América radical
"Independence Day", 4 de julho, e o site liberal The Huffington Post achou por bem lembrar Barack Obama e outros que, quando Thomas Jefferson e George Washington caminharam "para o centro" e deram sinais de ceder ao rei da Inglaterra, o jornalista Thomas Paine distribuiu seu célebre panfleto "Senso Comum", em que proclamou que a verdadeira fonte do poder de um governante são os governados.
Foi "o homem que nos ensinou que a América é radical até o coração".
A coluna e o blog voltam na segunda-feira.
Escrito por Nelson de Sá às 12h42
Pontes para o Tibete e para Taiwan
Ingrid Betancourt, tornada celebridade global, está também na capa do "China Daily".
O jornal estatal dá manchete para os "termos" entregues por Pequim ao Dalai Lama, "para negociações futuras". A primeira exigência é que ele deixe claro ser "contra as visões e as atividades" que buscam, entre aspas no original, "independência do Tibete".
Destaque também para o início dos vôos entre "a ilha e o continente", Taiwan e a China, nesta última madrugada, e para a elevação dos investimentos do fundo da "ilha" em ações do "continente".
Escrito por Nelson de Sá às 11h16
O plano louco (e o plano B)

Escrito por Nelson de Sá às 09h59
O apagão
Folha e "Estado" dão manchete para o "apagão" ou pane no acesso à internet via Telefônica, em São Paulo, que derrubou serviços públicos municipais e estaduais como a Polícia Civil, o Detran e, em destaque nas primeiras páginas, o Poupatempo. O presidente da telecom espanhola pediu desculpas aos 2,4 milhões de assinantes do Speedy. Agora pela manhã, na Folha Online, a Telefônica "ainda pesquisa as causas do problema, classificado como complexo e raro".
Em página inteira, já nas edições de hoje, a concorrente Net Virtua, da telecom mexicana Telmex, publica o sugestivo anúncio ao lado.

No "Globo", pesquisa do Ministério da Saúde mostra que, entre 96 e 2006, a desnutrição infantil caiu quase à metade, 74% só no Nordeste. A desnutrição aguda, que leva à morte, caiu 13% e foi erradicada.
Já no "Estado", caiu o apoio ao ministro da Saúde "em seu partido e no governo". O PMDB quer "mais agilidade na liberação de verbas".

Da Colômbia, a Folha destaca o pedido de Ingrid Betancourt a Venezuela e outros, contra as Farc. O "Estado" ressalta que a "potencial candidata" falou que Álvaro Uribe devia concorrer a um terceiro mandato.
E o "Globo" noticia que o resgate "teve ajuda de equipes de inteligência de Israel e dos EUA". A Casa Branca admitiu ajuda "operacional".
Escrito por Nelson de Sá às 08h31
Quem governa o mundo?
O G8, o grupo dos países desenvolvidos, se reúne no Japão a partir de segunda-feira, mas "Economist" e "Financial Times" já estão em campo para cobrar mudanças. A revista, com um enunciado que pode ser traduzido como "Isso é jeito de governar o mundo?", dá capa para a Babel em que G8, FMI, Organização Mundial do Comércio e outras se transformaram.
No editorial, cobra um G12 (G8 mais Índia, Brasil, China e Espanha) e algo parecido também para o Conselho de Segurança da ONU. Já a reportagem da revista, sob o título "Quem governa o mundo?", detalha como as organizações não funcionam mais e, quanto ao G8, faz piada com o que seria melhor, G12, G13 "ou um G15 ou G16?".
O "FT", além de reportagem com as críticas dos emergentes convidados para conversas paralelas ao G8, publica artigo provocativo que propõe "jogar fora o G8" e "investir de novos poderes o G20", criado por inspiração do Brasil e que reúne os emergentes. Afinal, diz, o G20 tem "membros de todos os continentes, representa dois terços da população mundial e responde por 90% de toda a atividade econômica".

Lula, às vésperas de se reunir com o G8 sobre aquecimento global, aceitou em entrevista ao japonês "Yomiuri Shimbun" e ontem em outra reportagem do "FT" que os emergentes também tenham "metas para a redução emissões" de gases com efeito estufa. Mas a Agência Espacial Européia segue com a pressão, postando como sua "Imagem da semana" o avanço da agricultura na Amazônia.
Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.
Escrito por Nelson de Sá às 08h14
Uribe vs. Betancourt
Do site da "Economist", hoje, sobre o resgate:
_ Foi um final mais feliz do que qualquer diretor de Holywood ousaria sonhar. Depois de anos de cativeiro nas mãos dos guerrilheiros esquerdistas das Farc, Ingrid Betancourt foi resgatada pelo exército sem atirar uma bala. Foi um "milagre", diz Betancourt. Foi um triunfo para o presidente Álvaro Uribe, que com custo político resistiu às pressões para negociar a libertação. E foi um desastre para as Farc e seus simpatizantes na América Latina, que esperavam usar os reféns para enfraquecer Uribe.
_ A libertação veio na semana em que ele foi amplamente criticado por forçar um confronto com a Justiça para encaminhar a possibilidade de um terceiro mandato. Uribe tem se negado a recusar mais uma mudança constitucional, que permitiria sua reeleição. Mas outros têm ambições políticas também. Um é Juan Manuel Santos, o ministro da defesa que dirigiu as operações. Outra é Ingrid Betancourt, que, em liberdade, foi rápida em dizer que ainda deseja ser presidente.
Escrito por Nelson de Sá às 12h00
John Woo contra o terremoto
O "China Daily" abre com novo episódio de violência em Jerusalém para, abaixo, dar a notícia de maior significado: a decretação de estado de emergência na vizinha Mongólia, após "revoltas" (riots) na capital, Ulan Bator, contra "suposta fraude eleitoral".
O jornal estatal saúda a estréia de "Red Cliff" ou penhasco vermelho, filme que faz sua primeira apresentação num templo de 223, na capital de Sichuan, a região mais atingida pelo terremoto. É o "blockbuster" de maior custo na história do país, dirigido por John Woo, que "já trabalhou em Hollywood".
Escrito por Nelson de Sá às 11h31
Da Colômbia para a campanha
"WSJ" e "WP", jornais mais identificados com os republicanos, abrem no alto o resgate de Ingrid Betancourt e dos três americanos "contractors", soldados privados contratados pelo Pentágono. Registram, sem questionar, a presença de John McCain na Colômbia.
O "WSJ" destaca ao lado, também no alto, os "buracos na lei de financiamento" de campanha, que permitem aos "aliados de McCain" investir mais no "esforço de alcançar Barack Obama". É sinal de maior engajamento do jornal de Rupert Murdoch na campanha.
Já o "NYT", mais identificado com os democratas, dá o resgate no pé da primeira página e concentra a reportagem nos relatos e opiniões de Ingrid Betancourt. Sobre o envolvimento americano, acrescenta ao que já havia informado ontem no site que "um oficial americano confirmou o apoio de inteligência para a missão".
Por outro lado, "NYT", "WP" e "FT" ressaltam a troca na campanha de McCain, que passa a ser comandada pela equipe de George W. Bush e, mais especificamente, por um assessor do vice Dick Cheney.

Na manchete do "NYT", uma comissão do Congresso concluiu que "a administração Bush sabia que uma companhia de petróleo do Texas, com vínculos próximos ao presidente Bush, estava negociando um contrato com o governo regional do Curdistão que minava o governo central do Iraque". O contrato foi fechado no final do ano passado.
O questionamento do Congresso coincide, diz o jornal, com a revelação de que os EUA participaram da elaboração dos contratos de "serviços" que o governo do Iraque fechou, "sem concorrência", com cinco companhias de petróleo ocidentais, entre elas a Exxon e a Chevron.
Escrito por Nelson de Sá às 09h27
Coincidência espetacular
Folha, "Globo" e "Estado" abrem manchete para o resgate, creditado ao exército colombiano, e foto de Ingrid Betancourt. A primeira destaca artigo de Eliane Cantanhêde questionando a "coincidência" da visita de campanha de John McCain ao país. "Globo", saudando a "ação espetacular", e "Estado" sublinham que foi um "golpe nas Farc".

Os três jornais ressaltam que o petróleo e a previsão de eventual concordata da General Motors, feita ontem pelo Merril Lynch, no que o "Estado" chama de "dossiê e boatos", derrubaram as Bolsas no mundo todo, Bovespa inclusive.
O "Valor" dá na manchete que, "no momento em que cresce no mundo todo a aversão ao risco, derrubando as Bolsas, no Brasil as aplicações em renda fixa acabam sendo beneficiadas pelo fluxo de dinheiro novo". No primeiro semestre, "os CDBs atingiram recorde histórico de R$ 120 bilhões, refletindo a alta dos juros pagos pelos papéis".
Escrito por Nelson de Sá às 08h42
Bush e o apoio específico
A home do "New York Times" dava como enunciado "Reféns na Colômbia são resgatados" e, abaixo, "Funcionários dizem que EUA estavam envolvidos no resgate, que libertou Ingrid Betancourt e três americanos". Na reportagem, sublinhou que "os EUA estiveram envolvidos no planejamento da operação e providenciaram 'apoio específico', de acordo com a Casa Branca", que evitou "descrever a natureza do apoio".
O porta-voz de George W. Bush afirmou que o almirante James Stavridis, que chefia o Comando Sul, voltado à América Latina, tomou parte do "planejamento". Bush "foi mantido informado do planejamento" e depois ligou ao presidente Álvaro Uribe e o congratulou como "um líder forte".

Antes do anúncio do resgate, a home do "Washington Post" perguntava, no alto: "Por que John McCain está na Colômbia?". E descrevia como o candidato, ontem no "Good Morning America" (abaixo), "se mostrou defensivo", correndo a "se explicar". Segundo o "NYT", ele passou a noite na casa de Uribe em Cartagena, de onde entrou ao vivo na ABC.
E depois surgiu nos sites, com foto de passeio num barco militar, elogiando o "progresso substancial" do Plano Colômbia.

A manchete no site do "NYT" e de outros, ontem ao longo do dia, foi para a mudança na cúpula de campanha de McCain. Entra como chefe Steve Schmidt, marqueteiro que estava também na campanha de reeleição de Bush, "trabalhando diretamente com Karl Rove", ele que era até meses atrás o principal assessor da Casa Branca.
A escolha "é só o sinal mais recente da influência crescente" do grupo de Rove, que, aliás, "ofereceu conselhos nos últimos dias".
Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.
Escrito por Nelson de Sá às 08h32
E o Brasil aceita metas para a emissão, afinal
Lula dá entrevista ao japonês "Yomiuri Shinbum" de hoje, às vésperas da reunião do G8 em Toyako, no Japão, com a participação de China, Brasil e outros emergentes. Já está em tradução no site do Itamaraty e começa a aparecer nas buscas de Brasil no Google.
No enunciado do jornal de maior circulação do Japão, "Emergentes também devem estabelecer metas". Em destaque, a resposta do presidente à pergunta sobre o quadro "pós-protocolo de Kyoto":
_ Todos os países participantes, inclusive o nosso país, devem estabelecer suas metas de redução, de acordo com suas quantidades de emissão de gases causadores do efeito estufa.
Lula dá "como condição o cumprimento das obrigações por parte dos países desenvolvidos". O Brasil, sublinha o jornal, "até agora era contra o estabelecimento de metas numéricas".
Escrito por Nelson de Sá às 11h07
No espaço
O "China Daily" dá manchete para o "teste final" do Shenzhou IV, que em outubro deve ser lançado com três "astronautas", um deles o primeiro chinês a "andar no espaço".
O administrador de Hong Kong, na foto e em chamada pelo aniversário da reintegração da cidade à China, prometeu "um bom trabalho" nos eventos eqüestres programados para lá, como parte dos Jogos Olímpicos _e no geral, falando também do terremoto, prometeu "apoio à nação no ano de desafio".
Já o britânico "FT", com foto crítica, dá manchete para a pressão chinesa sobre os familiares de alunos mortos em escolas que desabaram com o terremoto.
Escrito por Nelson de Sá às 10h29
Grandes descontos! Crédito sem juros!
O "NYT", na manchete, relaciona a queda nas vendas de automóveis com os sinais de intensificação do desemprego nos EUA.
Já no Brasil faltam trabalhadores qualificados, sobretudo em engenharia e comércio, diz reportagem interna do "NYT". Ouvido, o presidente da Petrobras afirma que isso pode atrapalhar o crescimento, "sem dúvida".
O "WSJ", com foto na capa, noticia que "as vendas de carros caíram 18%" em junho nos EUA. "Mas a GM manteve a posição de líder, à frente da rival Toyota, após oferecer grandes descontos e crédito sem juros". E o "WP" destaca como os SUVs usados, os "utilitários esportivos" de alto consumo, já estão sendo vendidos por preço inferior à dívida que os proprietários carregam da compra do carro zero.

Sobre a campanha, no "NYT", Barack Obama busca um "papel maior" para os grupos religiosos, aproximando-se da direita, enquanto é questionado pela esquerda por ter apoiado a anistia às companhias telefônicas que fizeram as escutas sem autorização do programa de George W. Bush.
O "WSJ" registra na capa, da viagem de John McCain à Colômbia, que ele defendeu o livre comércio, o que "pode afetar seu desempenho em Estados industriais" hoje divididos. E o "WP" dá na manchete com foto que junho foi o mês com mais americanos mortos no Afeganistão desde o início da guerra, em 2001. É o "ressurgimento do Talibã".

Na manchete central do "WSJ" de Rupert Murdoch, a notícia de que a Microsoft procurou o mesmo Murdoch, entre outros, para uma parceria na compra do Yahoo. O Yahoo seria dividido, com o serviço de busca ficando com a Microsoft e "o que restasse" ficando com o eventual sócio. Mas "algumas pessoas familiarizadas com essas negociações dizem que elas são preliminares e não devem resultar num acordo com o Yahoo".
Escrito por Nelson de Sá às 09h29
Uma desgraceira só
Nos enunciados de Folha e "Estado", a inflação da cesta básica, medida pelo Dieese. Na primeira, em um ano, a maior variação foi em Natal, com 51,87%. No segundo, em seis meses, foi em Recife, com 29,24%. Diz o coordenador da pesquisa que "a escalada dos preços da comida foi uma desgraceira só, algo que não se via há muito tempo".
Em destaque no "Valor", "o impacto dos preços dos alimentos sobre os índices de inflação levou o governo a reforçar os subsídios agrícolas", com aumento de 52% nos recursos do crédito rural para o ano-safra 2008/09, iniciado ontem. É que Lula anuncia hoje, em Curitiba.

O "Estado" destaca que a "América Latina entra na rota da campanha americana", com a visita de John McCain ao México e à Colômbia.
E "Lula reage ao envio da Quarta Frota dos EUA", a unidade da Marinha que "voltou ontem a realizar operações militares na América Latina". O Brasil, diz o "Globo", vai pedir "explicação à secretária Condoleezza Rice".
Escrito por Nelson de Sá às 08h28
FMI, Fed, "Eles"
Só na manchete da BBC Brasil, desde a Argentina, Lula questionou que "até agora o FMI não deu um palpite de como os Estados Unidos devem fazer para consertar sua economia". E que o banco central americano, Fed, "estranhamente" não elevou os juros, como era esperado.
_ Nós temos que ter cuidado para que eles não joguem com a inflação de alimentos ou vamos ver logo, logo o FMI vindo aqui e já sabemos o resultado: recessão, desemprego.
A exemplo de governantes da China e da Índia, o presidente brasileiro declarou que a alta dos alimentos se deve mais à especulação e não à demanda nos emergentes.
_ Queira Deus que a cada dia mais um chinês possa estar comendo e que possamos vender mais os nossos alimentos.
Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.
Escrito por Nelson de Sá às 08h19
Celebridades & candidatos
Dado como novo paradigma do jornalismo, por juntar políticos e celebridades no mesmo foco, o site The Huffington Post acaba de lançar o FundRace 2008, "mashup" com o Google Maps que detalha qual ator de Hollywood ou CEO de corporação doou para qual campanha.
O astro Will Smith deu US$ 4.600 para Barack Obama e o desconhecido Elmore Tom deu US$ 2.300 para John McCain. Antes, Jon Bon Jovi deu US$ 4.600 para Hillary Clinton e Barry Manilow deu US$ 2.300 para Ron Paul.
Como é próprio do jornalismo de celebridades, o mapa localiza até a casa, como a de Matt Damon abaixo, ele que doou para Obama.
Escrito por Nelson de Sá às 11h53
Já no banco central chinês...
Enquanto o pânico avança por aqui, o "China Daily" abre manchete para a avaliação do banco central chinês de que a inflação deve ceder nos próximos meses. Diz que o país deve ter "boa colheita" e que as mudanças introduzidas na oferta já surtem efeito. "Mas sabemos que os preços da energia e de outras commodities podem trazer pressão adicional." Por outro lado, o primeiro-ministro Wen Jiabao cobrou dos EUA a estabilização do dólar, para não afetar mais a economia global.
Na foto principal, o jornal saúda a "vitória histórica" da chinesa Zheng Jie sobre a húngara Agnes Szavay em Wimbledon. Zheng, dias atrás, já havia derrotado a número 1 Ana Ivanovic, da Sérvia.
Escrito por Nelson de Sá às 10h22
Al Qaeda, o retorno
Com atenção voltada aos conflitos crescentes no Oriente Médio, o "NYT" dá manchete e foto hoje para os soldados iraquianos feridos em combate e que se consideram abandonados. E abre sua imagem maior e longa reportagem para a integração dos insurgentes da Argélia, no Norte da África, à Al Qaeda. A foto foi "fornecida pela Al Qaeda", mas sua "autenticidade foi comprovada" pelo próprio "NYT".
O jornal também destaca que as enchentes no Meio-Oeste levaram o etanol de milho a uma alta de 19% em um mês. E sublinha o risco para o plano dos EUA de serem menos dependentes do petróleo. "Eventualmente, o custo para abastecer pode ser tão influenciado pelo granizo em Iowa quanto pelo ataque a um oleoduto na Nigéria."
O "FT", também atento ao abastecimento de energia, abre manchete para a pressão contra a British Petroleum na exploração do petróleo da Rússia. Agora, Moscou cassou os vistos de trabalho dos trabalhadores britânicos da companhia, inclusive seus executivos.
Já o "WSJ" tirou o petróleo dos destaques e se concentra hoje, onze semanas depois, na eclosão de casos de salmonela no país.

Na campanha, Barack Obama defende "ferozmente" seu patriotismo, entre bandeiras americanas, na primeira página do "WP".
Escrito por Nelson de Sá às 09h21
Inflação, inflação, inflação
Folha, "Globo" e "Estado" abrem com inflação. A primeira com o relatório do "banco central dos bancos centrais", avaliando que a inflação empurra a economia global para um "ponto crítico". Os dois últimos com a derrota das aplicações para a inflação, no semestre encerrado ontem.
Já o "Valor" dá manchete para a Secretaria de Direito Econômico, que processa dez companhias aéreas por "cartel para fixar preços no transporte de cargas". As investigações "ganharam força depois que o órgão teve acesso a e-mails entre funcionários das empresas nos quais foram definidas datas e aumentos".
Sobre inflação, o jornal econômico dá nos Destaques da capa que ela aumentou na Europa e abre chamada para as commodities, que voltaram a subir. É o petróleo que "continua a contagiar os produtos agrícolas".

Em pressão contínua, o ministro Edison Lobão surge hoje na capa do "Globo" com ataque ao presidente da Petrobras "por ser contra a criação de uma nova estatal para o pré-sal". Aliado de José Sarney, Lobão diz "defender o interesse do povo" enquanto o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, "torce só pela empresa".
Escrito por Nelson de Sá às 08h39
"Grande deusa"
No domingo de derrotas no Ibope, quando perdeu para a Record no futebol e chegou a ficar em terceiro na audiência, a Globo transmitiu entrevista com Gisele Bündchen, no "Fantástico", e transmitiu comercial com Gisele Bündchen, no intervalo do mesmo "Fantástico".
Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.
Escrito por Nelson de Sá às 08h23
O que é campanha eleitoral, hoje
O "NYT" de domingo deu longa reportagem sobre uma produtora de vídeos políticos da Califórnia, de Robert Greenwald, que já realizou filmes hollywoodianos como "Xanadu" e hoje se concentra em atacar George W. Bush, John McCain e a Fox News pela internet.
No alto de sua home page, a Brave New Films se justifica com uma pergunta, "quando os republicanos jogam sujo, como os democratas vão responder?". Aos 64, Greenwald responde, ao lado de seus assistentes de pouco mais de 20 anos, com vídeos.
Suas produções já foram vistas por mais de cinco milhões, muito além dos vídeos da campanha de John McCain. Abaixo, um exemplo.
Escrito por Nelson de Sá às 11h22
EUA e a máquina chinesa
Em manchete curiosa, o "China Daily" destaca a punição de funcionários pela apresentação de fotos falsas mostrando que um tigre sob risco de extinção estariam vivendo nas florestas do Sul da China.
Na foto principal, o jornal mostra a secretária de Estado dos EUA comprando água mineral, num bar para vítimas do terremoto, e destaca que ela estaria "impressionada" com os esforços de ajuda.
Se na cobertura chinesa prossegue a reafirmação dos laços bilaterais, no "WSJ" a manchete hoje vai para os problemas na "máquina de exportação" da China aos EUA, devido aos custos crescentes com energia e matérias-primas.
Escrito por Nelson de Sá às 10h49
O Iraque de Exxon, Shell, BP
O "NYT" dá na capa que o Departamento de Estado "tomou parte integral na elaboração de contratos entre o governo do Iraque e cinco grandes companhias de petróleo". Com os contratos, a serem divulgados hoje, Exxon, Chevron, Shell, BP e Total passam a controlar, sem concorrência, reservas do país ocupado por tropas americanas e inglesas.

Na manchete, o jornal diz que a Al Qaeda cresce nas montanhas do Paquistão, resultado da "acomodação" dos EUA ao vaivém do ditador Pervez Musharraf e da mudança de prioridade pela Casa Branca, nos últimos anos, da fronteira Afeganistão/Paquistão para o Iraque.
Por outro lado, o "WSJ" dá foto no alto da capa para o ataque das forças paquistanesas ao quartel-general de militantes, na fronteira, "a primeira grande ação militar do novo governo" do mesmo Musharraf.

"FT", "WP" e "NYT" abrem fotos do ditador do Zimbábue, Robert Mugabe, na cerimônia que, "às pressas", deu início a seu sexto mandato.
Escrito por Nelson de Sá às 09h54
Petrobras sob pressão 2
O britânico "Financial Times", em texto do correspondente Jonathan Wheatley, também trata de pressionar a Petrobras, em caderno especial publicado na edição de hoje.Segundo Wheatley, mais do que as dificuldades técnicas, "o maior risco para as companhias de petróleo que querem trabalhar no 'pré-sal' é a incerteza sobre as normas". Diz que o presidente da Petrobras "é um dos que argumentam fortemente por uma mudança" nas regras de concessão, "dizendo que seria como dar um bilhete premiado", devido à certeza da existência de grandes depósitos. A estatal brasileira "propõe o modelo de produção compartilhada usado em alguns países, em que as reservas permanecem propriedade nacional e as companhias de petróleo podem ficar com parte do petróleo e do gás que bombearem".
Por companhias de petróleo, o jornal britânico quer dizer BG (British Gas), BP (British Petroleum), Shell, Exxon, Chevron.
Escrito por Nelson de Sá às 09h30
Petrobras sob pressão


Escrito por Nelson de Sá às 08h41
"A número 1?"
Ken Heebner, recém-eleito "o investidor mais quente da América" pela "Fortune" e descrito como "gênio", diz que a Petrobras caminha para ser a empresa de maior valor da Terra. "A número 1", noticia a "Newsweek". Entrevistado no canal financeiro CNBC, ele detalha sua previsão dizendo que, em cinco anos, a estatal brasileira vai crescer de cinco a dez vezes.
Daí por que o que mais ecoou de Brasil no fim de semana, nos sites de busca de notícias e em agências dos EUA à China, tenha sido o anúncio pela Petrobras de que vai "começar a bombear petróleo na Nigéria" em julho, do seu campo de Agbami, onde já investiu US$ 2,2 bilhões.
E daí também por que, diz Lauro Jardim na "Veja", "o esporte preferido dos líderes do PMDB é mandar a borduna em cima de José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras". Por "cargos, cargos e cargos, nessa ordem".
Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.
Escrito por Nelson de Sá às 08h25
