.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h45

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Não vale nada

Segundo a Folha, na manchete sobre a escolha "esvaziada" de Geraldo Alckmin como candidato tucano a prefeito, José Serra fechou acordo e, "em contrapartida, Alckmin voltou a afirmar que estará com Serra em 2010". Segundo o "Estado", "Alckmin foi homologado, mas é o governador que sai mais forte do episódio". Já para o "Painel":

_ Na undécima hora, Alckmin fez a declaração de apoio a Serra. Oblíqua ("ele contará comigo"), mas fez. Ela não valerá nada depois da eleição, mas por ora foi o sapo que ele teve de engolir. Sapo, porém, menor que o de Serra, que pela segunda vez foi emparedado por Alckmin e optou por recuar.

O "democrata" Gilberto Kassab comentou que continua a ter no PSDB "um grande aliado".

O "Valor" perfila o eventual sucessor de Henrique Meirelles, que deve sair em 2009 ou 2010 para ser candidato em Goiás. Alexandre Tombini, hoje diretor de Normas, é "gaúcho, PhD em economia pela Universidade de Illinois e funcionário de carreira do Banco Central". Dois anos atrás, teve "desentendimentos com Afonso Bevilaqua", questionado diretor de Política Monetária que deixaria em seguida a instituição. É tido como o diretor "menos conservador" hoje no BC.

Na manchete do jornal, Lula assina "nos próximos dias" um decreto para "acabar com uma restrição que tem travado os investimentos privados no setor portuário", passando a permitir que terminais particulares movimentem cargas de terceiros "sem limite percentual".

O tema vinha sendo alvo de atenção do blog de José Dirceu, com críticas ao ministro Pedro Brito, ligado a Ciro Gomes, por resistir à proposta.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h36

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O que quer a Petrobras

O "Financial Times" publica hoje e adiantou ontem no site uma entrevista com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que "quer atualizar as regras de produção" no Brasil. Ontem já ecoou no site do "Wall Street Journal".

A estatal visa a "lidar com o futuro status de grande produtor de petróleo e obter mais rendimentos para o Estado", segundo o correspondente do "FT", que ouviu "analistas" sem citar nomes e depois "um consultor que pediu para não ser identificado" para sublinhar a "desvantagem" da mudança para as companhias estrangeiras.

Em longa entrevista ao "New York Times", o presidente da americana Chevron, David J. O’Reilly, defendeu a exploração de petróleo no mar dos EUA, como haviam feito dias antes o presidente George W. Bush e o candidato John McCain. O'Reilly deu o Brasil como "exemplo de sucesso" a ser seguido.

O plano de Bush, McCain e petroleiras de mudar a legislação para permitir a exploração no mar foi atacado como "eleiçoeiro" por editoriais do "Los Angeles Times" e do "Miami Herald" _de Califórnia e Flórida, dois Estados que seriam diretamente afetados.

Em reação ao plano apresentado pelos republicanos para supostamente conter o custo da gasolina, o candidato democrata Barack Obama também apresentou o seu, em destaque ontem nos sites de "Washington Post" e outros. Mas ele se concentra no combate aos especuladores.

Em especial, quer tapar o "buraco Enron", como chama a regra que permite negócios sem regulação no mercado futuro. Uma bolsa eletrônica que atua na área já reage e ameaça no "FT" que, se houver mudança, os negócios vão se transferir para o exterior.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h14

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores
Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha Online.