Toda Mídia
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Dragão revelado

O "China Daily" chama no alto para o caderno especial "Dragão revelado", um guia sobre a maior delegação chinesa em Jogos. Na manchete, em Pequim o "aeroporto se prepara para grandes dias pela frente". Na foto, uma jovem "feliz com seu esforço" em parada diante do estádio olímpico "ou Ninho de Pássaro". Artigo celebra a "atmosfera de abertura" no país como "sinal de autoconfiança".

Mas no alto, à direita, o jornal questiona a televisão sul-coreana que "quebrou as regras" e transmitiu as imagens do ensaio.

E na manchete do site, agora pela manhã, o presidente Hu Jintao alerta "contra a politização" dos Jogos, em recado aos Estados Unidos.

A coluna e o blog voltam na próxima segunda-feira.

Escrito por Nelson de Sá às 11h11

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Os brasileiros sentem "cheiro de sangue"

O "WSJ" dá na primeira página, acima da dobra, o enunciado "Clã brasileiro do bife se globaliza conforme os problemas atingem o mercado", em longa reportagem sobre o grupo JBS com tradução hoje no "Valor".

Além de foto da família do fundador José Batista Sobrinho na fazenda de Andradina, interior de São Paulo, o jornal traz gráficos com a posição do Brasil como segundo maior produtor do mundo, mas consumidor relativamente pequeno, o que explica o crescente avanço. Abrindo o texto:

_ A alta dos cereais tem causado estragos na indústria da carne no mundo, com a ração mais cara. Os frigoríficos têm dificuldades para obter lucro. A JBS sente o cheiro do sangue e decidiu se tornar um império mundial. Sua premissa é simples: os frigoríficos estão baratos. Graças a um surto comprador, a JBS tornou-se um dos maiores frigoríficos do mundo, ultrapassando a americana Cargill. A JBS é dona da americana Swift, da australiana Tasman e da italiana Inalca. Se completar vários negócios pendentes, como a compra da americana National Beef, terá operações em 22 países.

Escrito por Nelson de Sá às 10h37

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Carta racial na mesa

"WP" e "WSJ" abrem fotos de John McCain, em alta. O primeiro perfila sua "mente curiosa e complexa", que reúne "ambição e emoção".
 
O segundo e também o "NYT" ressaltam a acusação ao democrata por jogar a "carta racial" na mesa. Barack Obama havia declarado, em reação ao comercial que o vinculou a Britney Spears e Paris Hilton, que os republicanos tentariam "assustar" eleitores insinuando que ele "não se parece com todos os outros presidentes nas notas de um dólar". Com a acusação, diz o "NYT", a campanha republicana "garantiu efetivamente" que a raça se tornasse uma "carta" na mesa.
 
Por outro lado, o "WSJ" dá na manchete que o "Wal-Mart mobiliza gerentes e supervisores" para avisarem aos funcionários que a vitória de Obama tornaria os sindicatos mais fortes. O jornal diz que os alertas são recebidos como sugestão de voto contra o democrata.
 
 
A manchete lateral do "NYT" noticia que "espiões" do Paquistão ajudaram "militantes" no recente atentado a bomba contra a embaixada da Índia. E o "WSJ" ressalta a aceleração nos atentados suicidas na fronteira com o Afeganistão.
 
Já a manchete lateral do "WP" ressalta que o número de americanos mortos em julho, no Iraque, é o menor desde o início da guerra.
 
E o "FT" informa que a companhia de petróleo norueguesa Statoil também cedeu à pressão americana, a exemplo da francesa Total e da anglo-holandesa Shell, e anunciou que está deixando o Irã.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h26

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Ensaio de campanha

A Folha dá foto de Marta Suplicy e Geraldo Alckmin sendo maquiados e registra que "polarizaram as discussões no final" do debate na Band. O "Estado" registra, também só na edição voltada a São Paulo, o enunciado "No primeiro debate na TV, Marta explora apoio de Lula".

Leia também meu comentário, "Campanha ainda em ritmo de treino".

Em manchetes de América do Sul, a Folha destaca o anúncio por Chávez de que quer nacionalizar o Banco da Venezuela, do espanhol Santander, e o "Estado" acredita nos "documentos" da revista "Cambio", ligada ao ministro da defesa da Colômbia _e ao grupo espanhol Planeta. Os demais só registram o suposto vínculo entre Farcs e Lula internamente.

Enquanto o "JN" canta as belezas dos Jogos, o "Globo" abre com a "tensão entre EUA e China" provocada pelos mesmos Jogos.

O "Valor" destaca que os governos estaduais, a começar de São Paulo e Minas, "declararam guerra à lei que instituiu o piso de R$ 950" para os professores do ensino básico. "Aprovada pelo Congresso e sancionada por Lula", a norma pode levar à contratação de 80 mil professores em São Paulo e elevar a folha do magistério em 50% em Minas.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h27

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Arrancada chinesa

A uma semana dos Jogos Olímpicos, George W. Bush deu longa entrevista à estatal chinesa CCTV e nada de direitos humanos, só recordações carinhosas, "explorar Pequim de bicicleta" etc. O "Jornal Nacional", na Globo que transmite os Jogos, também acelerou os louvores à ditadura.

Já a nova "Economist" deu capa e praticamente só tratou de direitos humanos e democracia, com uma avaliação curiosa: de que os Jogos mais atrapalharam do que ajudaram na "arrancada para a liberdade", estimulando a concentração de poder. Mas a arrancada é inevitável, junto com a "ascensão bem-vinda" da economia do país, aposta a revista, por conta de sua globalização e da internet.

Internet que a China censura, mas que já trazia cenas do ensaio "secreto" da cerimônia de abertura, vazadas pela sul-coreana SDS e já ontem no YouTube, em meio a resmungos no estatal "China Daily":

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje, com links.

Escrito por Nelson de Sá às 08h06

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Baixaria lá

Em ofensiva que "NYT" e "WP" denunciam como "falsa" e obra de Karl Rove, o marqueteiro dos golpes baixos de George W. Bush, John McCain atacou Barack Obama por supostamente "desprezar soldados feridos" e depois buscou relacionar o democrata a Britney Spears e Paris Hilton.

Obama responde hoje com vídeo contra "a velha política baixa":

Escrito por Nelson de Sá às 11h52

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A eleição indiana e o resto do mundo

Da agência Reuters, agora pela manhã:

_ A Índia, apontada como grande responsável pelo fracasso de Doha, disse nesta quinta torcer pela retomada, o que um funcionário afirma que pode acontecer em meados de 2009. O ministro Kamal Nath já havia dito que o fracasso deveria ser tratado como uma pausa. Em coletiva ao voltar de Genebra, afirmou que poderia recomeçar "nos próximos dois ou três meses". Já o secretário indiano Gopal Pillai disse a uma televisão, horas depois, que o mais provável é que a rodada fique parada até meados de 2009 "e isso é uma pena, porque houve progresso".

O país elege novo governo em meados de 2009 e Kamal Nath, elogiado em editorial do "Economic Times" pela defesa dos agricultores indianos em Doha, é dado como favorito para primeiro-ministro.

Mas ele garante, segundo o site indiano Zee News, que a eleição não estava em sua mente durante as conversas em Genebra.

Escrito por Nelson de Sá às 11h19

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Agora, "tragédia"

A uma semana dos Jogos Olímpicos programados para coroar a liderança global do país, o "China Daily" abre manchete para lamentar que o "Fracasso das negociações comerciais é uma tragédia". A expressão "fracasso trágico", que vem quando se está "diante de uma recessão global", é novamente do ministro do comércio, Chen Deming. Diz ele que a "China mostrou sua flexibilidade" e como é "construtiva". E que "espera sinceramente concluir Doha com sucesso, trabalhando junto com outros membros".

O "NYT" não está convencido e afirma que a "brusca" mudança nas prioridades externas chinesas, do livre comércio para a segurança alimentar, levou ao colapso de Doha.

Escrito por Nelson de Sá às 10h25

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De volta à incerteza e à Al Qaeda

"NYT" e outros abrem fotos e o anúncio de que o primeiro-ministro israelense informou que vai renunciar em setembro, o que leva "incerteza à politica de Israel e às negociações de paz no Oriente Médio".

O "WSJ" destaca que a Justiça da Turquia rejeitou questionamento ao partido governista, "evitando por ora uma crise política que poderia desestabilizar um importante aliado do Ocidente no Oriente Médio".

E o "WP" dá manchete para a nova estratégia militar proposta pelo secretário de Defesa, Robert Gates, tirando a prioridade da "guerra convencional", de volta para o combate à Al Qaeda e o terrorismo.

Como esperado, o "NYT" publica em três colunas, no alto, a reportagem "Economia forte leva o Brasil ao palco global", com o texto de Alexei Barrionuevo que foi capa ontem no "IHT". Logo abaixo do enunciado, "Um gigante na América Latina ganha novos ares de superioridade".

  

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h24

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Refazendo

Celso Amorim falou aos jornais brasileiros. No destaque da Folha, "diz que não quis ficar refém da Argentina". No "Globo", "Deus queira que não seja preciso outro 11 de Setembro". E no "Estado", "Claro que me sinto frustrado", mas "fica uma base importante".

Outro ministro, Gilberto Gil, é manchete na Folha e destaque em foto e charge no "Globo". "Acusado de deixar o governo em segundo plano", com sua saída definitiva "o governo perde sua porção pop". Para o espanhol "El Mundo", como destaca agora pela manhã a BBC Brasil, "Lula pierde a su trovador".

Gil diz que deixa a música "Refazenda" como "jingle" para o governo:

_ "Amanhecerá tomate e anoitecerá mamão." O governo Lula teve a capacidade de fazer o país compreender a transmutação da vida.

A canção e o show de Gil na USP nos anos 70 são identificados com o abandono das armas pela esquerda que criaria o PT _e também o PSDB.

O "Valor" dá manchete para São Paulo, Rio Grande do Sul e outros que "elevaram arrecadação acima de 20% no primeiro semestre" com "o forte crescimento do país e a ampliação da substituição do ICMS".

Por outro lado, "o governo federal já colhe sinais de desaceleração da inflação" e "aposta que volta à meta de 4,5% até o fim de 2009".

 

   

Escrito por Nelson de Sá às 08h40

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"Is Doha collapse good for Brazil?"

O correspondente Raymond Colitt, escrevendo longa análise para a Reuters, avalia que o fracasso das negociações comerciais "torna mais lenta a ascensão do Brasil no palco global".

Mas um vídeo da mesma Reuters, postado pelo Yahoo News sob o enunciado "O colapso de Doha é bom para o Brasil?", avalia que "pode ser uma oportunidade" para o país, que passaria a "liderar uma nova política de comércio" global, com "novos tipos de acordos":



Ontem na Folha Online e outros sites, "Lula culpa política interna de EUA e Índia" pelo colapso. Nas agências financeiras, ecoou sua previsão de que um acordo pode sair no ano que vem, após as eleições americanas e indianas. Mas na manchete da Reuters Brasil, "Sem Doha, Lula diz que saída são os acordos bilaterais".

Em editorial, o "Financial Times" concorda e até aconselha a Organização Mundial do Comércio a priorizar agora o respeito às regras multilaterais nos acordos bilaterais que devem se seguir ao novo colapso de Doha. Como Lula também, o jornal defende manter o que for possível dos avanços deste verão. Mas sugere enterrar o resto.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h23

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Doha nenhuma

Escrito por Nelson de Sá às 11h54

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Esperança transbordante

Em contraste com a cobertura daqui, o "International Herald Tribune" traz hoje na capa, ao lado do "colapso" de Doha, as fotos de um clube na zona portuária do Rio que reúne "a emergente classe média onde antes era um bordel" e de uma manicure em Fortaleza que obteve microcrédito para seu pequeno negócio.

Na manchete central do jornal, "Em meio à melancolia global, o Brasil transborda de esperança". A reportagem do correspondente Alexei Barrionuevo deve sair amanhã no "NYT", se for mantida a regra. O "IHT", editado na Europa e agora também na Ásia, se apresenta como "A edição global do 'The New York Times'".

Escrito por Nelson de Sá às 11h11

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China agora culpa EUA e Índia

O "China Daily" destaca no alto, à direita, que o "mundo rico é culpado" pelo colapso na OMC. No texto, o negociador Chen Deming diz que "os países desenvolvidos, liderados pelos EUA e pela União Européia, estavam pedindo demais".

Mas no site, agora pela manhã, Chen culpa "a inabilidade de dois países" sem citar nomes, mas que o jornal estatal afirma serem EUA e Índia, e se declara "muito desapontado".

O jornal de papel, na manchete à esquerda, diz que "Neblina não significa baixa qualidade do ar" e que as medidas ambientais já tomadas visando os Jogos Olímpicos estão dando resultado. Outras ações, "só se for necessário".

Escrito por Nelson de Sá às 10h41

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Sobem China e Índia, descem os EUA

"WSJ" e "FT" abrem com Doha, com o primeiro creditando o colapso à "flexão dos músculos dos novos gigantes" China e Índia e o segundo apontando "tensões" e "impasse" dos EUA com China e Índia.

O "NYT" também vê o resultado como mais um "sinal do crescente poder da Índia e da China no palco do mundo e da decrescente capacidade dos EUA de impor sua vontade globalmente".

O "WSJ" arrisca que o colapso "pode sinalizar um fim para os quase 60 anos de expansão dos acordos globais de livre comércio". O "FT" sublinha que, na avaliação dos negociadores, qualquer avanço agora vem só depois de "um novo presidente na Casa Branca".
 
 
O "WSJ" mal registra, mas "NYT" e "WP" dão em manchete que um senador pelo Alasca, o republicano com mais tempo de Senado na história, foi indiciado por mentir sobre o dinheiro e até um Land Rover que recebeu de uma companhia de petróleo, entre 99 e 2006. Os democratas querem agora tomar sua cadeira no Congresso.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h28

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A nova fase: o conflito

Em vez de "colapso", as manchetes brasileiras para Doha apontam "fracasso". A Folha ressalta que o chanceler Celso Amorim "nega erro estratégico", o "Estado" sublinha que ele vai "se concentrar em coisas que dão resultado" e o "Globo" diz que "Brasil perde após fiasco" _e logo abaixo, em chamada para coluna, "o grande derrotado é Lula".

No "Valor", Assis Moreira anuncia "a nova fase de conflito comercial":

_ O Brasil deve mover ação na Organização Mundial do Comércio contra os EUA para eliminar a taxa cobrada na importação de etanol. Brasil e Canadá devem retomar na OMC o contencioso contra 80 programas de subsídios agrícolas americanos. O comércio entra numa fase de incertezas para importadores e exportadores. Novas disputas devem surgir. A União Européia será alvejada na OMC pelos produtores de banana da América Latina.

 
Na Folha, a associação de magistrados incluiu Gilberto Kassab em sua "lista suja", mas só "após uma semana". Ou melhor, só após o prefeito de São Paulo ficar para trás no Datafolha e abrir caminho para Geraldo Alckmin, que foi mantido fora da lista.
 
O "Globo", que traz Marcelo Crivella na capa "com outro candidato a vereador polêmico", destaca que o Tribunal Regional Eleitoral criou uma "força especial" com as "polícias" do governador Sergio Cabral. Em letras menores, o TRE "descarta necessidade de tropas federais".
 
 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h29

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De volta ao limbo

Questionado ao vivo pela CNN, o presidente da Organização Mundial do Comércio, Pascal Lamy, se negou a aceitar a eventual manchete "Doha morreu". E lembrou, com ironia, que a "morte" foi anunciada outras duas vezes pela cobertura, nestes sete anos.

Outros recusaram até "colapso". Dos negociadores, o único a falar em "enterro" da rodada foi o inglês Peter Mandelson, em seu blog, antes mesmo da confirmação. Mas também ele se mostrou esperançoso de retomada, pelos avanços dos últimos dias.

E foi a cobertura inglesa a mais esperançosa com o futuro de Doha. O site do "Financial Times" avaliou que a rodada "volta ao limbo", mas sublinhou que a representante americana afirmou depois que "os compromissos dos EUA continuam na mesa". A BBC também focou sua cobertura na retomada de Doha _e até no "papel-chave" do Brasil, com o correspondente Gary Duffy entrando ao vivo, de São Paulo. Até mesmo a cética "Economist", em seu site, deixou no ar um eventual acordo.

Abaixo, na síntese feliz da BBC, o que levou a rodada ao "colapso" de novo, com as demandas opostas de EUA e China, um ao outro:

 

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h07

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O novo pólo de poder

Por aqui, a cobertura se concentra na pressão dos EUA, na resistência da Índia e na conclamação do Brasil, para um acordo na Rodada Doha.

O "New York Times" já vislumbra e ressalta o novo protagonista, hoje sob o título "China emerge como ator maior nas negociações globais".

É uma China que está jogando pesado, "playing hardball", pelas mãos de seu representante, Chen Deming. Ele pediu cadeira na mesa, junto com EUA, União Européia, Brasil e Índia, que negociaram sozinhos por anos, e "está lutando por concessões de última hora". Diz analista:

_ Estamos vendo emergir um novo pólo de poder. Está começando a mostrar sua força. E isso é apenas um vislumbre do futuro.

PS - Assis Moreira, às 12h38 no Valor Online: "Doha morreu de novo, agora pouco. Índia e China abandonaram a sala de negociação".

Escrito por Nelson de Sá às 11h39

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A raiva chinesa

Na manchete do "China Daily", a central sindical da China fechou com a Organização Internacional do Trabalho um "projeto ambicioso" para conter a Aids entre os 150 milhões de trabalhadores migrantes do país. Na foto, um tufão atinge Taipei, em Taiwan, e depois o "continente".

Internamente, no alto da página 3, o jornal destacou a "Raiva [anger] com o encontro de John McCain", o candidato de George W. Bush, com o Dalai Lama. A chancelaria falou em "atividades separatistas" e que a reunião até "ameaça as relações sino-americanas".

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 10h41

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O legado de George W. Bush

"NYT" e "WP" abrem com o relatório interno do Departamento de Justiça confirmando as "práticas ilegais de contratação" no órgão, que reúne nos EUA as funções de ministério da justiça e ministério público. Durante dois anos foram selecionados procuradores e juízes alinhados à visão republicana mais conservadora, em temas como aborto e imigração.

Na campanha, o "NYT" noticia que Barack Obama perdeu "consideravelmente" o interesse em Hillary Clinton como vice e o "WP" ressalta que o democrata está em "sérias" negociações com o governador da Virginia, Timothy Kaine, para o posto.

"FT" e "WSJ" abrem com a oferta de ações de US$ 8,5 bilhões e outras medidas anunciadas pelo banco de investimentos Merril Lynch, o que "mostra o tamanho da crise" financeira e como ela "segue se arrastando".

Diz o "FT" que a crise já alcança até os "consumidores americanos mais ricos", descritos também como "credores mais saudáveis".

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h58

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Reais ou noticiados?

Na manchete do "Globo" em campanha, o governador Sergio Cabral "aceita" a Força Nacional de Segurança, se o Tribunal Regional Eleitoral pedir. Editorial diz que é "decisão inadiável".

Mas já ontem no fim da tarde, manchete da Folha Online, o presidente do TRE "descarta pedir ajuda" da força, dizendo temer a "politização" do tema no Rio. Ele diferencia "problemas reais" de "problemas noticiados".

Para registro, "do baú", um vídeo da candidatura, afinal vetada pela Justiça Eleitoral, de outro representante de televisão concorrente da Globo, como Marcelo Crivella agora. Silvio Santos para presidente, liderando as pesquisas, na campanha que acabaria por eleger Collor:
 

Escrito por Nelson de Sá às 09h17

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Os dólares, os juros e o recorde

A Folha dá na manchete que "o forte crescimento das remessas de lucros fez as contas externas terem déficit de US$ 17,4 bi no primeiro semestre, o maior já registrado pelo Banco Central". O resultado era esperado, segundo analistas, "devido à desvalorização do dólar".

O texto da manchete do "Valor" para as contas externas registrou o déficit, mas destacou antes que, com a elevação dos juros pelo mesmo BC, "o Brasil voltou a atrair massivamente capitais de curto prazo".

De Genebra, a Folha ressalta que as negociações de Doha estão "por um fio", segundo Celso Amorim, e o "Valor" fala em "colapso". O "Estado" diz que o Itamaraty "trocou o apoio" à proposta da OMC para concluir Doha por "melhores condições para exportar etanol".

E a Folha informa que o governo "desiste do biodiesel feito totalmente de mamona", antes "celebrado pelo presidente Lula".

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h25

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Os personagens

O site Politico.com destacou em longa reportagem que, sem êxito em outras frentes de ataque, o alvo da campanha de John McCain agora é o caráter _ou o personagem_ Barack Obama. Em novo comercial, a campanha republicana acusa o democrata de desrespeito aos "soldados feridos", que não visitou porque não podia entrar "com câmeras":

A agência Associated Press até destacou em especial no fim de semana que "a mídia esquece George W. Bush", não quer mais saber do pato manco. Mas o site Huffington Post postou comercial "teaser" de "W", o filme sobre o presidente, seus muitos vícios na juventude, o Iraque por fim. Dirigido por Oliver Stone, estréia a um mês do dia da eleição:



Leia aqui a íntegra, com os links, da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h13

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"War games"

Agora pela manhã, na manchete do site do "NYT", atentados suicidas mataram "pelo menos 48" no Iraque. A AP fala em "pelo menos 57".

Atentados com dezenas de mortos também na Índia, destaque da "Economist", e na China, com nova explosão de ônibus, do "Guardian".

Já na primeira página do "WSJ" e no vídeo abaixo, o destaque é o meio encontrado pelo exército americano para "seduzir civis" e recrutar soldados. "Kids love it", as crianças amam, sublinha o jornal.

Escrito por Nelson de Sá às 11h11

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Jogos, poluição, terror

O "China Daily" se volta aos Jogos, com foto de crianças invadindo a Vila Olímpica aberta oficialmente.

Na manchete, anuncia o plano ambiental de emergência para Pequim, avisando que, "temporariamente, se a qualidade de ar se deteriorar durante os Jogos", mais veículos podem ser proibidos de circular, mais fábricas podem ser fechadas, bem como "todas as áreas de construção".

Por outro lado, "a polícia nega vínculo de terroristas com explosão em ônibus" de Shanghai, em maio. O Partido Islâmico do Turquistão, separatista, divulgou vídeo assumindo a ação e ameaçando novos ataques durante a Olimpíada.

Escrito por Nelson de Sá às 10h26

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América sem dinheiro

O "NYT" abre com a crise dos bancos, que, "preocupados", reduzem o crédito à iniciativa privada e atingem "até empresas saudáveis".

O "WSJ" destaca relatório federal sobre a queda, pelo alto preço da gasolina, no uso de carros nos EUA _e, por conseqüência, na arrecadação que seria usada para renovar as estradas do país, "envelhecidas".

Já o "WP" ressalta, abrindo foto no alto e longa reportagem, como os carros na China estão "acelerando a demanda global por combustíveis" e levando ao aumento no preço da gasolina.

Também na capa, o "NYT" mostra como o subsídio à gasolina em países como China, Indonésia e México, mas não Brasil, estimula a alta no preço.

Na corrida presidencial, o "NYT" volta a lançar luz sobre os lobistas de John McCain, relacionando a "parada de arrecadores" em uma organização liderada pelo senador há 15 anos.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h15

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US$ 4,9 bilhões e a "traição"

No "Valor", a crise dos bancos de EUA e Europa "reduziu o crédito à exportação ao Brasil". Mas, segundo Assis Moreira e Raquel Landim:

_ As negociações da Rodada Doha vão gerar aumento de US$ 7,36 bilhões nas importações agrícolas dos EUA e da União Européia, caso sejam seladas conforme a discussão em curso em Genebra. O ganho para o Brasil seria de US$ 4,9 bilhões. Ontem, a China endureceu posição, agora contrária a acordos setoriais na área industrial, apesar de ser apontada como o maior ganhador. Com aliados tomando outros rumos, o Brasil insistiu na preservação do pacote do diretor-geral da OMC, Pascal Lamy.

Por outro lado, segundo Clóvis Rossi na Folha, sobre o apoio ao pacote de Lamy, "em uma só noite, Brasil traiu cinco anos de política pró-Sul". Também "fontes diplomáticas argentinas" falam em "traición", segundo o jornal "La Nación", em registro interno.

Folha e "Estado" destacam a resistência de China e Índia ao pacote. O segundo conta também "Como é a dura vida daqueles que negociam", sobre um que já soma "duas mil horas de reuniões", outro que "circula pelos corredores com energéticos para se manter acordado" etc.

Na manchete da Folha, a meses da eleição municipal, "o total de multas de trânsito aplicadas em junho foi recorde na cidade de São Paulo: 418 mil, ou uma a cada 6,2 segundos".

Na manchete do "Globo", o deputado federal Raul Jungmann, do PPS, vai ao presidente do TSE propor "força-tarefa para coibir a influência do tráfico, identificando candidatos ligados ao crime" no Rio.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h25

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A Record contra-ataca

No "Jornal Nacional" de sexta-feira e antes no Globo Online, a operação da polícia do governador Sergio Cabral, que apóia Eduardo Paes a prefeito, achou "indício de apoio do tráfico" a um candidato da Rocinha, parte da coligação de Marcelo Crivella _que lidera a disputa no Rio e é sobrinho de Edir Macedo.

No "Jornal da Record" e antes na Record News, também na sexta, a resposta na escalada de manchetes: "Dirigindo o Rio: O governador Sergio Cabral faz 20 pontos na carteira, mas diz que a culpa não é dele". Ele "pode perder a habilitação".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje, com os links.

Escrito por Nelson de Sá às 08h09

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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