Toda Mídia
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"Ajuda" de fim de semana para o Lehman

Nos quatro jornais, manchete para a busca de um comprador pelo banco Lehman, com ajuda do governo americano, como informa o "WP", acrescentando que não envolveria "dinheiro público". O "NYT" diz que os potenciais compradores pressionam o governo a entrar com dinheiro. O "WSJ" atenua o papel do governo como de cupido e, a exemplo do "FT", destaca o Bank of America como eventual comprador.

Agora pela manhã, o "FT" acrescenta o fundo soberano da China, o China Investment Co., no consórcio de possíveis compradores.

Ao fundo, outro banco já em dificuldades, o Washington Mutual, "diz que pode sair da crise", registra o "WSJ" na capa.

Em fase de desculpas a Sarah Palin, o "NYT" destaca com foto que, na entrevista à ABC, a republicana declarou, "estou pronta".

Em contraste, o "WP" agora questiona a vice por seu discurso na cerimônia de envio de tropas, inclusive o filho, quando vinculou o Iraque ao 11 de Setembro _o que é negado hoje, sublinha o jornal, "pelo próprio presidente". E o "FT" destaca, da entrevista, seu apoio à guerra contra a Rússia no caso de invasão da Geórgia, quando esta estiver na Otan. 

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h31

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Adeus ao dólar?

Na manchete do site do "China Daily", neste momento, a ameaça de que a "China pode cortar suas aplicações em dólar". O jornal estatal sublinha que "um quinto das reservas cambiais chinesas está em títulos de Fannie Mae e Freddie Mac" e prevê "diversificação".

Na manchete de papel e já ecoando no "NYT", mais um escândalo de descaso com crianças. No caso, uma comida para bebês que matou um e afeita mais de 50. O produto foi recolhido e seis agências abriram investigação.

Escrito por Nelson de Sá às 10h13

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Google avança sobre a televisão

O Google fechou acordo com a NBC e vai vender parte da publicidade veiculada por canais da rede, como MSNBC e CNBC, através do programa Google's TV Ads. Se der certo, o acordo vai para a rede, uma das três grandes nos EUA. Segundo o "NYT", é sinal de que as redes estão mais abertas ao Google, antes visto com "suspeita".

Filmes para televisão - O site Tela Viva noticia que a TV Cultura iniciou o processo de produção de quatro telefilmes, com desabafo do presidente da Fundação Padre Anchieta, Paulo Markun: "Minha alegria é estar neste anúncio sem dever dinheiro aos cineastas, como estava quando assumi".

Seleção não, "reality show" - Daniel Castro informa que, "entediado com o jogo Brasil x Bolívia, o telespectador da Globo nem esperou e, nos últimos minutos, a Record passou a liberar com 'Ídolos'". Segundo Flávio Ricco, o "reality show" esteve, no geral, por 37 minutos na liderança.

Arthur Sulzberger Jr., publisher do "NYT", declarou em encontros com a redação que a aquisição de 6,4% pelo mexicano Carlos Slim "não foi surpresa", pois já havia sido procurado por enviados do bilionário, segundo a "Newsweek". Diz que ele e Slim "estão na mesma onda" quanto às boas perspectivas para o jornal.

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h30

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Lula nas alturas

A Folha abre com o recorde histórico na aprovação a Lula, ele que, "pela primeira vez, obtém a maioria em todos os segmentos, incluindo os mais ricos e escolarizados". Em quadro na capa, compara os 64% de ótimo e bom do presidente com as "máximas" dos antecessores FHC (47%), Itamar Franco (41%) e Fernando Collor (31%).

Como se não bastassem tais números, o "Painel" da Folha e o "Panorama Político" do "Globo" destacam que Lula decidiu ontem, em plena crise na Bolívia, reduzir o preço do gás de cozinha no Brasil, cortando impostos federais e estaduais, em reunião com governadores da Amazônia.

O "Valor" dá manchete para a rejeição por Evo Morales à mediação de Lula. O boliviano "sinalizou que não quer se ver forçado pela missão brasileira a um diálogo com a oposição". Por outro lado, o "Estado" sublinha que "Evo hesita em usar força".

Clóvis Rossi explica, sob o título "Interlocutores, buscam-se":

_ A situação complicou-se a ponto de deixar em suspenso a missão dos países amigos da Bolívia (Brasil, Argentina e Colômbia). A avaliação que o grupo tem, vinda de La Paz, é terrível. Do lado oposicionista, radicalização seria palavra suave. A impressão nas chancelarias é que o exército não quer cadáver, mas a oposição "só quer". A única alternativa é o diálogo, a missão é essencial. O problema é que foi adiada, entre outros motivos, porque não foi possível armar conversas com as duas partes.

O debate entre Marta Suplicy, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab, ontem na Band, foi "aguado", "frio", segundo a Folha. E o prefeito ainda "deixou ataque a tucano para o último bloco, quando não podia ser contestado".

Saem pesquisas Ibope e Datafolha hoje e amanhã, mas já circulam outras, "encomendadas" por Kassab e com "Kassab à frente de Alckmin".

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h36

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"Masistas y cívicos" (ou "massacre")

O oposicionista boliviano "La Razón" abre com os oito mortos de ontem em Pando, seis "governistas" ou "masistas", dois "oposicionistas" ou "cívicos". Na foto da capa, um "masista" indígena refém de um grupo de "cívicos" brancos é "levado para um lugar desconhecido após troca frustrada de reféns".

O jornal destaca a chegada de reforço militar ao sul do país para "liberar estradas e redobrar o controle das reservas de gás" e diz que a mediação pelo grupo de "países amigos", Argentina, Brasil e Colômbia, está em suspenso.

Na manchete da estatal Agência Boliviana de Informação agora pela manhã, "Violência paramilitar deixa oito mortos e 15 reféns", em sua "maioria camponeses". Diz que os paramilitares são apoiados pelo governador de oposição e aponta uso de "armas de fogo". O governo central declarou luto pelo "massacre". Por outro lado, o governador oposicionista de Tarija pediu que Evo Morales convoque "diálogo". 

Sem citar o "grupo de amigos", a agência destaca que os "presidentes de Argentina, Chile e Brasil falam e dão respaldo a Evo".

Escrito por Nelson de Sá às 08h02

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O que a nova classe média vai fazer com seus votos?

A atenção da nova "Economist", na América do Sul, não está na Bolívia. Sob o título "Metade da nação, com a força de cem milhões de cidadãos", levantou "o que a classe média planeja fazer com seu dinheiro _e seus votos". É ainda a pesquisa da FGV com o Brasil que "agora é um país de classe média".

A "Economist" registra que o PSDB costuma ter maior apoio na faixa, mas ressalta a avaliação de Mauro Paulino, do Datafolha, de que "aqueles que se moveram das classes D e C vão provavelmente se manter com o PT". Por outro lado, a classe média "mudou o PT à sua própria imagem", a começar da retórica econômica.

E revista também foi à "maior comunidade de brasileiros na China", em Dongguang, com mais do que em Pequim e Xangai, para contar que "eles aproveitam os benefícios da globalização".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 07h47

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"É tarde"

Nas manchetes ou quase de "FT", "WSJ" e "NYT", o esforço do banco Lehman Brothers para diminuir de tamanho e recuperar confiança. Mas "é tarde", o plano vem tarde, dizem analistas destacados pelo "WSJ".

O "WP" dá manchete e o "WSJ" ressalta o escândalo de "corrupção e sexo" e "drogas" que envolve funcionários federais "responsáveis por coletar bilhões de dólares em royalties de petróleo". Sexo, drogas e corrupção, no caso, com "funcionários das companhias de energia".

Na chamada do britânico "FT" para sua análise de pressão sobre Lula, o enunciado "Bem rico" e o complemento "Brasil planeja manter sua nova riqueza de petróleo para si mesmo". O jornal defende abrir Tupi e outros às "companhias internacionais de petróleo".

No mesmo tema, hoje também, o "NYT" noticia que os contratos "sem concorrência" anunciados pelo governo do Iraque em junho, com seis "companhias ocidentais de petróleo", foi cancelado.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h30

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O desespero por capital

"China Daily" acompanha a febre ocidental com o "superacelerador de partículas". De sua parte, anuncia "ótimas condições" para o primeiro passeio espacial chinês.

A manchete de papel destaca a queda na inflação chinesa para a menor taxa em 14 meses. E a manchete on-line ressalta neste momento que o "Lehman Brothers, com perdas de US$ 4 bilhões, luta pela vida". O jornal estatal vê o banco americano "desesperado por capital".

Escrito por Nelson de Sá às 09h54

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Ritmo chinês

Folha, "Valor" e "Estado" abrem com os 6% de crescimento, efeito de demanda interna e investimentos. O "Valor" já fala em "ritmo chinês".

Paulo Nogueira Batista, diretor do FMI e agora membro da consultoria informal de Lula, escreve na capa da Folha que "o Brasil continua bombando" e "é possível cuidar da inflação sem paralisar o desenvolvimento do país". Por outro lado, o Banco Central de Henrique Meirelles, também da consultoria, mas que estaria para sair candidato, elevou os juros em 0,75 ponto. Desta vez, foi "dividido".

Sobre a Bolívia, a Folha afirma que foi, sim, atentado. E o "Estado" afirma que foi, sim, da oposição. Já o "Globo", como o "Jornal Nacional", evita questionar a oposição, que descreve como "estados autonomistas".

Na Grampolândia, Folha e "Estado" destacam que a "Justiça bloqueia fundo de Daniel Dantas" por "suspeita de lavagem". Ao que o advogado do banqueiro responde apontando "má-fé" do juiz Fausto de Sanctis.

E o Painel avisa que "vêm aí novos grampos" e num deles "o chefe-de-gabinete de Lula discute o Plano Nacional de Defesa". E o Radar On-line avisa que "já estão em poder da CPI os dados enviados por 12 operadoras com a discriminação das escutas realizadas a pedido da Justiça" e "há na comissão quem entenda que devem ser públicos".

Ao fundo, sob o título "Torniquete", Mônica Bergamo informa que o Conselho de Gilmar Mendes "pode determinar correição na 6ª Vara, do juiz Fausto de Sanctis, a partir da representação que Raul Jungmann", da CPI, fez contra ele. E que a Polícia Federal vai despachar um delegado para inquirir o juiz. "Estou tranqüilo e aberto a todas as investigações, porque tudo o que fiz foi cumprir a minha obrigação", diz o juiz, que "entrou no foco depois que mandou prender Dantas".

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h52

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O aumento da competição

Lauro Jardim noticia que, após a Standard & Poor's, também a agência de classificação de risco Fitch dá "grau de investimento" à Globo. A agência reconhece "o aumento da competição entre as emissoras", referência à Record, mas diz esperar que "a Globo permaneça na liderança", até pelo "relacionamento de longa data com anunciantes".

O problema não é só a Record. A Veja.com posta hoje que o departamento jurídico da Globo "estudou, mas desistiu" de notificar Gugu Liberato, do SBT, por plágio do "Caldeirão do Huck". "Não se trata de briga à toa. Está se falando de muito dinheiro. Gugu passou de 10 pontos no início do ano para 16 em agosto. No domingo, deu 19."

E Daniel Castro informa na Folha que, sem o Corinthians, a audiência da Série A do Brasileirão na Globo caiu 11% na Grande São Paulo, até a semana passada. "O problema da Globo não é só a falta do Corinthians. Ao contrário da rede líder, a Band cresceu 21% com a Série A."

O Tela Viva informa que a BBC vendeu quatro mil horas de programação na América Latina em 2007 e já projeta "pelo menos outras quatro mil". A rede abriu joint-venture com a argentina PG para produzir seus programas em espanhol, mas "não há ainda parceria no Brasil".

Por outro lado, a Al Jazeera em inglês "busca distribuição na América Latina", onde já "estuda um canal em espanhol". O canal está "apenas na Argentina e em países menores, como Honduras". Brasil, não.

PS - Abaixo, para conhecer o canal árabe, a primeira parte de seu especial sobre o sétimo aniversário do 11 de Setembro:

Escrito por Nelson de Sá às 08h40

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Operação Atlântico

Em destaque nos sites brasileiros e depois também nos telejornais, à noite, a Petrobras "confirma a descoberta de óleo leve" em Iara, junto a Tupi, e "estima reservas de até quatro bilhões de barris".

E na home page da Agência Brasil, "Forças Armadas farão exercício de defesa do petróleo no litoral". A Operação Atlântico deve envolver mais de dez mil militares durante duas semanas, a partir de amanhã, por Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Vai "simular situação de guerra entre dois países pelo controle de uma grande reserva petrolífera".

Em entrevista, o estrategista militar Geraldo Cavagnari avalia que é necessária pois "aumentou a cobiça sobre as águas brasileiras".

Por outro lado, na análise "O novo proveito de Lula: Brasil pode manter controle total sobre o petróleo do mar", o "Financial Times" do correspondente Jonathan Wheatley volta a pressionar o país para não "se contrapor a investidores e companhias de petróleo" que querem acesso ao pré-sal.

 

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 07h30

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"US default"?

"WSJ", "FT" e "NYT" abrem com o banco Lehman Brothers, que levou Wall Street à maior queda do ano. Estava em negociações com um fundo sul-coreano, que desistiu. O "FT" sublinha o "temor pelo sistema financeiro global". O "NYT" fala em "desejo dos EUA de ajudar", de novo.

Na manchete lateral do "FT", a ordem de uma comissão do Congresso para contabilizar Fannie e Freddie como "setor público". Diz que eleva "o custo para assegurar contra um calote dos EUA" (US default).

E o "WP" destaca que o déficit federal dos EUA deve estar "bem acima dos US$ 500 bilhões" quando o novo presidente assumir, em janeiro.

Na campanha, o "WP" segue no esforço agora isolado de questionar Sarah Palin, hoje ressaltando que, mesmo "exposta publicamente como inverdade", a vice republicana continua dizendo que foi contra a "ponte para lugar nenhum", um projeto no Alasca.

Já o "WSJ" sublinha o impacto da vice e registra que a pesquisa "WSJ"/NBC mostra 46% a 45% para Barack Obama e John McCain.

Os quatro jornais destacam em uníssono que, "segundo um funcionário americano", o ditador da Coréia do Norte estaria "doente".

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h24

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Da inflação à desaceleração

Na manchete do site do "China Daily", "Inflação recua e cresce temor de desaceleração". A primeira, anualizada, caiu para 4,9%, perto da meta de 4,8%. "Os dirigentes e economistas chineses estão agora mais preocupados com a desaceleração." O instituto chinês de estatística apontou crescimento de 10,1% do PIB no segundo trimestre, contra 10,5% no primeiro. E os "analistas prevêem queda para um dígito no terceiro".

No "China Daily" de papel, destaque aos Jogos Para-olímpicos.

Escrito por Nelson de Sá às 09h56

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Bovespa vs. Wall Street

Folha e "Valor" abrem com a Bovespa e a queda generalizada no mundo. Mas o segundo prevê "nova fase" por aqui:

_ Tudo ficou mais difícil, sim, mas depois de baixar do nível psicológico dos 50 mil pontos e da queda de 13% nos sete dias úteis deste mês, o Ibovespa começa a exibir papéis de boas empresas a preços convidativos, segundo analistas.

Aliás, neste momento na manchete do UOL, "PIB cresce 6% no semestre".

Quanto a Wall Street, o "Valor" dá na manchete lateral uma reportagem do "WSJ", destacando que o bilionário Warren Buffet parou de "oferecer seguro a depósitos bancários acima do valor garantido pelo governo americano", em "mais um golpe no setor financeiro".

"Estado" e Folha destacam, com foto, que a oposição boliviana "ameaça fornecimento de gás ao Brasil" e "tenta parar gasoduto". Segundo Clóvis Rossi, "o que há é uma tentativa de golpe contra Evo Morales".

Na campanha, Renata Lo Prete entrevista Lucas Pacheco, que deixou o marketing de Geraldo Alckmin acusando serristas de "acuar o candidato" e "tornar seu discurso inviável". O veto às críticas a Gilberto Kassab teria levado à queda do tucano. De Pacheco:

_ Vi coisas nesta campanha que fariam o malufismo corar... As acusações de compra de delegados antes da convenção do PSDB.

 

  

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h43

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Marta e a imprensa

Do Observatório Brasileiro de Mídia, que retomou seu relatório com Folha, "Estado", "Diário de S. Paulo", "Agora" e "Jornal da Tarde":

_ Marta teve, na última semana, o maior percentual de reportagens desfavoráveis, 40,8%. Alckmin teve a candidatura noticiada com viés menos desfavorável do que nas últimas três semanas. A aproximação entre o candidato e José Serra fez melhorar o percentual. E Kassab teve a terceira semana consecutiva de reportagens favoráveis.

Curiosamente, ontem em entrevista ao Comunique-se, a própria Marta descreveu como isenta a cobertura desta eleição.

Policiais humanos - Os sites Meio & Mensagem e Tela Viva noticiam que o reality show "Força-Tarefa", produção independente da Medialand, deve estrear na Globo "em breve". Semanal, terá 13 capítulos, ainda sem dia e horário definidos, "com foco nas histórias humanas dos policiais".

Sobe-e-desce - Flávio Rico registra que a audiência prévia de terça-feira mostra “Mulheres Apaixonadas” com seu pior desempenho, na reprise da Globo à tarde, e “A Favorita” abaixo dos 40 pontos. Na Record, “Os Mutantes” e “Chamas da Vida” apresentam melhora.

Daniel Castro informa que a "Globo veta rivais em conferência do Emmy". O presidente da Record, Alexandre Raposo, pergunta: "Só existe uma TV no Brasil?". A Globo argumenta que "é um evento privado e os painéis são para membros da academia" do Emmy.

Abaixo, a abertura pelo "Jornal Nacional", ontem:

Escrito por Nelson de Sá às 07h56

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Os freios

A manchete do "Jornal Nacional" de ontem saudou "um freio no grampo: juízes terão que prestar contas sobre escutas telefônicas que autorizarem". Quer dizer, o juiz Fausto De Sanctis terá que prestar contas ao ministro Gilmar Mendes, presidente do Conselho Nacional de Justiça, como se não bastasse o Supremo.

E na manchete da Folha Online à noite, para o blog de Josias de Souza, o "Superior Tribunal de Justiça anula condenação que usou grampo como prova" contra dois empresários no caso Banestado. Para o blogueiro, pode "inviabilizar uma ferramenta que tem se mostrado valiosíssima na apuração de malfeitorias públicas e privadas".

E o blog A Nova Corja, um dos mais combativos e independentes no Rio Grande do Sul, crítico de seguidas gestões estaduais, "foi obrigado a retirar algumas informações" do ar, em sua cobertura dos escândalos gaúchos, em pleno 7 de setembro. Já movimenta blogs pelo país.

O RS Urgente tem mais detalhes sobre a censura que foi solicitada pelo Banco do Estado do Rio Grande do Sul.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 07h40

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E a investigação avança, lá

Na manchete do site de "O Estado de S. Paulo" neste final de manhã, "fontes da Justiça suíça" dizem que o ex-alto funcionário da Alstom preso há três semanas, em operação com 50 policiais, se chama Bruno Kaelin.

Suíço alemão, ele é acusado de "gestão desleal, corrupção e lavagem de dinheiro", em esquema "em várias partes do mundo, inclusive São Paulo", ativo pelo menos desde 1995. "Um dos braços utilizados para os pagamentos era a Cegelec, que até 2001 esteve sob o comando da Alstom", diz a reportagem de Jamil Chade, de Genebra. "Entre 1999 e 2001, o próprio Kaelin administrou a Cegelec."

Escrito por Nelson de Sá às 11h56

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Fala o grande credor

Na manchete do "China Daily", "Economia vai continuar bem". O vice-primeiro-ministro diz que "o governo está inteiramente confiante em ultrapassar a situação difícil resultante da desaceleração global". Já a manchete do site diz que o "salvamento" de Fannie e Freddie é visto como "positivo para os mercados". Porém "pode levantar questões para os grandes credores do Tesouro americano", a saber, a China.

O jornal destaca a reação chinesa ao acordo nuclear EUA-Índia, que "preocupa alguns que o vêem como forma de conter a China". Para Pequim, "vai depender do comportamento da Índia", mas espera que leve à "cooperação internacional".

Escrito por Nelson de Sá às 10h57

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Incerteza e novas perguntas

"WSJ" e "FT" abrem com a alta nas bolsas depois do "salvamento" de Fannie e Freddie. Foi recebido com "alívio" e "novas perguntas", diz o primeiro. E há "incerteza quanto ao futuro", avisa o segundo.

Foi um dia movimentado nos mercados, por outras razões. Na manchete lateral do "WSJ" e também no "FT", uma "pequena falha" técnica derrubou a bolsa de Londres. Na manchete lateral do "FT" e também no "WP", o "reaparecimento" on-line de uma reportagem de 2002, sobre a falência da United Airlines, foi tomado por notícia do dia e derrubou as ações da companhia aérea, hoje recuperada.

O "WP" dá manchete para pesquisa mostrando que John McCain tirou a vantagem de Barack Obama. Logo abaixo, os gastos pessoais de Sarah Palin que ela repassou aos cofres publicos do Alasca.

Já o "NYT", pelo segundo dia, abre foto e noticiário simpático a Sarah Palin. Ontem, com o filho e o marido. Hoje, no ritual de cumprimento com McCain. E questiona se Obama vai levantar os recursos que esperava.

Por outro lado, o "WSJ" abre foto para Hillary em evento por Obama.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h17

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Sem igualdade

O TSE, segundo o Comunique-se, "desobriga os veículos de comunicação a tratar de igual maneira todos os candidatos". Na medida cautelar, o ministro diz que "não cabe à Justiça Eleitoral impor às emissoras ou a qualquer veículo a obrigação de entrevistar esta ou aquela pessoa".

O Tela Viva noticia que "Brasil e Argentina selam acordo para adoção" do padrão de TV digital. Assinaram "uma declaração para trabalhar conjuntamente nos estudos tecnológicos sobre o padrão" _o que, diz o ministro Hélio Costa, "é o primeiro passo para a adoção do padrão japonês", aliás, também "um passo importantíssimo na América do Sul".

Ricardo Feltrin informa que o Canal 21, da Band, "vai ressuscitar um tipo de jornalismo que marcou história". Segundo o diretor do canal, pastor Ronaldo Didini, do "chute na santa" e agora da Igreja Mundial do Poder de Deus, "será uma espécie de Jornal da Tosse", apelido do "Record em Notícias" de Hélio Ansaldo e Murilo Antunes Alves, da Record.

Lauro Jardim relata na Veja.com um comentário de Dunga, ameaçado de perder o cargo no jogo contra o Chile. "A Globo insistia em botar câmeras no meu rosto. Só relaxaram quando marcamos o terceiro."

Escrito por Nelson de Sá às 09h18

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Anima e alivia

Folha e "Valor" avaliam que a estatização das gigantes americanas Fannie e Freddie, chamada de socorro ou salvamento, "anima, ganha apoio e alivia" as bolsas de valores. "Mas teve efeito inverso nos emergentes", sublinhou a primeira. E até nos EUA o alívio de pressão "deve ser temporário", prevê o segundo.

Folha, "Globo" e "Estado" noticiam que a oposição a Evo Morales organiza locaute e supostamente fecha a fronteira com o Brasil.

Do levantamento do MEC sobre ensino superior, a Folha destaca que "30% têm nível crítico". "Globo", que a "número 1 é de reitor afastado". "Estado", que o estudo também abrange "instituições de um curso só" e, "referências no país, USP e Unicamp não foram avaliadas".

O "Globo" segue na campanha carioca, agora polarizando o prefeito Cesar Maia e sua candidata Solange Amaral ao governador Sergio Cabral. A manchete remete a uma nota do "ex-blog" do prefeito, ontem.

E o "Estado" segue na campanha paulistana, noticiando que Geraldo Alckmin "é pressionado a substituir marqueteiro".

 

  

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h54

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"Setembro cruel"

A semana começou muito mal para Barack Obama, ontem pela manhã, com a pesquisa "USA Today"/Gallup mostrando John McCain dez pontos na frente entre os eleitores "prováveis", que deve votar: 54% a 44%.

Melhorou aos poucos, com "New York Times"/CBS apontando 46% a 44% para o republicano. E depois "Washington Post"/ABC, com 49% a 47%, noticiada como empate. Por fim, na CNN, 48% a 48%.

Mas não foi o bastante para o Drudge Report, mais e mais republicano, mudar a manchete que estampou o dia todo, sob foto do democrata, "Setembro cruel", querendo insinuar "negro". Linkava e linka até agora pela manhã para o Real Clear Politics, com o quadro abaixo, mostrando McCain 2,9 pontos na frente na média das pesquisas recentes:

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h15

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Como no Japão, talvez pior

 
Martin Wolf, talvez o colunista financeiro mais influente no mundo, acaba de surgir em vídeo para comentar a estatização de Fannie e Freddie (clique acima). Começa dizendo que "os passivos (liabilities) dessas empresas chegam a 40% do PIB dos EUA". No balanço do país, "subitamente os Estados Unidos vão se parecer com a Itália".
 
Ele compreende a intervenção, diz que sem ela haveria "o derretimento do dólar", mas alerta que "os riscos morais são muito, muito grandes", com Washington sinalizando que o risco no crédito é do Estado, não mais da iniciativa privada. Citando a frase de que "é o provisório que perdura", afirma que se surpreenderá muito "se eles conseguirem sair com facilidade" da intervenção.
 
Wolf prevê "até dez anos" para o mercado imobiliário americano se recuperar, como aconteceu no Japão. E com a diferença de que o Japão era credor mundial e "solvente", enquanto os EUA são hoje devedores e dependem do resto do mundo para o crédito interno.

Escrito por Nelson de Sá às 11h30

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Ao redor do mundo

O "China Daily" dá manchete para as eleições do Conselho Legislativo na edição de Hong Kong, supostamente "as mais disputadas", e para os Jogos Para-Olímpicos em Pequim.

Em ambas, destaque também para "Governo dos EUA toma controle de Fannie e Freddie", o que "efetivamente elimina os acionistas das duas companhias".

Com manchete, o site sublinha a justificação do secretário americano do Tesouro de que o "colapso de uma das duas causaria grande tumulto ao redor do mundo".

 

Escrito por Nelson de Sá às 10h58

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Nacionalização "de facto"

"WSJ" e "WP", nas manchetes de papel, acentuam o verbo e falam em "confiscar" ou "apoderar-se" (seize) para descrever a operação estatal de tomada do controle das gigantes hipotecárias Fannie e Freddie. O primeiro fala até em "intervenção dramática", mas só o "FT" registra, com certo destaque, a nacionalização "de facto".
 
Em reportagens paralelas, "WSJ" e "NYT" afirmam que não havia alternativa. O "WP" analisa o "assombroso uso de poder federal" pelo secretário do Tesouro. E, olhando para a frente, diz que "fontes próximas ao Tesouro" esperam a transformação das duas em "empresa de serviço público" (public utility), sem detalhes.
 
Na seqüência da crise financeira, "WSJ" e "FT" ressaltam também a queda dos presidentes dos grupos Washington Mutual e Lehman Brothers.
 
 
No alto à esquerda, abrindo foto, o "NYT" diz que as evidências indicam a morte de dezenas de civis em ataque americano no Afeganistão, como relatado pela ONU e "questionado pelos EUA".

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h33

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Sobe-e-desce

Patrícia Kogut, no "Globo", diz que a Record "perdeu audiência entre junho e agosto, de dez pontos para oito", em todos os horários.

Segundo Daniel Castro, "Ciranda de Pedra" já "é o pior ibope das novelas das seis da Globo", com 21,8. "Alma Gêmea" alcançou 38.6 em 2006.

Correndo por fora, o SBT marcou a estréia da novela "Revelação", de Íris Abravanel, para outubro. Segundo Ricardo Feltrin, a rede "ganha seu segundo horário de novelas, assim como a rival Record", às 22h. Será a "primeira produção 100% nacional do SBT nesta década".

De seu lado, a Record comprou os direitos da colombiana "Sin Tetas Ho Hay Paraíso" (sem seios não há paraíso), "sobre adolescente que se envolve com o tráfico para implantar próteses de silicone". Às 22h, terá "bandidos de morro do Rio no lugar de traficantes colombianos".

Escrito por Nelson de Sá às 09h11

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Se fosse na Venezuela...

Folha, "Estado" e "Valor", este na manchete lateral, abrem com a "intervenção federal" dos EUA com US$ 200 bilhões para salvar as gigantes Fannie e Freddie. Juntas, elas "garantem dívidas imobiliárias no valor de US$ 5,3 trilhões". De Vinicius Torres Freire:

_ Não foi uma estatização? Hum. Qual o nome disso? Se fosse na Venezuela, seria estatização, certo? A gestão Bush, "antiestatista", termina com a maior intervenção do Estado na economia americana desde a Grande Depressão.

Para Fernando Rodrigues, "os responsáveis pela incúria já foram demitidos e, se ficar provado crime, pagarão por ele. Já no Brasil, banqueiros falidos do Proer vivem do bom e do melhor".

Na manchete central do "Valor", "seguindo a trilha de outros grupos que estão apostando na internacionalização, a Magnesita fechou a compra da alemã LWB por 657 milhões de euros". A operação faz dela a terceira maior do mercado de refratários. "Éramos empresa local, agora criamos uma multinacional", disse o presidente.

No alto do "Globo", "Crivella, Jandira e Solange", adversários de Eduardo Paes, apoiado pelo governador, "prometem livrar vans da fiscalização".

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h16

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Nacionalização (e a abolição do dólar)

Foi "takeover", tomada de controle, nas manchetes on-line de "NYT", "WP", "WSJ", "FT". Porém este último ressaltou que "o governo Bush evitou a palavra 'nacionalização', mas corresponde a controle governamental, de fato". Pela "natureza histórica da decisão", o Tesouro avisou antes Barack Obama e John McCain.

E o "WSJ" destacou dois bancos chineses e um de Bahrain na repercussão da medida, pois "asiáticos são os maiores clientes da dívida dos EUA". Os credores externos gostaram da estatização dos prejuízos.

No alto da busca de Brasil pelo Google News, com AP, "Brasil e Argentina se desprendem do dólar no comércio".

No alto pelo Google Noticias, em espanhol, com AFP, a declaração de Lula ao "Clarín", "Vamos abolir o dólar". E no alto pelo Yahoo News, com Reuters, a mesma coisa, "Vamos abolir o dólar".

A entrevista de Lula ao editor-chefe e à correspondente do "Clarín", com foto no alto da capa e ao longo de quatro páginas, trata de muito mais _como tentou traduzir a chamada, dizendo que "Lula fala da relação com a Argentina, de Kirchner, Evo, Chávez e Obama".

No título principal, "Não existe nenhuma hipótese de o Brasil jogar sozinho". Nos demais, "O orgulho de sentir o amor dos catadores de papel", "A disputa de Cardoso e Menem para abraçar os EUA" e, por fim, "Preocupação com a IV Frota, depois da descoberta do petróleo".

E Lula entrou ontem no meio de "Fantástico" e "Domingo Espetacular" para faturar o pré-sal, uma vez mais, agora em rede nacional.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 07h59

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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