Toda Mídia
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Falso drama

Nos EUA, a cobertura on-line perdeu o interesse nos Jogos e se concentra no que o colunista de mídia da Slate chama de "falso drama": os vices.

Está agora no Drudge Report, com a manchete  "Vocês gostariam de saber, não é?", mais foto de Barack Obama e link para o "WP". E também do Huffington Post, que ecoa a aposta do "mercado" em Joseph Biden como vice democrata. O colunista David Brooks, no "NYT", torce por Biden.

Em destaque logo abaixo no HuffPost, o chute da "Time" de que John McCain escolheria Mitt Romney. Mas o "NYT" cita republicanos espalhando que poderia ser o general David Petraeus, comandante no Iraque.

O site Politico arrisca que os dois vices devem sair ainda hoje.

A coluna e o blog voltam na próxima segunda-feira.

Escrito por Nelson de Sá às 11h44

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Vai terminar...

O "China Daily" abre foto e manchete para o cubano Dayron Robles, ouro nos 110 metros com barreiras _e que "deve ter sentido falta de Liu Xiang", o ídolo que abandonou a prova por contusão. Ao lado, Yao Ming, o gigante chinês do basquete, reafirma após a derrota para a Lituânia que "é uma grande honra" representar seu país nos Jogos. E pede que compreendam Liu.

E o site do jornal já trata os Jogos como passado. Na manchete de balanço, os 37 recordes mundiais quebrados. Nas chamadas, a chegada de Gordon Brown para a cerimônia que vai passar os Jogos para Londres e a promessa de Liu de voltar a vencer. Nas fotos, os momentos olímpicos e os mascotes.

Escrito por Nelson de Sá às 10h47

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De volta, xiitas vs. sunitas

Na manchete do "NYT", o governo xiita do "Iraque mira líderes sunitas pró-americanos" com prisões.

Enquanto isso, logo abaixo no "NYT" e na manchete no "WP", em Bagdá, Condoleezza Rice fechou acordo prévio para a retirada das tropas americanas a partir de junho e a saída por inteiro do país em 2011. Já o "WSJ" destaca a versão da Casa Branca de que "o avanço do exército iraquiano" levou ao plano de retirada, "impensável até meses atrás", quando era proposto por Barack Obama.

Na "guerra fria" que ameaça renascer, o "WSJ" abre foto de Valery Gergiev, "que rege freqüentemente no Metropolitan de Nova York", em apresentação no parlamento da Ossétia do Sul, quando "endossou a versão de Moscou para o conflito". E o "FT" garante, na manchete central, que os "investidores estão deixando a Rússia em meio à crise".

Já o "NYT" aponta o temor nos EUA de que uma "Rússia hostil" passe a usar "recursos de energia, direito a veto no Conselho de Segurança e, sim, sua indústria de armas" para minar os interesses americanos. Não só na Síria, mas na Venezuela.

"WP", este em destaque, e "NYT" dão fotos na capa para as americanas que "venceram o Brasil pelo ouro" no futebol.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h48

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E os primos?

Saiu a súmula do Supremo e, na manchete da Folha, "os agentes públicos não poderão contratar seus pais, avós, bisavós, filhos, netos, bisnetos, tios, sobrinhos, sogros, cunhados, genros e noras". O "Globo" sublinha "os cunhados" e registra que ficaram de fora "os primos".

No debate do pré-sal, a Folha ressalta hoje que "o grupo de ministros criado por Lula" defende que "as fatias da União devem variar segundo o risco de exploração de cada poço: quanto maior a chance de achar petróleo, maior o ganho do governo".

Ao fundo, o "Valor" destaca que "Lula tomou a iniciativa de politizar a discussão de olho na sucessão, criando o mote de sua favorita, Dilma Rousseff". Para o jornal, "a expectativa é que, assim como os adversários não defenderam as privatizações em 2006, ficará a salvo de contestação a proposta de destinar a riqueza do pré-sal a áreas como a educação".

Do outro lado, registra o "Valor", "o PSDB considera eleitoreira a intenção do governo". E um editorial do "Estado" diz, na capa, que "assombra a desenvoltura com que o presidente se põe a manipular uma questão desse calibre no mais estratégico dos setores".

Na barafunda de pressões, no "Globo", três governadores aliados, dois do PMDB, um do PT, "criticam a nova estatal de Lula" e "a proposta de mudar a distribuição de royalties".

Por outro lado, na manchete do "Estado", Dilma "mandou a Petrobras desfazer a venda de uma mina de silvinita à canadense Falcon". É matéria-prima de fertilizantes, com reflexo na inflação de alimentos. "Nos bastidores, o episódio é apontado como exemplo" do conflito de interesses entre a estatal e o governo.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h28

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Bolt, Phelps e o doping

A Jamaica bateu os EUA em atletismo, criou um ídolo global em Usain Bolt _e o "New York Times" e outros americanos já destacam que, "Conforme caem os recordes, aumentam as suspeitas de doping". Mas o próprio jornalista do "NYT" se pergunta:

_ Por que corredores têm de ser suspeitos quando Michael Phelps não tem de pagar o preço de responder perguntas sobre doping? Eu me solidarizo com o atletismo. Junto com o ciclismo, busca mais que qualquer outro esporte pegar os usuários. Em vez de premiados por sua vigilância, no entanto, eles são dados como infestados por dopados. Não é justo. Melhor fechar os olhos, como fazem a NBA e a NHL (hóquei). Finja que não existe o problema, e o público vai acreditar que ele não existe.

Escrito por Nelson de Sá às 08h23

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Acabou?

Os chineses já não se contêm mais e o "Shenghuo", quando a vantagem sobre os Estados Unidos em medalhas de ouro bateu em 43 a 26, deu manchete com os números e bradou: "Acabou" ou "Está definido" (esq.).

Não foi o único, segundo o site Danwei, que monitora e traduz a mídia chinesa. Também o "Dongguan" se deixou levar pelas 43 medalhas. No momento, está em 46 a 30. E só faltam mesmo quatro dias para terminar.

Os Jogos Olímpicos de Pequim estão no fim e o Dalai Lama deu entrevista ontem ao "Le Monde", acusando tropas chinesas de terem aberto fogo contra monges tibetanos, nos distúrbios de agosto, e de terem "um projeto de repressão brutal". Ato contínuo, a home page do "China Daily" postou o artigo atacando as propostas de negociação do líder tibetano pró-ocidental, divulgadas via "NYT" pouco antes dos Jogos.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 07h47

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Utopia

Antonio Candido, 90, ontem à noite na entrega do prêmio Juca Pato de Intelectual do Ano, no Largo São Francisco:

_ Me mantenho fiel à tradição do humanismo ocidental definida a partir do século 18, segundo a qual o homem é um ser capaz de aperfeiçoamento, e a sociedade pode e deve definir metas para melhorar as condições sociais e econômicas, tendo como horizonte a conquista do máximo possível de igualdade social e econômica e de harmonia nas relações. O tempo presente parece duvidar e mesmo negar essa possibilidade, e há em geral pouca fé nas utopias. Mas o que importa não é que os alvos ideais sejam ou não atingíveis concretamente na sua sonhada integridade. O essencial é que nos disponhamos a agir como se pudéssemos alcançá-los, porque isso pode impedir ou ao menos atenuar o afloramento do que há de pior em nós e em nossa sociedade.

Aqui, a íntegra do discurso, no Terra Magazine.

Escrito por Nelson de Sá às 11h39

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"O homem mais rápido do mundo"

Como em boa parte do Ocidente, o "China Daily" abre foto para Usain Bolt, jamaicano que após quebrar o recorde dos 100 metros bateu também o dos 200, em desempenho "histórico", deixando para trás o "grande Michael Johnson", americano.

O site destaca, a quatro dias do fim dos Jogos, a recusa agressiva da China às propostas do Dalai Lama expressas antes dos Jogos no "NYT", em coluna "de seu ex-correspondente na China Nicholas D. Kristof".

Por outro lado, o jornal de papel ressalta o salto de 7,6% na bolsa de Xangai com a especulação sobre um pacote de estímulo de quase US$ 60 bilhões e o eventual "relaxamento" dos juros até o fim do ano.

Escrito por Nelson de Sá às 10h19

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Do Iraque para o Paquistão

O "WSJ" destaca que, "segundo funcionários americanos graduados, EUA e Iraque teriam definido cronograma de retirada".

O "NYT" confirma agora em seu site que Condoleezza Rice está no Iraque para "finalizar acordo sobre a presença das tropas". Mas a manchete no site e em outros já deixa o Iraque de lado, focando o ataque do "Taleban Paquistanês" que matou 60 em fábrica de armas no Paquistão.

O "WSJ" festeja em manchete sua pesquisa própria, junto com a NBC, mostrando que John McCain "fecha a distância" para Barack Obama. Já o "NYT" registra sua pesquisa junto com a CBS, que levantou os mesmos números (42% a 45%), mas destaca não a ordem de colocação e sim o que os "eleitores falam: é a economia".

Sobre a campanha presidencial, o "NYT" dá mais atenção à disputa na zona rural da Pensilvânia, um estado tradicionalmente democrata que ameaça cair em mãos republicanas. E o "WP" dá até manchete para o esforço democrata na zona rural da Virgínia.

 
O "FT" segue ressaltando a crise financeira, com a mudança no banco central americano, que agora admite "resgatar" a gigante de crédito imobiliário Fannie Mae, e com a paralisação das "negociações secretas" para vender metade do "problemático" banco Lehman Brothers a grupos chineses e sul-coreanos.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h34

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O modelo norueguês

De Sergio Leo, enviado do "Valor" a Oslo, na Noruega, sobre a nova estatal:

_ O governo terá de tomar uma decisão, se pretende mesmo seguir o modelo norueguês: ou investe na exploração ou, sem pôr dinheiro, procura sócios privados que aceitem um parceiro nessas condições porque o negócio é lucrativo. É o que afirmam especialistas como o principal engenheiro do NPD, equivalente norueguês da ANP. O modelo é inaplicável ao Brasil sem grandes adaptações. As companhias não vão a leilão para concessões. É o governo que decide quais empresas, sempre em grupo, irão pesquisar os blocos. Quando uma área é considerada "estratégica", as empresas têm de aceitar no grupo a estatal Petoro, que também investe no campo com base num orçamento fixo.

E de Valdo Cruz, enviado da Folha:

_ Decidida a criação de uma estatal, Lula teria de definir se também copiará outras regras do modelo norueguês. Entre elas, a que dá ao governo nórdico praticamente plenos poderes para escolher as empresas privadas que vão explorar os campos do país, inclusive nos quais a sua estatal será a parceira. Não há leilão nem licitação para decidir que companhias vão extrair o óleo de sua costa. A última palavra é do governo... Além da Petoro, o governo controla a Statoil, da qual possui 62,5%. É a Petrobras daqui, que opera diretamente os campos, tem ações em bolsa e investimentos em outros países.

Sergio Leo promete detalhes mais leves da viagem à "terra de Arne Saknussen" em seu blog ou sítio.

Escrito por Nelson de Sá às 09h00

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Nem contra nem a favor

Desta vez sem escândalo, o Supremo confirmou a proibição de contratar parentes nos três poderes, em todos os níveis da administração pública, e ganhou as manchetes de Folha, "Globo" e "Estado".

Sobre petróleo, a Folha entrevista Edison Lobão, que quer a nova estatal e "rechaçou" a proposta de elevação do capital da Petrobras, noticiada ontem pelo "Globo". O jornal carioca também traz reação à proposta, mas de empresas privadas que "não aceitam que a estatal fique com o pré-sal". E o "Estado" diz que "o governo quer" e "royalties dos supercampos terão nova partilha" com Estados.

Por outro lado, na coluna de Janio de Freitas, hoje na Folha:

_ A pressão já é grande e será maior para que o governo adote fórmulas convencionais do capitalismo privado em relação às perspectivas desse petróleo. Mas, ao esvaziar as especulações, Lula deu alguma clareza promissora às idéias do governo sobre o assunto. A negação de nova estatal foi direta e bastou.

Lula, com eco no exterior, não é "contra nem a favor" da nova estatal:

_ A única coisa que eu disse até agora é que o petróleo é da União e que precisamos usar esse potencial para acabar com a pobreza.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h23

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Guerra fria "reloaded"

Sites americanos como Drudge e HuffPost abriram o dia de ontem com o acordo para os EUA instalarem mísseis na Polônia. Nos enunciados mais exaltados, linkando para agências, coisas como "Tome isso, Putin" (Take that, Vladimir). Mas Putin reagiu e, no fim do dia, os mesmos sites já traziam enunciados falando que a Rússia "pagou para ver" (showdown), ameaçando ir "além da diplomacia", como postou o site da chancelaria russa e ecoaram também as agências.

Pior, o presidente sírio foi a Moscou, assinou tratado e deu entrevista ao jornal russo "Kommersant", que publicou sob o título "Assad: Aceitamos os mísseis russos na Síria", segundo tradução on-line. Repercutiu imediatamente, do "Financial Times" ao israelense "Haaretz", registrando a sombra crescente de "guerra fria".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h07

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A farra

Fernando Rodrigues, de volta à coluna Brasília:

_ É fácil falar mal do horário eleitoral. Difícil é dizer qual a solução numa democracia justa. Washington Olivetto opinou na Folha: "O eleitor deveria escolher pela cobertura da imprensa". É uma fórmula idílica. Parte da grande mídia já se ocupa de noticiar com imparcialidade. Mas haveria carnificina no interior, onde políticos dominam os meios de comunicação. É lícito que os políticos queiram se expressar por propaganda. O problema é como regular. No Brasil pós-ditadura, criou-se uma jabuticaba. Democratismo puro. Concedeu-se tempo amplo a todas as siglas. Há hoje 27. Fazem a farra. Em 2004, seis siglas tiveram 72,7% dos votos (PT, PSDB, PMDB, DEM, PP e PDT). Agora, pela enésima vez, o Planalto sugere cláusula de desempenho. Os nanicos teriam tempo limitado. Será o maior legado de Lula para a política. É melhor ver para crer.

Escrito por Nelson de Sá às 11h15

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Contra a dor, futebol

Como por aqui, também o "China Daily" abre foto para o futebol, com Diego e Fernando Gago, e afirma que "a dor de perder Liu Xiang diminuiu, de certa maneira, com mais quatro medalhas de ouro e com a atenção que o jogo Brasil-Argentina concentrou ontem". Em enunciado ao lado, "Liu: peço desculpas por ter abandonado com contusão".

Na manchete do site, agora, "China vence primeiro ouro na vela".

Nas fotos da home, destaque para uma nadadora russa, para o nado sincronizado russo e para a garantia russa de que deixa a região central da Geórgia até sexta.

 

Escrito por Nelson de Sá às 10h56

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É a economia, de novo

Na manchete de Drudge Report e outros, agora pela manhã, a explicação para a nova estratégia de Barack Obama, de sair ao ataque em novos comerciais: "John McCain salta à frente por cinco pontos". Em "reviravolta", no dizer da Reuters, o republicano agora é "visto como um administrador mais forte da economia", segundo pesquisa da própria agência com o instituto Zogby.
 
Abaixo, no site do "NYT", um dos comerciais do democrata contra o republicano, sintomaticamente intitulado "Economy":
 

Escrito por Nelson de Sá às 10h31

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Novas velhas guerras

O Taleban é manchete no "NYT" e no "WP" e destaque nos outros, mas só o primeiro sublinha não a morte dos soldados franceses, mas o ataque à base americana, que confirma a "escalada do combate" no Afeganistão.

"FT" e "WSJ" seguem com a Geórgia nas manchetes centrais, o primeiro com mais uma ameaça à Rússia, agora da Otan, o segundo com a ampliação do controle pelos russos. Em resposta menos retórica, os EUA assinaram com a Polônia para instalar mísseis no país, manchete agora pela manhã no site do "FT".

Sobre o conflito na Geórgia, o "NYT" noticia que já começaram "as denúncias concorrentes de limpeza étnica" por parte dos dois lados.

Da campanha, o "NYT" ressalta que Barack Obama "parte para o ataque" nos estados que devem definir a eleição, "apresentando John McCain como desligado dos esforços da classe média".

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h27

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"O pré-sal é nosso"

Na Folha, Lula confirmou "em reunião com presidentes e líderes de partidos aliados" a criação da nova estatal para as reservas da camada pré-sal. E que os recursos irão para "educação e combate à miséria".

Garibaldi Alves, do PMDB do Senado, deu entrevista à Bloomberg TV e declarou que o Congresso deve apoiar a nova estatal. Indicou também que os senadores aprovam em setembro a Venezuela no Mercosul.

No "Globo", a Petrobras "vai reivindicar o direito de manter a exploração de nove megacampos, incluindo Tupi," e que para isso "pretende um aumento de capital de US$ 100 bilhões".

Na manchete do "Valor", "o setor sucroalcooleiro começa nova fase de investimentos", efeito do salto de 70% nos preços globais, em um ano. Na "nova onda", a americana Cargill está aplicando R$ 500 milhões. Incluindo as multinacionais ADM, Bunge e Toyota, o total de investimentos "recentes já soma mais de R$ 5 bilhões".

Na escalada do "Jornal Nacional", "A derrota humilhante para os nossos maiores rivais". Na capa do "Globo", "Vexame abre contagem regressiva para Dunga". Na home do "Globo", agora pela manhã, Wanderley Luxemburgo já "teria sido sondado".

Tostão, na Folha, diz que "Dunga deve sair porque o país tem melhores".

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h31

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Os vilões

O ator Milton Gonçalves, um dos vilões da novela das oito na Globo no papel de um político corrupto, protagoniza também uma campanha da associação de magistrados que criou a seletiva "lista suja", em operação conjunta com a Rede Globo, por "Eleições Limpas".

Outra campanha eleitoral de caráter privado, paralela à propaganda com financiamento público aberta ontem, é a do Movimento Nossa São Paulo, que no rádio tem a locução da atriz Beatriz Segall, ela que já foi Odete Roitman, "a maior vilã da história da televisão brasileira".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h18

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Marta com Lula, Alckmin (mais ou menos) com Serra

De um dos comerciais de Marta, já postado em seu site:

_ Marta criou o Bilhete Único. E agora vai recuperar e ampliar seus benefícios. Marta fez o transporte funcionar direito. Agora, junto com Lula, vai fazer 47 quilômetros de metrô. Marta quer voltar para terminar o que começou e fazer ainda mais.

De um dos comerciais de Geraldo Alckmin, ainda fora da rede:

_ Em 94 Mario Covas foi eleito governador. Ele era do PSDB e fez tanto que em 98 foi reeleito para continuar fazendo. Em 2002 foi a vez de Geraldo Alckmin ser eleito, para continuar fazendo a obra de Covas. Em 2006 foi a vez do Serra ser eleito, para continuar o que Geraldo começou. Governador, governador, prefeito, governador, prefeito, governador. Essa é a melhor direção.

Como a jornalista Laura Mattos percebeu de imediato, a notícia está em José Serra ser eleito "para continuar o que Geraldo começou".

Escrito por Nelson de Sá às 17h18

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Medalha, medalha

A China pode disparar no quadro de medalhas, mas os EUA têm a estrela individual dos Jogos e vão explorar sua imagem à exaustão. À direita, a capa da nova "Sports Illustrated", com Michael Phelps e suas medalhas. À esquerda, via tablóide "New York Daily News", o também americano Mark Spitz e suas medalhas, em foto célebre da mesma revista, 35 anos atrás.

Escrito por Nelson de Sá às 11h43

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Lágrimas e um sorriso

O "China Daily" abre com a "trilha de lágrimas" deixada pela desistência de Liu Xiang no atletismo. Também em destaque, "China prestes a vencer no quadro de medalhas de ouro", o que "traz um sorriso de volta à China, apesar da dor de perder Liu, que vai durar para sempre".

Na manchete do site do jornal estatal, agora pela manhã, "Pequim tem a melhor qualidade de ar em uma década", aliás, "dentro dos padrões para uma Olimpíada".

O site também destaca que "comboio russo deixa cidade-chave da Geórgia". Já o site do "NYT" diz que forças russas prenderam georgianos no mar Negro, "evidência de que a ação russa continua".

Escrito por Nelson de Sá às 10h38

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A incerteza aumenta

Nas manchetes dos quatro jornais, a queda do ditador do Paquistão, tratado por "presidente". O "NYT" diz que ele "deixa facções em disputa pelo poder" e que os EUA "agora têm que lidar com a bagunça política". O "WSJ", que "deixa um Paquistão instável" e com "armas nucleares".

Para o "WP", "a incerteza continua". Para o "FT", "aumenta".

Também em destaque no "NYT", a queda na produção das "companhias de petróleo ocidentais, empurradas para fora de reservas do mar Cáspio à América do Sul". No título, "Conforme as gigantes perdem influência, o suprimento cai". A foto é da Venezuela, mas outros pressionam para renegociar, como os africanos Nigéria, Angola e Argélia.

O "WP" ressalta que as principais testemunhas do envolvimento das forças armadas e de políticos ligados a Alvaro Uribe com milhares de assassinatos na Colômbia está para ser extraditada aos EUA, em processo sem relação com as mortes. E com isso "acaba" a repressão aos "esquadrões da morte", alerta o jornal.

Na campanha, "NYT" e "WP" especulam sobre o vice de Obama, que deve sair até sexta. Foi o que o primeiro anunciou, adiantando a reportagem ontem em seu site _e daí para a manchete do Drudge Report, antes mesmo de a página aparecer no site do jornal.

Os mais citados são o governador Tim Kaine e os senadors Evan Bayh e Joseph Biden. Em suma, "um nome seguro", em contraste com a pressão republicana por "escolha mais audaciosa" de John McCain.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 10h02

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O forró de Marta & Geraldo

A campanha oficial começa hoje no rádio e na televisão, com o horário eleitoral para vereador e os comerciais para prefeito, mas já estão no ar os jingles de Marta Suplicy e Geraldo Alckmin, nos respectivos canais de YouTube. Na maior cidade nordestina do Brasil, o ritmo é o forró.

Para a primeira, "a voz de Deus é a voz do povo/ olha a Marta aí de novo/ eu quero Marta lá/ deixa ela trabalhar":

Para o segundo, "ele já provou que faz/ por isso a gente sabe que o Geraldo é capaz/ tem força para realizar":

A mensagem dos dois ecoa Paulo Maluf.

Escrito por Nelson de Sá às 08h31

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Tudo de novo

No dia em que começa nova propaganda eleitoral, a Folha destaca que o "PT é multado em R$ 1,39 milhões por não declarar verba de Marcos Valério". O caso "está em cobrança administrativa" pela Receita Federal.

Hoje, na reestréia, só programas eleitorais para vereador. O "Estado" noticia que amanhã, nos programas para prefeito de São Paulo, Marta apresenta mensagem do presidente Lula e Geraldo Alckmin usa mensagem do governador José Serra.

No Rio, no "Globo" em campanha, "Marcelo Crivella dirige com carteira irregular". O candidato ligado à Record acumula dez multas e 49 pontos, "suficientes para que o documento seja suspenso".

O "Estado" dá manchete e a Folha registra que a Bovespa atingiu "o menor nível em quase um ano".

Por outro lado, em letras menores no primeiro, a "Inflação em queda", com o menor índice da FGV "em 12 meses". No "Globo", com levantamento próprio, "Inflação dá novos sinais de desaceleração".

Mas a taxa básica do Banco Central aumentou e, com tal argumento, "bancos pedem juro maior para o crédito consignado", dizendo que ele "ficou defasado", no "Valor".

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 07h57

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Fora de cena

"Dez dias de Jogos e o governo não permitiu um só protesto", lamentou o "New York Times", citando o caso de Gao Chunancai, que pediu autorização para realizar um ato solitário num dos três locais reservados para manifestações, foi preso e sumiu. Ele queria protestar contra a corrupção em sua província, no Norte da China.

Segundo a BBC, ontem também, "o governo da China recebeu 77 pedidos oficiais para promoção de manifestações em Pequim durante a Olimpíada, mas nenhum foi aprovado".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 07h41

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Coisa séria

Na página mais lida do "NYT", um perfil do âncora do "Daily Show", a paródia de telejornal. No título, "Jon Stewart é o homem mais confiável da América?", em referência ao célebre âncora da CBS, Walter Cronkite. Não é pergunta retórica, para o jornal. Aos oito anos, o "Daily Show" se tornou "uma verdadeira força política e cultural", priorizando questões importantes que os telejornais e canais de notícias pouco abordam, mais atentos à busca de audiência com sexo e celebridades.

Abaixo, os "pontos altos" das últimas edições do "Daily Show", que agora tem até enviado especial aos Jogos de Pequim:

      

Escrito por Nelson de Sá às 11h57

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Toma-lá-dá-cá

O "China Daily" de papel abre foto para o americano Michael Phelps e diz que ele "estabelece padrão mundial do ouro". Enquanto isso, o "NYT" traz os atletas chineses em "glória".

No site do jornal estatal, o destaque é para a desistência do chinês favorito nos 110 metros com barreiras, em meio a "lágrimas escorrendo dos olhos dos fãs".

O site também destaca que as tropas russas começaram a retirada da Geórgia nesta tarde de segunda, horário local.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 10h52

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À espera dos russos

"NYT" e "WP" abrem com a promessa de retirada das forças russas da Geórgia, mas sublinham já nos enunciados que "em vez disso a Rússia amplia o controle", que suas tropas "se entrincheiram". Já o "WSJ" acredita que elas estariam "prestes a sair".

Em longa análise destacada na capa, sob foto de mulher georgiana em desespero, o "NYT" diz que "os EUA parecem ter deixado escapar _ou apostaram que podiam administrar_ o tamanho da raiva da Rússia e da determinação do líder georgiano de provocar os russos".

Com foto da alemã Angela Merkel em visita à Geórgia, o "FT" afirma que os líderes ocidentais se uniram quanto ao conflito.

Agora pela manhã, nas manchetes dos sites dos quatro jornais, renunciou o presidente do Paquistão, "aliado dos EUA".

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h59

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Tudo a ver

Fernando Barros e Silva, hoje na coluna "Farsa de elite":

_ De Sérgio Cabral, o capitão Nascimento poderia dizer que é um fanfarrão. O pedido para que tropas federais venham atuar no Rio durante o período eleitoral consagra uma política de segurança midiática com resultados desastrosos. O governador diz que seria "um belo presente" se ficassem após a campanha. A sugestão de uma operação de guerra sem prazo de validade é oportunista e demagógica. Não visa proteger a população favelada de criminosos, mas oferecer às elites amedrontadas alguma sensação de segurança _ilusória, é claro. Na melhor hipótese, a encenação servirá para militarizar a eleição. Na pior, estará patrocinando tragédias. O governador é um vassalo da mídia hegemônica do seu Estado. Nem ele faz mais questão de disfarçar que subordinou seu governo à pauta das Organizações Globo. A participação do Exército na eleição do Rio tem tudo a ver.

Escrito por Nelson de Sá às 08h44

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Sem desaquecer

A Folha abre dizendo que, de 2004 a 2006, a presença de alunos universitários com renda familiar de até três salários mínimos cresceu 49%, "impulsionada pelo ProUni".

O "Valor" dá manchete para a "previsão de economistas" de que os efeitos das ações "para desaquecer ainda não apareceram na produção e nas vendas". E, quando aparecerem, "será de forma mais suave e lenta do que na desaceleração anterior, quando o Banco Central deu início a um aperto monetário em setembro de 2004".

Em manchete na mesma direção, o "Estado" mostra que o crédito para empresas segue crescendo, com as carteiras de Banco do Brasil e outros três somando R$ 180 bilhões no primeiro semestre. Ao lado, "com alta de 35%, vendas pela internet batem recorde".

 
Na manchete do "Globo", voltado à campanha local, o favorecimento do governo federal aos prefeitos aliados no Rio. Agora pela manhã, no site, "Marcelo Crivella estaciona em calçada de Copacabana".

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 08h29

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"The oil is ours"

A Folha publicou ontem que, "para tentar vencer as resistências", Lula já "admite estrangeiros no pré-sal".

Mas o site britânico do "Financial Times" já abriu ataque ontem à bandeira "The oil is ours", o petróleo é nosso, e vê como "o maior perigo" que "o nacionalismo está crescendo novamente" por aqui.

Por outro lado, quatro meses após o relançamento da IV Frota pelos EUA, a Reuters despachou no final da semana que "a Marinha do Brasil planeja manobras para defender nova descoberta de petróleo". Não que exista "um inimigo provável", diz o almirante que vai comandar as manobras:

_ Numa visão moderna de planejamento, você envia um sinal à comunidade internacional: "Eu estou preparado".

A Record, acima, visitou na última sexta "um dos mais modernos navios da Marinha brasileira", a fragata Independência, com "sensores e sistemas de armas de última geração". Detalhou alcance, poder de fogo etc. E deu a Marinha por "sempre preparada para defender a costa nacional".

Já a Globo, acima, fez ao menos três visitas nos últimos quatro meses a navios americanos como o "superporta-aviões preparado para usar armamento atômico" exibido pelos EUA na baía da Guanabara.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h01

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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