Toda Mídia
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Sem medo

Sob o enunciado "É hora" ou "Chegou a hora", a nova "Economist" deixa de lado seu credo econômico liberal para afirmar que "a América deveria se arriscar e eleger Barack Obama o próximo líder do mundo livre".

O risco, no caso, é que o democrata siga o que seu partido prega para a economia "e não o país como um todo". Mas o risco não seria diferente com John McCain. "E esta não pode ser apenas mais uma eleição decidida com base no medo."

A coluna e o blog voltam na próxima segunda-feira.

Escrito por Nelson de Sá às 16h57

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"American Stories"

Ao custo de mais de US$ 4 milhões, em ação inédita de marketing, Barack Obama comprou meia hora do horário nobre da televisão americana para sua mensagem final, com direito a entrar ao vivo, no final. Para o site Político, usou imagética kennedyesca e o espírito sinfônico reaganiano.

Abaixo, os 27min10s já postados pelo canal de Obama no YouTube.

Escrito por Nelson de Sá às 11h14

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1% e caindo

Na manchete on-line do "NYT", neste momento, quase 11h, a "contração aguda" da economia americana, de 0,3% do PIB.

No papel, "NYT" e os dois jornais financeiros abrem com o corte nos juros para 1%, número significativo o bastante para ser o próprio enunciado do "FT". Para o "WSJ", o Fed amplia o "ataque à queda brusca" na economia, mas há dúvidas sobre a eficácia da decisão. É o segundo corte no mês, nota o "NYT", e podem vir outros.

O "WSJ" dá na primeira página também o corte nos juros na China e o fundo de US$ 100 bilhões do FMI para emergentes.

Por outro lado, o "WP" denuncia que metade dos US$ 163 bilhões repassados pelo Tesouro aos bancos americanos serão distribuídos aos acionistas, "com permissão do governo".

Na campanha, o "WP" fala em temor de fraude em Ohio e o "FT" dá voz aos assessores de John McCain que "sentem a vitória apesar da liderança de Barack Obama nas pesquisas".

Abrindo foto de um supermercado em Las Vegas, com máquinas de jogo e de votação lado a lado, o "NYT" relata "filas enormes" de eleitores que se antecedem ao dia previsto, terça que vem. Fala de uma cabine "drive-thru", em que dezenas já votaram sem sair do carro.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h51

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9,8% e caindo

Na manchete on-line do jornal estatal, agora pela manhã, o PIB da China deve crescer 9,8%, "o que representaria um recuo maior dos 9,9% registrados no terceiro trimestre". Já a inflação deve crescer 6,3%.

No "China Daily" de papel, o novo corte nos juros chineses, "pela segunda vez em menos de três semanas", para estimular crescimento.

Escrito por Nelson de Sá às 09h40

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1% vs. 13,75%

A Folha abre com o contraste entre o Banco Central e o Fed, sobre os juros. Na escalada do "Jornal Nacional" de ontem, "o banco central americano reduz os juros" para 1%, "o Banco Central brasileiro mantém a taxa como está", em 13,75%.

No "Valor" e demais, destaque maior para o acordo entre os dois BCs, abrindo "acesso a uma linha de swap cambial", com troca de reais por dólares "no valor de US$ 30 bilhões, para ajudar o país a enfrentar a falta de liqüidez em moeda estrangeira". Para o "Estado", "EUA ajudam Brasil".

A Folha dá foto de José Serra com Lula e, do lado de fora, Dilma Rousseff. Sobre o leilão de rodovias pelo governo paulista, ressalta o "desconto de até 55%". No "Estado", "empresas brasileiras dominam leilão".

Sobre o PAC, que tem prestação de contas por Dilma, hoje, a Folha diz que "gastos têm queda de mais de 80% em outubro".

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h46

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Nova ordem chinesa (e brasileira)

Antes mesmo do corte dos juros pelo Fed, o "China Daily" anunciou que o banco central chinês havia cortado os juros para "estimular o crescimento". E a China quer mais, na reportagem da Associated Press postada por "NYT" e outros: "Quer mais voz na nova ordem financeira global que vai emergir da crise atual".

Um texto de encomenda do mesmo "China Daily", ontem em papel, com repercussão por BBC e outros, cobrou "papel ativo" para o país.

Um dos maiores credores dos EUA, a China chegou a ser vetada na cúpula sobre a crise, dia 15 em Washington. Mas Lula teria convencido George W. Bush a aceitar o país, indica relato.

Há duas semanas o "El País" destaca, nas suas capas, a revolta da Espanha por não ter sido chamada à cúpula do dia 15. Ontem, curiosamente, o primeiro-ministro, junto com o rei, "espera convencer Lula para que o convide, depois da recusa dos EUA". O Brasil preside o G20 financeiro, instituição que organiza o encontro.

Mais importante, quanto à inédita credibilidade do país na nova ordem financeira, o Fed anunciou a linha de dólares para o Brasil _ontem no topo das buscas no Google News e, após a confirmação do BC, por aqui.

Leia a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h31

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Olhos voltados para 2009

O site Tela Viva informa que, em encontro da Associação Brasileira de Anunciantes, os "clientes diagnosticaram que a crise ainda não afetou os negócios de mídia", mas estão "preocupados com possíveis efeitos".

No momento, segundo um diretor da Nestlé, "o que pode mudar é o planejamento para 2009, que ainda não foi finalizado".

Enquanto isso, na guerra de audiência do fim de ano, um leitor do Blue Bus relata que "As Três Irmãs" reprisou capítulo ontem "sem qualquer aviso ao telespectador". E ele espera "que a reprise não tenha ocorrido para atrasar a programação, dar ibope, o que seria um desrespeito".

Com ou sem reprise, a decisão da Globo de atrasar toda a sua programação "promoveu reviravolta histórica", chegando a saltar dez pontos, ontem, segundo Ricardo Feltrin no UOL. Mas:

_ Ainda é cedo para avaliar se a guinada positiva da Globo é definitiva e como as demais emissoras reagirão. Uma das hipóteses para o "terremoto" de audiência é que, ao alterar de surpresa a sua programação, a Globo teria driblado Record e demais, que pautam sua grade pelo que a líder anuncia.

Segundo José Armando Vannucci na Jovem Pan, "até segunda ordem, a Record exibe a reprise de 'Os Mutantes', a maneira encontrada para empurrar a grade e acompanhar a Globo". Segundo dados preliminares, "a reprise marcou dez pontos e manteve a emissora em segundo".

A Record, informa Daniel Castro na Folha, "vai investir R$ 200 milhões nos próximos meses na ampliação da central de estúdios no Rio, apesar da crise". Além de dois novos estúdios, prevê central de pós-produção, prédio administrativo, fábrica de cenários, estacionamento, praças, centro de convivência com restaurantes, auditório etc. Por outro lado:

_ Na Globo, futuras obras no Projac aguardam a definição do orçamento de 2009. A emissora espera por sinais do mercado publicitário sobre a gravidade da crise no Brasil.

Escrito por Nelson de Sá às 11h52

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A próxima crise, nos EUA

O "NYT" abre com "a próxima crise", que os consumidores começam a sentir: cresce a falta de pagamento das contas de cartão de crédito. Quanto à alta em Wall Street, o jornal questiona se os preços das ações já atingiram o fundo do poço e vão passar a subir.

A alta foi explicada no "WSJ" pela esperança de um corte na taxa de juros dos EUA. Para o "FT", o motivo foi a sinalização de um corte na taxa de juros, mas do Japão, que saiu em "socorro às ações americanas".

Já o "WP" afirma que o crédito "começou a descongelar", como adiantou o "NYT" dias atrás, daí a reação na bolsa.

O "FT" dá manchete para a agência de energia, que prevê aumento na demanda de petróleo e queda na oferta. A demanda vai se concentrar nos emergentes, novo "foco da indústria".

Na foto, os primeiros-ministros de China e Rússia, que fecharam acordo para oleoduto, além de recursos às companhias russas de petróleo.

Na campanha, o "NYT" mostra a disputa por "Pensilvânia e além", nos estados-chaves. O "WSJ" ressalta a disputa pela internet.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h04

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Corte nos juros, lá

Na manchete on-line do jornal estatal, agora pela manhã, "China corta taxa de juros" para "estimular o crescimento".

Já o "China Daily" de papel, com foto dos primeiros-ministros Wen Jiabao e Vladimir Putin, reproduz do primeiro que "é necessário que as duas economias de rápido crescimento aumentem a colaboração econômica". Agora pela manhã, no site, foto com o presidente russo, Dmitry Medvedev, e acordo para construir um oleoduto trans-siberiano que levaria 15 milhões de toneladas à China, por ano.

Escrito por Nelson de Sá às 09h43

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O desmonte dos derivativos, sem dar nomes

Na manchete do "Valor":

_ As empresas já desmontaram a maior parte de suas posições especulativas em dólar, o que tem permitido a redução da cotação. Ontem, caiu 2,5%. Em dois dias, 6%. Após análise das estruturas utilizadas pelos bancos para registrar derivativos, a Cetip notou que as posições, de US$ 40 bilhões em 30 de setembro, caíram a US$ 7 bilhões em 24 de outubro. “Provavelmente as maiores posições especulativas já foram desmanchadas.”

Por outro lado, na Folha, registrando a aprovação da medida privisória de socorro aos bancos, o ministro Guido Mantega informa que "estuda estender o prazo de pagamento de impostos das empresas para liberar recursos diante da dificuldade de crédito".

Com tradução no "Valor" e na Folha, o colunista Martin Wolf escreve hoje no "Financial Times" que, "se os bancos continuarem se recusando a emprestar, os bancos centrais devem substituí-los".

No jogo de pressão, no dia em que o Banco Central decide a taxa de juros, o ex-BC Alexandre Schwartsman escreve na Folha que "manter a demanda interna aquecida só vai gerar inflação" e o ex-BC Affonso Celso Pastore diz que "crise exige corte de gastos".

 

  

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h31

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O fim

O "Christian Science Monitor" anunciou em sua própria home page, no alto, "Monitor muda estratégia da imprensa para a internet". Ano que vem, aos 100, ele deixa de circular em papel, mantendo uma revista dominical (à esq.). É para "cortar custos", destaca o "NYT", que noticiou a decisão na home e sublinhou a grande "reputação" do jornal de Boston.

 

 

Por coincidência, o editor-chefe do "NYT", em discurso postado pelo "New York Observer" com eco nos sites americanos de mídia, afirmou sua "confiança no futuro" do próprio "NYT", louvou a "fidelidade dos assinantes" e os rendimentos recentes em papel. E avisou que não tem planos de cortes, apesar da recessão.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h23

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Concorrência, afinal?

Flávio Ricco diz que a mudança na programação da Globo, realizada ontem sem maior alarde, supostamente "deu certo!". A novela "Negócio da China", por exemplo, saltou para 24 pontos de audiência.

Às pressas, para fazer frente à mudança na grade da Globo, a Record "exibiu às 20h uma reprise de 'Os Mutantes'", ontem.

Agora existe também uma "guerra das rádios" de notícias, a opor CBN, da Globo, e BandNews, da Bandeirantes. A primeira vem demitindo profissionais, segundo o blog de Sidney Rezende, um dos atingidos, para "ajustar a programação para enfrentar a concorrente".

Para Antonio Brasil, do site Comunique-se, "quem acompanha a acirrada disputa de audiência no segmento jornalístico do rádio já esperava medidas drásticas". Diz que, "assim como o  jornalismo da Globo enfrenta as investidas da Record, a CBN sofre com as novidades da BandNews":

_ As empresas Globo não estão acostumadas ou preparadas para competir. Muitos anos de hegemonia cobram seu preço. Através de uma história de associações com o poder, qualquer poder, nunca precisaram competir de verdade e garantir a liderança conquistada.

E tem a guerra das telefônicas, por enquanto só estrangeiras.

Segundo o site Pay-TV, a Telefônica/TVA/Speedy anunciou ontem um crescimento de 13% no terceiro trimestre, em relação ao ano anterior. Em TV paga, alcançou 425 mil clientes, crescimento de 84%.

Segundo o site Teletime, a Telmex Internacional, de Embratel/Net/Virtua, também festejou os resultados do terceiro trimestre e avalia que existem "oportunidades muito atraentes para explandir o triple play no Brasil".

Escrito por Nelson de Sá às 11h51

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A uma semana da eleição

A uma semana da eleição, "NYT" e "WP" abrem manchete e foto para a condenação de Ted Stevens, "um dos republicanos mais poderosos do Congresso", por aceitar US$ 250 mil em "presentes". Apontando "injustiça", ele segue em campanha no Alasca de Sarah Palin.

O "FT" também destaca a condenação do senador, mas não o "WSJ".

No alto do "NYT", a confirmação americana de que forças especiais entraram na Síria, reavivando a questão militar a uma semana da eleição.

Na manchete do "WSJ", por outro lado, a Casa Branca estuda negociar com "integrantes do Taleban" para conter os combates no Afeganistão.

Na manchete do "FT" e em destaque no "WSJ", a crise financeira bate no Japão, com a excessiva valorização do yen e o anúncio de um dos "grandes bancos" do país, o Mitsubishi, de que precisa levantar capital.

Em editorial, o "FT" pede intervenção no yen, com emissão de moeda.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h01

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Desce-e-sobe

O "China Daily" de papel abre rara manchete de lado a lado para afirmar que o "Espectro da recessão ronda os mercados", sobre as quedas de segunda pelo mundo, inclusive Xangai. Na foto, um operador da bolsa de Frankfurt.

Porém na manchete do site do mesmo "China Daily", agora pela manhã, "Mercados asiáticos reagem depois de grandes perdas", com a compra de ações muito desvalorizadas nas últimas semanas.

Escrito por Nelson de Sá às 09h31

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O desdém do setor privado

Na Folha, "Lula pressionou banqueiros a abrir as torneiras de crédito, mas, para os grandes bancos", a prioridade é erguer um "muro de liqüidez", daí aplicarem títulos do governo, atraídos pelos juros altos.

O "Valor" destaca que os balanços de Bradesco e Itaú serviram para "acalmar o mercado quanto ao grau de exposição das instituições à eventual inadimplência de empresas por operações com derivativos".

Por exemplo, a Aracruz. Também no "Valor", "após reuniões com bancos que atravessaram o fim de semana", ela aceitou "começar a se desfazer" das posições em derivativos. Sua " exposição total está em US$ 10 bi".

"Globo" e "Estado", sobre economia, destacam que o ministro da Fazenda negou ajuda do governo às empresas que especularam com derivativos.

A Folha traduz e dá na capa a coluna de Paul Krugman, publicada ontem no "New York Times". Sob o título "De descolados, emergentes viram partícipes da crise", o Nobel de economia diz que em países como o Brasil "a cautela foi destruída pelo desdém do setor privado com riscos".

Na economia real, o "Valor" dá manchete para o setor automobilístico, que se prepara para "pelo menos seis meses em queda". A Volkswagen já "anuncia férias coletivas no Paraná", informa a Folha.

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h30

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Sinais contraditórios

No topo das buscas de Brasil no Google News, a reportagem de Todd Benson, da Reuters, anunciava ontem que os dois "top banks" privados do país, Bradesco e Itaú, divulgaram lucros no trimestre. Logo abaixo, "bancos dizem que não são vulneráveis às perdas com derivativos".

Itaú, ontem, e Unibanco, na última sexta, adiantaram a divulgação dos resultados do terceiro trimestre devido ao "comportamento do mercado de capitais, com tudo acontecendo muito rápido". Na expressão do Radar On-line, foi "para espantar qualquer boato, num momento delicado".

Sob o enunciado "Sinais contraditórios sobre apostas do subprime brasileiro", Jonathan Wheatley destacou no "Financial Times" a incerteza quanto à "extensão do dano sofrido por empresas e bancos".

Relatou o anúncio do Itaú, de que sua exposição a 96 clientes com "tais contratos" é inferior a 1,5% do portfólio. Mas deu que a Moody's cortou a nota da Aracruz, dias atrás, após concluir que sua exposição está "na região de US$ 6,26 bilhões" e não no R$ 1,95 bilhão divulgado.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h19

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O valor da audiência

Samuel Possebon informa no site Tela Viva que "dois fatos emblemáticos mostram que empresas de comunicação e agências de publicidade estão atentas à eventual retração em função da crise".

Na semana passada, o grupo WPP (Young&Rubican, Ogilvy, Ibope Media) reuniu anunciantes para "reforçar o valor da publicidade em momentos de crise". E ainda hoje "a Globo passa a veicular uma campanha destacando o valor da televisão aberta privada brasileira, criada pela DM9DDB".

Hoje também, segundo Flávio Ricco, sob o título "Milagre: Globo muda a sua programação", a rede estréia nova grade, com a "novela das seis" às 18h30 e a "novela das oito" às 21h15, entre outras mudanças.

Por outro lado, Daniel Castro informa na Folha que "a Globo antecipou para esta semana pesquisas com grupos para tentar identificar os motivos da rejeição à novela das seis". Na semana passada, seu diretor artístico já "determinou ao autor que passe a usar narrativa mais ágil".

Escrito por Nelson de Sá às 11h28

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Os democratas avançam no mapa

"NYT" e "WP" focam o "mapa" eleitoral neste final de campanha, em que John McCain encolhe no país todo. E já mostra Virgínia, Estado historicamente republicano, colado à capital, Washington, com vantagem de oito pontos para Barack Obama.

A reta final traz os dois disputando os Estados em que George W. Bush venceu, da última vez. O "NYT" sublinha que até no oeste da Pensilvânia, dado por racista, o democrata avança. Mas "McCain insiste que pesquisas sugerindo clara vitória de Obama são enganosas", destaca o "FT".

Depois do "NYT", hoje é a vez de o "FT" apoiar Obama em editorial.

O "WSJ" abre com "tempestade financeira bate no Golfo", depois que a "especulação com câmbio" levaram o Kuait a resgatar bancos.

Ainda nos EUA, o "FT" avisa que os fundos de pensão enfrentam seu "pior ano na história", em perdas. E reconta como o Goldman Sachs, antes do resgate governamental aos bancos, buscou fusão com o Citigroup.

Na economia real, a manchete lateral do "WSJ" diz que "crescem os temores de falência" no setor automobilístico, com "Chrysler e GM em busca de ajuda federal", quer dizer, do governo. O jornal também ressalta que a perda de empregos já atinge os EUA.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h05

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Controle de danos

O "China Daily" de papel dá manchete _e vídeo no site_ para o presidente do banco central do país, Zhou Xiaochuan, para quem a nação "conseguirá enfrentar a desaceleração" e "os fundamentos da economia seguem bons".

Na manchete on-line, agora pela manhã, reportagem sobre a China "ocupada com controle de danos", num "novo cenário econômico: perda de empregos, crescimento em queda e uma pronta resposta governamental". E "a confiança é vital".

Escrito por Nelson de Sá às 09h38

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PMDB vital

Os jornais paulistas Folha e "Estado" abrem fotos de José Serra, que se "fortalece" para presidente com Gilberto Kassab "reeleito".

O "Valor Econômico" dá manchete para o PMDB, também destaque na Folha e no "Estado". O partido passa a "gerir R$ 47 bilhões nas cidades" e se torna "vital em 2010" tanto para Lula como para Serra.

Sobre o PT, no "Valor", "mesmo com resultados decepcionantes no segundo turno, foi a segunda agremiação mais votada". Na Folha, "PT perde em Salvador e Porto Alegre". No "Globo", "encolhe nas capitais e volta ao ABC". No "Estado", "perde até na periferia".

Na manchete, o "Globo" diz que o candidato peemedebista venceu por pouco o adversário verde-tucano e agora tem que "unir o Rio".

Para contraste, a manchete do UOL, agora pela manhã, anuncia que a "base aliada vai governar 72% do eleitorado" no Brasil.

Sobre a crise, o "Valor" diz que o crédito segue "empoçado" e a Folha noticia que, segundo Lula, "quem fez jogatina não terá dinheiro".

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h42

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"All the world's a stage"

Paul Krugman, Nobel de economia, colunista e blogueiro do "New York Times", previu ontem, à maneira de Nouriel Roubini, "A mãe de todas as crises de câmbio". O "epicentro da crise global" deixa os bancos americanos para chegar às "economias emergentes".

Na manchete do "NYT" no sábado, "moedas desabam", citando Brasil, Ucrânia, Coréia do Sul "e até Grã-Bretanha". No "Washington Post", "o Brasil ilustra como a crise faz vítimas indiscriminadamente", atingindo até sua "economia equilibrada".

Na manchete do "Wall Street Journal", ontem no site e sábado no papel, os "sinais globais de recessão". Por exemplo, "em São Paulo, uma geração de gerentes novos-ricos de fundos de investimento saiu de apostar quem compraria o próximo jato para trocar rumores sobre qual instituição financeira seria a primeira a cair".

Em editorial de hoje, adiantado ontem pelo "Financial Times", "O mundo todo é um palco, conforme cresce o medo". Agora, "entram os emergentes e um ator muito ausente, o FMI", que volta a emprestar.

"Mas o Fundo pode não ter os recursos para lidar com grandes economias, digamos o Brasil e a Turquia, juntos", escreve o jornal. "As economias maiores estão se segurando, mas planos de contingência têm que estar prontos, nestes tempos extraordinários."

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mìdia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h36

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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