Propaganda eleitoral, da TV para a internet
A TV paga bate recorde com o horário eleitoral, informa Daniel Castro na Folha. No primeiro mês, a audiência entre 20h30 e 21h30 subiu 104%. Em 2004, o aumento foi de 96%.
A propaganda está causando também "estragos inéditos entre os que só têm TV aberta", que desligam (15%), migram para DVDs etc.
Por outro lado, escreve Rosanne D'Agostinho no UOL, "sem regulamentação, a propaganda eleitoral infesta a internet". Pela lei, "só poderia ser feita na página do candidato", mas YouTube, Orkut, Flickr são algumas das ferramentas usadas. Diz Carlos Ayres Britto, do TSE:
_ Fizemos pesquisas no mundo inteiro e o controle é falho. Se o direito não tem condições de se tornar eficaz, que se libere o uso.

Segundo Fabíola Reipert, do "Agora", a Record vive debandada no jornalismo. Entre os que já teriam saído, "a namorada de Paulo Henrique Amorim", apresentador do "Domingo Espetacular".

Encerrada a invasão editorial espanhola, o grupo português Leya acaba de contratar Pascoal Soto, ex-diretor da espanhola Planeta e responsável por best-sellers como "O Mago", informa Mônica Bergamo na Folha.
O Leya, "que recentemente comprou 13 editoras em Portugal, ambiciona se tornar o maior grupo de língua portuguesa do mundo". Entre os alvos por aqui, as editoras Record, Átila e Rocco. A Cia. das Letras recusou.
E na segunda, noticia o site Imprensa, Lula assina na Academia Brasileira de Letras o Acordo Ortográfico dos Países de Língua Portuguesa.
A coluna e o blog voltam na próxima segunda-feira.
Escrito por Nelson de Sá às 10h27
Dia de caos
"NYT", "WP" e "FT" abrem com o "dia de caos" em Washington, destaque do primeiro. O acordo foi derrubado por "bloco de renegados" republicanos da Câmara, avalia o segundo. Foi "disputa política", sublinha o terceiro, responsabilizando os republicanos "hard core".
Os três dão como segundo destaque a tomada do Washington Mutual pelo governo, que o revendeu em pedaços ao JP Morgan.
Já o "WSJ" de Rupert Murdoch põe o WaMu em manchete de lado a lado. E embaixo noticia a "disputa dos líderes" democratas e republicanos que teria levado "confusão" ao plano "do Tesouro". Ressalta que "os republicanos encaminham plano alternativo".
Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).
Escrito por Nelson de Sá às 09h26
A China continua
Na capa inteira de papel, na manchete e nas fotos do site, a China quase só tem olhos para a missão Shenzhou 7 e o primeiro passeio espacial, amanhã. No site, vídeos do lançamento e da cabine, via CCTV.
Ao fundo, porém, relata a situação de pouca "clareza" em Washington, onde os "conservadores" derrubaram o acordo já anunciado sobre o pacote. O primeiro-ministro Wen Jiabao ofereceu "cooperação" aos EUA e afirmou esperar "união mundial" para manter a estabilidade financeira.
Escrito por Nelson de Sá às 09h17
A fonte seca
Entre fotos do encontro encenado por George W. Bush, Folha, "Globo" e "Estado" abrem com o plano travado pelos próprios republicanos, em "disputa eleitoral" ou "resistência ao uso de dinheiro público".
O "Valor" volta a soar o alarme sobre o crédito no Brasil, na manchete. "Depois de secar as fontes externas, a crise de liqüidez atinge em cheio as linhas de curto prazo em reais."

Folha, "Globo" e "Estado" destacam nas capas que a "Justiça britânica" bloqueou ontem US$ 46 milhões do Opportunity, no "Caso Dantas".
Também na Folha, "a pedido de Gilmar Mendes, presidente do Supremo, o juiz Fausto De Sanctis foi intimado pela corregedoria que apura erros e abusos de magistrados a se explicar sobre o motivo que levou a decretar a prisão do banqueiro Daniel Dantas".
Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).
Escrito por Nelson de Sá às 08h35
A estratégia do Brasil
No Stratfor, imagem de uma praia do Rio com um navio militar do Brasil ao fundo
A viagem de Hugo Chávez à Rússia rendeu enunciados como "Vladimir Putin se diz pronto para cooperação nuclear com Venezuela", que seria "pacífica", e "diz que relação com América Latina é prioritária".
Mas foi no site Stratfor, referência global em "estratégia" geopolítica, que o conflito se mostrou mais claro, em reportagens como "Brasil: implicações da presença russa na América do Sul".
Há dias a região é prioritária para o Stratfor, que deu especial sobre o Brasil "definindo o caminho de sua ascensão", ele que agora "acordou para a necessidade de fortalecer sua postura militar, com a riqueza crescente a proteger". Daí a "Conexão França", também "cooperação".

Na União Européia, por outro lado, "os EUA vão perder seu status de superpotência". Foi o que vaticinou o ministro das finanças da Alemanha, centro financeiro da Europa, no britânico "Financial Times", ecoando de imediato por Drudge Report e a cobertura americana. Daqui a dez anos, "vamos olhar para 2008 como um momento de ruptura".
Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.
Escrito por Nelson de Sá às 08h13
TV digital tenta outra vez
Ancelmo Góis, no "Globo", informa que Brasil e Japão "reabriram negociação para construir a fábrica de semicondutores prevista como contrapartida" na adoção do padrão japonês de TV digital. E Cristina Kirchner "avisou ao Itamaraty que vai adotar o sistema japonês".
Nos sites do setor, a notícia é outra. A TV digital não avança e agora, visando "criar escala de consumo a partir do desenvolvimento de sistemas de interatividade", as empresas brasileiras de software querem a "liberação" da especificação Ginga 1.0, destaca o Tela Viva.
A informação foi postada antes no Convergência Digital, dizendo que "o momento para a TV digital é decisivo" e não é hora de "o Brasil ficar a reboque na TV digital". Mas alerta que "tem o problema dos royalties".

Já nas colunas de celebridades de mídia, de Gente Boa a Zapping, a notícia do dia é outra, inteiramente. A "Playboy" assinou com Cláudia Ohana, 45, para novembro. A edição de 1985 com a atriz é dada por "clássica" pela "generosidade dos pelos púbicos", mas a revista diz esperar que "a área esteja um pouco mais devastada".
Escrito por Nelson de Sá às 10h58
Bush e McCain cercam Obama
O "NYT" abre com George W. Bush e John McCain. O primeiro, convocando reunião com o republicano e o democrata Barack Obama para hoje. O segundo, cobrando a suspensão do debate de amanhã. Obama, em foto abaixo dos dois republicanos, defende manter o debate.
O "WSJ" de Rupert Murdoch destaca que a "Crise suspende campanha" com a proposta do republicano. Também o "FT" sublinha McCain.
O "WP" foca as ações de Bush, com o discurso na TV e a convocação do encontro com McCain e Obama. Sobre o anúncio de McCain, o jornal diz que é um "jogador" e aposta no veredito dos eleitores e pode perder.

Para além do teatro político, o "NYT" questiona se vale, de fato, o pacote de US$ 700 bilhões. O "WSJ" afirma que a pressão por "restrições maiores" ganhou terreno e o plano avançou. E o "WP" noticia que ele já "toma forma" no Congresso, mas falta obter "apoio amplo".
Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).
Escrito por Nelson de Sá às 09h24
Hugo & Hu
Nas manchetes de papel e do site, o lançamento da missão dos "astronautas" ou "taikonautas" Jing Haipeng, Zhai Zhigang e Liu Boming, às 21h07, horário da China.
Em manchete lateral, o jornal destaca a assinatura de dois acordos, entre vários com a Venezuela de Hugo Chávez, em abraço sorridente com o presidente Hu Jintao. Um acordo eleva o fundo de investimento conjunto para US$ 12 bilhões, o outro amplia a cooperação sobre petróleo "em todas as fases e integrada", sublinhou Hu.
Escrito por Nelson de Sá às 09h12
Grandes vs. pequenos e médios
Os quatro jornais abrem com a liberação de R$ 13,2 bilhões pelo Banco Central. "O objetivo é amenizar a concentração do dinheiro num pequeno número de instituições, o que tem prejudicado os bancos pequenos e médios", diz o "Valor", forçando a "circulação de recursos entre bancos".
"Beneficia bancos de pequeno e médio porte", afirma a Folha. Eles "corriam o risco de perder espaço no mercado", diz o Estado.
A Veja.com informa agora pela manhã que, "depois de uma tensa reunião com o Itaú, o presidente do Banco Bonsucesso desistiu de vender".

A Folha noticia que "delegados de São Paulo entregam cargos em solidariedade a chefe afastado pelo governo José Serra em razão da greve na Polícia Civil". Foram 16.
E o "Estado" destaca que o "PCC já é o maior fornecedor de drogas para os morros do Rio". É que foi "apreendida no Rio a contabilidade do narcotráfico" com o distribuidor de São Paulo.
Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).
Escrito por Nelson de Sá às 08h32
O truque
O site Talking Points Memo se perguntava no início da noite, sobre a repercussão de mídia: "O truque está funcionando?".
"WSJ" e Fox News, de Rupert Murdoch, insistiam ainda em abrir com a "suspensão" da campanha por John McCain. Mas "NYT" e "WP" já traziam em manchete a resposta de Barack Obama, mantendo o debate.
E o site Politico ressaltava a opinião de um republicano, sobre a suposta suspensão, "Oh, quem foi o idiota que apareceu com esse truque?".

O Drudge Report seguia com o republicano, mas acima da manchete trazia a informação de que o apresentador David Letterman, suspensa sua entrevista de ontem com McCain, havia gravado piadas como "O que você vai fazer se, eleito, as coisas ficarem ruins? Suspender ser presidente?".
Não demorou e foi parar no YouTube, com a revolta do comediante ao saber _e mostrar imagens ao vivo_ de uma entrevista do republicano, no mesmo horário, na mesma CBS:
Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.
Escrito por Nelson de Sá às 08h15
Virada de ano
O site Propmark anuncia que a Globo saiu a campo para as "renovações contratuais" de publicidade para futebol, Fórmula 1, Roberto Carlos etc.
Ontem, segundo o site Imprensa e Lauro Jardim, último clube a resistir em ceder seus direitos de transmissão, "o Flamengo capitulou" e o Clube dos 13 fechou contrato de R$ 1,4 bilhão com a Globo.
E hoje Joaquim Ferreira dos Santos, no "Globo", diz que "o namoro com a Record não passou de paquera" e "Roberto Carlos renovou com a Globo".
Por outro lado, informa Daniel Castro na Folha, William Bonner largou o "Jornal Nacional", foi a Nova York, "mas não foi desta vez que trouxe uma estatueta" do Emmy Internacional. "O prêmio saiu para a Romênia."

Já a Record volta a exibir em outubro "30 Rock", série que levou o Emmy.
Record que, segundo Castro, passa a ter novo slogan, "TV de Primeira", em lugar de "A Caminho da Liderança". E que, segundo José Armando Vannucci na Jovem Pan, inicia projeto de reestruturação, com Douglas Tavolaro, do jornalismo, assumindo "poderes ampliados".
A rede abre as comemorações de seus 55 anos no sábado, registra Flávio Ricco, e na segunda-feira transmite um "Repórter Record" sobre si mesma. Via Todo Canal, por outro lado, a cobertura do SBT sobre os 50 anos do grupo Silvio Santos, na última segunda:
Escrito por Nelson de Sá às 11h11
O salvador
O "WSJ" abre foto e manchete de lado a lado para celebrar que o bilionário Warren Buffett vai entrar com US$ 5 bilhões no Goldman Sachs.
E destaca, como o "NYT", que a decisão é "um voto de confiança no sistema bancário". O "FT" dá manchete, mas sublinha que o dinheiro vai ajudar no processo de transformação em banco comum, com mais fiscalização, e "representa uma mudança na estratégia do veterano investidor", que há décadas não aplicava em instituições de Wall Street.
Os quatro jornais acompanham, ao fundo, a queda de braço entre a Casa Branca e o Congresso "furioso" com o pacote.

Na manchete do "WP", a pesquisa do jornal com a ABC que, "pela primeira vez, dá liderança clara a Barack Obama", 52 a 43, diante dos "temores econômicos" que já atigem os eleitores.
Já o "NYT" ressalta que o diretor da campanha de John McCain recebia da gigante Freddie Mac até o mês passado. E dá na capa a "photo-op" de Sarah Palin na ONU, joelhos à mostra, com Henry Kissinger.
Por outro lado, o jornal revela que comerciais de cunho racial contra Obama vêm sendo transmitidos sem parar em áreas de maioria branca.
Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).
Escrito por Nelson de Sá às 09h50
Taikonautas ao espaço, sem crise
Escrito por Nelson de Sá às 09h35
Brasil vai perder o ritmo?
Folha, "Globo" e "Estado" abrem com o jogo de pressões entre Casa Branca e Congresso, nos EUA, sobre o pacote.
O "Valor" dá manchete para Octavio de Barros, do Bradesco, que "aposta em aumento de 8,5% no investimento no Brasil em 2009, em comparação com 14% este ano". O jornal acredita e já anuncia que "quebra o ritmo".
Por outro lado, a coluna Mercado Aberto destaca a pesquisa KPMG com 140 executivos de multinacionais da América Latina, mostrando que o "Brasil será o principal destino de investimento em 2009".

Da campanha, a Folha destaca que o petista que lidera para prefeito de Recife, a duas semanas da eleição, foi "vetado" por juiz eleitoral.
E o "Globo" afirma que o "demo" do Rio "entrou em crise com Cesar Maia" porque o prefeito quer apoiar Marcelo Crivella no segundo turno.

Em São Paulo, o "Estado" informa que a retaliação do governo estadual contra o líder da greve "abriu crise na cúpula da Polícia Civil". O diretor do Departamenteo de Inteligência pediu demissão.
Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).
Escrito por Nelson de Sá às 08h36
"La crise? Demandez à Bush!"
O "Los Angeles Times" deu alto de página para afirmar desde uma siderúrgica em Itaguaí, no Rio, que o Brasil vai bem "em meio à crise americana". Que já não "pega pneumonia toda vez que os EUA tossem", em frase citada como de Lula. Que o país está "a salvo ao menos no curto prazo". E que já "perdeu até a afinidade com a América".
As tiradas presidenciais ecoam mundo afora. "Que crise? Vai perguntar para o Bush", da semana passada, foi parar no francês "Le Monde", "La crise? Demandez à Bush, c'est la sienne, pas la mienne!". Ressalta o prognóstico lulista de que seria pequeno o efeito no país.
Na americana "Time", que fez longa entrevista com o brasileiro às vésperas da viagem para Nova York, o enunciado ontem era "Brasil vive boom por seguir o caminho de Lula". No texto, citações tipo "God is Brazilian" e referências à nova classe média, à popularidade recorde etc.
Por outro lado, o "Christian Science Monitor" deu a longa reportagem "Emergentes são atingidos duramente pela crise de Wall Street". Logo abaixo: "Mas Rússia, Brasil e China têm dinheiro e crescimento interno para agüentar a tempestade".
E o "Financial Times" traz na edição de hoje, em sua série sobre o "alcance global" da crise, uma análise sobre a China. Avalia que tem "relativamente pouca exposição a bancos como Lehman", por "ver o mundo com prudência". Amanhã é a vez do Brasil.
Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.
Escrito por Nelson de Sá às 08h15
"CQC" vs. "Casseta & Planeta"
A coluna de Patrícia Kogut, hoje no "Globo", ironiza a OAB por questionar o personagem "Tinoco, o homem toco", suposto candidato em campanha, do programa "Casseta & Planeta", na Globo.
É informação de ontem do site Imprensa. A comissão de direitos humanos enviou uma carta ao programa descrevendo o personagem como "profundamente preconceituoso", em plena Semana do Deficiente. Sem pernas, ele promete: "Se roubar, não vou conseguir fugir".
Na resposta da emissora, a carta é dada como "uma iniciativa contra a liberdade de criação e expressão artística" _e "neste caso sugerimos que as pessoas verdadeiramente interessadas se empenhem mais em mudar a realidade do que em criticar a ficção".

Ao fundo, Fabíola Reipert noticou ontem na Folha Online a declaração de "importante executivo da Globo", sobre o "CQC" da Band: "Agora, sim, o 'Casseta' tem sucessor à altura".
Ato contínuo, Flávio Ricco postou que a Globo está "de olho no 'CQC'". E o site Tela Viva noticiou que a "Band licencia a marca CQC".

Para contraste, as paródias da propaganda eleitoral por "Casseta" e "CQC", preconceituosa na primeira, crítica na segunda:
Leia também a entrevista com Danilo Gentili hoje na Folha Online.
Escrito por Nelson de Sá às 10h54
Políticos, economistas, mercados, todos "céticos"
"NYT" e "WSJ" confirmam que as negociações avançaram no Congresso, com o governo republicano aceitando maior "supervisão", mas os congressistas democratas, economistas em geral e os próprios mercados se mostraram "céticos", ontem, quanto aos resultados do pacote. Daí a queda do dólar e de Wall Street e a disparada do petróleo.
Paralelamente, sublinharam "WSJ" e "FT", o Fed escancarou as portas do setor bancário para fundos soberanos, corporações e quem mais quiser.

Na campanha, o "NYT" começa a focar atenção no debate programado para sexta-feira, avaliando na capa as perspectivas de desempenho do "vulnerável" Barack Obama e do "agressivo" John McCain.
Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).
Escrito por Nelson de Sá às 09h17
Hu também quer pacote
Até o "China Daily" deu foto para Tina Fey e Alec Baldwin no Emmy.
Mas a manchete de papel foi para a queda do "chefe de qualidade", pelo escândalo do leite contaminado, enquanto o site destaca, agora, a queda nas ações das três maiores companhias de laticínios.
O jornal detalha a conversa entre George W. Bush e Hu Jintao, que sai em defesa do pacote de ajuda aos bancos e diz esperar resultados "para breve".
Escrito por Nelson de Sá às 09h07
À espera de Washington
Folha, "Globo" e "Estado" destacam a resistência ao pacote de ajuda aos bancos no Congresso dos EUA e até no G7, o grupo dos países ricos.
O "Valor" é mais otimista e vê "avanço" no Congresso, após a aceitação de "supervisão" pela Casa Branca, como queriam os democratas.

Na campanha, o "Estado" dá foto de Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab no alto e afirma que "fracassa a tentativa de estancar crise tucana", com novos ataques do tucano ao prefeito "democrata".
E em Porto Alegre, diz o "Valor", "PT corre risco de derrota histórica". Pela primeira vez em 20 anos, pode nem passar para o segundo turno.
Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).
Escrito por Nelson de Sá às 08h16
6,8%
No enunciado dos portais e depois dos telejornais, ontem, "14 milhões subiram de faixa social" no Brasil, dos quais "3,6 milhões passaram da classe intermediária para a classe mais alta", segundo o Ipea.
Até Fátima Bernardes sorriu, no "Jornal Nacional":
Disputando manchetes e escaladas com o Ipea, o CNT/Sensus confirmou ontem a "aprovação recorde" do governo e de Lula. Com 6,8% de avaliação negativa, virou "o maior cabo eleitoral do país", no destaque da Reuters Brasil. Não demorou para sites responderem que Lula pode até bater recorde, "mas não transfere votos a Dilma", que segue atrás de José Serra, Aécio Neves etc.
Mas o blog de Fernando Rodrigues no UOL alertou para "o que há de mais relevante" na pesquisa, a dois anos da eleição: Dilma Rousseff alcança entre 8,4% e 12,3% das intenções de voto, enquanto o "mito" petista de Marta Suplicy fica entre 5,9% e 8,8%.
Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.
Escrito por Nelson de Sá às 07h58
A noite do cabo (e de Tina Fey)
"NYT" e "WP" destacam o prêmio Emmy para "Mad Men", a série da HBO sobre os "homens da Madison", a avenida das agências de publicidade em Nova York. São os publicitários que venderam os anos 60. No enunciado dos jornais, a primeira vitória de um "drama de cabo", TV paga, em uma "noite do cabo" no Emmy.
Mas as imagens foram para a série cômica "30 Rock", de Tina Fey, comediante que vem confrontando Barack Obama em outro programa, o "Saturday Nigh Live", primeiro em favor de Hillary Clinton, mais recentemente representando Sarah Palin. O "SNL" é dirigido por um amigo de John McCain.
Nas entrevistas após sua premiação, sublinhou o liberal Huffington Post, ela lamentou que desde o esquete como a vice republicana seu filho, quando vê imagens de Sarah Palin, diz "é a mamãe". E pediu ajuda para não interpretar mais o personagem, quer dizer, votos em Obama, a partir de 5 de novembro, dia da eleição.
PS - Por falha do blogueiro, o post entrou atrasado.
Escrito por Nelson de Sá às 10h46
O fim do modelo
"NYT", "WP" e "FT" destacam e o "WSJ" dá manchete para a "mudança radical" de Goldman Sachs e Morgan Stanley, os últimos bancos de investimento independentes dos EUA, em holdings bancárias, "sujeitas a maior regulação". Foi anúncio do Fed, à noite.
Para o "WSJ", a medida "faz em pedaços o modelo de Wall Street" para bancos de investimento. Que é o modelo seguido no Brasil.

"NYT", "WP" e "FT" abrem com as demandas do Congresso democrata para aprovar o pacote de US$ 700 bilhões do secretário do Tesouro. "Fiscalização é a questão", diz o "NYT", citando também a negociação por ajuda aos proprietários endividados de imóveis.
E outras financeiras, alerta o jornal, já fazem lobby para o pacote não se limitar à crise de crédito imobiliário, abrangendo papéis podres em geral.
Por outro lado, sublinha o "FT", o braço financeiro da General Electric já está atrás de barganhas no mercado de dívida imobiliária.
Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).
Escrito por Nelson de Sá às 08h59
Hu & Bush
O "China Daily" destaca que o Congresso americano "pesa" o pacote do secretário do Tesouro. E, sem detalhar, noticia que o presidente Hu Jintao falou pelo telefone com George W. Bush sobre a crise.
A versão em papel abre manchete para o governo do Paquistão, que acusou a Al Qaeda pelo atentado do fim de semana em Islamabad. E o site abre nesta manhã com a renúncia do "chefe de qualidade da China", diante do crescente escândalo sobre contaminação de leite infantil, já com 13 mil crianças doentes.
Escrito por Nelson de Sá às 08h53
EUA sozinhos
Folha e "Estado" abrem com a tentativa do secretário do Tesouro de convencer outros países a adotar o pacote de resgate dos bancos. Mas o plano foi recebido com reservas por Reino Unido e Alemanha.
O "Valor" dá manchete para reportagem do "WSJ", afirmando que o Congresso "interfere" no pacote. E destaca também que "Crise não ocorreria no Brasil, diz Roberto Setúbal", presidente do Banco Itaú. Argumenta que aqui "as regras de supervisão são mais rígidas".
E Octavio de Barros, diretor no Bradesco, diz à coluna Mercado Aberto que, "tão logo a ação do Tesouro americano se efetive, é possível supor que se restaure o clima de volta da confiança dos mercados" e assim "a roda do crédito volta a girar". Mas só em "um a dois anos".

Como a Globo, o "Globo" dá com foto a Caminhada pela Liberdade Religiosa em Copacabana. "Uma das motivações", diz, "foi a depredação de um centro espírita em junho por quatro jovens evangélicos".
Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).
Escrito por Nelson de Sá às 08h22
Humildade, humildade
O secretário do Tesouro fez campanha pelo pacote de US$ 700 bilhões nos programas dominicais de entrevistas dos EUA. Nas redes NBC, ABC e CBS e no canal republicano Fox News, pressionou os democratas por aprovação sem emendas. A manchete on-line do "NYT", no fim do dia, arriscou que "emerge apoio bipartidário".
Mas o Congresso democrata ainda queria em troca o apoio a um plano de estímulo à economia. De seu lado, para consumo eleitoral, os republicanos questionavam o pacote pelo apoio a bancos estrangeiros. Na frase de maior efeito, Henry Paulson decretou, na Fox News:
_ É hora de humildade, humildade [humbling, humbling time] para os Estados Unidos da América.

O "Financial Times" perguntou a William Rhodes, vice do Citigroup e que comandou pelos credores a negociação da dívida de Brasil e outros, se "a América está hoje em pior estado do que a América Latina" nos anos 80. Respondeu que é "diferente", que o "mercado é maior". Mas, sim, é a pior crise que ele já viu "e provavelmente a pior desde a Grande Depressão".
Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.
Escrito por Nelson de Sá às 07h50
