Toda Mídia
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Os últimos números

Regina Rito noticiou em "O Dia" que o "Balanço Geral", da Record Rio, alcançou na segunda uma "audiência histórica", com o desfecho do seqüestro "em São Paulo" e a execução do diretor de Bangu 3 no Rio. Liderou mais de meia hora, por 20 pontos a 18 do "Vídeo Show".

E a Ilustrada Online deu que o "Hoje em Dia" liderou em São Paulo na terça, por 9 a 8 de "Mais Você", "TV Globinho", "SPTV" e "Globo Esporte".

Por fim, o Radar On-line posta hoje que, entre quinta 16 e quarta 22, "no horário nobre, o filé mignon em termos de receitas publicitárias, a audiência da Record foi de 13 pontos, quase o dobro do SBT, com 7".

De Douglas Tavolaro, da Record, hoje no site Comunique-se:

_ A Record conta com mais de 1.500 jornalistas. A chegada de Carlos Dornelles e Luiz Carlos Azenha mostra que se tornou um porto seguro e confiável para os jornalistas talentosos que estão insatisfeitos em outras emissoras. Eles agora participam de um projeto vitorioso que tem provocado uma mudança histórica no hábito de se informar do telespectador. Os últimos números de audiência revelam que o brasileiro já compreendeu que fazemos um jornalismo muito mais próximo do cidadão, sem amarras e preconceitos, antenado com o que pensa e quer o povo brasileiro.

A coluna e o blog voltam na próxima segunda-feira.

Escrito por Nelson de Sá às 11h57

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O culpado

Manchete no "FT" e no "WP" e quase isso no "WSJ" e no "NYT", ambos com a mesma imagem, o ex-presidente do banco central americano, Alan Greenspan, assume parte da culpa pela crise financeira global.

No enunciado do "FT", "Eu cometi um erro, admite Greenspan". No "WP", "Greenspan diz que estava errado sobre regulação". No "WSJ", "Greenspan admite erros para um painel hostil da Câmara".

No "NYT", abaixo da foto, "Olhando para trás sem conseguir acreditar".

O "NYT" destaca ainda que as "nações ricas" preparam através do FMI uma linha de crédito, com recursos do Japão e dos países produtores de petróleo, para "países mais pobres" e "economias em desenvolvimento".

O jornal diz que a lista dos países "sob ameaça" é crescente e já abrange "mercados emergentes robutos como o Brasil e a África do Sul".

Por outro lado, na manchete lateral, o "WSJ" sublinha que a queda do rublo e outros problemas resultantes da crise financeira global "põem a Rússia na defensiva" em seu enfrentamento emergente com os EUA.

Na manchete do "NYT", o prefeito e magnata de mídia Michael Bloomberg conseguiu mudar as regras para se candidatar a um terceiro mandato.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h57

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"Crash" e reuniões

O site do "China Daily" dá manchete para o presidente Hu Jintao, que abriu a reunião Ásia-Europa dizendo que a "China ajuda a estabilidade global". Seu crescimento "em si mesmo é grande contribuição à estabilidade financeira". Já o presidente da Comissão Européia defendeu a reforma "coordenada" do sistema financeiro mundial, com participação "crucial" da China.

No papel, a manchete fala do "crash" das bolsas asiáticas e da cúpula do G20 financeiro convocada por George W. Bush.

Escrito por Nelson de Sá às 10h39

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Um erro lá, bilhões aqui

Os quatro jornais destacam que o Banco Central deve tirar, das reservas, "até US$ 50 bilhões para normalizar o câmbio".

Também os quatro trazem na capa a admissão de "um erro" por Alan Greenspan, que foi presidente do banco central americano por 18 anos: ter confiado na auto-regulação dos bancos. E ele voltou a defender as operações com derivativos.

O "Estado" abre com o suposto desejo do Congresso de "limitar a medida que permite estatização". E o "Globo" diz que "oposição pode obstruir medida", ou melhor, "tentar", pois seus "líderes estão descontentes com declarações do presidente de que a oposição torce pelo pior".

No que resta de interesse pela campanha, o "Valor" dá manchete para a crise que "já coloca em xeque, segundo projeções de mercado", as promessas eleitorais de "grandes projetos".

Sobre a operação que resultou na morte de Eloá, na Folha, "Polícia agora põe em dúvida tiro antes da invasão". No "Estado", "Polícia Militar já admite 'confusão' sobre tiros". Até no "Globo", "Polícia de São Paulo já não descarta erro em resgate".

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h27

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"Rojão", "bombinha"

O comandante da tropa de choque, diz Fátima Bernardes, "admitiu que o barulho ouvido antes da invasão ao apartamento de Eloá pode não ser de tiro". Diz que pode até ser de "um rojão".

A história toda é suspeita, na Globo. Seus telejornais sustentavam que os tiros foram após a invasão _até anteontem, quando a escalada do "Jornal Nacional" saiu bradando: "Exclusivo. O depoimento de vizinhos coincide com o dos policiais. Eles dizem ter ouvido tiro antes da invasão". A Globo havia obtido "acesso aos depoimentos à polícia". Mas, meia hora antes do "JN", anteontem, sites já destacavam que a amiga de Eloá desmentiu os policiais. Não houve tiro _o que o "JN", abaixo, só foi registrar após toda a reportagem com os vizinhos, no fim do programa.

A história é suspeita também na Record, que domingo mostrou vídeo com "estampido" antes da invasão (abaixo) e afirmou que foi "disparo de revólver". Daniel Castro, ontem na Folha Online, ouviu um perito que avaliou não ser "tiro" e sim um "sinal amplificado" pela emissora. "Pode ser uma bombinha." A própria Record agora "suspeita que o suposto tiro foi um atrito no microfone de espuma".

O que levou Globo e Record a alardear, como queria a polícia, que a invasão aconteceu após um tiro? Como escreveu Elio Gaspari, "na guerra da informação, morre a verdade". Por "malversação do poder".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h32

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"The Man Who Owns the News"

Arthur Sulzberger, "publisher" do "New York Times", volta a vislumbrar o futuro da imprensa, relata o PaidContent. Ontem na conferência WebbyConnect, ele foi questionado se o jornal ainda vai existir em papel, em dez anos. "O coração da resposta tem que ser que nós não podemos nos importar. Nós nos importamos, eu me importo muito, mas nós temos que estar onde as pessoas nos querem para sua informação."

Sulzberger diz que antes se falava em "convergência" como se a informação fosse chegar às pessoas num único aparelho, mas agora os aparelhos se multiplicaram e o foco passou ao usuário final. "Nós chamamos isso de entrega inteligente de conteúdo", diz, relatando que o jornal criou uma divisão de pesquisa e desenvolvimento, há dois anos, para se adaptar à nova "visão", inclusive como "modelo de negócio".

Rupert Murdoch, "publisher" do "Wall Street Journal" e do "New York Post", entre outros, vem pressionando o autor Michael Wolff a reescrever sua biografia, relata o "NYT". Murdoch obteve uma cópia da obra, que chega às livrarias em poucas semanas, e enviou e-mail ao jornalista, a quem concedeu 50 horas de entrevista, cobrando correções. "Ou eu não terei outra opção a não ser falar com a Random House", a editora.

Não estão claras as objeções, mas a reportagem insinua serem que "The Man Who Owns the News" revela como ele se envergonha do viés ultraconservador de sua Fox News e do diretor Roger Ailes. Por outro lado, semanas atrás na "Vanity Fair", Wolff adiantou um pouco do livro, sublinhando que Murdoch ainda tem o sonho de comprar o "NYT".

PS - Com os resultados divulgados hoje para setembro e o anúncio de que vai estudar corte nos dividendos, blogs já especulam que o "NYT" vai desestimular acionistas _e arriscar a perda do controle.

Escrito por Nelson de Sá às 11h48

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Butch Cassidy & the Sundance Kid?

Sob o enunciado "Correndo um passo atrás enquanto a crise avançava", o "NYT" destaca com foto a versão da história pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, que foi tão questionado por lá quanto Guido Mantega e Henrique Meirelles vêm sendo por aqui.

Ele defende sua decisão mais polêmica, de permitir a quebra do Lehman, que congelou o crédito no mundo, dizendo que restrições legais o impediam de salvar o banco _e que outros agentes não se dispuseram. Mas o jornal relata que, segundo os bancos consultados, ele não deu as garantias que haviam levado à solução anterior para o Bear Sterns.

Paulson chega a usar a imagem de Butch Cassidy e Sundance Kid, sozinhos e cercados, para descrever como ele e Ben Bernanke, do Fed, se sentiram no auge da crise financeira, um mês atrás.

O "FT", que abre com o encontro convocado pelos EUA para debater "um novo sistema financeiro mundial", ressalta também que os "bancos americanos se preparam para disputa na compra dos rivais menores".

A injeção de capital realizada por Paulson, em "nacionalização parcial" segundo a prescrição do britânico Gordon Brown, deve ser usada por JP Morgan, Citigroup e Morgan Stanley para aquisições.

Enquanto o "NYT" quer ver a crise financeira como passado, o "WSJ" volta a abrir manchete de lado a lado para a queda nas bolsas mundiais e para o câmbio em "tumulto", pelos temores de recessão na economia real.

Também na economia real, o "WP" avisa que o desemprego se acelera.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h08

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Pacote lá

O "China Daily", em suas versões impressa e on-line, dá manchete hoje para o pacote de apoio ao mercado habitacional, com cortes de juros e impostos. O jornal volta a destacar o "encontro de líderes mundiais" no próximo dia 15, em Washington, para tratar da crise global.

Na foto em destaque na capa, o lançamento do foguete Chandrayaan I ou "veículo lunar em sânscrito antigo", para a primeira missão indiana à Lua, em programa especial concorrente com o chinês.

Escrito por Nelson de Sá às 09h48

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Um dos piores dias

Abrindo a reportagem da manchete de hoje no "Valor":

_ O Brasil teve um de seus piores dias desde que a crise se agravou. Os mercados começaram em queda desde a manhã, quando o governo anunciou a medida que abre aos bancos oficiais a possibilidade de comprar participações em instituições privadas. Henrique Meirelles qualificou a medida como preventiva. Guido Mantega disse que não há bancos quebrando, mas admitiu que continuam os problemas de liqüidez em algumas instituições.

A Folha também sublinha que, segundo os dois ministros, as ações são "preventivas". Mas o "Estado" também destaca a frase do ministro da Fazenda, de que "há problemas de liqüidez em algumas instituições".

Sobre as operações com derivativos, o "Valor" traz em submanchete que Deutsche, Itaú e outros já "aceitam alongar a dívida da Aracruz".

Da coluna de Guilherme Barros, hoje na Folha:

_ Guido Mantega ligou para Henry Paulson e Henrique Meirelles para Ben Bernanke, antes de anunciarem ontem o pacote. O objetivo foi mostrar que o Brasil estava atuando em sintonia para enfrentar a crise. Tanto Paulson como Bernanke teriam apoiado as medidas.

Nos blogs, Luis Nassif abre o dia dizendo no iG que BC e Fazenda "não têm experiência de mercado" e "Lula precisa acordar enquanto é tempo". Que "convoque Delfim Netto para tocar, reportando-se diretamente ao presidente", pois "o jogo ficou muito sério para deixar nas mãos de Henrique Meirelles a busca de respostas".

Lauro Jardim acrescenta na Veja.com que "Antonio Palocci revelou-se preocupado em conversas com interlocutores", avaliando que "o governo é lento para reagir aos solavancos da crise". E vem aí, por coincidência, "a guerra por ministérios", na semana que vem, encerradas as eleições.

Na campanha, a Folha diz que Kassab "continua à frente" de Marta, no Datafolha. Para o "Estado", ele "amplia vantagem", no Ibope.

No Rio, o enunciado do "Globo" diz que as pesquisas "aprofundam divisão". Em letras menores, "no Datafolha, Paes está à frente (43% a 41%) em empate técnico com Gabeira; Ibope dá 43% a 43%".

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h22

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O tamanho da encrenca

Na manchete de Guilherme Barros na Folha Online, antes das 9h de ontem, "Governo autoriza bancos públicos a estatizarem instituições financeiras". Na manchete da Reuters Brasil, a partir daí, "BB e Caixa poderão comprar bancos privados". E no despacho da Associated Press, "Bancos brasileiros são liberados para comprar outras instituições".

No site do "Financial Times", a reportagem "Brasil abre caminho para ajuda", de Jonathan Wheatley, informou depois que "o sinal verde é para os bancos governamentais levantarem instituições abaladas pelas dívidas de empresas que fizeram apostas ruins no câmbio". Cita Votorantim, Sadia e Aracruz, mas avisa que "centenas de empresas podem querer renegociar sua exposição aos derivativos com os bancos emissores".

Também o "Wall Street Journal" de Antonio Regalado destacou os derivativos brasileiros, ontem, antes mesmo da estatização. Disse que é o "fantasma latino", com os "casos mais dramáticos" de Votorantim e Aracruz. E foi "diante dos riscos à sua economia" que o Banco Central do país saiu vendendo bilhões "para sustentar a moeda".

No "Valor", também de ontem, Cristiano Romero disse que o BC está "ainda mapeando o tamanho da encrenca", mas "uma autoridade assegura não haver, para os bancos, risco sistêmico".

No iG, Luis Nassif identificou a "autoridade" citada como o próprio BC _e afirmou que a instituição "deixou a jogatina correr solta" com o "swap reverso" e agora "está gastando dólares das reservas para corrigir o erro". Diz que o modelo foi montado por um ex-presidente do Deutsch Bank e economistas ligados ao Garantia.

Nas manchetes on-line do Brasil aos EUA, no fim do dia, as ações voltaram a desabar. Para o Valor Online, "a piora é global, devido ao receio de recessão com as projeções das empresas" americanas. E "aqui os agentes estão ainda temerosos com eventuais perdas de empresas compromissadas em dólar", nas operações com derivativos.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h09

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Guerra da informação

Elio Gaspari, em "Na guerra da informação, morre a verdade":

_ Não é o caso de começar o que José Serra chamou de "guerra de informação" em torno dos desastres de seus policiais. Nas guerras prevalece o mais forte e nem sempre ele tem razão. O surto de incompetência e dissimulação apresentado pela polícia e pelo governo de Serra é apenas um caso de malversação do poder.

Já está na rede o quadro do "CQC" com o confronto de Danilo Gentili com seguranças e eleitores de Marta Suplicy. A Band não mostra a cena do microfone que o comediante arremessou contra o fotógrafo, mas a edição não favorece o programa, pelo contrário.

Escrito por Nelson de Sá às 11h43

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Murdoch e o favoritismo de Obama

O "WSJ" de Rupert Murdoch dá a manchete "Obama abre dois dígitos", 10%. Pela pesquisa do jornal, junto com a NBC, John McCain "cede terreno em temas como impostos" e até Sarah "Palin perde o brilho".

Há poucos dias o "Times" de Londres, também de Murdoch, publicou seu apoio ao democrata. Um mês atrás o "New York Post", também de Murdoch, havia declarado apoio ao republicano.

O "WP" abre reportagem da Carolina do Norte, Estado que enfrenta "tempos inseguros" e pode abandonar o voto histórico nos republicanos.

Já o "NYT" mostra o esforço de McCain na Pensilvânia, base histórica dos democratas. Obama lidera, mas "estrategistas republicanos dizem que o Estado pode mudar". De todo modo, "desistir da Pensilvânia a duas semanas seria admitir fracasso grande demais".

Quanto à crise, um dos maiores investidores da indústria automobilística dos EUA anunciou ter desistido da Ford, um "novo choque", segundo o "FT", e "um doloroso voto de desconfiança" que eleva a "ansiedade" no setor, segundo o "NYT".

Por outro lado, o "WSJ" ressalta que o mercado imobiliário da Califórnia já reage. Mas as vendas trazem "dor intensa", por confirmarem que muitos proprietários hoje devem mais do que o valor de suas casas.

Na manchete lateral do "FT", "Investidores como Bill Gates estão sentados em prejuízos de bilhões de dólares depois de aplicarem na indústria de etanol de milho que George W. Bush abraçou como resposta para os problemas de energia dos EUA". O "boom secou".

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h13

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Crescente pessimismo

O site do "China Daily" traz na manchete que as bolsas asiáticas têm forte queda, com o índice Nikkei "tropeçando" quase 7% "em meio ao crescente pessimismo com os resultados das corporações nos EUA e domésticas". Na versão em papel, o jornal abre foto do presidente do Fed em vídeo de rua em Tóquio, cuja bolsa havia subido na segunda-feira.

Como na cobertura brasileira com Lula, também a chinesa destaca o convite de George W. Bush a Hu Jintao para a reunião ampliada do G8.

Escrito por Nelson de Sá às 10h00

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A estatização chegou

Na manchete da Folha Online, agora pela manhã, Guilherme Barros informa que Lula "aderiu de cabeça à saída Gordon Brown" e assinou medida provisória que autoriza o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal "a estatizar instituições financeiras em dificuldades".

O "Estado" de hoje abre com o dólar que "ainda sobe". O "Valor", que nem noticia na capa, registra que "boa parte da alta é especulativa", aliás, "o mais relevante foi a atividade altista dos bancos que vinham pressionando o Banco Central a suavizar as regras dos leilões".

Em sua manchete, o jornal econômico destaca que, "apesar dos esforços do governo para aumentar a liqüidez, o crédito está escasso e caro, reclamam as empresas", que "têm recorrido à negociação direta com fornecedores" e até à "volta ao mercado de capitais", como alternativa.

Na Folha e no "Globo" de papel, por outro lado, Lula "já admite" ou "agora admite" cortar gastos públicos. O corte, cobrado também pela oposição no Congresso, é oposta às ações que vêm anunciando os governos de EUA, Europa e agora a China, contra a desaceleração.

Da campanha municipal, a Folha ressalta que "Marta Suplicy chora na porta de CEU por não poder entrar".

Da operação da polícia paulista que levou à morte da jovem refém, Folha e "Estado" ressaltam a informação paralela, surgida ontem, de que "Pai de Eloá é procurado pela polícia alagoana por homicídios".

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h41

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Foguete lá e cá

No topo da busca de Brasil no Yahoo News, ontem, a agência France Presse noticiou com a foto à esquerda, do desastre na base de Alcântara, que o país, que vem de fechar acordo militar com a França, pretende lançar um foguete com satélite em três anos.

O Brasil quer se unir a China e Rússia como "emergente com programa espacial", mas é a Índia que sai na frente, ontem já na home do "NYT", com a preparação para lançar a nave que vai orbitar a Lua. Abaixo, o lançamento pela CNN do país, hoje, em "dia histórico para a Índia".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h22

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Audiência e os contratos

No confronto de Globo e Record, para além da audiência com a morte da refém, existem o planejamento e os contratos da virada de ano.

Na manchete do Meio e Mensagem, "Globo fecha por R$ 265 milhões com cotistas da Fórmula 1", que voltou a contar com Galvão Bueno, tirado dos jogos da seleção, ao menos nas últimas transmissões. Real, Schin, Petrobras e Renault renovaram. A Mastercard entrou no lugar da TIM.

Já no blog Canal 1, no UOL, "a Record ainda não confirma oficialmente, mas em alguns dos seus setores mais importantes a compra do filme 'Tropa de Elite' é dada como certa", desde ontem à tarde, após "disputa intensa com a Globo nos bastidores".

E a coluna Ooops, também no UOL, diz que a Globo deve "sacrificar" a sucursal em Paris para montar seu primeiro escritório em Lisboa, diante do "espantoso crescimento da Igreja Universal em Portugal" e da "presença cada vez maior da Record Europa na programação lusitana".

Mas Ancelmo Góis publica no "Globo" que "no mercado de propaganda só se fala do assunto" e Lauro Jardim posta na "Veja" que Nizan Guanaes e Fábio Fernandes tiveram "pesada discussão" no evento Maximídia há duas semanas, sobre a crise, e o segundo distribuiu agora, por e-mail:

_ Não é novidade que tenho diferenças quase religiosas, na visão sobre o que deve ser o negócio, em relação ao dito personagem _pra mim, uma caricatura de ser humano, dublê de político populista e novo-rico deslumbrado, arremedo de empresário antiético e criativo antiestético. Nunca escondi _nem dele_ que o acho vil, pernicioso à nossa indústria, manipulador...

E por aí vai. Guanaes "disse que não irá responder".

Escrito por Nelson de Sá às 11h39

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Corte dos juros na China, novos gastos nos EUA

"FT" e "WSJ" abrem com a desaceleração da China, que "superou as previsões mais pessimistas". Pequim estuda "usar corte dos juros e a política fiscal" para prevenir uma freada mais brusca, diz o "FT".

Por outro lado, o "NYT" abre com a retomada ainda "tentativa" do fluxo de crédito bancário nos EUA, responsável em parte pela alta em Wall Street.

E o "WP" dá manchete para o apoio do presidente do Fed, Ben Bernanke, a um plano de "novos gastos" governamentais de "estímulo à economia", como cobram os democratas "há semanas" _e que teria sido outra razão para a alta em Wall Street, ontem.

Na campanha, o "WSJ" destaca _e questiona_ a aproximação entre Barack Obama e o ex-presidente do Fed, Paul Volcker.

O "NYT" mostra como a legislação permitiu a "proliferação de grandes doadores" para ambos os candidatos, inclusive Lehman Brothers, AIG e outras empresas que se perderam na crise financeira.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h00

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A China se move

O "China Daily" de papel abre com a notícia de ontem em seu site, do menor crescimento do PIB chinês em cinco anos.

Na manchete on-line, o anúncio de aumento na tabela do preço de compra do trigo, para "estimular a produção" do país, e destaque também para os incentivos fiscais à indústria têxtil, para garantir produção.

O site ressalta ainda a ampliação do programa de resgate bancário no Japão, já com impacto positivo nas bolsas.

Escrito por Nelson de Sá às 09h45

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A estatização da banca

Saiu mais dinheiro dos bancos federais, como a Caixa Econômica, agora para construtoras e fazendeiros, nas manchetes da Folha e "Estado".

No "Valor", até o BNDES "vai lançar uma linha de crédito para capital de giro a juros de mercado". E o Banco do Brasil foi o maior comprador do leilão de dólares do Banco Central, ontem, com dois terços do total.

Também no "Valor", depois das operações de Votorantim e outras com derivativos, a "governança corporativa entra em nova fase" no país. "Não basta" mais às empresas privadas afirmar que oferecem "segurança a acionistas e investidores: terão que provar", com fiscalização.

Sobre a morte da jovem refém em Santo André, a Folha diz que "tecnologia de ponta poderia ter salvo Eloá" e o "Estado" ressalta o enterro. Nada das declarações do assassino à Record.

Sobre a guerra entre as polícias, Folha e "Estado" registram que José Serra, após acusar o PT, agora faz "proposta de reajuste para policiais civis parados". No Rio, também sobre segurança, o "Globo" destaca o assassinato do empresário Arthur Sendas.

 

  

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h56

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O assassino

Começou na Globo a novela "Negócio da China" e entrou de imediato, na Record, a transmissão ao vivo do velório de Eloá, a jovem assassinada. A cena já aparecia nos intervalos das duas emissoras e de outras, mas tornou-se então a própria atração _o caixão com o corpo. Para preencher o tempo, aqui e ali, a Record entrava com a entrevista coletiva de uma "sobrinha da paciente que recebeu o coração".

O "SPTV" fez mais, depois. Além do velório, escalou Márcio Canuto, seu repórter pitoresco, para cobrir a doação de coração. Abrindo a reportagem, "O que não falta é motivo para comemorar!". O namorado da jovem que recebeu a doação contou do plano de casar. E o repórter encerrou, aos brados, "Então vai ser uma história com final feliz!".

Mas o descontrole global foi se evidenciar mais nas manchetes do "Jornal Nacional". Como anunciado no "SP Record", o "Jornal da Record" conseguiu acesso a imagens exclusivas do assassino. Sem nada à altura, o "JN" abriu com o velório e estendeu-se na doação dos órgãos _e principalmente, desde a escalada, ressaltou supostos indícios de "visitas de seres extraterrestres" no Reino Unido.

As declarações do homicida, obtidas pelo jornalista Roberto Cabrini, entraram no "JR" depois de encerrado o "JN", no meio da novela das oito, "A Favorita". Mas nem alienígena superaria a audiência do rosto inchado e das palavras insensatas que descreviam, para a câmera, o assassinato de Eloá. Não demorou e o vídeo já estava também no YouTube.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h27

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Show da vida

Sábado até o meio-dia, noticiou a Ilustrada Online, "a cobertura intensiva do caso da menina baleada pelo ex-namorado colocou a Record em primeiro lugar" com 15 pontos, contra 9 da Globo.

Também ontem o "Domingo Espetacular", da Record, com picos de 19 pontos, "conseguiu a liderança por alguns minutos" à frente do "Domingão do Faustão", segundo o blog Todo Canal.

Mas a Globo reagiu no domingo e, "com uma reportagem especial sobre o desfecho trágico do seqüestro, o 'Fantástico' disparou". De 25 pontos no início do bloco, "em poucos minutos já registrava 41".

O Blue Bus, notando que a Globo "recupera sua audiência com as fartas imagens com exclusividade" para o "Fantástico", questiona "os erros da polícia até na transmissão dos fatos para a TV, enganando-se com a morte, que antecipou como se desejasse livrar-se logo da questão".

Escrito por Nelson de Sá às 11h30

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Obama avança

Com a crise bancária sob aparente controle, "NYT", "WP" e até "FT" abrem com o apoio do republicano Colin Powell, general da reserva e ex-secretário de George W. Bush, a Obama. E com o recorde de arrecadação na campanha do democrata.

O "WSJ" também ressalta a arrecadação, mas acrescenta que o republicano John McCain "diminui a diferença em algumas pesquisas". São as mesmas pesquisas que o Drudge Report vem sublinhando "como um aliado", aponta o site Politico, com ironia.

Sobre a crise, o "WSJ" é o único a dar manchete, com as novas ações de resgate bancário, sobretudo na Europa, mas também na Coréia do Sul.

Já o "FT" destaca a perda de empregos no Vale do Silício. E o "NYT" diz que o déficit do governo "cresceu e o consenso é para deixar crescer", pois os "gastos públicos são considerados essenciais".

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h57

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Um dígito de crescimento

O site do "China Daily" traz a manchete "PIB desacelera para 9% no terceiro trimestre".  Diz que "mostra uma tendência de desaceleração em meio à crise financeira global".

Na manchete de papel, a reforma agrária que agora permite "direitos sobre uso da terra" no esforço para "aumentar a produção agrícola e a renda rural".

Na foto, a vitória de Lewis Hamilton no GP de Xangai, sobre Felipe Massa.

Escrito por Nelson de Sá às 09h44

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Escassez de crédito e os bilhões federais

Depois de dar no domingo que o ministro Guido Mantega descarta corte nos investimentos do PAC e promete mais R$ 3 bilhões para a construção civil, a Folha abre hoje com a "escassez de crédito" que "já ameaça obras de infra-estrutura", segundo levantamento do jornal.

O "Estado" acrescenta pressão, ouvindo a confederação de agricultura, e afirma que "escassez de crédito ameaça safra de 2009".

Já o "Valor" abre dizendo que o leilão que o Banco Central faz hoje, "dando início à nova linha em dólar, é apenas uma das vertentes com que o governo trabalha para lidar com a falta de crédito ao comércio exterior". Se não der certo, outra linha deve ser lançada, com juros fixos.

O "Globo" acrescenta que, "para suprir a lacuna de crédito, bancos federais vão despejar na economia R$ 35,5 bilhões".

Na manchete paralela do "Valor", "Por que os EUA afundam e o dólar sobe", tradução do "WSJ" que ressalta a repatriação de US$ 57 bilhões que estavam "nos emergentes e em commodities".

Sobre a operação da polícia em Santo André, Folha, "Estado" e "Globo" registram a doação dos órgãos da vítima.

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h25

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Domingão

Depois de Sonia Abrão, Fausto Silva. O "Domingo do Faustão" entrou ontem, no final do futebol, com "a tragédia de Santo André". E falou longamente com o coronel José Vicente da Silva, que já havia participado do "Jornal Nacional". Ele foi secretário de Segurança de FHC, o que a Globo evitou registrar. Garante o coronel tucano que se trata de "uma tropa extremamente experiente", "nós temos que confiar neles" e "culpado foi quem atirou". Aliás, "os erros [da tropa] não foram decisivos para a morte" de Eloá. No fim, o "Domingão" deu o telefone e sugeriu ao telespectador que "Converse com o Cel. José Vicente".

O "Fantástico" , depois, salvou a cobertura, ouvindo um brasileiro "instrutor da Swat" nos EUA, que apontou erros sobre erros, alguns "absurdos". E se declarou, por fim, "envergonhado" como brasileiro.

 

Também o "Domingo Espetacular" entrou logo após o futebol da Globo, com gravação "exclusiva", dizendo que "antes da explosão há um ruído", um "estampido". Um perito avaliou que poderia ser tiro; outro, que poderia ser o detonador da bomba usada pela polícia.

Mas antes, no sábado, o "Jornal da Band", com "peritos que ouviram Nayara", afirmou em manchete "exclusiva" que "não houve disparos antes da invasão da polícia". E ontem, no "Fantástico", outro "perito" confirmou não identificar tiro nenhum antes da explosão da porta.

Leia aqui a coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h06

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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