Toda Mídia
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A mídia na crise

O SBT anunciou a "dispensa", segundo Flávio Ricco, de autores, diretores "e todas as equipes de cenografia, arte e figurino" de seu departamento de teledramaturgia. Daniel Castro acrescenta que a Band não retorna mais à teledramaturgia em março, "como anunciou ao demitir quase 250 profissionais da área", dias atrás.

Nos EUA, o blog TV Newser informa que a NBC Universal já faz os cortes de um total de 500 profissionais em todas as áreas, a começar da televisão. O Columbia Journalism Review acrescenta que a CNN, apesar de lançar uma agência, cortou "toda a equipe de ciência e tecnologia".

O Gannett Blog relata que os cortes na rede Gannett estão em 1.794 e ainda não foram fechados os números de seu principal título, o "USA Today". Já a rede Tribune Co., segundo o blog Chicago Business, eliminou mais de dez vagas no "Chicago Tribune", que se somam a outras 180 no ano e àquelas feitas em seus outros títulos, como "Los Angeles Times".

E o blog Gawker, reproduzindo os memorandos de demissão enviados nos últimos dias por diretores de "People", MTV, Paramount e outros, tenta ironizar e lança uma "Crítica literária dos anúncios de demissão".

A coluna e o blog voltam no domingo na segunda.

Escrito por Nelson de Sá às 11h03

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Crescem as demissões, caem as vendas

Na manchete do "WSJ", crescem as demissões nos EUA, inclusive em empresas "blue chip" como AT&T, Viacom, Du Pont.

O "WP" ressalta, por outro lado, que grandes lojas como Macy's registraram "as piores vendas de novembro", mês em que começa a temporada de compras, "em 30 anos".

Na manchete do "FT", o "histórico" corte nos juros pelos bancos centrais europeus. O "WSJ" destaca os cortes europeus e diz que o banco central americano, já com os juros muito baixos, estuda alternativas para reagir ao "aprofundamento da recessão global".

"NYT" e "WP" abrem com a resistência do Congresso ao novo apelo das "três grandes", GM, Ford e Chrysler. "WSJ" dá foto de um cansado presidente da GM, sob crítica dos congressistas.

Já o "FT" destaca que as montadoras aceitam até supervisão estatal.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h23

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A culpa americana

O "China Daily" de papel abre com "Negociações tomam dimensão global", sobre a reunião com os EUA. O vice-premiê cobrou como tarefa-chave evitar que a crise avance "sobretudo aos países em desenvolvimento". O presidente do banco central chinês afirmou que "consumo excessivo e confiança no débito, nos EUA, foram as razões da crise".

No site, a manchete já passou à discussão de um imposto sobre combustíveis, parte da reforma para estabelecer mecanismos de mercado no setor.

Escrito por Nelson de Sá às 10h09

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70%

Na Folha, o novo recorde de aprovação de Lula: 70% dos entrevistados pelo Datafolha consideram seu governo ótimo ou bom, contra 64% em setembro, quando se intensificou o noticiário da crise. Ele é aprovado pela "maioria em todos os segmentos socioeconômicos".

Sobre a crise, ainda "não chegou à população", diz Mauro Paulino, diretor do instituto: 78% dizem que sua vida vai melhorar no ano que vem.

Nas manchetes de "Globo" e "Estado", o dólar passou de R$ 2,50, pela queda no preço do petróleo e pela "timidez do Banco Central".

No "Valor", "a crise não mudou os planos do governo para o petróleo descoberto na camada pré-sal". Em dez dias. a comissão criada por Lula propõe o novo marco regulatório e "a tendência, apurou o 'Valor', é o governo propor a convivência de dois regimes de exploração: concessão, para as áreas já exploradas, e partilha, para o pré-sal".

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h01

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Sem ar

Na submanchete on-line do "Financial Times", ontem, o "alerta" de economistas latino-americanos de que "o excesso de títulos do Tesouro dos EUA sufoca o acesso da região ao crédito". Em 2009, deve "sugar capital da América Latina", explicou o blog de Vinicius Torres Freire.

Naquele momento, o G1 entrou com a manchete "Dólar sobe e fecha acima de R$ 2,50". Mas já pela manhã o blog de Luis Nassif postou que "o perigo mora no fluxo de dólar e a saída começa a preocupar". De outro lado, o blog de Míriam Leitão dizia que "o que estamos vendo não é fuga de capitais como em 99" e sim remessa de lucro e a compra de dólar por empresas "ainda encrencadas" nos derivativos.

Lula posou com operários e crianças no Complexo do Alemão, para foto de Bruno Domingo, da Reuters, reproduzida ontem por todo lado. E à noite falou de si mesmo como Dom Quixote por "tentar pregar otimismo" em meio à crise global

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h49

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GM lá, Petrobras aqui

Na manchete do site Meio & Mensagem, os planos das montadoras para 2009 nos EUA, quanto à mídia. "A GM vai reduzir os investimentos em publicidade, mas não tanto quando se podia imaginar."

Em destaque no site Propaganda & Marketing, por outro lado, "a Petrobras pode pode cortar a verba que destinará à publicidade", mas a estatal "não confirma e diz que orçamento está sendo definido".

E Eduardo Ohata, na Folha, informa que "a Petrobras decidiu cancelar o programa pelo qual repassaria verba via lei de incentivo fiscal a projetos ligados ao esporte". Mas seria apenas "uma readequação". E foram mantidos "patrocínios já em andamento", caso do Flamengo.

O Media Guardian informa que os gastos totais em publicidade na Grã-Bretanha devem cair 5,6% no ano que vem, segundo relatório do Group M, subsidiária da corporação de mídia WPP. O quadro seria "o mais sério de todos os países desenvolvidos".

Escrito por Nelson de Sá às 11h18

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Dos metalúrgicos aos bancos centrais

O "NYT" dá na manchete que a central dos metalúrgicos "ofereceu grandes concessões" nos contratos com GM, Ford e Chrysler. E que Barack Obama elogiou o novo plano oferecido pelas montadoras em troca do resgate estatal. Na foto, o presidente da GM no Chevy Malibu "híbrido" que usou para viajar de Detroit a Washington.

O "WSJ" mal registra a movimentação das montadoras e ressalta que o Tesouro "considera encorajar os bancos a oferecer hipotecas" a juros baixos, também destaque no "WP".

Já o "FT" prenuncia "grandes cortes de juros na Europa", para hoje.

Também no "FT", o fundo soberano da China avisou que vai deixar de investir em "instituições financeiras ocidentais" pela "preocupação com sua viabilidade e pela inconsistência nas políticas dos seus governos".  Até "contrastou as recentes mudanças nos EUA com as 'políticas mais claras' de alguns países em desenvolvimento", onde segue investindo. 

  

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h00

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E mais um pacote

Na manchete do "China Daily" de papel, as medidas "para estimular os empréstimos das instituições financeiras a projetos de infra-estrutura, pequenos negócios e compra de residências e carros".

No site, o "diálogo de importância global" entre as equipes econômicas de China e EUA, em encontro iniciado ontem. "Pequim conclamou Washington a estabilizar sua precária economia e proteger seus investimentos [da China] na América", destaca o jornal estatal.

Escrito por Nelson de Sá às 09h25

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Carnificina (e o juro não vai cair)

A Folha abre dizendo que a "Abimaq, que reúne os fabricantes de máquinas e equipamentos, prevê carnificina nos empregos" e "cobra do governo a postergação do pagamento de tributos e juro menor". O ministro do Trabalho também quer juro menor.

O "Globo" abre dizendo que o governo, "contra a onda de demissões", prepara "reduzir impostos sobre lucros e produção das companhias".

Quanto ao juro, o "Valor" informa na capa que o Banco Central já "sinaliza manutenção" e não redução. Argumenta com as "incertezas sobre qual será o impacto da desvalorização do câmbio".

O "Estado" abre manchete e foto para a rejeição da cassação de Paulinho da Força, por governistas e oposicionistas.

 

  

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h48

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Brasil em São Paulo

A Agência Brasil e sites setorizados como Tela Viva e Comunique-se cobriram a chegada da federal TV Brasil a São Paulo, um ano após sua criação e ainda enfrentando resistência.

Está no canal 63, mas em sinal digital. Analógico, só no ano que vem.

Também em 2009, nos estúdios enfim abertos, estréia um telejornal local.

Na foto de Fábio Rodrigues Pozzebom, da Agência Brasil, a presidente da Empresa Brasileira de Comunicação, Tereza Cruvinel, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins,  e o prefeito Gilberto Kassab.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h35

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Globo 19, Record 7, SBT 7

Uma semana atrás, Daniel Castro informou na Folha que a "Record estaciona e já não assusta a Globo". Relata que, "na Globo, a avaliação é que a concorrente perdeu o fôlego para disputar a liderança" e "sua preocupação agora é manter o segundo lugar, ainda não consolidado".

Ricardo Feltrin acrescentou no UOL que, "segundo pessoas próximas, Silvio Santos ironiza o 'preço amargo' que a Record paga na disputa". Mas a "espetacular recuperação" do SBT foi com "Pantanal" e neste fim de ano "Silvio terá que decidir o que vai substituir" sua novela de baixo custo, produzida pela extinta Manchete.

Por fim, Lauro Jardim noticia hoje na Veja.com que "ainda não foi desta vez" que a Record consolidou o segundo lugar. A audiência até 29 de novembro mostra empate com o SBT em 7 pontos, cada uma, na "média nacional". Mas a rede de Edir Macedo "bate o SBT em São Paulo, o maior mercado do país, e no horário nobre".

_ Enquanto isso, a Globo vê a briga pela vice do alto dos seus 19 pontos. Já foi maior, mas ainda é uma confortável distância.

Escrito por Nelson de Sá às 11h44

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"O pior está por vir"

Os quatro abrem com o novo pedido de resgate estatal apresentado pela indústria automobilística americana.

E agora a "GM aceita cortes drásticos", destaca o "NYT". Enquanto as vendas batem no nível mais baixo em 25 anos, diz o "WP", as três grandes "alertam para colapso neste mês", segundo o "WSJ", e prometem gestão mais "magra, inovadora e consciente do meio ambiente", segundo o "FT". Em troca de US$ 34 bilhões.

O "FT" publica artigo de Nouriel Roubini, "Mr. Doom", e dá no alto o enunciado "O pior ainda está por vir", mais a previsão de que "2009 será um ano doloroso de recessão global, deflação e falências".

O "NYT" destaca que não só a Índia mas agora também os EUA afirmam que os atentados em Mumbai foram comandados por paquistantes. O "WSJ" adianta até o nome do líder, Yusuf Muzammil, do grupo Lashkar-e-Taiba, que treinou os terroristas no Paquistão.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h45

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9%, talvez mais

As manchetes on-line e de papel seguem com a previsão de 9% de crescimento para a China no ano que vem, feita pela Academia de Ciências Sociais do país. "Pode ser até mais, conforme a quarta economia do mundo retira todos os obstáculos para estimular investimentos e consumo."

Na foto da capa, os manifestantes "pró-governo" da Tailândia, diante da corte suprema que derrubou o primeiro-ministro após manifestações "antigoverno". A decisão eleva o risco de "choques" entre as duas partes, avalia o "China Daily".

Escrito por Nelson de Sá às 09h16

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Condenado 2

Abrindo Folha e "Globo" e no alto do "Estado", a condenação do banqueiro a dez anos de prisão por corrupção ativa ou suborno.

A crise global avança no Brasil e segue em destaque nos quatro jornais. A produção industrial caiu 1,7% em outubro, em "mudança brusca". A economia "desacelera com rapidez" e "sinaliza recuo do PIB", que "pode ser negativo no trimestre".

Já se fala em "recessão na virada do ano".

O "Valor" acrescenta, na manchete, que a onda de saques dos fundos de investimento é "capitaneada por pequenos e médios empresários, que estão resgatando suas aplicações pessoais para capitalizar a empresa".

 

   

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h33

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Condenado

Na manchete do "Jornal Nacional", "A Justiça condena Daniel Dantas e mais dois acusados de corrupção".

Na manchete do portal UOL, início da noite de ontem, "Daniel Dantas é condenado a dez anos de prisão". No Terra, antes, "Juiz condena Dantas, pede respeito e alfineta Supremo". No G1, depois, "Ministério Público quer 12 anos para Dantas e defesa diz que o processo é nulo". E no iG, início da noite, "Sentença contra Dantas é nula, diz defesa".

No site da Reuters Brasil, ao longo de tarde e noite, "Justiça Federal condena Daniel Dantas a dez anos de prisão".

Na manchete on-line da revista "Veja", "Juiz de Sanctis condena Daniel Dantas a dez anos". E da "CartaCapital", "Daniel Dantas é condenado a dez anos de prisão".

Na agência americana Associated Press, "Banqueiro brasileiro é condenado por corrupção". Na espanhola Efe, "Banqueiro é condenado a dez anos de prisão por tentativa de suborno".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h22

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No Rio

O site Comunique-se destaca que o jornal "Tribuna da Imprensa" deixou de circular em papel, temporariamente. Ele segue on-line, em versão reduzida. A Associação Brasileira de Imprensa lamenta como "um fato muito grave na imprensa brasileira".

Também no site, as demissões no também carioca "Jornal do Brasil" e na paulista "Gazeta Mercantil", títulos da Companhia Brasileira de Mídia de Nelson Tanure. Milton Coelho da Graça fala em 30 ou mais e registra a "versão renitente" de que "o objetivo seria reorganizar e deixar o jornal sem problemas jurídicos", para eventual venda.

Escrito por Nelson de Sá às 10h35

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Globo e os calos

Lauro Jardim informa o faturamento da Globo no terceiro trimestre, R$ 2,04 bilhões, 17% acima do período em 2007. Já a audiência da Globo caiu de 56% do total para 51%. Por outro lado:

_ O endividamento da Globo ficou em US$ 655 milhões, US$ 10 milhões a menos do que o registrado no terceiro trimestre do ano passado. Um ótimo resultado. A partir de agora, no entanto, a crise vai apertar os calos do gigante.

Escrito por Nelson de Sá às 10h01

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Economistas, especialistas, um painel

"NYT" e "WP" abrem com a recessão desde dezembro de 2007, mas abordam com cuidado o Escritório Nacional de Pesquisa Econômica, NBER, destacando seu relatório como de vagos "economistas", no primeiro, ou "especialistas", no segundo. O "WSJ" abre com o Fed de Ben Bernanke, que promete "mais ação" enquanto a queda "se arrasta", e descreve o NBER como um "painel".

O "FT" dá manchete central para a "evidência cada vez maior" de recessão e qualifica o NBER como "a mais prestigiosa autoridade econômica independente dos EUA".

Ainda sobre a crise, o "WSJ" adianta que o Goldman Sachs deve registar um prejuízo de US$ 2 bilhões no trimestre.

"NYT", "WP" e "FT" abrem fotos de Barack Obama com sua secretária de Estado, Hillary Clinton, mas o "WSJ" evita. No primeiro, os dois trocam um olhar quase romântico. O "FT" avalia que a "equipe de segurança nacional" se inclina para os "falcões".

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h32

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"Pessimismo dissipado"

Na manchete on-line, o "top think tank" do país, a Academia de Ciências Sociais da China, "relatou que o crescimento do PIB deve ficar em torno de 9,8% este ano e pelo menos 9% em 2009". Em suma, diz o jornal estatal, "o pessimismo sobre uma desaceleração precipitada foi dissipado". Logo abaixo, na home, os EUA "oficialmente em recessão".

Na manchete de papel, por outro lado, a "massiva" queda nas exportações de laticínios, "graças ao escândalo do leite contaminado".

Escrito por Nelson de Sá às 09h17

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A recessão oficial

Folha e "Estado" abrem com o antes obscuro Escritório Nacional de Pesquisa Econômica dos EUA, que deu o país em recessão "oficial" desde dezembro de 2007.

A primeira destaca também, da crise no Brasil, que o governo admitiu exportação menor do que a meta este ano. E o segundo ressalta o recuo nas vendas da indústria automobilística, de 25,7%.

O "Valor" abre com a "gestão mais cuidadosa, com ferramentas de controle de risco", na administração das empresas brasileiras, depois das perdas em operações com derivativos por Sadia, Aracruz, Votorantim.

O jornal informa que a Shell "avalia participação" no grupo Cosan, que havia comprado os ativos da Exxon no Brasil, vencendo a Petrobras.

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo"Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h35

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A rainha da comédia

Já saiu a "Vanity Fair" de janeiro, com Tina Fey na capa e o enunciado "Um novo presidente americano! Uma nova namoradinha da América!".

O longo perfil/entrevista feito por Maureen Dowd, colunista do "NYT", com "a rainha da comédia" não se restringe à imitação de Sarah Palin, que a celebrizou no ano de eleição. Mas informa que uma piada com a vice no "Saturday Night Live" chegou a ser vetada pela campanha republicana, de tão grosseira, e que a comediante se angustiava por ter carregado demais contra "uma mãe" como ela.

Por outro lado, falando à revista, seu marido revela que a cicatriz em seu rosto vem do ataque de um desconhecido, quando ela era criança.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h26

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PMDB, Globo e o controle

O Observatório do Direito à Comunicação acompanhou a audiência na Câmara sobre as concessões de televisão, a começar das cinco da Globo.

O coletivo Intervozes questionou o Ministério das Comunicações de Hélio Costa (PMDB) por não fiscalizar as exigências para renovação, como a proporção para jornalismo e os limites de propriedade. O representante do ministério disse que "o fechamento de delegacias no governo passado ainda pesa". E o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação criticou que a desculpa de falta de estrutura só esconde a "falta de vontade política para o Estado exercer sua função".

Além da fiscalização, as entidades cobraram novas exigências para a renovação, como “proibição de arrendamento ou subconcessão". Argumentam que as emissoras precisam cumprir sua função de "serviço público". O consultor jurídico da Abert, o lobby da televisão, Alexandre Jobim, filho do ministro Nelson Jobim (PMDB), rebateu dizendo que "as concessionárias comerciais não precisam atender a todo o público, uma vez que pertencem ao sistema privado".

Em outra comissão da Câmara, no mesmo dia, o Grupo Abril defendeu um limite de 30% para a concentração da TV por assinatura. O argumento é que "hoje a Net e a Sky possuem juntas 80% do total de assinantes do mercado" e "ambas têm um sócio em comum", as Organizações Globo. E o problema avança por "todos os elos da cadeia":

_ O programador dominante, a Globosat, é do mesmo grupo que controla o acesso à distribuição.

Escrito por Nelson de Sá às 11h10

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Guerra urbana

"WSJ" e "WP" abrem com relatos detalhados dos três dias de batalha em Mumbai, na Índia, que "mostram que toda cidade grande pode ser vulnerável a este tipo de guerra urbana", avisa o primeiro, ou como os militantes exploraram "as vulnerabilidades para entrar na cidade e espalhar o terror em minutos", diz o segundo.

O "NYT" destaca a renúncia do ministro indiano do interior após os ataques. E também a "equipe escolhida a dedo para uma mudança na política externa" por Barack Obama. Hillary Clinton e "um corpo ampliado de diplomatas" vão buscar conter conflitos.

No "FT", o apelo do presidente do Paquistão, em entrevista exclusiva, para que a Índia não "puna" seu país pelos atentados.

Da crise, o "FT" noticia que as americanas "GM e Ford buscam ajuda da Suécia", abordando seu governo sobre a compra parcial por Volvo e Saab.

E o "NYT" mostra que os "descontos profundos", que levaram os americanos às lojas no feriado de Ação de Graças, foram tão grandes que muitas cadeias devem ver lucros ou reação no longo prazo.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "NYT" e "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h32

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A melhor aposta

Na manchete on-line e antes na capa de papel, "775 mil fazem teste para emprego público". Descreve como "um fenômeno e tanto" que tantos estejam disputando apenas 13,5 mil vagas. "Eles sabiam" que só passariam 175 em cada 10 mil, no exame de ontem, mas "empregos no governo são a melhor aposta em tempo ruim".

Na manchete de papel, com foto, "Todos precisam dar uma mão", sobre a campanha de Pequim e da ONU para "combater a discriminação" contra portadores de Aids.

Escrito por Nelson de Sá às 08h47

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Para além de Santa Catarina

Folha e "Estado" seguem com as enchentes, que atingiram também Rio e Espírito Santo e podem levar à "calamidade na saúde" em Santa Catarina, onde 100 mil tiveram contato com água contaminada.

O "Valor" abre com a Petrobras indiretamente afetada pela crise, que "já trouxe dificuldades às empresas que venceram concorrências para construir para a estatal 12 plataformas de perfuração". Algumas delas tiveram que "adiar para 2009 o fechamento de operações sindicalizadas com os bancos para financiar as obras".

Destaque na Folha, "estudo da ONU prevê que, no pior cenário, com agravamento da crise mundial, o PIB brasileiro cresça apenas 0,5% em 2009". Já o "Estado" informa que o "varejo aposta nas classes C e D para repetir o Natal de 2007".

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo"Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h17

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Jogo de cintura

A revista do espanhol "El País" relacionou ontem "Os protagonistas de 2008". Abrindo a edição, Lula assinou "É hora da política", escrito às vésperas do encontro do G20 em Washington. Argumentou o que repete dia após dia, em favor de uma mudança na "arquitetura" mundial.

Ontem no também espanhol "La Vanguardia", mais sobre Lula, com página inteira do Brasil com "jogo de cintura", "o Bric da estabilidade", abrindo pela cena do brasileiro à direita de George W. Bush no G20, "todo um símbolo da posição que o país ganhou na economia mundial".

Não é só a Espanha de Santander e Telefónica que vê esperança no Brasil. O "Washington Post" destacou ontem na coluna de mercado que "em meio ao barulho" em Wall Street "uma tendência positiva emerge" por Brasil e outros, com alta na Bolsa.

No inglês "Guardian" de sábado, um relato sobre a crise "distante" para áreas como o Jardim Pernambuco, que segue erguendo "mansões de milionários sobre a zona sul do Rio, o coração da alta sociedade brasileira". O "mercado AAA" não se abala. O correspondente ironiza que Lula no poder "coincide com o boom para os super-ricos".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h07

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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