Toda Mídia
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De 2008 para 2009

A crise financeira "prejudica a ascensão da classe C à web em 2009". Foi a previsão da Abinee, da indústria eletrônica, para Guilherme Felitti, do site IDG Now. Por classe C, entenda-se a "nova classe média".

Segundo a organização, em 2008 houve "uma forte inclusão digital da população brasileira, com máquinas financiadas a prestações atrativas", mas agora "esse crédito pode ser reprimido e a demanda cair".

Já "canais e agências", segundo Daniele Frederico, do site Tela Viva, dizem que "a mídia ainda não foi afetada pela crise", mas esta, a crise financeira, foi "um dos assuntos mais comentados do Maximídia", que reuniu a indústria da comunicação.

O presidente do Grupo de Mídia diz que ainda não vê "insegurança por parte dos anunciantes", mas avalia que, em caso de retração, "ela deve ser sentida pelos meios de custo alto, como a televisão".

O diretor de comercialização da Globo, de sua parte, não acha que a televisão seja o meio mais vulnerável. "Se houver uma retração na mídia, a TV provavelmente vai ser a menos afetada."

No angustiante sobe-e-desce de audiência deste último trimestre do ano, que aponta para os investimentos de 2009, Daniel Castro informa hoje na Folha que a "Globo maquia audiência de 'A Favorita'".

Em anúncio publicado ontem, "para dar maior audiência à atual novela das oito, a pior da história, a emissora atribuiu a ela resultados dos dois últimos meses de 'Duas Caras', sua antecessora".

De José Armando Vannucci, hoje na Jovem Pan:

_ Dizem na TV que contra números não há argumentos. "Números são números", me diz um diretor de TV. Mas as pessoas esquecem que eles sempre serão frios e, muitas vezes, não refletem a realidade. Veja só. Aqui em São Paulo, a audiência de "A Favorita" está bem abaixo do que a Globo esperava, mas o texto é dos mais elogiados. Os índices justificam o fim da novela? Acho que não.

O problema não se restringe à novela das oito. Depois da estréia bem propagandeada, Ricardo Feltrin informa no UOL que "Negócio da China", dos 30 pontos iniciais, "perdeu um quinto no segundo capítulo (24) e ontem não teve lá grande mudança (25,6)".

O blog não será atualizado nesta sexta. Como a coluna, retorna na segunda.

Escrito por Nelson de Sá às 18h46

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Quilombolas e a Ucrânia

"Descendentes de escravos" de Mamuna, na capa do "WSJ", "lutam pelo reconhecimento do quilombo" e lançam protestos contra a base de Alcântara, no Maranhão. O jornal ressalta que, já com ação vitoriosa na Justiça, os quilombolas ameaçam o programa de ampliação da base de lançamento, realizado para receber os foguetes Ciclone, da Ucrânia, aliada dos EUA.

Escrito por Nelson de Sá às 11h48

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Estatização à americana

O "NYT" dá manchete de papel e on-line, agora pela manhã, para o plano de estatização de parte dos bancos americanos pelo Tesouro, desde ontem no site. Os sites de "WSJ" e "FT" confirmam e detalham a notícia.

No papel, "WSJ", "FT" e "WP" noticiam, na linguagem militar do primeiro, que "Bancos Centrais lançam ataque coordenado", que "fracassa".

O "NYT", para além do furo sobre a estatização, publica reportagem e lança um "novo olhar severo sobre o legado de Alan Greenspan", o ex-presidente do Fed que deu, ao longo de anos, "apoio aos derivativos".

O "WSJ" avalia que a recessão na Califórnia prenuncia o futuro dos EUA. O "WP" ressalta como a região de Washington, tanto a capital como Virgínia e Maryland, se prepara para demissões e cortes em educação etc.

"NYT" e "WP" ressaltam que o Afeganistão enfrenta espiral de crise e já leva a uma revisão urgente na estratégia americana.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h58

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Cortar juros e poupar

Nas manchetes do "China Daily", no papel e no site, o corte nos juros para se "resguardar contra o desaquecimento".

Logo abaixo, o comentário "Corte nos juros é eficaz, mas não basta". Li Hong escreve que a crise nos países desenvolvidos deve afetar "Brasil, Rússia, Índia e China, os chamados Golden Bricks", tijolos dourados.  E que o mundo, no curto prazo, deve seguir trabalhando "coletivamente e por meios não convencionais para construir confiança", ainda que "frágil".

No longo prazo, propõe a "filosofia chinesa" de "viver conservadoramente e poupar para as crianças" _ou para quando precisar.

Escrito por Nelson de Sá às 10h34

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Aracruz, Sadia, Votorantim...

O "Valor" abre com "nervosismo e especulação":

_ O mercado de câmbio foi movido pela especulação e pela demanda de empresas que procuram cobrir apostas em derivativos. O grupo Votorantim confirmou que desmontou suas posições. Em nota, diz ter realizado operações de "opção de verificação em dólar" nos últimos meses, eliminadas ontem... O total de posições vendidas em dólar das empresas clientes com os bancos _especulativas e defensivas_ chega a R$ 58 bilhões. R$ 10,74 bilhões vencem em 30 dias... O componente especulativo na disparada pode ser observado nos números do Banco Central. Sobrou dólar mesmo nos dias em que o real se desvalorizou.

Também no "Valor", a Previ solicitou assembléia de acionistas à Sadia "para votar abertura de processo contra os administradores, para ressarcimento das operações que levaram à perda de R$ 760 milhões".

No "Estado", Henrique Meirelles garantiu a Lula que "os recursos liberados não se destinam a salvar empresas que tiveram perdas por terem especulado com câmbio, mas sim para garantir liquidez".

E a Folha noticia que "a crise fez a primeira vítima entre os fundos de investimento", com a GWI fechando "para resgates e aplicações".

Acima da manchete sobre a crise global, na Folha, a vantagem de Gilberto Kassab sobre Marta Suplicy, segundo o Datafolha.
 
No jornal e no "Estado", imagens de José Serra com Dilma Rousseff  _e, junto aos dois presidenciáveis, Lula.

 

  

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h56

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Nova ordem, às pressas

Fora da Folha Online, a cobertura por aqui mal registrou, talvez pelo personagem. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, chamou reunião do G20 financeiro para sábado, nos EUA. O Brasil preside o grupo. Quem pediu foi o secretário do Tesouro, Henry Paulson. No exterior, noticiaram "Telegraph", agências etc. O encontro visa coordenar ações.

Ontem, já agiram coordenadamente no corte de juros os bancos centrais de EUA, China, Austrália. Mas não o BC de Henrique Meirelles.

Por outro lado, o chanceler Celso Amorim, também na Folha Online, defendeu ação coordenada dos emergentes. Brics e outros, como África do Sul, não podem ficar "à mercê de dificuldades de crédito que venham dos países ricos". Defendeu uma "nova ordem", nos moldes abordados dias atrás pelo presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

Até a secretária de Estado, Condoleezza Rice, saiu dizendo que atua ao lado de China, Índia e Brasil, pela ordem, para "responder efetivamente" à crise. E que "o sistema internacional está mudando", que "esses grandes países têm que ser acomodados numa moldura internacional".

Por UOL e outros, o que se noticiou foi a ligação de George W. Bush a Lula. Ele teria dado a previsão de que o pacote vai mostrar resultado em duas semanas e meia _e concordado que o Brasil está "sólido". Na versão da Casa Branca, via agências, ele falou dos "esforços dos EUA em busca de estabilidade" e da "importância de ações coordenadas de todos".

Porém a ação coordenada dos bancos centrais não teve êxito, destacavam os sites de "FT" e "NYT" no fim do dia. Daí, 23h no Brasil, entra manchete on-line do mesmo "NYT" anunciando o plano dos EUA de "tomar parte de vários bancos", em estatização parcial como na Grã-Bretanha, ontem. É para "tentar restaurar a confiança".

Leia aqui a íntegra da coluna Toda Mídia de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h46

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Espanha e a prioridade em mídia

Segundo o Globo Online, desde Madri, "a crise financeira fará com que a América Latina e particularmente o Brasil passem a ser prioridade para o grupo Telefônica, nos programas de investimento dos próximos anos".

O número 2 do grupo espanhol declara, em entrevista "a convite", que   "a crise afeta de forma diferenciada países e também setores" e garante que, "no setor de telecomunicações, o impacto será menor".

Também de Madri vem a notícia de que Enrique Santos, diretor do "El Tiempo", principal jornal colombiano, parte do grupo espanhol Planeta, foi eleito presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa, que reúne jornais do hemisfério. Foi destaque no próprio "El Tiempo".

Na opinião de Alberto Dines, no Observatório de Imprensa, a assembléia da SIP em Madri, tendo por "anfitrião" o grupo Prisa, dono do espanhol "El País" e do maior jornal boliviano, "La Razón", foi "um lance político de alta significação" e confronta "a turma de Miami" na organização.

No sobe-e-desce da televisão, Daniel Castro informa na Folha que o primeiro capítulo da novela "Negócio da China" deu 29.9 pontos no Ibope, na melhor estréia às 18h desde o ano passado, com "Eterna Magia".

E a expectativa "alavancou" outras novelas, no que José Armando Vannucci descreve na Jovem Pan como "efeito cascata". Flávio Ricco relata que o autor da novela recebeu "parabéns da direção da Globo".

Por outro lado, Vannucci escreve que "os números que mostram queda de audiência e elevação nos valores cobrados pelas cotas de futebol caíram como bomba nos bastidores da TV". Ricardo Feltrin informou os dados no UOL, sexta.

Segundo o colunista da Jovem Pan,  "a notícia correu os departamentos comerciais e há quem garanta que no mercado já falam em pedir descontos proporcionais à redução no número de telespectadores".

Escrito por Nelson de Sá às 11h47

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Coordenados, mas...

Nos sites dos quatro jornais, manchete para o corte coordenado dos juros, até na China, mas as bolsas seguem voláteis, alerta o NYT.com.

Na manchete de papel do "NYT" e também no "WP", a indicação ontem de que os EUA cortariam os juros não foi o bastante para segurar as ações.

No "WSJ" e no "FT", destaque para as intervenções do Fed, que resolveu emprestar diretamente às empresas, e do Reino Unido, que vai "nacionalizar parcialmente" os bancos britânicos.

Do debate de ontem, com muitas fotos, o "WP", em manchete, e os demais destacaram que os candidatos se concentraram nas respostas à crise econômica _e foram menos agressivos do que se prenunciava.

No sumário do "NYT", Barack Obama questionou a "desregulação" de John McCain, que por sua vez lançou plano de socorro às hipotecas.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h56

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China e EUA, juntos

O "China Daily" de papel abre com alerta _ou ameaça_ da China, em reação ao acordo dos EUA com Taiwan, "Contrato de fornecimento de armas arruína proposta de construir confiança".

Mas o site do jornal estatal traz na manchete, neste momento, a ação coordenada dos bancos centrais da China e dos EUA, mais o europeu e outros, cortando juros ao redor do mundo para tentar conter a crise. Mas não tem jeito, as bolsas desabam por toda parte, desde Tóquio.

Escrito por Nelson de Sá às 10h34

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Derivativo à brasileira

Nos sites dos jornais, agora pela manhã, a manchete é o corte nos juros americanos e outros, até o chinês, de maneira coordenada.

Nas manchetes de papel, a crise continua, com o dólar em disparada no Brasil. O "Valor" explica o que acontece no câmbio, à luz das operações com derivativos por Aracruz e outras:

_ As operações de alto risco estão reduzindo a liquidez ao sangrar também o caixa dos bancos que atuaram como contraparte. O "Valor" teve acesso a ofertas feitas pelos bancos a empresas, para hedge (proteção) contra a queda do dólar, semelhante à transação da Aracruz. Na operação, chamada "target forward", a empresa aposta duas vezes que o real vai se valorizar.

Em suma, a redução na liquidez é efeito também das agressivas "ofertas feitas pelos bancos" às empresas, para entrarem no "mercado de derivativos". O jornal não dá nome aos bancos.

Folha e "Estado" também ressaltam que foram as operações com derivativos que levaram à alta do dólar. As empresas que apostaram no dólar baixo, como a Aracruz, aumentaram a procura pela moeda, para enfrentar compromissos. Os jornais também não dão nomes.

Na campanha, a Folha entrevista José Serra, para quem o PSDB de São Paulo "não é um partido de coronéis", em que ele mandaria. O governador surgiu ontem em "photo-op" com Gilberto Kassab.

Já o "Estado" traz foto de Lula com Dilma Rousseff, também candidata em 2010, em "photo-op" de nova plataforma da Petrobras.

O "Globo" segue com Fernando Gabeira e diz que Lula se recusou a tirar foto com Eduardo Paes. O jornal carioca também destaca Kassab.

 

  

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h01

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"Eu avisei..."

"Mr. Doom", Nouriel Roubini, enviou e-mail ontem ao site Portfolio, curto e direto: "Estamos perto do derretimento financeiro e corporativo total, cara". A única instituição disposta a emprestar é o banco central americano. "Atingimos o ponto em que o Fed é o único banco no país ou, melhor, no mundo."

Lembra os 12 passos que listou em fevereiro, até a "mãe de todos os derretimentos", e diz, sem modéstia: "Estamos agora, como previ, no 12º passo. Desculpe-me por dizer que eu te avisei..." Para quem não leu então no site de Roubini ou, logo depois, na coluna de Martin Wolf no "Financial Times", o 12º seria "um círculo vicioso de perdas, liqüidações forçadas, vendas de ativos" a qualquer preço etc.

Seu único erro, admite ele com ironia em nova entrevista, ao Council on Foreign Relations, foi prever o derretimento total em dois anos, não sete meses. Mais importante, o "Sr. Apocalipse" arrisca agora na direção contrária, de contenção do desastre.

No final da semana, defendeu, em "6 passos para evitar a mãe de todas as corridas bancárias", que o Fed dispensasse os bancos e passasse a emprestar diretamente às corporações. E foi o que o Fed fez, ontem.

Não basta, avisa Roubini ao Fed, receitando também garantir todos os depósitos e fazer uma "triagem radical entre bancos solventes e insolventes a serem fechados", para começar a conter o desespero _e evitar, não mais a recessão, mas a depressão global.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h49

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Diferente, bem diferente

Na noite de ontem, em manchete nos sites Tela Viva, Pay-TV e Teletime, Samuel Possebon garantiu que a atual "crise não desperta nas empresas de comunicação a mesma preocupação que despertou em crises cambiais recentes, pelo menos não para a Globo".

Lá "a situação agora é muito diferente daquela que se tinha em 2002", quando a rede teve que vender ativos e negociar com os credores "em situação de moratória". Agora "a dívida do grupo é coberta pelo caixa da Globo". Aliás, a Net de Carlos Slim e Globo também "tem uma situação bem diferente agora".

Isso tudo segundo "fontes da empresa".

Escrito por Nelson de Sá às 11h45

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"Business as Usual"

Com o título "No Brasil, os negócios de sempre muitas vezes envolvem grampo" e o subtítulo "Banqueiro Dantas, preso por corrupção, acha que tem argumento [case] contra seus acusadores", o "WSJ" entra na Operação Satiagraha.

Questiona Protógenes Queiroz, diz que a "mania" por escuta vem dos "arapongas" da ditadura e avança sobre alvos como João Pedro Stédile, "organizador dos camponeses pobres".

Mas não alivia Dantas, a começar de sua contratação da Kroll, que "filmou até o então presidente do Banco do Brasil", na disputa pela Brasil Telecom.

Como no caso Alstom, o jornalista Antonio Regalado não toma partido.

Escrito por Nelson de Sá às 10h52

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Unificar, coordenar

Nos destaques on-line de "NYT" e "WSJ", neste momento, a busca de uma "política unificada para a crise dos bancos", na Europa, e a "pequena reação" no mercado futuro de ações nos EUA, em parte pela "esperança de uma ação coordenada dos bancos centrais".

No papel, os quatro jornais abrem com a queda ao redor do mundo nas bolsas, explicada pelo "temor de recessão". "NYT" e "WP" ressaltam que o Fed estudava ontem à noite _e confirmou hoje_ novas medidas para estimular a economia, como a compra da dívida de empresas.

Por outro lado, em registros menores nas primeiras páginas de "NYT" e "FT", o impacto sobre os emergentes, Brasil e Rússia à frente.

Na campanha, o "WP" confirma nova queda de John McCain em estados-chave como Ohio e o "NYT" ressalta que o republicano, logo seguido pelo democrata, acionou "modo de ataque" às vésperas do debate de hoje.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h17

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Vem aí: corte de juros

O "China Daily" de papel dá manchete para reforçar que aumentou a regulação da indústria de laticínios.

Mas a foto é para um operador da bolsa de Xangai, ontem, angustiado diante das ações que fecharam em queda de 5,3%.

Na manchete do site, agora pela manhã, "Austrália corta juros em 1%, elevando ações", o que "antecipa que outros países podem seguir logo pelo mesmo caminho". Ao que tudo indica, a própria China.

Escrito por Nelson de Sá às 09h59

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Do pânico aos conselhos

Os quatro jornais abrem com o "pânico", na expressão de Folha, "Globo" e "Estado". O "Valor" dá manchete para as medidas tomadas pelos governos de vários países, ainda sem coordenação. Os demais ressaltam o socorro do Banco Central aos "bancos pequenos", por aqui.

O empresário Benjamin Steinbruch, na capa da Folha, escreve que "já se levantam as vozes de sempre", financeiras, "para aconselhar o governo a reduzir o aumento da produção interna". E afirma que "pisar no freio só maximizará o efeito da crise".

Já "Globo" e "Estado" destacam artigo de Ilan Goldfajn, da PUC do Rio e da Ciano Investimentos, fundo atingido pela crise, aconselhando que "é fundamental assegurar o funcionamento dos mercados no Brasil".

Na campanha, Folha, "Globo" e "Estado" abrem imagem de Fernando Gabeira em "photo-op" na piscina do Flamengo, clube mais popular do Rio. O "Estado" relaciona Gabeira e Gilberto Kassab, em São Paulo.

A Folha traz reportagem de capa registrando que PSDB, DEM e PPS, "os três principais partidos de oposição a Lula", perderam o poder em 176, 109 e 70 cidades no primeiro turno, respectivamente. E o PT "garantiu 157 prefeituras a mais do que governa hoje".

O Valor Online, de sua parte, sublinha o avanço em prefeituras dos governistas PMDB e PSB, "os parceiros mais disputados por PT e PSDB para composições na eleição de 2010". 

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h48

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Murro na cara

O canal de notícias CNBC confirmou ontem, durante o depoimento do ex-presidente do Lehman Brothers no Congresso americano, que o executivo, no dia em que o banco de investimento quebrou, 21 de setembro, estava se exercitando na academia do próprio banco quando um funcionário foi até ele e desabafou com "um murro na cara".

Já por aqui, no blog de Lauro Jardim na Veja.com, "um dos mais argutos banqueiros de investimentos do país, que prefere manter-se anônimo", saiu falando em "crise de crédito gravíssima", com "vários hedge funds queimando posições no Brasil para cobrir resgates" e "vários bancos pequenos no redesconto do Banco Central".

Por outro lado, Mônica Bergamo informou ontem, na home do UOL, que o ex-ministro do Desenvolvimento Luiz Fernando Furlan voltou para a Sadia, à tarde. O motivo foi a operação cambial em que a empresa perdeu R$ 700 milhões. O empresário diz ter sido "convocado" para levar "tranqüilidade ao grupo em um momento de turbulência".

O site da BBC criou uma página com gráficos em queda sem fim, de ações a commodities, e relacionou algumas das instituições já "nacionalizadas" ou então "tomadas" com apoio estatal nos EUA e na Europa _ou que entraram em "colapso" de vez, com a crise. Até o momento.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h29

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Crise e a mídia paralisada

As bolsas desabam, neste momento, e a coluna "Outro Canal" de hoje informa que "a cúpula da Globo ficou paralisada com a crise e adiou decisões não urgentes, como a renovação do contrato de Fausto Silva". Para a emissora, "a disparada do dólar é especialmente preocupante" pela dívida de US$ 665 milhões.

Dias atrás, o Teletime deu que toda a indústria de telecomunicações  "espera a poeira baixar" enquanto segue os mercados "de hora em hora para ajustar estratégias". E o Meio e Mensagem postou que nos EUA a publicidade registrou "a pior queda desde 2001".

Por fim, a coluna "Mercado Aberto" de hoje acrescenta que o faturamento do comércio em São Paulo e no Rio já começa a desacelerar.

Mas a eleição também continua e, segundo a coluna "Painel" de ontem, "depois do debate entre Joe Biden e Sarah Palin nos EUA, há quem sugira um duelo de vices também em São Paulo", com "Aldo vs. Alda".

Escrito por Nelson de Sá às 11h28

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Antes do pânico

"NYT" e "WSJ" abrem e o "FT" destaca que a crise financeira se espalha pela Europa e que a Alemanha se move para "assegurar depósitos", "defender os bancos" ou, no dizer do jornal europeu, "prevenir o pânico de saques". Grã-Bretanha e França já estudam o plano alemão.

O "NYT" também destaca que, "cheios de dúvidas, consumidores cortam gastos nos EUA". E o "FT" dá manchete para as pressões sobre Tesouro e Fed, ontem à noite, para adotar novas medidas sobre liquidez e juros.

Na história imediata, o "WSJ" conta como o Lehman tinha "duas caras", com "conversas privadas" sobre resgate e demonstrações públicas de "otimismo". Já o "FT" relata que o banco de investimentos tentou se tornar comercial dois meses atrás, argumentou que seria melhor para "controlar o risco sistêmico" do que a quebra, mas o Fed negou.

Em meio à crise na economia, o "NYT" abre foto no alto para avisar que hoje o programa espacial dos EUA "depende da Rússia". Semana passada, o programa chinês realizou seu primeiro passeio espacial.

Na campanha, o "WP" abre em manchete que o registro de eleitores favorece democratas em estados-chave como Ohio, Flórida e Pensilvânia.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h19

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A crise continua, lá também

O "China Daily" de papel segue no esforço de convencer os chineses de que os derivados do leite já "não estão contaminados".

Sobre a crise, o primeiro-ministro avalia que o crescimento estável é a melhor ajuda que o país pode dar. Mas o site traz na manchete que os americanos comuns seguem assustados, apesar do pacote. Logo abaixo, a forte queda na bolsa de Xangai, hoje, derrubando o efeito das medidas tomadas pela própria China para reanimar as ações.

Escrito por Nelson de Sá às 10h06

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A continuidade surpreende

Folha e "Estado" dão na manchete o primeiro turno com Gilberto Kassab, apoiado por José Serra, "na frente" de Marta Suplicy, apoiada por Lula, ainda que "por 0,8%". "Globo" e "Valor" também destacam que o prefeito de São Paulo "surpreende". Para o jornal econômico, o primeiro turno confirma a vitória da "continuidade".

O "Estado" sublinha que Luiz Marinho, apoiado por Lula, "encara segundo turno" em São Bernardo do Campo, contra um tucano. A Folha ressalta que o candidato de Aécio Neves também vai encarar um surpreendente segundo turno em Belo Horizonte. E o "Globo" festeja a derrota do senador Marcelo Crivella, ligado à Record, para Fernando Gabeira, que vai com apoio tucano ao segundo turno no Rio de Janeiro.

Raymundo Costa, na capa do "Valor", registra que as apostas do governador de São Paulo ainda precisam ser confirmadas, mas já reforçam sua posição no PSDB. Kennedy Alencar, na Folha, escreve a análise "José Serra se projeta como líder da oposição".

A BBC Brasil oferece uma avaliação diversa e afirma que "tanto José Serra quanto Dilma Roussef obtiveram vitórias táticas rumo a 2010".

Henrique Meirelles, em entrevista ao "Estado", na capa:

_ O Banco Central já está usando parte das reservas e fazendo leilões. Podemos atuar novamente, desta ou de outras formas. Cabe notar que a razão pela qual podemos enfrentar a crise com serenidade é porque, mesmo diante de críticas, mantivemos a política de ampliação das reservas.

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h51

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Globo vs. Ibope

A nova tela controlada por toque, copiada da CNN, não funcionou bem.

Mas o problema da Globo foi outro, ontem no fechar das urnas. Chegou a entrar, cortando o "Domingão do Faustão", mas sumiu e só retornou meia hora depois. E o Rio de Janeiro ficou para o fim _quando William Bonner estranhou que "Fernando Gabeira aparece à frente de Marcelo Crivella pela primeira vez numa pesquisa Ibope".

Alexandre Garcia até comentou, em defesa do instituto, que "a gente tem que considerar que foi uma boa base, seis mil eleitores ouvidos", mas então o Globo Online já abria uma foto de Gabeira na home page, para o enunciado, sem aspas, "Nada como uma pesquisa atrás da outra".

Sobre São Paulo, Garcia saiu explicando que Gilberto Kassab, "sendo do demo, teve apoio do governador José Serra, que é tucano". De Minas Gerais, saudou a "surpresa" do candidato "apoiado pelo ministro Hélio Costa", das Comunicações, contra o governador Aécio Neves.

Na manchete do "Valor", sexta, adiantando-se à torção interessada dos resultados de ontem, "Receita alta explica onda de reeleições".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h40

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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