Toda Mídia
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Sobe-e-desce?

Ricardo Feltrin, com gráfico no UOL, mostra que o "ibope de novelas desaba" e, "pela primeira vez na história da Globo, é preocupante, muito preocupante".

E "o horário mais crítico é justamente o mais valioso", a novela das 21h, depois do "Jornal Nacional", antes chamada de novela das oito. "Se computados apenas os últimos quatro anos", escreve, "a Globo perdeu   um em cada quatro telespectadores".
 

José Armando Vannucci postou no site da Jovem Pan o adesivo que a filha de Silvio Santos, Daniela, distribuiu no SBT para comemorar a recuperação do segundo lugar na audiência.

Mas Daniel Castro já informa hoje na Folha que ele "está com o prazo de validade vencido", pois no mês de setembro, até o dia 15, a Record já recuperou a vice-liderança no Ibope nacional, das 7h às 24h.

Escrito por Nelson de Sá às 10h59

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Centenas de bilhões

Os quatro jornais abrem com o resgate "vasto", "extenso" e "massivo" dos EUA, em sua maior "investida" contra a crise. "Centenas de bilhões" em títulos podres de bancos devem ser "comprados".

O "WSJ" sublinha que o plano também assegura os fundos "money-market", usados pelos pequenos investidores americanos. Ontem, os fundos foram atingidos, levando a crise ao cidadão comum.

"FT", "NYT" e "WSJ" destacam também que a SEC, a comissão de valores mobiliários, vai "banir temporariamente" as operações de curto prazo com ações de bancos, num "ataque aos especuladores".

Agora pela manhã, nos sites, o resgate redentor ainda nem foi confirmado, mas só com a "esperança" as ações dos bancos já lideram uma "disparada" nas bolsas de Europa e Ásia. E até Rússia.

O "WSJ" traz foto do republicano George W. Bush. O "WP", da democrata Nancy Pelosi, da Câmara, a quem foi levado o plano.

Mas os mesmos jornais perfilam, não os políticos, mas o secretário do Tesouro, o presidente do Fed e o diretor do Fed em Nova York. "Eles não queriam", mas são "os atores" da maior reforma do "sistema financeiro americano desde os anos 30" ou "em muitas gerações".

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h04

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Mais intervenção e mais "disparada"

O "China Daily" de papel abre com as medidas do país contra a crise. "O governo cortou tributação sobre aquisição de ações e uma agência estatal vai comprar ações de três grandes bancos chineses."

Ato contínuo, na manchete do site, com foto de operador sorridente em Xangai, "Ações disparam após resgate do governo". Depois de três dias de perdas, a alta de 9,5% nesta sexta foi a maior da história.

E o "FT" confirma na capa que o Morgan Stanley deve ser salvo pela China.

Escrito por Nelson de Sá às 08h45

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Uma, duas, três "disparadas"

"Valor", "Globo" e "Estado" abrem com a "disparada" do dólar no Brasil, o que obrigou o Banco Central a anunciar seu primeiro leilão em anos.

A Folha prioriza a informação que levou Wall Street e Bovespa à "disparada", depois: uma agência para estatizar todos os prejuízos que a crise espalhou pelo mercado financeiro dos EUA. O "Valor" afirma que só então os mercados se acalmaram.

Agora pela manhã, na manchete da Folha Online e de outros, "Bolsas na Europa e na Ásia disparam com ajuda dos EUA". A Bovespa também.

Na Folha, "Renda média do trabalhadador tem aumento menor, mostra Pnad". No "Estado", "Desigualdade cai, mas índices sociais avançam devagar". No "Globo", acima da manchete, "Após seis anos, educação ainda desafia era Lula".

Em contraste, na escalada do "Jornal Nacional", também da Globo, "O IBGE registra avanços em quase todos os indicadores sociais do Brasil".

Na campanha, com a "oscilação para cima" de Geraldo Alckmin, o Datafolha mostra que ele e Gilberto Kassab "lutam" até o primeiro turno.

No Rio, o jornal carioca redescobriu Fernando Gabeira, que "sobe", ou melhor, oscila para cima, "e embola a disputa". Está em quarto, com 11%.

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h09

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Esperando para ver

Sob o enunciado "O brasileiro quieto", a nova "Economist" entrevista e noticia que "Daniel Dantas está esperando para ver se vai para a cadeia". "É o mais controverso empresário no Brasil", mas também "brilhante", diz a revista. "A raiz dos problemas de Mr. Dantas está em 1998, quando a indústria de telecomunicações foi privatizada."

Fechando o texto, "inocente ou culpado, parece cada vez mais provável que Mr. Dantas vai evitar condenação". Se acontecer, "só vai adicionar à sua reputação de ter relações próximas com a lei".

Na escalada dos telejornais, "Jornal Nacional" inclusive, com imagem da maleta, e abrindo o Google Notícias, que edita por algoritimos aquelas de maior repercussão, "Polícia Federal diz que maleta da Abin não faz escuta telefônica", no enunciado da Folha Online.

E até a Globo destacou que contradiz o ministro Nelson Jobim, que havia conseguido retirar Paulo Lacerda da Abin, temporariamente.

Ato contínuo, o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, e também o da CPI, Marcelo Itagiba, apareceram por sites e foram parar depois no mesmo "JN", para dizer que o laudo "é insuficiente para isentar" a Abin e anunciar até "perícia própria" da maleta.

No dia anterior, Jobim já havia usado argumento novo. Agora é a participação de agentes da Abin na Operação Satiagraha.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 07h51

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Os últimos bastiões

A nova "Economist" escreve sobre o "sonho ruim de Wall Street".

Diz que o resgate da AIG "foi justificado" pois a queda "seria catastrófica para os mercados financeiros". E se mostra preocupada com as rachaduras nos fundos "money-market". O Reserve Primary foi o primeiro em anos a expor os investidores a prejuízos, após perdas de US$ 800 milhões no Lehman. "Os fundos de dinheiro", alerta a revista, "são os últimos bastiões dos ultracautelosos", os pequenos investidores que sustentam o crédito dos grandes bancos e corporações.

Daí o "pesadelo que parece que nunca vai acabar".

Escrito por Nelson de Sá às 11h34

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IVC vs. Ibope

O Meio & Mensagem destaca que o Instituto Verificador de Circulação, que acompanha jornais e revistas, "busca consenso para mensurar a audiência de portais e sites brasileiros" já a partir do ano que vem.

De seu Congresso TV 2.0, sobre vídeo on-line e interação, o Tela Viva destacou ontem que o Terra comprou da Record os diretos para a transmissão via internet, no território brasileiro, dos Jogos de 2012 em Londres e dos Jogos de Inverno de 2010 em Vancouver.

Sobre a transmissão que fez dos Jogos de Pequim, o portal relata que a audiência foi de mais de 15 milhões, 30% dos internautas do Brasil. E o pico foi durante as duas horas de Brasil e Argentina, no futebol, que teve 1,2 milhões de vídeos vistos.

Em meio a previsões sombrias sobre o futuro da TV "linear" ou "tradicional", a Globo informou ao Tela Viva que "trabalha com a meta de estrear a interatividade da TV digital" no próximo "Big Brother Brasil", com reuniões diárias entre engenharia e central de produção "para tentar definir como serão o conteúdo e o desenho das telas interativas".

Dizendo saber que "poucos equipamentos estarão preparados para a interatividade", justifica que "é preciso começar em algum momento".

José Armando Vannucci, da Jovem Pan, postou ontem o placar abaixo em que o "Jornal da Record" já aparece com 35% da audiência do "Jornal Nacional". E Flávio Ricco acrescentou que terça-feira o telejornal de Edir Macedo marcou 13 pontos, pico de 16.

Escrito por Nelson de Sá às 10h06

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A pior desde os anos 30

Os sites de "NYT", "WSJ", "WP" e "FT" abrem hoje com os bancos centrais que, Fed à frente, coordenam esforço global de liqüidez.

Nas manchetes de papel, "FT" e "WP" apontam "pânico do crédito" em colapso. O "NYT" anuncia "nova fase" na crise, com corrida dos investidores para aplicações de maior segurança. O WSJ" também fala em corrida, mas dos "gigantes bancários para levantar capital".

Este último avisa, em análise, que é "A pior crise desde os anos 30, sem fim à vista". E destaca, como o "NYT", as negociações do Morgan Stanley, com confiança em queda, já seguido pelo Goldman Sachs.

Da pesquisa "NYT"/CBS, o jornal destaca que John McCain é o menos identificado com mudança nas atuais políticas da Casa Branca e que a diferença para Barack Obama é a mesma de antes das convenções.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h45

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O tombo asiático

O site do "China Daily" abre com "Mercados asiático tombam e os temores se aprofundam", sobre "mais empresas sucumbindo à crise financeira global que forçou os EUA a salvarem a seguradora AIG".

Registra que o banco de investimento Morgan Stanley, visto como a próxima vítima, negocia com o chinês CITIC.

Por outro lado, o jornal de papel ainda está na terceira, mas o site já conta a quarta morte de criança que tomou o leite contaminado, no novo escândalo chinês.

Escrito por Nelson de Sá às 08h37

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Sede de dinheiro

O Valor Online, como o WSJ.com, mudou de cara. E abre o dia, como a Folha Online, com os bancos centrais de EUA, Inglaterra, União Européia e Japão anunciando ação conjunta para injetar dinheiro no mercado.

Na manchete do "Valor" e da Folha em papel, a paralisação global do crédito que levou à ação dos bancos centrais. Os dois jornais acrescentam logo abaixo que, "se for preciso, Lula elevará capital do BNDES", para "ajudar quem não tiver crédito no exterior".

A segunda leva à capa a coluna "Por ironia, o livre mercado passou às mãos do estado", de Paulo Nogueira Batista Jr., do FMI:

_ Na década de 90, as crises tinham origem na periferia. Agora, a maior economia do mundo é o palco de acontecimentos tenebrosos. E um governo avesso à participação do estado na economia é forçado a praticar a maior intervenção da história financeira.

Já o "Globo" destaca Brasil e Rússia. O "Estado", a "fuga de investidores".

A três semanas do primeiro turno, o "Estado" traz dossiê sobre o trânsito em São Paulo, que já mata 4,3 pessoas por dia, contra 0,7 em Nova York. Já é tão mortal quanto os homicídios e supera Aids e doenças cardíacas.

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 07h56

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Pedro Malan e o "processo ordenado"

Inusitadamente, surgiu ontem à tarde na rádio Jovem Pan, ao vivo, o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, hoje no Unibanco. E saiu falando:

_ Essa operação de ontem causou surpresa para muitos, mas não é uma estatização, como foi dito. Foi dada uma linha de crédito de dois anos, no valor de US$ 85 bilhões, para permitir o processo ordenado de redução de alguns ativos da AIG, que tem US$ 1,06 trilhão. Portanto, ela tem condições de pagar esse empréstimo.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 07h41

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Nacionalização, não

O site do "NYT" deu a notícia do "salvamento" ou resgate (rescue) da AIG antes dos concorrentes financeiros de "WSJ" e "FT", ontem.

E hoje, na manchete de papel, acrescenta que a "reversão da política" de não intervir na economia mostrada com o Lehman, ao "tomar o controle" da seguradora AIG, se deveu ao temor crescente de "crise global". Relata também as pressões para a criação de uma agência que absorva as "dívidas ruins" que ameaçam Wall Street.

O "WSJ" fala em "liberação" (bailout) e destaca também, em seu enunciado, que outros bancos centrais injetam dinheiro, num momento em que os empréstimos interbancários pararam "abruptamente".

O "FT" fala em "salvamento" ou resgate pelo Fed, depois da inviabilização da operação via "setor privado". Na atualização do post, destaca que o Tesouro precisou capitalizar o Fed para a operação.

O "WP" abre a manchete "EUA tomam o controle da AIG", mas também ele evita "nacionalização", expressão em inglês para a estatização.

Quanto à esquecida campanha presidencial, "NYT" e "WP" informam que o republicano John McCain, depois de tanto defender a liberdade de mercado, mudou de posição e pede mais regulação.

   

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h38

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Para os EUA compreenderem a China

No site, o enunciado "Reexaminar o papel dos EUA", dizendo que a crise afetou a economia chinesa, "porém representa uma chance para os americanos compreenderem com mais sobriedade a China."

Na manchete do site, por outro lado, o primeiro-ministro japonês, de saída, declarou que China e Japão vão seguir avançando na relação bilateral "apesar dos obstáculos".

Na manchete de papel, o leite que já adoeceu seis mil crianças, com três mortes.

Escrito por Nelson de Sá às 10h24

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EUA estatizam

Para a Folha, EUA "salvam" a AIG. Para o "Valor", "injetam". Para o "Globo", abrindo o jogo, "estatizam". O "Estado" abre com o dinheiro dos bancos centrais de EUA, Europa e Ásia "para acalmar mercados".

Sobre a Bolívia, diz o "Globo" que "Prisão de governador mina diálogo".

Já a Folha informa que "Evo Morales fecha acordo com os governadores oposicionistas", sem o preso. E Clóvis Rossi analisa, em "Saem os EUA, entra a América do Sul":

_ A cúpula da Unasul marca talvez o primeiro momento em que os Estados Unidos não exercem o protagonismo em uma crise na região desde a independência dos países sul-americanos, que está para completar 200 anos. Pelo território, pela população e pelo tamanho da economia, o Brasil, qualquer que seja o presidente, é o líder natural, indisputado. Com Lula, é mais ainda porque o presidente tornou-se, além de estrela pela sua história de vida, a palavra da moderação e do sentido comum.

Folha, "Globo" e "Estado" destacam a voz de prisão do número 2 da Polícia Federal, "por corrupção", dada pelo próprio número 1.

  

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h33

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Televisão vs. internet

Chamado de TV 2.0, o congresso dos sites Tela Viva e Teletime sobre vídeo on-line e interação adianta o conflito por audiência entre TV e web _elas que já estão "cada vez mais integradas", diz o Meio & Mensagem.

Segundo a Media Valuation Partners, o vídeo on-line deve movimentar este ano US$ 2,75 bilhões em publicidade e acordos de licenciamento globais. Em 2012, chegaria a US$ 9.96 bilhões. O UOL avalia que a banda larga fraca "é um limitador da internet brasileira", mas diz que, mesmo assim, 30% da audiência do portal já é para acesso a vídeo.

Por outro lado, "para acalmar os ânimos dos canais de TV", uma pesquisa da NBC "desmistifica": entre os que assistiram ao conteúdo dos Jogos de Pequim pela internet, 50% queriam se atualizar (catch up), 40% queriam rever o que já haviam assistido e "apenas 2% usaram só a internet".

E segue o conflito entre as TVs, por aqui. Daniel Castro informa que a Record "intervém" na gaúcha TV Guaíba, cuja "baixa audiência local prejudica o ibope nacional, em que a disputa é acirrada com o SBT". Fabíola Reipert acrescenta que a Record "quer Hebe aos domingos" à noite. O contrato com o SBT está para terminar.

E a Record vendeu as novelas "Caminhos do Coração" e "Amor e Intrigas" para Moçambique e Guiné Bissau, segundo Flávio Ricco, levando a disputa para a África. A Globo, para "marcar território" visando à Copa na África do Sul, "prepara forte ação" em resposta.

Mas "milagres acontecem", ironiza Lauro Jardim, relatando a "negociação amigável entre o diretor de esportes da Record e o diretor-geral da Globosat, que quer os Jogos de Londres, Vancouver e Cidade do México, comprados pela Record". Existiria até "possibilidade de, em troca, ceder direitos de alguns eventos esportivos do SporTV à Record".

Escrito por Nelson de Sá às 08h54

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Evo vs. Globo, "Washington Post", "El País"

Encerrando a resistência, "Forças Armadas prendem governador de Pando" ou "Governador é preso em operação militar", nos enunciados da estatal Agência Boliviana de Informação e do oposicionista "La Razón".

Já por aqui o "Jornal Nacional" entrevistou e destacou, na escalada, "Governador da oposição é preso acusado de 30 mortes, mas diz que foi uma farsa de Evo Morales". De todo modo, o telejornal já permite ao menos as expressões "massacre" e "Unasul":

O "Washington Post" deu editorial para afirmar que "Evo leva Bolívia à desintegração" e a Casa Branca divulgou a avaliação de que Evo não combate o tráfico e pode perder apoio financeiro. O boliviano "La Razón" destacou em manchete tanto uma como outra ameaça.

Também o "El País" deu editorial contra Evo, três dias antes. Mas já anteontem, no site Comunique-se, um membro do foro da ONU para questões indígenas reagia, acusando o jornal espanhol por desinformação _e também manipulação da mídia boliviana, a começar do mesmo "La Razón", que é do "El País".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h13

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Como tirar proveito da crise

Enquanto o Valor Online segue fora do ar em plena crise global, pelo segundo dia consecutivo, o WSJ.com estréia hoje seu novo site, ainda sem acesso pleno aos textos publicados, mas ampliando serviços, a começar da agência Dow Jones e do Journal Community.

Neste momento, a manchete mantém o foco na AIG, possivelmente a próxima vítima, acompanhando ainda as bolsas de ÁsiaEuropa, o Goldman Sachs, o efeito sobre as economias de Londres e Nova York.

Paralelamente, destaca foto do republicano John McCain e afirma que a crise americana afeta igualmente tanto o candidato governista, apoiado por Rupert Murdoch, dono do jornal, quanto seu opositor democrata. 

Escrito por Nelson de Sá às 11h28

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9/11 em Nova York

A manchete do "NYT" fala em "9/11", 11 de Setembro, e aprofundamento da crise "apesar das garantias de Bush". Mais dolorosamente, o jornal sublinha "o "impacto na cidade de Nova York", já com 25 mil demissões e podendo ter mais 10 mil, e prevê que "o papel de Wall Street na economia será menor", a partir de agora.

O "WSJ" é o que mais ressalta a seguradora "gigante" AIG, cujas ações desabaram e que pode ser a próxima a quebrar. Buscando soar otimista, o jornal também destaca que os "bancos da escola antiga" emergem agora no "topo do novo mundo das finanças".

O "FT" carrega na retórica, com a manchete "Dia do ajuste de contas em Wall Street", usando uma expressão, "day of reckoning", que também é lida como "dia do juízo final". Logo acima, "Banking's Black Monday", a segunda negra dos bancos. O jornal também sublinha as demissões no banco Lehman e, como os demais, o risco crescente da AIG.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h34

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De barriga para cima

No "China Daily", "Lehman cai [de barriga para cima] e mercados mergulham". Abaixo, "Quando Wall Street acordou, mais duas de suas celebradas empresas tinham caído". Ao lado e ainda na manchete do site, hoje, o corte nos juros pelo banco central "para que economia não escorregue mais".

Também em destaque no site, as ações em queda em Xangai após o feriado de segunda, baixando do "nível psicológico de 2.000 pontos". A queda é estimulada pelo corte nos juros, que afetou a rentabilidade dos bancos chineses.

Escrito por Nelson de Sá às 10h10

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Graças a Deus pelos Brics!

Folha, "Estado" e "Globo" abrem com o "11 de Setembro". Na primeira, Bovespa foi "a que mais caiu"; o segundo sublinha o efeito sobre as commodities; o terceiro faz piada com Guido Mantega.

O "Valor" ressalta que "o agravamento da crise repercute nas operações de crédito no Brasil", onde "bancos tiram o pé do acelerador, encurtam prazos e aumentam spreads". E traduz, do "WSJ", que a "pressão agora alcança Morgan e Goldman", bancos de investimento como o Lehman.

Por outro lado, a Folha entrevista mas não destaca Jim O'Neill, economista chefe do Goldman e criador do acrônimo Brics. Dele, sobre a crise:

_ Minha visão é: graças a Deus pelos Brics! As pessoas que estão reagindo com enorme medo ao que aconteceu no final de semana precisam se perguntar o seguinte: vai afetar o consumidor chinês? Para o mundo que está emergindo para ser a liderança do futuro, não é nada demais este problema. É uma enorme questão nos EUA e nos países ricos. Mas no mundo todo as pessoas não deveriam exagerar os impactos da crise. Estamos com um genuíno descolamento da demanda doméstica nos grandes mercados emergentes. O Brasil não precisa mais dos EUA.

Para O'Neill, a crise vai afetar "muito pouco" o crescimento do Brasil.

Do Chile, Clóvis Rossi informa que Evo Morales "aceitou que a União de Nações Sul-Americanas atue como mediadora entre seu governo e os governadores de oposição". Para negociar, "quer que comissão internacional apure massacre de camponeses".

Da Bolívia, Fabiano Maisonnave informa que "funcionários do departamento de Pando atuaram em massacre".

 

  

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h15

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Efeitos e milhões

O site Imprensa noticia que Marta Suplicy processou Gilberto Kassab e vice-versa por comerciais usando "a chamada técnica 2D, com sistemas de edição que permitem a movimentação de imagens conhecida como efeito persiana". Ambos venceram, na sexta e na segunda, e seus custosos e idênticos "efeitos" foram vetados pela Justiça Eleitoral.

Enquanto isso, informa Mônica Bergamo, Geraldo Alckmin corre por fora e já rompe a barreira dos R$ 10 milhões de arrecadação. Alckmin que "começa nesta semana a usar o trecho do discurso que José Serra fez no jantar tucano: 'O Geraldo é do PSDB e tem todo o nosso apoio'". Foi com "entusiasmo próximo de zero, mas o suficiente".

A Globo News, sediada no Rio, anunciou que vai ancorar de São Paulo parte de seus telejornais. E agora a Record, sediada em São Paulo, "vai investir R$ 5 milhões em nova redação no Rio", segundo Daniel Castro.

O confronto não se restringe ao eixo. Começou ontem, informa o site Tela Viva, a 12ª Feira de Eventos e Projetos Regionais da Rede Globo, com 112 projetos e "potencial de faturamento de R$ 60 milhões". "Este é o período mais pulsante do ano", diz a Central Globo de Comercialização.

Escrito por Nelson de Sá às 08h38

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Unasur, Unasul

Os sites chilenos "El Mercurio" e "La Tercera" ecoaram o dia todo pela América do Sul, à espera da Unasul, que abriu reunião "após a chegada de Chávez e Lula". O líder do partido de Michele Bachelet, no destaque do "El Mercurio", dizia que "a reunião da Unasul é a prova de fogo da América Latina", se a região "quer ser respeitada no concerto global".

Para a cobertura chilena, sua presidente "encabeçou" a cúpula e buscou ontem "aproximar as posições de Hugo Chávez e Lula". Já no argentino "La Nación", foi uma "chance para o Brasil mostrar seu peso".

E no enunciado do espanhol "El País", adiantando longa reportagem da edição de hoje, "Lula toma as rédeas da crise boliviana", contra as "ingerências externas", mas também contra os "insultos aos EUA".

O dia todo, até a escalada do "Jornal Nacional", a Globo evitou a expressão Unasul, falando antes em "presidentes sul-americanos". Também vetou "massacre" para descrever o massacre de Pando.

Já a Folha Online trazia na home, ao longo do dia, o título "Bolívia prende suspeitos de massacre; Evo Morales participa de reunião da Unasul". UOL e Terra já se arriscam por trilha semelhante.

No "Boston Globe", ontem, chamada para a crise e o "presidente Evo Morales do Brasil". O erro foi só da capa, não da reportagem.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h15

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"Nightmare on Wall Street"

Da "Economist", sob a manchete "Pesadelo em Wall Street":

_ Um fim de semana de alta dramaticidade remodela a finança americana... Os acontecimentos de domingo 14 e do dia anterior foram extraordinários. A situação permanece fluida e os investidores desembestaram para a segurança relativa dos títulos do Tesouro americano. Bolsas tropeçam ao redor do mundo. A crise está entrando em uma nova e perigosa fase. O fim do Lehman sublinha a incapacidade ou a falta de vontade do setor de resgatar seus doentes. O Washington Mutual está lutando pela sobrevivencia. Ainda mais preocupante, também a AIG, maior seguradora da América. A dor está longe de terminar _e pode muito bem se espalhar. Por mais espetacular que tenha sido o fim de semana, vem aí mais drama.

Escrito por Nelson de Sá às 10h33

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Wall Street não é mais a mesma

Os quatro jornais abrem enunciados dramáticos, já com a confirmação do pedido de falência do Lehman Brothers e da compra do Merril Lynch.

No "NYT", "Propostas para conter a crise financeira mudam a paisagem de Wall Street". No também nova-iorquino "WSJ", que jogou para baixo sua coluna What's News, "Crise em Wall Street conforme Lehman cambaleia, Merril é vendido e AIG busca levantar dinheiro".

Os dois jornais relatam o confronto entre Wall Street e o Tesouro no final de semana, com as pressões para uma injeção de recursos públicos no Lehman. "Nenhum dos lados cedeu", empurrando o banco para a falência e levando ao temor de queda nas bolsas mundiais nesta segunda.

Na manchete do "WP", "Mudanças massivas em Wall Street", com a avaliação de que vem aí "uma nova arquitetura para o mundo financeiro". No "FT", "Luta pela sobrevivência em Wall Street".

"NYT" e "WP" destacam paralelamente, também com fotos, a devastação no Texas pelo furacão Ike.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h37

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Contra a crise, juros baixos

O site do "China Daily" destaca neste momento a falência do Lehman Brothers e a venda do Merril Lynch. Mas abre sua manchete para o corte nos juros pelo banco central chinês nesta segunda-feira, pela primeira vez desde fevereiro de 2002, para "levantar a economia".

Na versão em papel, o jornal abre foto dos efeitos do furacão nos EUA, mas dá manchete para a queda do governador de Shanxi, onde vazou o lixo de mina de ferro, matando 254.

Escrito por Nelson de Sá às 09h24

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Contra o golpe, Unasul

Os quatro jornais ressaltam o domingo em que "o sistema financeiro americano tremeu nas bases", no dizer do "Valor".

Com atenção menor, "Globo", "Estado" e Folha noticiam que a reunião da Unasul, hoje no Chile, dará apoio a Evo, "advertindo a oposição" e adotando "cláusula que isola ditaduras", em "pressão contra golpe". Hugo Chávez acusou o comandante das Forças Armadas de desrespeito a ordens de Evo e o comparou a Pinochet, do Chile.

Na manchete da Folha, pesquisa em cidades como Quissamã e Rio das Ostras mostra que "campeãs em recebimento de royalties não conseguiram melhorar níveis educacionais", como quer Lula com o pré-sal.

Na do "Valor", "nunca se concedeu tanto crédito para a construção civil no Brasil" e "no entanto as incorporadoras reclamam da falta de recursos".

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h39

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Menos "carioca"

Na coluna Outro Canal, Daniel Castro noticia que a Globo News passa mês que vem a ancorar "alternadamente" o programa "Em Cima da Hora" também de estúdio que está montando em São Paulo, com ampliação da equipe de profissionais. É "parte de estratégia para reduzir a percepção de que é um canal carioca".

Também a TV Brasil, informa Patrícia Kogut, no "Globo". Antes TVE, restrita ao Rio, a rede federal vai transmitir o novo programa "3 em 1" de Brasília, São Paulo e Rio, "simultaneamente". Para começar, entrevista Lula.

Na coluna Zapping, Fabíola Reipert noticia que o pastor RR Soares, que já comanda o horário nobre na Band, "quer comprar as madrugadas do SBT para emplacar programação religiosa".

Abaixo, ele diz o que é preciso para ser um "patrocinador":

Escrito por Nelson de Sá às 08h10

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O derretimento

O sites de "WSJ", "FT" e "NYT" ressaltavam ontem à noite, por ordem de desespero, o banco Lehman Brothers, o banco Merril Lynch, afinal vendido, e a seguradora AIG.

No enunciado do terceiro, com fotos de banqueiros entrando no Fed de Nova York, "Bancos balançam em Wall Street, em dia frenético". Além dos citados, o jornal já aponta temor por outros.

Visto por muitos como responsável pela crise, o ex-presidente do Fed, Alan Greenspan, era destaque de Huffington Post e Drudge, ontem à noite, sob enunciados como "Derretimento". Falando à ABC, dá a crise como única "em um século" e prevê mais quebras.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 07h52

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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