Toda Mídia
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O jogo de Rupert Murdoch

O império de mídia da News Corporation, de Rupert Murdoch, agora atira para todo lado. O "New York Post" apoiou John McCain, em editorial. Mas o "Times" de Londres, depois, apoiou Barack Obama.

O "Wall Street Journal" acaba de contratar Gerard Baker, ultraconservador que vê Obama como perigoso esquerdista, o que expressou no "Times" e na Fox News durante a campanha, para ser o segundo homem na hierarquia do jornal.

Mas Shepard Smith, âncora e uma das estrelas da Fox News, agora defende até a cobertura eleitoral da "mainstream media", a grande mídia descrita como "liberal" e enviesada por gente de seu próprio canal:

A coluna e o blog voltam na segunda-feira.

Escrito por Nelson de Sá às 11h22

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A ordem é partir para cima

Daniel Castro informa na Folha que, "em feito inédito na história da Record", a novela "Chamas da Vida" dividiu a liderança no Ibope do Rio com a Globo, que exibia o filme "O Chamado 2", na média de todo o capítulo de segunda-feira.

E Flávio Ricco informa que na quarta-feira a mesma "Chamas da Vida" ficou 28 minutos em primeiro lugar em São Paulo "e foi possível verificar o desespero da Globo", que transmitia jogo do Corinthians.

Castro credita o feito à trama envolvendo pedofilia, aborto, Aids. O Blue Bus comenta que "isso interessa ao público da TV aberta, não adianta reclamar do Ibope".

Por outro lado, Ricco registra, sobre a convenção que a Rede Record realizada em Santa Catarina, esta semana:

_ Emissora estréia seriado, reality show, três novelas e apresenta novos cenários, aberturas e vinhetas, grade que vai vingar entre janeiro e abril de 2009. Pelo jeitão, tudo leva a entender que estamos falando de Globo. Errado. Quem se prepara para a investida, considerada ousada em função da crise mundial, é a Record. As novidades serão apresentadas para os diretores. A ordem é partir para cima da principal concorrente.

Sobre a retirada da Universal da grade da Record, o site Propaganda & Marketing informa que começa em junho de 2009.

Escrito por Nelson de Sá às 10h56

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G20 próximo de acordo?

O "WP" abre foto da preparação do local para o G20, no National Building Museum, em Washington, e afirma que os países estão "próximos de adotar uma série de medidas para combater a recessão global e erguer os fundamentos de uma reconstrução maior do sistema financeiro". Entre elas, estalebecer um "órgão para monitorar a banca mundial".

O "FT" diz na manchete que o grupo "vai encarar declínio mais profundo", diante da recessão na Alemanha e do desemprego maior nos EUA.

O "NYT" abre com a resistência republicana, com poder sobretudo no Senado, ao plano dos democratas de resgate da indústria automobilística e de estímulo mais amplo à economia real. Com enunciado e foto de desempregado chinês, o jornal traz ao lado que a China fecha fábricas e "os trabalhadores sofrem".

No "WP", mais resistência republicana, agora ao plano de usar parte dos US$ 700 bilhões do pacote de resgate dos bancos para diminuir os pagamentos mensais de hipotecas pelos cidadãos.

Por outro lado, no "WSJ", a "guerra" entre bancos por depósitos, o que "beneficia os consumidores". E como a rede "Wal-Mart floresce enquanto a economia azeda", com aumento nas vendas.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h40

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A indústria chinesa rasteja

No "China Daily" de papel, "crescimento industrial desacelera a ponto de rastejar" (crawl), como resultado do "aperto global no crédito e demanda em queda".

Já a manchete on-line procura animar os chineses, dizendo que o setor de habitação vai ganhar um "impulso", parte do estímulo à demanda interna, e que os beneficiados são os grupos de baixa renda. No enunciado, "casa para todos é o objetivo".

O site abriu cobertura especial sobre o G20.

Escrito por Nelson de Sá às 09h28

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A indústria paulista demite

Na Folha, "a crise econômica já começou a provocar demissões na indústria paulista". Para a Fiesp, o corte de vagas em outubro "foi atípica e sinaliza confiança menor do empresariado".

No "Valor", "a transmissão da crise iniciada nos países ricos deve trazer ainda sérias conseqüências aos emergentes e criar um efeito bumerangue: voltar aos países desenvolvidos com exposição a empréstimos aos países em desenvolvimento". É o que dizem técnicos do FMI, que preparam a reunião do G20.

Nas fotos de Folha e "Globo", Dilma com o papa, levada por Lula.

No "Estado", laudo da Polícia Civil de São Paulo fala em falhas de quase todas as partes, a começar do governo federal, no acidente de julho do ano passado, em Congonhas.

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h35

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América Latina aprova a democracia

Saiu ontem o Latinobarómetro, a pesquisa anual que a "Economist" publica com exclusividade, sobre o pensamento político dos cidadãos latino-americanos.

No destaque da revista, "cinco anos de crescimento econômico levaram a um lento, mas relativamente firme, aumento no apoio à democracia e suas instituições na América Latina". Entre os brasileiros, por exemplo, a democracia passou a ser o regime preferido de 47%, contra 43% no ano passado _e 30% em 2001, sete anos atrás. Na região toda, uma "pequena maioria" já prefere a democracia, finalmente.

Sob o enunciado "Democracia e a desaceleração", a revista alerta que agora "a tarefa dos políticos latino-americanos é assegurar que as dificuldades econômicas não enfraqueçam o apoio à democracia".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h24

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O futuro do jornalismo

Está no ar uma pequena guerra sobre jornalismo e internet nos EUA.

Ron Rosenbaum postou na Slate uma crítica irônica ao "guru da nova mídia" Jeff Jarvis, que passou a anunciar "demais" o fim da imprensa e a ganhar viagens e dinheiro, por conta. Cita o relato deslumbrado de um evento do Fórum Econômico Mundial, em Dubai.

Jarvis respondeu no blog BuzzMachine afetando condescendência e atacando seu crítico como um "mijão da terceira série", a bater os pés e reclamar que "a vida não é justa".

O site Gawker, com ironia cruel, sublinha o currículo de Jarvis por revistas popularescas como "People" e "Entertainmet Weekly" e lembra que ele se firmou como blogueiro neocon e "futurista da internet, o que significa gastar tempo falando da morte da imprensa". Diz porém que Rosenbaum não é muito melhor, em seu saudosismo.

Em suma, "o futuro do jornalismo está nas mãos de idiotas".

PS - Dado por "guru da nova era" por Rosenbaum, Paulo Coelho respondeu depois com ironia _e Jarvis destacou_ receitando exercícios "new age" para Rosenbaum escrever e deixar de ser "amargo".

Escrito por Nelson de Sá às 11h34

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Record e Globo, a caminho de 2010

O site Meio & Mensagem informa que "a presidência da Record", melhor dizendo, o bispo Edir Macedo "pretende retirar toda a programação religiosa da grade do canal daqui a dois anos", inclusive os programas da Igreja Universal na madrugada. Seria um sinal para os anunciantes.

Por outro lado, como prenunciado em blogs como Vi o Mundo, o site Imprensa informa que o âncora Sidney Rezende, da CBN, foi demitido para abrir caminho para Lúcia Hippolito na rádio de notícias da Globo, a partir da semana que vem. Ela já é comentarista da Globo News.

Escrito por Nelson de Sá às 11h01

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Dos bancos para os consumidores

Destaque nos quatro jornais, com fotos do secretário do Tesouro no "WSJ" e no "FT", a "reviravolta dramática" de Henry Paulson, que desistiu de comprar ativos tóxicos e mudou o foco para os consumidores, visando recuperar cartões de crédito e venda de automóveis.

Depois do "WP", hoje é o "NYT" que debate na capa as vantagens e desvantagens de uma falência da General Motors, dizendo que poderia ser melhor que o resgate pelo governo. Já o "WP" noticia que a Casa Branca "sinalizou que vetaria" um plano de resgate das montadoras, como querem os democratas, abrindo "o confronto".

Na caça aos banqueiros, "WSJ" e "FT" ressaltam o indiciamento de um executivo do UBS nos EUA, por suposta violação de leis tributárias.

O primeiro informa também que os acionistas do Citigroup estudam trocar de presidente. E o segundo, que os reguladores americanos ameaçam ações contra os bancos que destinarem altos prêmios a executivos.

Dias após a derrota da união de mesmo sexo em referendos estaduais, o "NYT" abre foto para o início dos casamentos em Connecticut.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h05

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Pior do que esperava

Nas manchetes de papel e do site, o "China Daily" destaca "novas medidas para estimular o crescimento". Pela terceira vez "nos últimos meses", Pequim introduz amplos projetos de infra-estrutura e acrescenta descontos para exportações. Na foto, uma vendedora sem clientes deita a cabeça no balcão de uma loja na Feira Internacional de Joalheria da China.

O efeito do "tsunami financeiro global" na China, diz o primeiro-ministro Wen Jiabao, é "pior do que se esperava".

Escrito por Nelson de Sá às 09h55

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Bancos estatais ao socorro (e um banqueiro privado)

O "Valor" abre com o levantamento de que os bancos pequenos e médios já receberam R$ 31 bilhões com as medidas do Banco Central para conter a crise. E "amanhã começa a punição" para os grandes bancos privados que não usaram os recursos liberados para ampliar a liqüidez.

A Folha abre com uma nova medida de banco estatal contra a crise, agora a Caixa Econômica Federal, com uma linha de crédito para pequenos e médios varejistas, às vésperas do Natal.

Ao fundo, na cobertura, a aprovação da medida provisória que viabiliza a compra de bancos pelos estatais Banco do Brasil e Caixa.

No "Valor" e no "Estado", por outro lado, o secretário do Tesouro dos EUA mudou o plano de US$ 700 bilhões, desistiu de comprar títulos podres e vai injetar mais recursos diretamente, inclusive em empresas não-financeiras. "Os mercados não gostaram", Bovespa inclusive.

No alto da capa do "Estado", "Novo relatório da Polícia Federal mantém acusações contra Daniel Dantas", o banqueiro. Com "novos indícios, reforça suspeitas levantadas pelo delegado Protógenes Queiroz".

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h01

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"The Obama of Brazil"

O "Christian Science Monitor" iniciou uma série sobre o país, com o logo "Brasil crescente, um modelo global emergente". Na primeira reportagem, ontem, "Superpotência agrícola, Brasil espalha seu know-how" e "está levando tecnologia de produção tropical para outras partes da América Latina e para África e Ásia". Na edição de hoje, "Entre os esquerdistas latinos, o moderado Lula lidera" e "Brasil vira exemplo contra a pobreza".

Para marcar a série, o jornal de Boston deu o editorial "O Obama do Brasil", dizendo que Lula, "como Obama, saiu da pobreza e da política de esquerda para o poder". Mas "governa do centro, o que dá a ele respeito mundial" _e já "pode ensinar uma ou duas coisas a Obama". Por fim, como eles dois, "EUA e Brasil têm muito em comum para não partilhar liderança regional e global".

Tem mais. "Miami Herald" e outros da rede McClatchy publicaram a reportagem "Lula busca no G20 papel maior nos assuntos mundiais para o Brasil", de "ator global". Afirma que, "silenciosamente, já virou o país mais poderoso da América Latina". Cita discursos de Lula, ouve cientistas políticos _e o "consultor privado" Rubens Barbosa, para quem "o Brasil tem uma nova posição no mundo". Um professor americano acresce que "os brasileiros vêem a crise como uma espécie de oportunidade".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h54

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Retrato da crise

Flávio Ricco informa que, "depois da Bandeirantes", também a Cultura faz demissões, anunciadas formalmente, de nomes como João Carlos Martins, Rodolfo Konder e Walter Silva, o Pica-Pau.

Por outro lado, a agência McCann Erickson fez uma pesquisa com a "nova classe média" da América Latina e, no destaque de Mônica Bergamo na Folha, "os brasileiros são os únicos que acreditam que seu país será 'menos' atingido do que os outros pela crise".

Porém "61% afirmam ter postergado planos como a compra de um eletrodoméstico, uma viagem ou a reforma da casa".

O nome do estudo, que está sendo anunciado neste momento, é "Retrato da crise - As classes C e D em alerta", informa Júlio Hungria no Blue Bus.

Escrito por Nelson de Sá às 10h55

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O último duelo (ou o teste antecipado)

"NYT" e "WSJ" abrem com "o último duelo" entre os atuais congressistas democratas e George W. Bush. Os primeiros ameaçam votar um pacote de ajuda às montadoras e o segundo resiste.

No enunciado do "WSJ", "democratas conspiram resgate para Detroit", com a crise no setor automobilístico vista por Barack Obama como "um teste antecipado de sua liderança". O "WP" dá no alto o debate sobre a eventual falência da GM.

O "NYT" destaca ainda que, mal parece estar terminando uma crise de confiança, no crédito, e "outra pode estar chegando", no consumo.

No "FT", o pacote de US$ 100 bilhões do Banco Mundial para países mais pobres "e até médios", como Filipinas e Vietnã, ameaçados de "devastação" pela crise global.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h00

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Greve lá

No "China Daily" de papel, "as exportações ainda estão subindo, mas o ritmo é mais lento", por causa da crise global.

Na manchete on-line, a inusitada greve dos taxistas no sul da China, contra o alto custo no aluguel dos veículos e outros "problemas". O movimento cresceu depois da prisão de 28 grevistas em Sanya e levou a um "pedido de desculpas" do prefeito da cidade aos líderes dos taxistas.

Escrito por Nelson de Sá às 09h47

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Banco do Brasil + 3

Na manchete lateral do "Valor", "Banco do Brasil fecha a compra de bancos". Serão R$ 14 bilhões para levar a Nossa Caixa e "quase metade do banco Votorantim", ao custo de R$ 7 bilhões cada um, mais quase R$ 1 bilhão pelo Banco do Estado do Piauí.

Na Folha, "o governo de São Paulo lançou uma linha de crédito de R$ 4 bilhões para financeiras das montadoras de todo o país", em "empréstimos oferecidos pela Nossa Caixa". O "Globo" também publicou na capa, embaixo. Já o "Estado" juntou "os presidenciáveis tucanos" José Serra e Aécio Neves no enunciado.

Na manchete do "Valor", o levantamento do BNDES sobre os projetos "irreversíveis, que sobreviverão à crise de liqüidez", soma R$ 35,9 bilhões para o setor elétrico e R$ 28,8 bilhões para o siderúrgico.

 

  

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h00

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Serra 2010, Aécio 2010

Nas manchetes on-line de "O Estado de S. Paulo" e do carioca Globo Online, ontem, o "pacote paulista", do "governo de São Paulo".

O "Jornal Nacional", depois, correu e entrou na escalada com "Os governos de São Paulo e Minas anunciam ajuda a empresas". Na reportagem, Minas primeiro.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h50

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A Record se move

Daniel Castro informa na Folha que a Record "desistiu de inaugurar a parceria com a Televisa com uma versão de 'Rebelde' e vai mesmo de 'Betty, a Feia'". Por envolver "a criação de uma banda, 'Rebelde' teria produção muito complexa (e arriscada) para o momento".

Já Lauro Jardim informa na Veja.com que "Betty, a Feia" vai ao ar em maio "e inaugurará o terceiro horário de novelas da Record", às 19h30. A co-produção prevê o investimento de US$ 10 milhões pela mexicana Televisa, em troca de percentual na venda de publicidade.

E Flávio Ricco registra que "Luiza Brunet foi convidada pela Record para ser uma das apresentadoras do programa que irá estrear à tarde, no estilo 'Hoje em Dia'", e "está empolgada". O atual "Programa da Tarde" estaria já em segundo na audiência.

Por outro lado, o blog de Patrícia Kogut no Globo Online destacou que o "CQC" de Portugal "ironizou a TV Record e a Igreja Universal":

Escrito por Nelson de Sá às 10h43

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Do simbolismo para a crise

Nas fotos da visita "simbólica" de Barack Obama à Casa Branca, o "NYT" mostra os dois casais. "WP", "WSJ" e "FT", os dois presidentes. O "WP" dá imagem e reportagem à parte para a futura primeira-dama, Michele Obama, em busca de "seu papel na história".

"NYT" e "WP" noticiam, do encontro, que o presidente eleito pediu o apoio de George W. Bush para o resgate das montadoras americanas, que estariam à beira de colapso.

"FT" e "WSJ" dão manchete para os novos e grandes prejuízos das já "nacionalizadas" Fannie Mae e AIG. E a elas se soma agora o American Express, tornado banco para ter acesso aos recursos federais. O programa do Tesouro já estaria sob "tensão", pela demanda crescente.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h40

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China & Taiwan

Na manchete on-line neste momento, com base em notícia da CNN, a prisão do ex-presidente de Taiwan, Chen Shui-bian, acusado de corrupção. Ele é um "independentista", sublinha o site do jornal estatal da China.

Na versão em papel, o primeiro-ministro Wen Jiabao cobrou governos locais a "não desperdiçar um só minuto" na implementação do plano de estímulo de 4 trilhões de yuan. E a inflação atingiu sua menor taxa em 17 meses, "abrindo espaço para corte maior nos juros".

Escrito por Nelson de Sá às 09h02

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Crédito não, crédito sim

Na Folha, "escassez de crédito deve continuar", pelo que diz o presidente da federação dos bancos e do Santander, Fábio Barbosa, em entrevista. Argumenta que o dinheiro em circulação na economia não bastará para atender à demanda das empresas.

No "Estado", por outro lado, "aos poucos o crédito é retomado", pelo que diz o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Em razão das medidas tomadas pelo governo, argumenta ele, "estamos vendo uma gradativa recuperação do crédito".

O "Valor" abre dizendo que a indústria automobilística, "ainda um dos carros-chefes da economia brasileira", prevê 2009 com queda nas exportações. Mas, "mantidas as linhas de financiamento pelos bancos estatais, as vendas internas deverão sustentar a produção".

Sobre o G20, Janio de Freitas escreve que "Lula está devendo uma reação à Europa, que recusa a inclusão dos países em desenvolvimento na formulação das novas regras do sistema financeiro mundial".

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h23

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A China pode salvar o mundo?

A semana abriu no Oriente com alta nas bolsas, por conta do pacote da China. O "Financial Times" até postou fórum com a pergunta "a China pode salvar o mundo?". E assim foi, nas manchetes on-line também do Brasil, até o meio da tarde de segunda-feira, quando a Bovespa passou a "oscilar", a "operar instável".

No "FT", fim da tarde, "alta inspirada por plano de Pequim se esvai". No "Wall Street Journal", "plano de estímulo anima os mercados, mas as dúvidas permanecem", sobre a China ser capaz de, "sozinha, reverter as tendências globais". As mesma reportagens, de todo modo, se estendiam mais nas análises de mercado que previam impacto positivo global.

Na própria China, o primeiro-ministro Wen Jiabao descreveu o pacote como "a nossa maior contribuição para o mundo". E o plano saiu, sublinhou a AP, "antes de o presidente Hu Jintao comparecer à reunião de líderes mundiais para discutir uma resposta à crise global".

Enunciado no estatal "China Daily", com a repercussão do pacote: "Banco Mundial, EUA e Brasil saúdam plano de estímulo econômico chinês". Pelo Brasil, falou o ministro Guido Mantega, que comanda interinamente o G20 e para quem a China "tomou a liderança" com o plano.

Mas não falta pessimismo sobre a reunião do dia 15 em Washington. No "FT", o colunista Gideon Rachman escreve que não se deve esperar Bretton Woods 2, sobre a conferência que "deu à luz" FMI e Banco Mundial, em parte porque aquela foi preparada em dois anos e esta, agora, em duas semanas. Mais importante, "os países discordam", com os EUA "mais cautelosos" do que os europeus.

De sua parte, o "WSJ" publicou que "líderes de 20 nações vão se reunir sexta, supostamente para falar em uma só voz sobre a crise que engole o mundo, mas não conte com união. Uma Torre de Babel nacionalista é o mais provável". A França quer nova ordem regulatória, os EUA, não. O Reino Unido quer FMI mais forte, a Rússia, não. A China quer influência no FMI "e todo o resto quer que a China financie o FMI".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h11

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Onde está a crise?

O site Pay-TV noticia que a Globosat já prevê um primeiro trimestre apertado no ano que vem. E que "programas como 'Happy Hour', do GNT, que tem alto custo por ser diário e parcialmente ao vivo, devem entrar em stand-by no primeiro semestre, voltando, se for o caso, no segundo".

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, pensa diferente:

_ No governo, nos meios financeiros e na mídia, a crise é de matar. Dizem que na proporção de 1929, que, na verdade, só chegou nas ruas em 1932. Será que estamos vivendo esse periodo de incubação? Bom, vou às reuniões de trabalho aqui em Nova York e não se trabalha. Só se discute a crise. Vou para as ruas e nada de crise. Trânsito entupido, táxi só depois das oito da noite, lojas lotadas e todo mundo comprando tudo. Quero um lugar no teatro, não tem, está esgotado. Reserva no restaurante só para a próxima semana. Pombas. Onde está a crise? Alguma coisa está errada. Dos economistas que tenho lido nos jornais e visto na TV, ainda prefiro a minha avó... Nunca vi uma crise tão sem cara de crise.

E conta uma piada em forma de alerta, sobre "chefe novo em época de crise", disposto a cortar quem estiver pela frente.

Escrito por Nelson de Sá às 11h31

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O pacote chinês (e o americano)

Os quatro jornais noticiam o plano de estímulo da China, dado por "grande" no "WSJ", "vasto" no "NYT" e "massivo" no "FT".

"WSJ" e "NYT" dão também que a AIG pode levar mais dinheiro do governo. E o "WP" relata como, sem alarde, o Tesouro livrou bancos de US$ 140 bilhões em impostos, o que seria ilegal.

"WP" e "FT" destacam também os planos em preparação por Barack Obama, como o corte nos impostos para a classe média e a elevação dos impostos para as "rendas mais altas". O jornal financeiro fala em pacote "big bang", abrangendo do estímulo à indústria automobilística a ações sócio-econômicas.

Enquanto o "FT" noticia a perda de 70 mil empregos em Wall Street, o "NYT" alerta que, para enfrentar o déficit do Estado de Nova York, o governador estuda cortes em saúde e educação e quer renegociar os salários dos servidores.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h08

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4 trilhões

Na manchete de papel, "o governo liberou um pacote de investimento de 4 trilhões de yuan até 2010 para ampliar a demanda interna e animar a economia em desaceleração". Na manchete on-line, neste momento, "ações subiram mais de 7% nesta segunda com a notícia do plano de estímulo econômico".

Sobre a reunião preparatória no Brasil, "G20 concorda sobre necessidade de ação unificada".

Escrito por Nelson de Sá às 09h52

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Gastar, gastar

Na Folha, "o G20, clube de países que somam cerca de 85% da economia mundial, constatou que o risco de recessão é bem maior que o de inflação", daí a determinação de "tomar todas as medidas necessárias para estimular o crescimento não-inflacionário", ou seja, "reduzir os juros e adotar pacotes de estímulo fiscal".

No "Valor", sobre o G20, "os ministros de finanças e presidentes dos bancos centrais do G-20 recomendaram políticas anticíclicas para combater a crise, destacando expansão dos gastos públicos e estímulos monetários". No "Globo", "contra crise, governos aumentarão gastos". No "Estado", o pacote chinês de ontem, com mais gastos.

Na manchete do "Valor", voltado para 2010, o governador José Serra "combina uma gestão fiscal agressiva, para elevar receitas e investimentos, com um rígido controle de despesas, que inclui o arrocho salarial do funcionalismo, origem de algumas greves de servidores".

Na manchete do "Globo" e no "Estado", o "delegado do caso Daniel Dantas", Protógenes Queiroz, "deve ser indiciado" por cinco crimes.

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h53

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O papel emergente

Nas páginas iniciais de "Financial Times" e "Wall Street Journal", "G20 busca papel maior no combate ao tumulto" financeiro e "ministros do G20 prometem cooperação". É o G20 financeiro, no encontro preparatório para a cúpula do dia 15 nos EUA. Na edição de ontem do "Washington Post", "Lula do Brasil defende soluções globais", sobre a abertura do encontro por aqui, no sábado.

O "FT" aponta conflito, não observado pelos demais e pelas agências, entre o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, e o ministro Guido Mantega. Enquanto o americano vê o G20 "muito pesado" e sugere ampliar o G7, hoje dos "países ricos", o brasileiro questiona que, quando chamados ao G7, os emergentes só vão para "tomar café".

   

A versão em inglês do CCTV, o canal estatal chinês, cobriu a abertura do encontro, sábado, com Lula voltando a dizer que "os pobres perdem mais com a crise financeira global". Já o americano Robert Zoellick declarou que, com base no G7 ou no G20, "certamente você vai ter algum grupo envolvendo China, Brasil, Rússia, Índia, México".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h39

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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