Toda Mídia
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Tanques

Em meio às imagens e mensagens de união e paz no mundo, nos Jogos, a notícia que cresce por CNNBBC"NYT", "Economist""Le Monde" e demais é que tanques da Rússia avançam sobre a região de Ossetia do Sul, após ataque das tropas da Geórgia à província separatista.

O presidente georgiano, em entrevista à CNN, acusa a Rússia de "guerra" e diz que "não se trata mais da Geórgia, mas da América, de seus valores", argumentando que é "do interesse" dos EUA a defesa do país.

A coluna e o blog voltam na próxima segunda-feira.

Escrito por Nelson de Sá às 11h46

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"You and Me"

Para o site do "NYT", na manchete, foi uma cerimônia "exuberante". Para o "China Daily", foi "grandiosa" e "de abrir os olhos".

Abaixo e também aqui, Sarah Brightman canta em chinês ao lado de Liu Huan e depois ambos cantam em inglês o tema dos Jogos, "Você e Eu":

Escrito por Nelson de Sá às 11h08

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Dúvidas e mais dúvidas na guerra contra o terror

"NYT" e "WSJ" abrem com a condenação do motorista de Bin Laden a pena "menor" do que foi pedida. "Sai em cinco meses", sublinha o primeiro. "Sinaliza dúvidas sobre os processos", avisa o segundo.

O "WP" dá nova manchete para o caso antraz, que "levanta dúvidas sobre a segurança" dos laboratórios de armas dos EUA.

Sobre os Jogos, o "WP" anuncia que chegou a "hora do show da China"; o "FT" detalha o esforço para evitar chuva hoje na abertura em Pequim; e o "WSJ" perfila um empresário que antes foi camponês e protestou pela democracia e hoje é "intensamente orgulhoso de seu país".

O "NYT" conta como o cineasta Zhang Yimou, antes um "renegado", acabou por dirigir a cerimônia de hoje, em "parceria inusitada".

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 10h37

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Lei Dantas (e o eterno retorno de Brilhante Ustra)

Folha, "Globo" e "Estado" abrem com a decisão do Supremo de limitar o uso de algemas, semanas depois da prisão de Daniel Dantas pela Polícia Federal. O ministro Marco Aurélio Mello, na Folha, argumenta que "o uso de algemas se tornou uma forma de execrar um cidadão".

O "Globo" também destaca, com foto do coronel Brilhante Ustra, "processado por tortura", a reação de militares da ativa e da reserva à "idéia de punir torturadores, defendida pelos ministros Tarso Genro e Paulo Vannuchi". O jornal diz que a proposta "ressuscitou cenas de décadas passadas, com estudantes protestando".

Já a Folha ressalta que os dois ministros orientaram a Advocacia Geral da União a "admitir a existência de tortura na ditadura militar", na defesa formal a uma ação em que o Ministério Público cobra que Ustra, "comandante do DOI-Codi nos anos 70", seja responsabilizado por "desaparecimento, morte e tortura".

No "Valor", manchete para a inflação que já "deixa marca nos balanços" das empresas. "As primeiras a publicar registraram crescimento de apenas 1,8% no lucro líquido no segundo trimestre, aumento muito inferior ao do faturamento, que avançou 26,7%."

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h15

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Em campanha 2

Lula conseguiu, ao menos no "China Daily". Dos líderes estrangeiros que vão chegando a Pequim, foi dele a única foto estampada pelo jornal estatal em sua página 2, voltada às relações diplomáticas. Também foi dele a frase selecionada para a reportagem, "Sete anos atrás, não eram muitos os que acreditavam que a China poderia realizar um dos mais maravilhosos Jogos da história, mas a China conseguiu".

A declaração evidencia que a prioridade da visita é mesmo Rio 2016. Como é também de Rio 2016 que ele trata, em entrevista ao editor de esportes da BBC, Mihir Bose, desde Pequim.

Escrito por Nelson de Sá às 08h56

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"Um só mundo"

Começa daqui a pouco a cerimônia e o "China Daily" abriu a sexta, por lá, com a manchete "Bem-vindo, mundo" e anunciando "o maior dia de Pequim", mais os destaques de que o "Ar está bem, que os Jogos comecem" e, sintomaticamente, "Aeroporto passa teste".
 
Reportagem que mais parece editorial vê nos Jogos o "Sonho de um só mundo".
 
O problema, neste momento, está nos aviões. O site do jornal nem registra, mas em parte da cobertura ocidental a notícia é que os aviões da Air China estão pousados, no Japão, após ameaça.
 
 

Escrito por Nelson de Sá às 08h29

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Mundo místico, terra mágica

Jeff Jarvis, referência em internet e mídia dos Estados Unidos, escreveu na segunda em sua coluna no "Guardian" sobre um encontro que teve com Paulo Coelho. Relata que ele "descobriu o poder do acesso livre [a seus livros] quando um fã postou uma tradução russa de um de seus romances e as vendas saltaram de 3.000 para 100.00 para 1.000.000 em um ano, no país".

Coelho, em artigo ontem na "New Statesman" (ilustração à esq.), também aborda longamente o encontro e diz que perguntou no final a Jarvis "o que mais deveria fazer", além de Twitter, blog etc. Nada, pelo jeito. Mas em seguida, ontem mesmo em seu blog BuzzMachine, Jarvis lembrou que o brasileiro poderia "escrever um livro sobre a internet". Esse "mundo místico", essa "terra mágica, a internet".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h19

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Em campanha

Na BBC Brasil, na manchete com foto de Lula e Hu Jintao, o encontro para "articular a retomada da Rodada Doha". No UOL, agora pela manhã, com foto, "Lula brinca com cabelo de Diego Hypólito". Está assim por toda parte.

Nem o "Jornal Nacional" da sorridente Fátima Bernardes escapa de seguir cada passo do brasileiro que chegou ontem a Pequim, ele que está em campanha pelos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio, um grande negócio:

Escrito por Nelson de Sá às 12h00

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A chantagem

 
Antes em vídeo que surgiu do nada no YouTube (acima), depois em reportagem da clintoniana ABC, depois "Time" e agora por todo lado, espalham-se as ameaças de Hillary Clinton de se reapresentar como candidata na convenção democrata. Avaliam o site Politico e outros que é "barganha" para ganhar o posto de vice de Barack Obama.
 
Mas pode ser mais. Hillary, em vídeo de meses atrás, está hoje em novo comercial de John McCain, dado por ela como superior a Obama:
 

Escrito por Nelson de Sá às 11h11

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"Cresce a febre"

A exemplo do "FT", também o "China Daily" abre grande foto com o ídolo Yao Ming diante de Mao, ao lado de uma manchete anunciando que "cresce a febre" olímpica em Pequim, com a chegada da tocha.

Em destaque também no site, o jornal noticia os nomes dos artistas que vão cantar o tema dos Jogos na cerimônia de abertura, Liu Huan e Sarah Brightman, e tenta criar suspense sobre ser "em chinês, inglês ou nas duas línguas". E garante que "a previsão do tempo é favorável".

Na capa de papel e com foto exultante no site, "China começa com vitória no futebol feminino".

 

Escrito por Nelson de Sá às 10h21

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11 de Setembro não tem fim

"WP" e "NYT" abrem com o relatório do FBI que aponta um cientista do exército como único responsável pelos atentados com antraz em 2001, apresentados na época como ataques terroristas. Mas as "perguntas continuam", diz o primeiro. As provas são "circunstanciais" e não convencem "céticos" democratas e republicanos, acresce o segundo.

O WSJ" também abre com o relatório, mas sublinha o "retrato arrepiante" do microbiologista divulgado pelo FBI e só vai registrar no meio do texto o protesto de seus colegas cientistas, o que "sugere que a longa saga", sete anos de investigação, "está longe de terminar".

Paralelamente, os três jornais noticiam a condenação do motorista de Osama bin Laden por "seis oficiais militares" no primeiro julgamento de Guantánamo. Mas foi uma "decisão dividida", diz o "NYT", ressaltando que a condenação foi por "apoio material" ao terrorismo e que a segunda acusação, de participar da "conspiração", caiu.

 
Com a foto de um sorridente sargento morto em 2007, seguida da história de que um vídeo da morte foi enviado por uma televisão a seus pais, que o assistem todos os dias, "qualquer coisa para ficar perto dele", o "NYT" destaca a "marca" de 500 americanos mortos no Afeganistão. Ao longo de três páginas, publica uma galeria.
 
 
Dos Jogos, o "FT" abre foto do ídolo do basquete, Yao Ming, carregando diante do cartaz de Mao a tocha que "inflama multidões.
 
E o "NYT" abre foto da maior estrela do atletismo chinês, Liu Xiang, com uniforme vermelho em cartaz da Nike, ao lado de longa reportagem sobre a "resistência do Partido Comunista", que se adapta e até amplia o controle no país, com o crescente nacionalismo chinês.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h30

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Sem condições

A Folha abre com o novo indicador do Ministério da Educação, que levantou que 27 cursos de medicina, na maioria privados e formando 2.600 médicos todo ano, "não têm condições de funcionar".

E o "Estado" dá na submanchete que um total de 508 cursos superiores de ciências da saúde e agrárias entraram "na mira do MEC".

A Folha registra, com "ficha suja" entre aspas, e o "Globo" abre sua manchete para "os fichas sujas", por conta da decisão do Supremo de permitir a candidatura de pessoas com processos em andamento.

O "Valor" abre com a proposta da Votorantim pela Aracruz, que unida à sua VCP formaria "a maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo". O grupo "controlado pela família Ermírio de Moraes" informou que a "família Lorentzen" aceitou vender, mas a compra ainda vai depender de "Joseph e Moise Safra, no último negócio que ainda une os irmãos".

 

  

Escrito por Nelson de Sá às 08h27

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"Good news is no news"?

Roger Noriega, o ex-subsecretário de Estado dos EUA, escreveu ontem longo ensaio sobre o Brasil para o site do instituto conservador American Enterprise, que abre dizendo:

_ Quando se pensa na América Latina, "boa notícia é não ter notícia". Mas o Brasil ganhou tantas manchetes positivas ultimamente que pode muito bem reescrever essa máxima. A potência continental se tornou um exemplo de como a democracia multiétnica e a economia de livre mercado podem ajudar milhões a sair da pobreza... Mas Lula corre risco de se deliciar com o brilho de seus acólitos e se tornar complacente. Ele deve a seu povo e a seu próprio legado assumir uma série de lentas reformas políticas e econômicas para fazer o Brasil mais aberto e justo.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h20

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O ar de Pequim

No dia em que as máscaras negras dos ciclistas americanos consegue algumas capas pelo mundo, máscaras pelas quais eles já se desculparam após críticas da própria delegação, o "China Daily" abre com o Comitê Olímpico Internacional afirmando que "o ar de Pequim não apresenta qualquer risco para os atletas e os demais visitantes".

Nas fotos em destaque no site do jornal estatal, agora pela manhã, o grande ídolo Yao Ming carrega a tocha em Pequim e o foguete Longa Marcha II-F chega ao centro de lançamento de Gansu, para mais uma missão tripulada e o primeiro "passeio espacial" da China.

 

Escrito por Nelson de Sá às 11h15

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Juros não sobem, lá

O "WSJ" abre com a alta em Wall Street por conta da queda no petróleo e do sinal do Fed, o banco central americano, que decidiu não elevar os juros. Já o "FT" abre com o Fed, mas sob outro ponto de vista, negativo: a decisão de ontem "eleva temores de inflação".

O "NYT" também credita a alta na bolsa ao petróleo. E na manchete lateral noticia o superávit no Iraque, com as vendas de petróleo, mas diz que os recursos não são usados na reconstrução, o que "reforça o debate crescente" sobre o uso do dinheiro do "contribuinte americano".

O "WP" abre foto e reportagem sobre o esforço americano para treinar o exército do Afeganistão contra o Taliban, sem sucesso, após anos.

Na manchete lateral do jornal, a revogação pela China do visto de um americano, com medalha de ouro nos Jogos de Inverno de 2006, em decisão que o jornal credita ao envolvimento de Joey Cheek com uma organização de defesa dos direitos humanos no Sudão. "A China é um grande cliente do petróleo produzido na região", argumenta.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 10h18

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Celeb

Desde ontem à noite na manchete do Drudge Report, Paris Hilton "responde" ao comercial de John McCain e se lança para presidente, avisando: "Vejo vocês nos debates, bitches".

Escrito por Nelson de Sá às 09h48

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O PCC que não existe

Sobre a guerra civil à paulista, enunciados do "Jornal da Band", só nesta última semana, na escalada de manchetes:

_ O tribunal do PCC. Escutas revelam como facção julga e mata.

_ Polícia afirma que prendeu mais de 800 do PCC sem dar um tiro.

_ Polícia prende 14 integrantes do PCC. Novas escutas revelam como facção criminosa lava dinheiro do tráfico de drogas.

_ Exclusivo. Escutas telefônicas revelam como o PCC administra tráfico de drogas dentro e fora das cadeias.

Nesta mesma semana, nada das escutas ou das ações da polícia no "Jornal Nacional". O PCC, para a Globo, não existe.

Mas também o "Jornal da Record" não fecha os olhos. E nesta semana, como a Band, deu a manchete "Tribunais do crime: policiais interrompem julgamento do PCC e salvam casal condenado à morte". Nas execuções, revelam as escutas telefônicas, são usadas espadas:

Escrito por Nelson de Sá às 09h19

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A pobreza cai, mas a guerra civil continua

Na Folha, o mapa da violência em São Paulo. Capão Redondo, Parque Santo Antônio, Jardim Ângela e outros bairros do chamado "triângulo da morte" são as áreas com mais "crimes contra a vida".

Em Perdizes e Pinheiros, mais os Jardins, "crimes contra o patrimônio".

O jornal registra a pesquisa FGV que traz "ganho de renda mais sólido".  O "Estado" dá manchete para a classe média como maioria nas seis principais regiões metropolitanas do país e acrescenta o Ipea: "Até o fim de 2008, três milhões de moradores dessas regiões terão saído da pobreza ao longo de seis anos".

O "Globo" diz que FGV e Ipea divergem sobre por que a "pobreza cai". Para o primeiro, a causa é o aumento do emprego com carteira assinada. Para o segundo, os aumentos reais do salário mínimo.

Sob a chamada "Do Nordeste para a Rocinha", o "Valor" noticia que "o programa de microcrédito do Banco do Nordeste será estendido a todo o país" e "escolheu uma das maiores favelas como ponto de partida".

 

  

Escrito por Nelson de Sá às 08h35

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China ou EUA

A estatal Voz da América, agora também com vídeo (Windows Media), postou que "Líderes brasileiros trabalham para ampliar papel nos assuntos globais". Entrevista Celso Amorim, sempre ele, que abordou Conselho de Segurança e outras metas do país, e Charles Tang (acima), que preside a Câmara de Comércio Brasil-China e credita o avanço da economia brasileira à demanda da China.

Por outro lado, destaca que "os críticos dizem que o país enfraquece sua posição com velhos amigos como os EUA" e ouve Rodrigo Maia, do DEM.

A BBC contratou pesquisa GlobeScan em cinco países, sobre como a China é vista no mundo, e postou que "parece encontrar menos hostilidade no Brasil", onde 42% dão a China como "aliada". Os britânicos concordam, mas americanos, sul-coreanos e indianos a vêem como "ameaça". Outro dado: para 54% dos brasileiros, os chineses são oprimidos.

A Reuters postou a análise "Depois do fracasso de Doha, fazendeiros americanos se preparam para ações legais". É que "Brasil e outros exportadores têm novo incentivo para questionar os programas agrícolas dos EUA como ilegais, segundo normas globais". Os fazendeiros devem estar atentos a "quanto litígio têm pela frente", aconselha.

Leia aqui a íntega da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h14

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Para que serve o Sistema S

Do "Painel" de hoje, sob o título "Sonho meu":

_ O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, pretende não só concorrer ao governo paulista em 2010 como fazê-lo pelo PSDB. Seu plano, detalhado ontem a políticos, prevê que Geraldo Alckmin fique fora da disputa. Inclui ainda o diagnóstico de que os demais tucanos não têm "carisma" para tal vôo. Skaf disse estar "muito bem articulado" com o empresariado paulista e explicou que seu recente protagonismo na propaganda do Senai foi treino para a campanha.

Abaixo, a propaganda, bancada pelos impostos do Sistema S:

Escrito por Nelson de Sá às 10h50

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"Conversa"

O "China Daily" de papel abriu com o "ataque terrorista", mas também uma foto do presidente Hu Jintao com o presidente do Comitê Olímpico Internacional, que declarou que os Jogos serão "históricos".

Já na home page a manchete sugere que, "se você está procurando assunto para conversa em Pequim, basta mencionar os novos prédios que surgiram", criações dos "principais arquitetos do mundo", contratados pela cidade na preparação para os Jogos.

Nas fotos do site, estátuas com tema olímpico, pandas no zoológico, pratos da culinária chinesa e "turistas se divertem", além de Hu com o presidente do COI.

Escrito por Nelson de Sá às 10h00

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Bush diante da China

O "WP" abre com George W. Bush, às vésperas de viajar, elogiando o papel chinês na contenção das "ambições nucleares" norte-coreanas, mas expressando seu "desapontamento" pela mudança de atitude que ajudou a "esvaziar Doha". Mais importante, "é realmente difícil dizer" se a China avançou no respeito aos direitos humanos.

Ao lado de foto do estádio nacional, o "NYT" noticia a "emboscada" que matou 16 policiais chineses e traz "preocupação" aos Jogos.

O "WSJ" abre dizendo que o "clérigo radical" mais temido no Iraque estaria se moderando, com seu "poder esvanecendo".

E o "FT" abre com o petróleo abaixo de US$ 120 pela primeira vez desde maio, por conta do consumo e da perspectiva de crescimento menor.

"WP" e "NYT" destacam a defesa por um painel médico do fim dos exames de sangue generalizados, para identificar câncer de próstata. O questionamento é restrito aos exames para maiores de 75 anos, mas indicaria problema nos tratamentos da doença em todas as idades, supostamente mais danosos do que benéficos.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h14

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Grampolândia

A Folha abre com a decisão do Supremo ontem à noite, em favor de 17 operadoras de telefonia, de preservar clientes que foram alvo de escuta telefônica em 2007, mantendo seus nomes sob sigilo.

E o "Estado", sobre debate que reuniu presidente do Supremo, ministro da Justiça, procurador-geral da República e presidente da OAB, ressalta o primeiro. Ele quer criar vara só para combater "abuso em investigações". No final do texto, o procurador "alertou para a necessidade de não se criarem limites que prejudiquem investigações".

Da viagem de Lula e 300 empresários a Buenos Aires, a Folha ressalta que o presidente "acenou com moeda comum no Mercosul" e o "Estado" acentua a afirmação de que Argentina e Brasil são "casados".

Já o "Globo" dá a entender, na manchete, que Hugo Chávez "frustrou" a agenda comercial levada por Lula. Mas a BBC Brasil dá na manchete, agora pela manhã, que Lula usou o encontro indesejado para tratar do combate à alta de alimentos _em especial dos fertilizantes, derivados de petróleo que elevam os custos no Brasil e na Argentina.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h17

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"O fim de uma era"

O "Chicago Sun-Times" anunciou ontem a "aposentadoria imediata" de Robert Novak, dignosticado com tumor no cérebro. Ao seu estilo, o próprio colunista descreve o quadro como "dire", horrendo.

Com uma coluna influente desde 1963, no "New York Herald-Tribune", ele surgiu moderado, próximo de John Kennedy, e termina ultraconservador, ligado a Dick Chenney. Mais importante, avalia o site Politico, seu colunismo de "intrigas palacianas", que "um dia foi a regra" na cobertura de Washington, desaparece junto com ele.

Na cobertura da campanha presidencial, o "New York Times" lista quem ganha e quem perde. Aponta "audiência recorde" para os âncoras liberais Keith Olberman (MSNBC) e Wolf Blitzer (CNN). Outro "vencedor" é o Politico, que, comparado aos sites de jornais, já aparece em 14º lugar.

Mas em geral a campanha pouco melhora os números, em especial nos decadentes telejornais das três grandes redes, CBS, ABC e NBC.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h03

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Mistura

Saiu no "China Daily" de sábado. Na foto, o presidente Hu Jintao cumprimenta Ernesto Paglia e outros jornalistas. Na manchete, "Hu: não misture política com os Jogos". A Globo vinha evitando, de fato, mas ontem misturou um pouco, talvez em resposta.

Escrito por Nelson de Sá às 11h32

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Céu azul, mas 16 mortos

O site do "China Daily" agora pela manhã noticia, mas sem dar manchete, que 16 policiais foram mortos num ataque "suspeito de terrorismo" em Xinjiang, na fronteira oeste do país.

No jornal de papel, por outro lado, abre foto do primeiro-ministro Wen Jiabao arremessando num treino da seleção de basquete, alvo de grande torcida no país. Na manchete, "o calor cresce", "o céu azul sorri" e Wen "promete uma cidade limpa, verde e bonita durante e depois dos Jogos".

 

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 10h50

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O estadista e os lobbies

Celso Amorim falou a Jonathan Wheatley, do "Financial Times", que saiu postando seu reconhecimento ao chanceler pelo "papel de estadista", ele que "está visivelmente cansado".

Da entrevista, destacou que o Brasil vai acionar os EUA por subsídios ilegais à agricultura. Mas, nas palavras, Amorim apenas ameaçou _deixando a porta aberta para Doha, que o "FT", em editorial inclusive, tenta dar por encerrada.

Também a "Newsweek" entrevista Amorim, com perguntas e respostas que esclarecem melhor sua visão. Ele responsabiliza os "negociadores comerciais" pelo colapso de Doha, pois "respondem a lobbies, contam seus votos no parlamento". A revista entendeu como uma referência a EUA e Índia. Amorim prevê anos até se chegar tão perto de um acordo, novamente.

Escrito por Nelson de Sá às 10h06

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De volta, o terror

O "NYT" destaca com foto e reportagem a "tenacidade" e a "ferocidade" do Taliban, no Afeganistão, que mantém "à distância as mais poderosas forças do mundo", da Otan.

Na mesma linha, o jornal dá até caderno para os Jogos, "Referendo sobre uma nação", mas sua notícia na primeira página é que a China "ordenou alerta máximo". Em torno do estádio olímpico, "mísseis terra-ar miram o céu"; espalhadas pelas esquinas, câmeras vigiam; milhares de veículos são revistados ao adentrar Pequim. O "FT" destaca que o país definiu áreas e regras para as manifestações durante os Jogos.
 
Por outro lado, o "WSJ" dá manchete lateral para a descoberta pelo FBI, via DNA, de que o anthrax usado em ataques nos EUA em 2001 teria saído de um laboratório do próprio exército americano.
 
 
O "WP" foca a campanha e sublinha o avanço democrata na Virginia, que vota majoritariamente em republicanos há quase meio século.
 
Analisa também as preferências dos "trabalhadores de baixa renda" e destaca que Barack Obama lidera por 2 a 1. A vantagem é maior entre negros e hispânicos, mas se mantém entre os trabalhadores brancos (47% a 37%), os mais "pessimistas" com o futuro.
 
 
Na manchete lateral, o "NYT" ressalta o "temor" de bancos e companhias de crédito diante de "uma onda maior de falta de pagamento" dos empréstimos imobiliários, aliás, "muito maior".

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h16

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A nova classe média e a "guerra"

A Folha entrevista a nova secretária da Receita, que promete elevar o número de alíquotas do Imposto de Renda, que com apenas duas "sobrecarrega os que ganham menos". O secretário anterior era contra.

O "Estado" dá na manchete que "a contenção de crédito que o Banco Central aguardava com o aumento dos juros não ocorreu". O problema do BC é "a onda favorável do emprego", que as "lojas aproveitam".

O "Valor", na mesma direção, destaca que "a agressiva estratégia da rede mineira Ricardo Eletro abriu uma guerra pelo varejo baiano com a rede Insinuante". A "guerra" já avança por Espírito Santo e Rio.

Na manchete, o "Valor" espalha a "advertência" da ministra da Casa Civil aos consórcios que disputam a usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira: "Em caso de guerra judicial", a estatal Eletrobrás assume a obra.

No "Globo", as armas que o tráfico carioca "recebe do Exército da Bolívia" _ou melhor, no texto, que são "desviadas de quartéis do Exército".

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h25

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Jogos de guerra

A Globo, que antes se deliciou com o porta-aviões nuclear dos EUA em plena baía da Guanabara, no "Jornal da Globo" (acima), segue a IV Frota e ontem, no aniversariante "Fantástico", "um navio brasileiro entra em uma guerra simulada e é atingido por um míssil americano" (abaixo).

E é claro que "nosso repórter estava lá", em algum lugar "secreto" no Atlântico, durante a invasão de um país de ficção "que tem petróleo".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h08

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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