Toda Mídia
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Saco cheio de televisão

No assunto da semana em mídia, a crise global de audiência a partir de "Negócio da China", Daniel Castro reporta na Folha que, "como não houve grandes altas na concorrência (só Band e Record subiram), a Globo conclui que há menos gente vendo TV por causa do calor e da 'semana do saco cheio' em colégios".

Já Flávio Ricco reclama no UOL que "na Globo tudo é motivo para explicar o fracasso da novela" e arrisca "duas razões, na verdade: a história é ruim; e as outras emissoras transformaram em novela o caso do rapaz que fez refém a ex-namorada, no mesmo horário". Ontem, diz, "SP Record" e "Brasil Urgente" atingiram 12 e 9 pontos.

José Armando Vannucci, da Jovem Pan, abre o jogo:

_ Os últimos dias foram cansativos para quem trabalha com os bastidores da TV. Foram muitos telefonemas, conversas e trocas de e-mail com as mais variadas pessoas, para uma análise imparcial. A queda de “Negócio da China” pode desencadear uma crise como jamais se viu na teledramaturgia da Globo e toda cautela é necessária, porque são inúmeros os interesses. Há um grupo que faz de tudo para minimizar a situação. Há o fogo amigo dentro da Globo e os concorrentes que podem colocar lenha na fogueira para desestabilizar. Daí a necessidade de um trabalho exaustivo de apuração, confronto de números e análise. Confesso que aprendi muito e de tudo que ouvi o mais sensato aponta para a troca de público. A TV vive um momento de transformação, com um telespectador mais exigente, concorrência entre as emissoras e outras mídias atraentes. Por isso, toda cautela é necessária na hora de colocar um novo produto no ar.

Diz ele que, "além da novela, os diretores da Globo estão muito atentos aos números do 'Jornal Nacional', que perdeu audiência nos últimos dias, principalmente no bloco apresentado antes do horário político, que marcou 29 pontos" na quarta-feira.

Em destaque nos sites Meio & Mensagem e Tela Viva, a Gávea Investimentos, que é "comandada" por Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central de FHC, vai comprar 12,6% da RBS, que é comandada por Pedro Parente, ex-chefe da Casa Civil de FHC.

Os recursos serão "destinados à estratégia de crescimento do conglomerado de mídia", que abrange televisão, rádio, internet e jornais, para fora do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
O contrato da RBS para retransmitir a Globo nos dois Estados veta a concorrência com a rede em televisão e rádio, no resto do país.

A coluna e o blog voltam na próxima segunda-feira.

Escrito por Nelson de Sá às 11h46

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Pós-crise financeira

O "WSJ", com foto de cartaz de posto de gasolina, e o "NYT", na manchete lateral, abrem com a "queda aguda" nos preços do petróleo, que "ajuda a economia e os consumidores".
 
O segundo traz artigo do bilionário investidor Warren Buffett, que sugere "Compre ações americanas. Eu estou comprando".
 
Por outro lado, o "WP" destaca que o "aperto no crédito" leva empresas a "cortar gastos e expansão".
 
E na Europa, dos esforços para apagar os incêndios financeiros por lá, o britânico "FT" ressalta o resgate do banco UBS pelo governo suíço, da Ucrânia pelo FMI e da Hungria pelo ECB, o banco central europeu.
 
 
Na campanha, a nova prioridade de "NYT" e "WP", o primeiro conta a história de "Joe, o encanador", tornado celebridade ao abordar Barack Obama na rua e ser usado por John McCain no último debate.
 
O segundo mostra como o republicano está sendo "forçado a lutar pela Virgínia", Estado que sempre votou com o partido. Na mesma linha, o "NYT" mostra o acontece no Colorado

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h36

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Contra a desaceleração

O site do "China Daily", nesta manhã, abre com "Governo vai estimular o mercado de propriedade imobiliária". Dizendo que a retração no setor pode atrapalhar a economia, "estuda relaxar seu controle".

No papel, a manchete destaca o aniversário da maior valorização da bolsa de Xangai, "mas não há o que comemorar", pois desde então a queda foi de quase 60%. Mas o "governo está preparado para combater a desaceleração", a partir de agora, com "uma série de medidas".

Escrito por Nelson de Sá às 10h00

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Da violência para a campanha

A Folha abre com os policiais que "se enfrentam", enquanto o "Estado" destaca que civis enfrentam militares e "Serra culpa PT".

No enunciado do "Valor", "Serra enfrenta confronto entre polícias". No "Globo", com imagem, "Confronto armado entre polícias de São Paulo".

Na manchete do jornal do Rio, a execução do diretor de Bangu 3, que "perdeu a escolta", segundo o jornal, por culpa do governo do PMDB.

Em enunciado menor na Folha, "Polícia devolve adolescente a seqüestrador em São André". Para o "Estado", "Garota volta a cativeiro para negociar, com aval policial". Ela tem 15 anos.

Sobre a economia pós-crise financeira, o "Valor" abre com a negociação de preços entre indústria e varejo. "Como não se sabe em que nível o dólar vai se estabilizar, começa a ser adotada a prática de condicionar o valor à evolução futura do câmbio".

Guilherme Barros, na Folha, informa por outro lado que, "para aliviar o impacto das perdas das empresas com operações de câmbio, os bancos começam a renegociar os débitos" e oferecem "novos empréstimos a prazos mais longos". Querem "evitar que as empresas contestem judicialmente as operações" com derivativos.

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h38

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A guerra das polícias

As imagens da "guerra" tomaram aos poucos as redes Record e Globo, nos intervalos à tarde. Mas foi na Band que se deu o jogo político.

No "Brasil Urgente", o governador tucano José Serra entrou ao vivo, longamente, para dizer a José Luiz Datena que a "CUT está participando, ela é do PT", que "parlamentares estão apoiando" e "os agitadores têm propósito político-eleitoral".

Mais algum tempo e o senador petista Aloizio Mercadante entrou para responder que "o que está por trás" da greve dos policiais é "o pior salário do Brasil e a ausência de diálogo" e que "as associações não têm caráter partidário, todo mundo sabe disso em São Paulo".

O governador repetiu as acusações e respondeu indiretamente ao senador no "SPTV", sem outro lado. Também no "Jornal Nacional", depois, que deu a manchete "Policiais civis em greve avançam em direção à sede do governo e batalhão de choque protege o palácio".

Boris Casoy, no "Jornal da Band", criticou que "as polícias se digladiam enquanto a situação na segurança é calamitosa" e que "o governo estadual não tem tido competência para acabar com a paralisação".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h17

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Quatro décadas depois

Lauro Jardim, na Veja.com, mal esperou terminar "Negócio da China" e proclamou ontem à noite "a pior audiência no horário das seis desde que a Globo se tornou líder do país, há quatro décadas: apenas 15 pontos".

Fabíola Reipert, no "Agora", observa que "nem as cenas tórridas entre Fábio Assunção e Grazi Massafeira, no capítulo", salvaram a audiência.

O "desastre", segundo Jardim, se espalha para "Malhação" e "SPTV". E "contamina", segundo Flávio Ricco, "Três Irmãs", que "já tinha o pior mês de estréia de uma novela das sete", com média de 28, e caiu para 22.

Patrícia Kogut, no "Globo", registra que "Negócio da China" "enfrenta problemas de audiência" e informa que a Globo "vai mexer na história".

Kogut publica também que a "Globo renovou contrato com a holandesa Endemol" e agora "tem os direitos de produzir 'Big Brother' até 2012".

Já a manchete do site Meio & Mensagem alerta, neste momento, que a "Endemol pretende mudar contrato com a Globo", para "atingir maior rentabilidade no mercado brasileiro de programação".

Daniel Castro esclarece na Folha que "a Endemol Globo está passando por reestruturação" e deve "se limitar a uma estrutura enxuta para gerenciar contratos com a Globo". A empresa foi formada há seis anos "para que a Globo tivesse preferência por todos os formatos da Endemol, mas o negócio não evoluiu como os holandeses esperavam".

Escrito por Nelson de Sá às 11h29

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O último "round"

"NYT" e "WP", em meio ao pessimismo global com a economia, destacam o debate entre John McCain e o agora favorito Barack Obama.

O republicano "pressionou de maneira pontual e por vezes raivosa" o democrata sobre "políticas e caráter", sublinha o primeiro, "mas Mr. Obama manteve um comportamento plácido e por vezes perturbado".

Sob o título "azarão agressivo vs. contra-atacante frio" ou "cool", o "WP" retrata um "round final" de golpes duros. O "WSJ" também apela ao boxe ao ressaltar os "jabs" sobre "imposto e tom da campanha".

Sobre a crise, o "WSJ" abre foto e "FT", "WP" e "NYT" ressaltam como o aviso do Fed, de que a "recuperação mais ampla" da economia vai demorar, estimulou a maior queda em Wall Street desde o "crash" de 87.

O "WSJ" ressalta como os temores econômicos "reacenderam" a derrocada no mercado, diante de "queda nas vendas de varejo, mergulho das commodities e preocupação dos investidores com os hedge funds". O "NYT" fala em "problemas amplos" e acresce dados indicando que o preço dos imóveis residenciais "está longe do fundo".

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h03

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E recessão

Também no "China Daily" de papel, os "temores de recessão" foram para a boca de cena e "as amplas ações governamentais para evitar o derretimento do setor financeiro evaporaram". Na manchete do site, neste momento, o tombo nas bolsas asiáticas, com queda de 11% em Tóquio e 4,2% em Xangai.

Na foto, o presidente Hu Jintao recebe Asif Ali Zardari, presidente do Paquistão, que vem se aproximando da China depois do acordo nuclear entre Índia e EUA.

Escrito por Nelson de Sá às 09h50

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Recessão, recessão, recessão

Folha, "Estado" e "Valor" abrem com as "perdas históricas" em Wall Street e na Bovespa diante dos sinais de recessão nos EUA, como a queda nas vendas às vésperas da temporada de Natal, e também diante da diminuição do ritmo de compras de commodities pela China.

O jornal econômico destaca entrevista com Michael Pettis, professor da universidade de Pequim, para quem o crescimento chinês não tem como evitar a recessão global. Aposta em queda do ritmo para 6% ou 7% e avalia que "a China terá de passar do modelo exportador para outro, puxado pelo consumo doméstico, o que nunca foi fácil".

Em Brasília, informa Valdo Cruz na Folha, o governo já reduz a meta para o PIB do ano que vem a 3,8%. Mas as "vendas no varejo seguem em alta" no país, ressalta o "Valor".

Na campanha, a Folha abre imagem em que "Marta Suplicy chora ao ouvir um rap feito para ela por uma criança de 11 anos".
 
 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h45

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Na linha de tiro

Os papéis emergentes _e do Brasil em especial_ encabeçaram a lista dos mais movimentados ontem na Bolsa de Nova York, segundo os relatórios on-line do "Wall Street Journal".

Tomaram também a lista das maiores quedas, com as ADRs de Vale, CSN, Gafisa, Unibanco, Gerdau, Petrobras, Gol, Bradesco, Itaú nos "top 50", em queda superior a 20%.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h38

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Ibope vs. Globo

O ibope baixo da novela "Negócio da China" se repetiu na terça, segundo Fabíola Reipert, e concentra a atenção dos "bastidores da televisão" na semana. Segundo a colunista, "a Globo diz que foi culpa da diminuição do número de televisores ligados, mas a queda no Ibope não aconteceu com a Record, por exemplo", citando o "SP Record".

José Armando Vannucci confirma que "a maior prejudicada [pela queda nos televisores ligados] foi a Globo, já que as outras emissoras oscilaram muito pouco". Pior, em "efeito cascata", os números da novela das 18h "derrubaram todas as médias dos programas que vieram na sequência", inclusive "SPTV" e "Jornal Nacional".

Sublinhando que "durante vários minutos a novela patinou em 14 pontos", Daniel Castro escreve que uma das explicações "nos bastidores da Globo" é que "a rede apostou em uma trama com apelo jovem, movimentada por lutas de kung fu, o que pode ter afugentado parte do público adulto", como indica o ibope estratificado.

Por outro lado, Flávio Ricco posta que o "Jornal da Record", na segunda, "registrou 16 pontos com nova série" sobre "O Mundo Contra a Crise", dos correspondentes Heloísa Villela e Celso Zucatelli.

E Daniel Castro avisa que a rede lança na próxima segunda-feira uma campanha para promover seu jornalismo. "Amparada em pesquisa qualitativa feita pelo Ibope, com apenas três grupos de discussão em São Paulo, dirá que tem um 'jornalismo verdade'. A sondagem apontou que o telespectador perceberia os telejornais da Record como 'mais reais' que os da Globo, pois 'dão ênfase aos problemas locais'."

Ao fundo, prossegue nas Globos o questionamento ao Ibope pelas pesquisas de intenção de voto no primeiro turno, no Rio.

Escrito por Nelson de Sá às 11h41

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Os bancos se movem, lá

O "WSJ" abre com "Crédito dá sinais de ceder após resgate de bancos", quer dizer, a estatização parcial com que, "na hora da verdade, os EUA forçaram os grandes bancos a piscar", segundo enunciado da capa. Diz o jornal que o "custo dos empréstimos mergulhou, mas corporações ainda enfrentam aperto" e a recuperação pode levar meses.

Também o "FT", com a mesma foto do secretário Henry Paulson, avaliza que a injeção de capital "levanta a confiança no sistema bancário".

O "NYT" relata como foi "o drama por trás do acordo bancário", com Paulson entregando aos executivos de nove bancos um documento em que aceitavam vender parte das instituições, para assinar sem questionar. O "WP" ressalta que bancos menores, pelo país, "resistem às infusões de dinheiro federal".

Por outro lado, o "NYT" aponta que uma "perspectiva ruim ainda se levanta sobre lucros e empregos" na economia real.

Na campanha, o "NYT" destaca que os ataques de John McCain a Barack Obama estariam "derrubando" o republicano, segundo nova pesquisa com o democrata 14 pontos à frente. O jornal mal menciona a crise.

E o "WP" foi à Flórida contar como os aposentados, antes uma base republicana, se mostram agora divididos.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h08

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Bush e o "livre mercado"

O "China Daily" de papel destaca a "compra direta" de parte dos principais bancos pelo governo dos EUA, com George W. Bush dizendo que "não visa tomar o livre mercado, mas preservá-lo". Já o site traz na manchete, agora, que a entrada dos EUA nos bancos não deve mudar "rapidamente" a economia. Mas os mercados de crédito dão sinais de melhora.

Abrindo foto de destacamento militar, o jornal estatal destaca por outro lado que a "Entrega de ilha marca fim de disputa de fronteira" com a Rússia.

Escrito por Nelson de Sá às 09h53

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Os bancos não se movem, aqui

Nas capas, a crise continua. A Folha sublinha problemas em empresas no exterior, em meio aos sinais de recessão.

O "Globo" dá manchete e o "Valor" destaca a paralisação dos "meganegócios" envolvendo empresas brasileiras como a Renner. "E até a compra da BrT pela Oi está ameaçada." Das perdas com derivativos, o "Valor" avisa que atingem "principalmente companhias do agronegócio".

O jornal econômico dá na manchete que o crédito à exportação está perto de parar e "o Banco Central agora vai usar suas baterias para reanimá-lo". Mas a Folha destaca que o dinheiro já liberado pelo BC aos bancos não está sendo usado para crédito, como previsto, e sim para "negociações com títulos do governo".

Nos EUA, sublinha o "Estado", o Tesouro "exige que bancos usem dinheiro do socorro para conceder empréstimos".

Na campanha, Folha e "Estado" abrem a foto com Gilberto Kassab, seu boneco e Geraldo Alckmin.

No "Estado", a pesquisa Ibope adiantada ontem pelo Globo Online, com Kassab 12 pontos à frente de Marta Suplicy. Na Folha, a sabatina, com o enunciado "Muitas mulheres querem casar comigo, diz Kassab".

No Rio, além de "Ibope confirma Gabeira à frente, em empate técnico", o "Globo" noticia que "Crivella apóia Paes, que promete Cimento Social".

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h37

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"Somos todos brasileiros"

O "Guardian" dizia ontem que a escolha de Paul Krugman para o Nobel "indica que a onda intelectual está mudando, contra o livre comércio irrestrito", e simboliza "a morte do Consenso de Washington".

A razão para a escolha não seriam as críticas cotidianas do colunista à política econômica dos EUA, mas a contribuição teórica do economista com sua "política estratégica de comércio" _em que aponta como os "subsídios à indústria interna" elevam a renda de um país e dá como exemplo o apoio brasileiro à Embraer.

Por outro lado, dias atrás em seu blog no "NYT", Krugman postou que "um ponto realmente importante" na crise foi revelar "o crescimento da globalização nos últimos poucos anos", daí o contágio. Em suma, com ironia: "Somos todos brasileiros agora."

Em entrevista à BBC, Krugman elogiou o plano europeu e avaliou que "pode ser a hora da virada da crise" financeira. Depois se conteve, em seu blog no "NYT", dizendo que "é cedo" e "ainda não vimos nada que chegue perto da volta à normalidade nos mercados de crédito".

No "Financial Times", o colunista Martin Wolf também abriu a terça-feira dizendo que os planos "são, em proporção e formato, o necessário". E a manchete do "FT", à noite, já dizia que eles levantantaram "a confiança no sistema bancário global".

Sobre o Brasil, o "FT" vê "consumidores e empresas adiando planos" e grupos como Votorantim, que "não foram conservadores", enfrentando perdas no que "a mídia chama de subprime brasileiro", os derivativos.

Mas no todo "as empresas estão bem menos endividadas do que as suas concorrentes externas" e o país vai "emergir da crise relativamente ileso".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h29

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Audiência cai, patrocínio sobe

Como sublinhou o Blue Bus, Daniel Castro noticia que, com 26,2 pontos, Venezuela e Brasil "foi o pior ibope da seleção em eliminatórias da Copa".

Mas Mônica Bergamo, também na Folha, informa que a Globo renovou as cotas de patrocínio de futebol para o ano que vem, com Vivo, Itaú, Casas Bahia e VW pagando R$ 605 milhões, no total.

O site Pay-TV diz que, "após um aparente fracasso nas negociações, a Record finalmente deve vender os direitos de TV por assinatura dos Jogos de 2010 e 2012 para a Globosat". O motivo seria "o valor oferecido".

Já Flávio Ricco afirma no Todo Canal que, para dirigir a cobertura dos mesmos Jogos, a Record quer contratar os jornalistas Sidney Garambone, da Globo, e Emanuel Castro, do SporTV, canal por assinatura da Globo.

Como noticiou Ricardo Feltrin no UOL, a Record "acaba de contratar Luiz Carlos Azenha e Carlos Dornelles, profissionais históricos da Globo". Record que já tem "ex-globais" como Celso Freitas, Rodrigo Vianna, Paulo Henrique Amorim, Fabiana Scaranzi, Mauro Tagliaferri etc.

Feltrin postou que a novela das 18h na Globo, "uma semana após a estréia, tem o pior ibope da história", com os 17 pontos de segunda-feira.

José Armando Vannucci acrescenta na Jovem Pan que "o sinal vermelho foi acionado" e Flavio Ricco avisa no Canal 1 que "a Globo resolveu dar um 'esquenta' na novela e procura nome badalado para reforçar o elenco".

Escrito por Nelson de Sá às 11h46

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É nacionalização, informa o "WP"

Os quatro jornais dão manchete impressa para o pacote americano. E também nos sites, agora pela manhã, com o anúncio formal por George W. Bush, dizendo que "o papel do governo será limitado e temporário".

O "WP" de papel é o único a abrir o jogo e destacar, no enunciado da manchete, que os "EUA forçam nove grandes bancos a aceitar nacionalização parcial". Sobre o investimento "simbólico", detalha que o secretário do Tesouro, falando banqueiros, cobrou "patriotismo".

Como os demais, também o "NYT" credita o salto em Wall Street à compra de "pedaços" dos bancos americanos, na "maior intervenção desde os anos 30". No "WSJ", sem ironia, imediatamente abaixo da manchete, "governo pressiona bancos a aceitar dinheiro".

O "FT" abre foto para os líderes europeus Gordon Brown, Angela Merkel e Nicolas Sarkozy _e o quanto seus países liberaram de dinheiro.

Na campanha, "NYT" e "WP" destacam o plano econômico anunciado ontem por Barack Obama para "ajuda às vítimas da crise", com US$ 60 bi, enquanto John McCain adiava a divulgação de seu próprio plano.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h48

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A euforia continua

O "China Daily" de papel destaca o pacote europeu e a alta nas bolsas em todo o mundo. Na foto, uma operadora em Frankfurt, na Alemanha.

O site destaca, agora pela manhã, que o índice Nikkey, em Tóquio, subiu 14%, um salto recorde. E noticia que George W. Bush detalha hoje o pacote americano.

Em reportagem, o jornal aponta o "desafio" de manter o crescimento e a perspectiva de mais corte de juros.

Escrito por Nelson de Sá às 09h33

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Do estado para o mercado, trilhões

O "Valor" se permite ironizar que o "Mercado recebe trilhões com euforia". Como o jornal econômico, Folha e "Estado" ressaltam, além do pacote europeu de nacionalização, os planos já anunciados nos EUA, que também vai estatizar bancos parcialmente, e no Brasil, onde o Banco Central segue outro caminho e vai desregular bancos ainda mais.

O "Estado" ressalta a entrevista de Lula na Espanha, em que ele apóia  "a volta do estado" e da política à gestão das questões financeiras.

Mas a Petrobras já adia a divulgação de seu plano estratégico para 2009/2013, com a previsão para os novos campos.

Na campanha, Folha e "Estado" destacam os enunciados "Para Marta, é importante saber se Kassab é casado" e "Marta aprova ataque pessoal", sobre a sabatina de ontem. Já o "Estado" diz que o "PT vai tirar do ar ataque pessoal a Kassab".

No Rio, o alvo do "Globo" é Eduardo Paes, acusado por ato onde três militantes teriam recebido R$ 50 "para fazer campanha".

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h42

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Uma espécie de revolução

Chris Dodd, democrata que preside a subcomissão do Senado americano voltada às Américas e quase foi vice de Barack Obama, publicou ontem "Novo presidente deve abraçar uma nova agenda", no "Miami Herald".

Abre dizendo que a "América Latina vive uma espécie de revolução", em que "ditadores militares são coisa do passado". Aliás, "chegou a hora de reconhecer que não é nosso quintal."

Propõe quatro passos para a "nova agenda", a começar da parceria com o Brasil e do "encorajamento para que Lula, cujos esforços têm ajudado milhões, tome a liderança na propagação de modelos de crescimento" pela região. Também defende mudanças na relação dos EUA com Cuba.

E o cineasta Walter Salles deu entrevista ao programa "Hard Talk", da BBC, e ouviu questionamentos como o de que seus filmes já "projetam um estereótipo que ignora a realidade do sucesso econômico do Brasil".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h23

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No ringue, Danilo Gentili vs. Marta

O descontrole na campanha de Marta Suplicy precede o comercial lançado ontem, com insinuações sobre a vida sexual de Gilberto Kassab.

Como informou Rubens Valente na Folha, o comediante Danilo Gentili tentou gravar um quadro com a candidata, com um manequim semelhante ao que ela, em fotos de Marlene Bérgamo, cumprimentou por engano.

Mas "militantes e seguranças empurraram e seguraram Gentili, que depois disse ter levado socos, chutes e cotoveladas". O comediante, por sua parte, "atirou microfone contra o fotógrafo da campanha, César Ogata, atingindo e fazendo sangrar a orelha esquerda".

Não se sabe ainda se o confronto vai ao ar no "CQC" de hoje, na Band.

Sobre a volta da campanha, Flávio Ricco diz no UOL que o debate foi um "fracasso", com a Band em quinto, atrás até mesmo da Rede TV!. Já Lauro Jardim, na Veja.com, dá o programa em quarto, com seis pontos.

E José Armando Vannucci acrescenta na Jovem Pan que o horário eleitoral derrubou a Globo para 11 pontos e a Record para 4, à tarde. À noite, 18 na Globo, 12 no SBT, 10 na Record. E depois "as emissoras levaram um bom tempo para recuperar a audiência na volta da programação normal".

Escrito por Nelson de Sá às 11h49

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Paul Krugman e a salvação do mundo

"FT" e "NYT" abrem com os anúncios não apenas da União Européia, mas também dos EUA, de apoio estatal aos bancos. E com a corrida para fechar os detalhes dos pacotes. "WSJ" e "WP" se concentram na decisão européia, que enfim mostrou unidade.

Paul Krugman elogia no "NYT" a ação do primeiro-ministro britânico, que "definiu o caráter do resgate global", agora disseminado nos dois lados do Atlântico, e iniciou a possível recuperação. "Gordon Brown salvou o sistema financeiro mundial?", pergunta o colunista, esperançoso.

Agora pela manhã, Krugman foi anunciado como o Nobel de economia. Em entrevista ao próprio "NYT", diz que o resultado, "para os leitores da coluna, é que talvez eles passem a ler com um pouco mais de cuidado quando eu estiver sendo economístico _ou talvez tenham um pouco mais de paciência quando estiver sendo chato".

Na campanha, o "WP" dá manchete para sua pesquisa com a ABC, mostrando Barack Obama dez pontos à frente de John McCain.

A três semanas da eleição, o "NYT" pergunta se o republicano já "está distante demais?" e responde que sim, pelo histórico de outras campanhas. O "WSJ", de sua parte, ressalta que ele agora "luta para segurar o Sul para o Partido Republicano".

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h15

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Reforma agrária lá

O comitê central do PC aprovou a reforma agrária que vai permitir a propriedade de terras e o "China Daily", nas manchetes de papel e on-line, garante que a "renda dos fazendeiros vai dobrar" até 2020.

No segundo destaque, tanto no papel como no site, a reunião do G20 financeiro em que os "líderes mundiais" dos países desenvolvidos e emergentes prometeram ação conjunta na economia.

Na foto, cosmonautas russos levam milionário americano dos games ao espaço.

Escrito por Nelson de Sá às 09h47

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De estatizações e fusões bancárias

Os quatro jornais destacam a decisão européia de "estatização parcial" dos bancos, na expressão da Folha. O anúncio leva à recuperação nas bolsas da Europa, nos enunciados on-line agora pela manhã.

O "Valor" acrescenta, na manchete, que "o aperto no crédito chegou com força ao Brasil no terceiro trimestre", com a captação externa de bancos no menor valor em seis anos. A Cepal já prevê "várias fusões bancárias". E no mercado o "rumor", diante das perdas locais nas operações com derivativos, é de compra do banco Votorantim e de dificuldades no Safra. 

Diz o jornal que foram os derivativos que "desencadearam um círculo vicioso" para várias moedas latino-americanas, não apenas o real.

Folha e "Estado" abrem foto para o debate entre Gilberto Kassab e Marta Suplicy, ontem na Band. Leia meu comentário, aqui.

O enunciado da primeira vai para o comercial da ex-prefeita que pergunta, sobre a "vida pessoal" do prefeito: "É casado? Tem filhos?". O "Estado" abriu nas primeiras edições e trocou depois pelo debate tenso.

O "Globo" registra que também no Rio os candidatos Fernando Gabeira e Eduardo Paes "se atacam em debate", também na Band.

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h18

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"Mortem!"

Os colunistas Frank Rich, com a ilustração à esq., e Maureen Dowd, ontem no "New York Times", abriram fogo contra John McCain e Sarah Palin pelo ataque sem fim ao "caráter" de Barack Obama, tanto em comerciais como discursos. Os candidatos republicanos têm levado multidões a gritos de "terrorista!" ou "matem-no!".

Rich lembrou Abraham Lincoln e Martin Luther King, ambos assassinados. Dowd fez uma paródia em latim e inglês para "A Guerra da Gália", de Júlio César, ironizando os ataques republicanos que levam aos gritos, escreve ela, de "Amator terroris!", "Mortem!", "Bomba Obamam!".

Mas a pesquisa diária do Gallup mostra que a vantagem do democrata já caiu quatro pontos. E o republicano avisa que vai continuar a "whip", chicotear, o adversário sobre a suposta relação com um ex-terrorista.

Gilberto Kassab chegou a falar em "dona Marta", mas agora evita.

Já Marta Suplicy perde o controle e, por locutor, marca seu retorno à propaganda com uma insinuação contra a vida sexual do prefeito.

Em desespero como John McCain, a petista apela às emoções mais baixas, contra décadas de sua própria vida pública. Segue Karl Rove, o marqueteiro que passou a simbolizar a estratégia de destruição de "caráter", que venceu duas eleições nos EUA e pode levar a terceira.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h10

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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