Toda Mídia
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"Este Supremo" e um blog

Em destaque no site Comunique-se, "o presidente do Supremo, Gilmar Mendes", ordenou ao Ministério Público "as providências cabíveis para apuração das responsabilidades penais dos envolvidos na divulgação de informações inverídicas, difamantes e injuriosas com a intenção de colocar em descrédito este Supremo". E cita o blog de Paulo Henrique Amorim.

Na coluna de Mônica Bergamo, hoje, sob o título "Surpresa!", os santinhos de um vereador tucano "ao lado de Chico Pinheiro, da Globo", com quem faz "trabalho comunitário". O apresentador do "SPTV" notificou o PSDB, mas "não condena o amigo", que "não agiu de má-fé".

Em meio a notas por todo lado, dando conta de que o "Domingão do Faustão" é importante para o faturamento da Globo, "Fausto Silva se reúne hoje à tarde com o diretor-geral da Globo para tratar de sua renovação de contrato", segundo Lauro Jardim, na Veja.com.

A coluna e o blog voltam na segunda-feira.

Escrito por Nelson de Sá às 11h48

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Sarah Palin sobrevive

Os quatro jornais abrem fotos de Sarah Palin, a vice republicana, que debateu ontem com o democrata Joseph Biden.

O "NYT" ressalta que a discussão foi "cordial, mas" mostrou diferenças em pontos como Iraque e economia. Adam Nagourney avalia que Palin "sobrevive a um teste". (Leia também minha análise na Folha, aqui.)

O "WP" sublinha a disputa pela classe média. O "WSJ" descreve o debate como muito disputado, ponto para a republicana, de quem se esperava um desastre, e dá como suposto tema central os "impostos".

Ao fundo, por "WSJ" e "FT", a notícia de que a campanha republicana desistiu de Michigan para concentrar recursos em Estados como a Flórida.

Sobre a crise, o "WSJ" dá manchete lateral para as "incertezas" quanto ao pacote. E o "FT" dá manchete central para os "temores crescentes", que afetam as ações e levaram o banco central europeu a indicar ontem que prepara sua primeira redução de juros em cinco anos.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h57

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À espera

O "China Daily" anuncia esperançosamente que o "Congresso dos EUA está mais perto de endossar o resgate" dos bancos. Por outro lado, no site, ressalta "o que a Europa pode fazer" e aconselha, além de "resgastes", buscar "ajuda na China e em outros países com reservas".

Em destaque no papel, tomando quatro colunas e com foto, "Muçulmanos de toda a China celebram o Eid ul-Fitr". O país vem sublinhando sua aproximação com os muçulmanos, diante do acordo nuclear entre a Índia e os EUA.

Escrito por Nelson de Sá às 09h53

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Ajudando "pequenos"

Folha e "Estado" abrem com os mercados temerosos de que o pacote nos Estados Unidos "não evite a recessão" global.

O "Globo" dá manchete e os demais destacam que o Banco Central, pela segunda vez em dez dias, anunciou mudança no recolhimento compulsório dos bancos para "ajudar os pequenos".

Na contramão, o "Valor Econômico" dá manchete hoje para a eleição municipal. No caso, para sua avaliação de que a receita das prefeituras, que saltou 52,4% de 2004 a 2007, superior ao aumento de 45,7% observado na União, "explica a onda de reeleições" este ano.

Da campanha, a Folha ressalta que Gilberto Kassab "acenou com a manutenção dos secretários tucanos em seu governo, caso seja reeleito". O "Globo" acompanha a disputa da zona oeste do Rio por Marcelo Crivella e Fernando Gabeira, que "não quer ser o candidato anti-Lula".

O "Estado" publica artigo dos chanceleres Celso Amorim e Serguei Lavrov, ressaltando que "o laço Brasil-Rússia independe da conjuntura". O Brasil "foi o primeiro estado sul-americano com o qual a Rússia estabeleceu relações", "é o maior parceiro comercial" etc.

Ao fundo, a frota naval russa está para chegar à Venezuela e o Brasil acaba de retirar o jato militar russo de licitação bilionária.

 

  

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h40

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Todo mundo

"Com os dedos cruzados" é o enunciado da reportagem da "Economist" sobre os latino-americanos diante da crise agora global. Lembra que o "crash" de 29 derrubou 16 governos por aqui, trocados por ditaduras.

Mas agora é diferente, a crise não é "made in Latin America" e o temor é pelo crédito e por bancos menores que dependem de financiamento externo. Outro temor, para o "futuro", é pelas contas públicas que seriam afetadas por uma recessão global com impacto sobre as commodities.

De todo modo, "os maiores opositores das finanças globalizadas são os que mais provavelmente vão sofrer em suas mãos", quer dizer, Venezuela etc. Já para o Brasil de Lula "as coisas parecem melhores".

Em meio à crise de crédito, a "gestora de recursos" Gávea Investimentos, do "ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga", como é descrito até em agências, produziu enunciados positivos na cobertura ao anunciar US$ 180 milhões em "subscrição privada" para a Cosan. Que vai usar o dinheiro para pagar pelos postos da Esso, segundo o site da "Exame".

Outros não tiveram enunciados tão favoráveis. O "Estado" destacou a "fuga dos fundos de alto risco". O movimento "atinge estrelas como os ex-diretores do BC Luiz Fernando Figueiredo, da Mauá Investimentos, e Ilan Godfajn, da Ciano Investimentos". Também o "ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros, da Quest Investimentos".

A capa da "Economist" apresenta o mundo à beira do precipício, para sublinhar nem tanto o risco, mas o fato de que "a crise agora é global, pertence a todo mundo, ainda que seja 'made in America'". Para o editorialista, "isso significa que têm de trabalhar juntos".

 

Leia aqui a coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h17

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De Globo e boicotes

Não é só debate que anda sob risco, na Globo. Daniel Castro informa na Folha que a rede "discute boicote a esporte olímpico". Como perdeu os Jogos Pan-Americanos de 2011 e os Jogos Olímpicos de 2012 para a Record, "uma ala defende que deixe de transmitir assim que vencerem os atuais contratos". Seu argumento:

_ Por que apoiar esses esportes se significa audiência para Record?

Em faz-de-conta, o ministro Hélio Costa supostamente "cobrou a fábrica de semicondutores, suposta contrapartida à opção do Brasil pelo padrão japonês", do ministro das Comunicações do Japão. E este supostamente "prometeu repassar às indústrias japonesas as melhorias feitas pelo Brasil", em "aprimoramento" de recursos humanos.

Mais importante, segundo a coluna Mercado Aberto, o japonês deixou o conselho de que "os brasileiros não devem comprar conversores para TV digital" e esperar a queda de preços, se vier.

Na capa da edição corrente da revista "Teletime", "O dia em que a internet parou". Avalia que o "apagão que tirou o sistema da Telefônica e milhões de usuários do ar revela um vulcão pronto a explodir". No caso deste blog, o apagão que explodiu hoje foi obra da Net.

Escrito por Nelson de Sá às 12h49

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De novo, "esperança"

"NYT", "WP" e "FT" abrem com a aprovação do pacote no Senado "por larga margem" e, no primeiro, a "esperança" dos líderes democratas e republicanos de que passe amanhã na Câmara. O "WSJ" dá manchete lateral para a "nova vida" do plano, mas concentra atenção nos temores de recessão, que o Fed enfrentaria com novo corte nos juros.

O "NYT", como fez o "WSJ" dias atrás, relata o que aconteceu em 17 e 18 de setembro, quando a crise levou ao "pânico".

No dia do excessivamente antecipado debate entre os vices, o "NYT" perfila criticamente as posses do democrata Joe Biden, em suas bases eleitorais, e o "WP" perfila elogiosamente as qualidades da republicana em Sarah Palin em debates, segundo família e amigos no Alasca.

O "FT" destaca e os demais registram que Barack Obama abriu vantagem sobre John McCain em "estados-chaves".

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 11h49

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A "Nova China", 59 anos depois

Abrindo foto de crianças, as mesmas atingidas nos escândalos recentes do leite contaminado e das escolas que desabaram, o "China Daily" celebrou o 59º "Dia Nacional", no aniversário da criação da "Nova China", com a revolução. No site, a data foi marcada pela lembrança dos "heróis que se sacrificaram".

Sobre a crise, o site noticia que, depois do "fracasso espetacular" na Câmara, o Senado aprovou o pacote "adoçado". Também registrou a aprovação pelo Senado americano do acordo nuclear com a Índia.

Escrito por Nelson de Sá às 11h45

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Da crise americana à invasão chinesa

Os quatro jornais abrem com a aprovação do pacote no Senado dos EUA, já esperada. A votação na Câmara, de resultado incerto, foi prevista para amanhã. O "Valor" sublinha que "a principal mudança", no novo plano apresentado, "é um capítulo que amplia a capacidade do governo de evitar uma corrida aos bancos".

Na manchete central do "Valor", por outro lado, "Brasil e Argentina já se preparam para enfrentar uma provável invasão do Mercosul por produtos chineses e de outros países, que deverão buscar de forma agressiva mercados alternativos ao americano".

O jornal também destaca o "fim da euforia nos imóveis comerciais", enquanto o "Estado" aponta a "fuga dos fundos de alto risco", que "atinge estrelas como Luiz Carlos Mendonça de Barros e Ilan Goldfajn".

Na campanha, a Folha diz que "Kassab tira votos de Alckmin e Marta na periferia" e o "Estado" informa que "Lula vai reforçar a campanha na Grande São Paulo", indicando que Marta deve "nacionalizar" ainda mais a campanha no segundo turno.

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 11h31

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Aos leitores

Por força de apagão no acesso, o blog será atualizado mais tarde, hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h48

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A mãe de todas?

Fim do dia, ontem, e as manchetes on-line de "NYT", "WP" e "WSJ" eram todas para o pacote "revisado", em votação ontem no Senado dos EUA, enfim aprovado. E que vai a votação amanhã, talvez, na Câmara, onde "não há garantia de aprovação". Logo abaixo, na home do "WP", "Investidores tiram bilhões de dólares" de ações e fundos, "em massa".

Enquanto isso, "Mr. Doom", o Sr. Apocalipse Nouriel Roubini anunciava em seu blog que vem aí "a mãe de todas as corridas bancárias", nos EUA.

Em entrevistas aos canais Bloomberg e BBC, no programa "Hard Talk" (clique na imagem abaixo), acrescentou que uma corrida "silenciosa" para retirar os depósitos sem garantia, acima de US$ 100 mil, já começou. E alertou que já nem se trata de crise financeira, tão-somente, mas "econômica", como atestam as montadoras em queda nos EUA e o resgate da General Electric pelo bilionário Warren Buffett.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h31

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Com a crise, até a BrOi ficou cara

O site Teletime noticia que a indústria das telecomunicações no Brasil "espera a poeira baixar para avaliar o impacto da crise financeira global", mas sim, "haverá impacto". No momento, "acompanha o mercado financeiro de hora em hora, para ajustar estratégias".

De todo modo, "a preços de hoje, Oi pagou caro pela BrT". Com a crise, o preço das ações da Brasil Telecom estaria 42% menor do que foi pago pela Oi nas "ofertas públicas voluntárias" já realizadas.

A coluna Mercado Aberto anota que ex-funcionários do falido Lehman têm, entre seus "destinos preferidos", o Brasil. E que Ricardo Amorim, do "Manhattan Conection" e que era do banco WestLB, "retorna ao Brasil".

Depois da entrevista desastrosa a Katie Couric na CBS, Sarah Palin deu entrevista a Hugh Hewitt, do chamado "talk radio" que sustenta os extremistas republicanos, afirmando ter "diploma de jornalismo também" e se dizendo "surpresa com tamanha mudança na ética jornalística".

Para quem ainda não assistiu ou só viu a paródia com Tina Fey, abaixo, a entrevista em que a vice republicana responde sobre a crise:

Escrito por Nelson de Sá às 11h17

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Lá também, democracia à deriva

O "NYT" dá manchete para a proposta de Michael Bloomberg de mudar as regras do jogo para concorrer a novo mandato de prefeito de Nova York _como fizeram FHC e o argentino Carlos Menem e gostariam de fazer Lula, o colombiano Alvaro Uribe, o venezuelano Hugo Chávez.

Da crise, "WP" e "NYT" destacam a votação, hoje à noite no Senado, do pacote "revisado" e com "adoçantes". Para o segundo, uma "proposta obscura de elevação da garantia governamental para depósitos", por lobby dos bancos menores, obteve amplo apoio republicano e democrata, a começar dos presidenciáveis, e foi parar no plano.

O "WSJ" registra a mudança no pacote, mas prefere ressaltar que também na Europa o banco central europeu e os governos da França e da Irlanda saíram ontem em socorro aos bancos. O "FT" sublinha que a ação irlandesa pressiona o Reino Unido a fazer o mesmo.

O "FT" é o único a acreditar _e em manchete_ que a "alta desafia crise", sobre o salto de ontem nas bolsas, que mal é registrado pelos demais.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h18

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Lá também, "preocupação"

O "China Daily" de papel segue com muito atraso a crise americana. No site, destaca que, apesar da alta em Wall Street, ontem, "persiste a preocupação com o crédito". E a dificuldade na aprovação do pacote americano "atingiu a confiança do investidor na China". E o primeiro-ministro Wen Jiabao agora diz que está "preocupado" com os EUA, mas não vê sentido nas comparações com a Grande Depressão.

De resto, no escândalo do leite contaminado, o país anunciou que unificar a inspeção estatal das 154 companhias de laticínios.

Escrito por Nelson de Sá às 09h12

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Datafolha, debate e acabou a campanha

A Folha abre com os oito pontos de Gilberto Kassab sobre Geraldo Alckmin no Datafolha, a cinco dias do primeiro turno. E registra que o "democrata" venceria Marta Suplicy no segundo por 49% a 44%.

Folha e "Estado" ressaltam ainda, da corrida em São Paulo, que o tucano "reagiu com indignação" ao cancelamento pela Globo do último debate antes do primeiro turno, que favoreceu o "democrata".

No Rio, enquanto Fernando Gabeira sobe, o "Globo" se volta agora contra Eduardo Paes e abre foto com a mensagem "Fora 15", número do PMDB.

Sobre a crise, o "Valor" relata "a falta de recursos na praça", para as empresas, e o "Estado" anuncia mais verbas do governo, da agricultura à indústria, para "contornar a interrupção do crédito" no país.

A Folha destaca a votação do pacote alterado no Senado dos EUA, enquanto o "Globo" diz que "Lula agora diz que a crise é séria".

O "Estado" é o único a dar na capa a reunião em Manaus de Lula, Hugo Chávez, Evo Morales e Rafael Correa, sob o título "Os quatro amigos".

Já o "Washington Post" publica longa reportagem para noticiar que Lula, diante da crise, se aproxima do venezuelano e de outros sul-americanos na crítica aos EUA, rompendo a divisão entre as duas esquerdas por aqui.

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h24

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José Serra e o toque de Lula

O blog Campanha no Ar noticiou na Folha Online e depois o "SPTV" leu até editorial para justificar o cancelamento do debate pela Globo, argumentando desrespeito aos "critérios jornalísticos" de cobertura. É uma primeira vez, mas pouco influencia, pelos números do Datafolha que já projetam Gilberto Kassab no segundo turno.

Em turnê eleitoral de Pernambuco, como mostrou o blog de Josias de Souza, à inauguração do museu do futebol, ontem no "Jornal Nacional", o presidenciável tucano José Serra vê não só o "democrata" Gilberto Kassab mas também o "verde" Fernando Gabeira avançar, no Rio. E já parte para o ataque à política econômica, diante da crise americana.

No exterior, porém, prosseguem os relatos sobre o "toque de ouro" do presidente pernambucano nesta campanha municipal, que levou até mesmo candidatos tucanos como João Castelo, de São Luís, a sair dizendo na televisão que "Lula não tem dono".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h07

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De debates e favores eleitorais

Diz José Armando Vannucci, na Jovem Pan, que os números de audiência do debate em São Paulo "foram comemorados pela Record".

Mas a Globo "pode cancelar o debate" de quinta, segundo Daniel Castro, na Folha. "O problema para a Globo" é que Ivan Valente e outros não abrem mão de participar e a rede só quer Marta Suplicy, Gilberto Kassab, Geraldo Alckmin, Paulo Maluf e Soninha.

A coluna Painel, de Renata Lo Prete, na Folha, registra que "o provável cancelamento do debate da Globo foi recebido como má notícia por Alckmin". O cancelamento favoreceria Kassab.

Por outro lado, sobre o cancelamento do debate da Record no Rio, domingo passado, Castro informa que, "nos bastidores da Globo, fala-se que foi para não prejudicar Marcelo Crivella, da Igreja Universal".

Ricardo Feltrin, no UOL, informa que o "acendeu a luz de emergência na Globo, por causa da novela das 19h". A média de "Três Irmãs" é de 28 pontos, "somente um a mais do que a pior novela de todos os tempos" no horário. E a Globo "já enfrenta a audiência baixa também de sua novela das 21h", com "a menor média da história no horário", 37 pontos.

Uma e outra fazem o "sanduíche" de audiência para o telejornal de influência política da Globo, o "Jornal Nacional".

E a crise vem aí. O site Meio e Mensagem destaca que, nos EUA, a publicidade "tem a pior queda desde 2001", com os "investimentos em mídia" caindo 3,7%, em relação ao ano passado.

Escrito por Nelson de Sá às 11h24

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A esperança

O site do "NYT", agora pela manhã, avalia que que a reação "mista" dos mercados, já com alta em Nova York, "reflete a esperança" pela aprovação do resgate aos bancos no Congresso, ainda nesta semana, sublinhada por novo apelo de George W. Bush, hoje.

A manchete de papel do "NYT" dá como "incerto o próximo passo", depois da derrubada do pacote, sublinhando o "colapso de liderança" em Washington, tanto na Casa Branca como no Congresso. O colunista David Brooks, conservador de grande referência nos EUA, descreve os republicanos da Câmara como "niilistas" _e, sem isentar os democratas, alerta para o fim da "liderança americana" no novo século, no mundo.

O "WSJ" de Rupert Murdoch abre com o governo se debatendo para achar uma saída para a crise e, em foto, como John McCain e os republicanos, responsabiliza a liderança democrata na Câmara. O "WP" concorda que a oposição ao pacote "cruzou" os dois partidos.

"WSJ" e "FT" ressaltam também a operação de resgate do Wachovia em ação do governo com o Citigroup.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h47

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Por trás dos "heróis espaciais"

O "China Daily" de papel segue com os "heróis" taikonautas em manchete e foto.

No site, finalmente, o índice "Dow Jones tem queda recorde", em Wall Street. Em segundo destaque, imediatamente, "Casa Branca e congressistas planejam novo plano de resgate", sem maior detalhe.

"Nem a pressão dos maiores lobbies de Washington, como a Câmara de Comércio dos EUA", notou o jornal, "conseguiu garantir os votos" para o pacote.

Escrito por Nelson de Sá às 09h32

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A crise bate às portas

Os quatro jornais abrem com a queda do pacote e das Bolsas.

Sobre o Brasil, a Folha destaca artigo do economista liberal Alexandre Schwartsman, dizendo que "a solvência do país, ao contrário de outros episódios, não será questionada, fator que deve impor limites aos efeitos da crise". Internamente, o também liberal Armínio Fraga aparece para pressionar que "crescer não é mais prioridade" para o Brasil.

E nada do sistema bancário brasileiro. O "Valor" alerta que as companhias do país fecham hoje o balanço do terceiro trimestre "e a correção não deve ser pequena", para ajustar dívidas e aplicações ao câmbio da crise. Internamente, noticia a queda nas ações de empresas brasileiras em Wall Street, inclusive bancos.

Sobre os EUA, o "Valor" dá sua manchete para reportagem do "WSJ", avaliando que só restaria aos EUA "a opção de cortar juro". Já o UOL traduz agora pela manhã, do "NYT", que os EUA "têm opções" _e por exemplo, "antes mesmo de o Congresso rejeitar o pacote, o Fed já recorria à tática mais antiga de sua cartilha: imprimir dinheiro".

O carioca "Globo" destaca na capa que "Sindicalista amigo de Lula faz campanha milionária" em São Bernardo do Campo, Grande São Paulo.

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h32

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De vermelho a roxo, por aqui

O site do "NYT", como se viu, noticiou a compra do Wachovia pelo Citigroup sublinhando que "concentra os depósitos americanos nas mãos de apenas três bancos: Bank of America, JP Morgan Chase e Citigroup".
 
Quanto ao Brasil, o site Market Watch destacou ontem que a derrubada do pacote "bateu nas ações" da Bovespa e dos outros mercados latino-americanos, que tinham a aprovação por certa. Por aqui, as "ações bancárias escorregaram, lideradas por uma queda de 11% do Unibanco".

Em meio a manchetes na linha "Bolsa desaba", do UOL, até Armínio Fraga apareceu, na Veja.com, para dizer que o sinal foi "de vermelho a roxo".
 
Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h18

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Concorrência, de um jeito ou de outro

A Record News completou um ano anteontem, mas, no dizer do Radar On-line, "não tem muito o que comemorar". Atinge 0,25 ponto na TV aberta em São Paulo. E 0,06 na TV paga, contra 0,33 da Globo News.

José Armando Vannucci, na Jovem Pan, dá números aparentemente mais animadores, "um milhão de pessoas, diariamente", em São Paulo. Mas sublinha que "executivos do canal tentam negociar com a Net" uma posição melhor no "line up".

Também a TV Brasil quer mais espaço no "line up", noticia o site Pay-TV, registrando que a rede federal sofre resistência em regiões como ABC e Campinas, entre outras cidades do Sudeste. Também a Abril enfrenta problemas com a Net, ligada à Globo.

Já os canais Band News e Band Sports, da Bandeirantes associada à Globo no futebol, entram em outubro na mesma Net com uma base de 500 mil assinantes cada um, segundo o Pay-TV.

Por outro lado, cresce a audiência dos vídeos on-line no Brasil, segundo a Comcast. O YouTube saltou 50% em oito meses e o Globo Vídeos, 25%. Já o site de vídeos da Record segue incipiente e a rede ainda não fechou acordo com qualquer portal, como chegou a ser especulado.

Até 2010, segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, em entrevista à TV Brasil com cobertura do site Adnews, a meta é levar a internet a 80% da população. Atingiria 150 milhões "de uma forma ou de outra".

Escrito por Nelson de Sá às 10h46

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A crise continua

Neste momento, em meio à queda nas bolsas de Ásia e Europa, a manchete on-line do "NYT" é que o Citigroup compra Wachovia e assim "os depósitos bancários se concentram ainda mais nas mãos de apenas três bancos: Bank of America, JPMorgan Chase e Citigroup".

No papel, os quatro jornais abrem com o acordo sobre o pacote de ontem para "o maior resgate a bancos da história dos EUA". O "NYT" alerta para a "votação difícil" hoje na Câmara.

O "WSJ" ressalta que o acordo se dá no momento em que a crise chega aos bancos europeus, com a "nacionalização", expressão do "FT" evitada pelo "WSJ", do belga-holandês Fortis, este no "maior resgate de um banco europeu", e agora do britânico Bradford & Bingley.

Sobre o acordo, o "FT" sublinha o "reembolso" das perdas do governo, no plano que faz "restrições históricas" no pagamento aos executivos de bancos e financeiras. Já o "WP" destaca, com ironia, que se trata do mesmo "remédio amargo do dr. Paulson", secretário do Tesouro, mas agora "em uma pílula que o público pode engolir".

Mais importante, o efeito do pacote é visto com "incerteza" pelo "WP" e como "primeiro passo de uma longa estrada" pelo "NYT", ambos em análises destacadas em primeira página.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h09

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Nas estrelas

De alto a baixo, no "China Daily" de papel, os três taikonautas ou astronautas _o jornal não se decide_ sob o enunciado "Trazendo sonhos das estrelas". E o aviso de que "Pousar na Lua é o próximo alvo", também em missão tripulada. Mas só para 2020 ou depois. No site, na mesma linha, "Astronautas voltam a Pequim como heróis".

O "China Daily" noticia que o pacote foi "finalizado" e, "depois que os parlamentares insistiram em dividir os controles com a administração Bush", vai a votação hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 09h01

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Feliz Natal?

Os quatro jornais abrem com o pacote, que vai a votação hoje nos EUA. No enunciado do "Valor" e em destaque na Folha, entre as "várias" mudanças, a possibilidade de reembolso das perdas do governo. Para o "Estado", foram "poucas mudanças" e aprovação "pode ser difícil".

O "Valor" registra a avaliação dos setores comercial e industrial no Brasil, de que impacto da crise será "brando" nas compras de Natal.

Na campanha, a Folha ressalta que Gilberto Kassab "polariza debate", ontem na Record. Geraldo Alckmin, no programa, evitou responder se apoiaria o "democrata" no segundo turno, mas o "Estado" destaca que "a costura já está em curso" e o deve apoiar Kassab.

 

  

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h26

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A Terra é vermelha

Na home page do estatal "China Daily", ontem, abrindo imagens do passeio espacial com a bandeira vermelha, a missão "histórica". O site traz vídeos da CCTV e declarações dos líderes de que o país está "comprometido com o uso pacífico do espaço".

A agência Xinhua registra as congratulações do Brasil, "como parceiro da China" no programa espacial.

E abrindo a foto ao lado, do pôr-do-Sol no Capitólio, o "Financial Times" deu no sábado o especial "O caminho evanescente de Washington: Como o pacote envenena a receita de livre mercado para o mundo".

Defensores da liberalização, curiosamente, se escudam no Brasil. Diz um que a "criatividade financeira" pode voltar, a partir daqui e de regiões como Hong Kong e Cingapura. E John Williamson, idealizador do Consenso de Washington, apela a Lula para argumentar que alguns de seus preceitos, como a disciplina fiscal, fincaram raízes e deram resultado.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 07h55

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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