Toda Mídia
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Feliz 2009

Quem sabe a "Economist" erra de novo, agora sobre a crise no ano que vem?

Agradeço a todos os leitores. A coluna e o blog voltam no dia 12 de janeiro.

Escrito por Nelson de Sá às 12h00

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"About 2008: sorry"

Saiu a lista com os grandes erros de imprensa nos EUA e na Europa. Entre dezenas de exemplos, o "erro do ano" foi a reportagem do "Los Angeles Times" sobre a morte de Tupac Shakur, com documentos fraudados. A correção (o Erramos) do ano saiu no "Miami Herald", do colunista Dave Barry:

_ Na coluna de ontem sobre badminton, errei o nome do jogador guatemalteca Kevin Cordon. Peço desculpas. Em minha defesa, quero registrar que na mesma coluna eu havia escrito corretamente Prapawadee Jaroenrattanatarak, Poompat Sapkulchananart e Porntip Buranapraseatsuk. Quando cheguei a Cordon, meus dedos estavam exaustos.

Em cobertura política, o destaque de 2008 foi o francês "Le Monde", por ter misturado os nomes da mulher atual e anterior de Nicholas Sarkozy, publicando "Cecilia Bruni-Sarkozy". Pelo segundo ano consecutivo, os erros com o nome de Barack Obama foram uma das "tendências". E "os próximos quatro anos serão interessantes".

E em sua edição "O Mundo em 2009" a "Economist" apresenta uma correção para "O Mundo em 2008", publicado um ano atrás, com o título "Sobre 2008: desculpa":

_ Quem poderia imagina que o ano veria uma crise engolir nomes antes fortes, de Freddie Mac e Fannie Mae a AIG, Merril Lynch, Wachovia, Washington Mutual? Nós, não.

Escrito por Nelson de Sá às 11h44

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Maior e maior

O ano termina com nova "empresa de entretenimento". Lauro Jardim informa na Veja.com que o grupo gaúcho RBS, em "expansão sem volta a outras regiões", se associou ao grupo ABC de Nizan Guanaes para criar a Maior. "A surpreendente associação tem um ponto em comum, Armínio Fraga, sócio da ABC e da RBS, e Pedro Parente, presidente da RBS, dupla que trabalhou no governo FHC", no Banco Central e na Casa Civil.

Mônica Bergamo informa na Folha que Paulo Zottolo, do movimento Cansei e ex-presidente da Philips, vai comandar a empresa.

Meio & Mensagem e Tela Viva já haviam noticiado a aproximação de Armínio Fraga da RBS, há dois meses, parte da "estratégia de crescimento do conglomerado de mídia" para outras regiões. E a expansão continua. O Meio & Mensagem abre em manchete que o próximo passo é comprar a Elemídia, de publicidade "out of home" em São Paulo.

Escrito por Nelson de Sá às 11h05

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Quem paga Bill

O "WSJ" abre manchete e os demais destacam a revelação, afinal, dos "doadores" da fundação de Bill Clinton, ex-presidente. Nos quatro, atenção ao potencial "conflito de interesses" para Hillary Clinton como secretária de Estado.

O "NYT" ressalta o dinheiro de países do Oriente Médio como a Arábia Saudita, mais Canadá, Índia, Nigéria e Ucrânia. O "FT" acrescenta Taiwan e Austrália. Na lista do "WP", registro para os mais de US$ 25 milhões da Unitaid, "uma organização de compra de drogas financiada por França, Brasil, Chile, Noruega e o Reino Unido".

Sobre a crise financeira agora global, "NYT" e "WSJ" afirmam que os adversários americanos China e Rússia têm sua estabilidade ameaçada.

Por outro lado, nas manchetes laterais de "WP" e "NYT", George W. Bush já fala em "falência organizada" para General Motors e Chrysler.

O escândalo Madoff segue nas capas, inclusive na manchete do "FT", sobre bancos como PNB Paribas e HSBC que emprestaram para fundos "alimentarem" a fraude.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h00

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Desemprego e "um presente"

O jornal estatal ressalta, no papel e no site, o pronunciamento do presidente Hu Jintao para celebrar os "30 anos de reforma e abertura". Diz ele que o país vai seguir à frente com ambas e com o "sistema socialista", que transformaram a economia chinesa na quarta maior do mundo.

Na foto, Zeng Gusheng, "que foi demitido de uma estatal" e "recebeu um presente especial do governo no 30º aniversário da reforma e abertura: um apartamento subsidiado".

Escrito por Nelson de Sá às 09h48

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Não às "medidas de exceção"

Na manchete da Folha, para fechar o ano, Lula "mandou recado aos empresários: o governo não irá se engajar na flexibilização das relações de trabalho e não vê motivo para demissões neste momento". Diz que deveriam pagar os funcionários "com parte dos lucros que acumularam".

Da série de decisões de fim de ano em Brasília, a Folha ressalta a aprovação da compra da Brasil Telecom pela Oi. O "Valor", a criação do fundo soberano, "mas sem dotação" pois a "oposição impediu votação do crédito no Orçamento".

O "Estado", que o Orçamento tirou recursos do PAC e da área social com "remanejamentos feitos para garantir projetos dos parlamentares". O "Globo", que o Senado aprovou uma série de gastos "na madrugada", como o aumento nas vagas de vereadores.

O "Valor" adianta, na manchete, que o plano da Petrobras para 2009/13, a ser votado hoje, confirma o plano de investir US$ 30,9 bilhões em novas refinarias, como aquela do Maranhão de José Sarney e Edison Lobão.

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h01

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Lula vs. Obama

A revista "Economist" fecha o ano com balanço da política externa brasileira a partir da cúpula na Bahia. Avalia que "o Brasil pode ser a potência em ascensão nas Américas, mas está descobrindo que a ambição diplomática pode causar ressentimento".

Da cúpula em que "pela primeira vez todos os países da América Latina e do Caribe se encontraram sem a presença dos Estados Unidos ou de europeus", evidenciou-se "a mensagem: agora é o Brasil, com economia em crescimento e um presidente popular em Lula, e não os EUA a potência líder na região".

Mas o ressentimento ressurgiu na "substância" do encontro, sem acordo sobre tarifas no Mercosul ou sobre o secretário-geral da Unasul. Por fim, avisou a revista, a estrela da Cúpula das Américas em abril será Barack Obama, também ele "um líder popular". Quer dizer, "o Brasil se tornou de fato muito mais influente na região. Mas não é o único jogo na área".

A cúpula seguiu "a batida do samba, mas com alguns fora do ritmo", afirma a "Economist".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h54

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O futuro da mídia

O instituto Pew soltou sua terceira pesquisa sobre "O Futuro da Internet", com projeções de especialistas para daqui a uma década. Alguns resultados:

1. Será apagada a divisão entre vida pessoal e profissional.

2. O celular ou que nome tenha será a principal ferramenta de acesso.

3. A guerra entre defensores da propriedade intelectual e os "crackers" vai continuar.

Escrito por Nelson de Sá às 11h53

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Madoff, Madoff, Madoff

"NYT", "WSJ" e "FT" abrem fotos de Bernard Madoff, que comandou a fraude financeira, de volta a seu apartamento na Park Avenue.

O primeiro informa que o esquema atinge toda a indústria imobiliária de Nova York. O segundo, que a comissão de valores mobiliários (SEC) há dois anos identificou a fraude, mas abandonou o caso. O terceiro, que o fundo Fairfield, o mais atingido, deve processar a empresa de auditoria PwC, que não identificou a fraude.

Sobre a crise, o "FT" abre com o "mergulho" do dólar depois do juro "quase zero" nos EUA. O "WSJ", com a "redução recorde" de produção anunciada pela Opep, que não afetou os preços do petróleo.

O "NYT", com o relato de que "os lucros em Wall Street eram miragem, mas não os bônus" dos executivos dos bancos de investimento. O "WP", com a suspensão por um mês da produção na Chrysler.

O "NYT" destaca, por outro lado, a prisão de 35 integrantes do Ministério do Interior do Iraque, que reorganizavam o partido sunita Baath e "planejavam golpe", com ações de unidades de elite.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h24

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A festa abatida

O "China Daily" relembra no papel e no site os 30 anos de "reforma e abertura" do país, com jovens diante da exposição de 800 fotos em Pequim e o enunciado "É hora de se alegrar _e refletir", alertando que "a comemoração deveria ser eufórica, mas será emudecida em meio ao abatimento econômico global". Na manchete on-line, "Presidente Hu saúda a reforma de três décadas", que foi "adotada pelo Partido Comunista da China".

A manchete de papel destaca que o governo, "em nova tentativa de levantar o mercado imobiliário", cortou impostos e relaxou normas hipotecárias.

Escrito por Nelson de Sá às 09h53

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Um dos principais alvos de Madoff

Nos quatro, o Conselho Monetário Nacional liberou e os bancos terão de R$ 88 bilhões a R$ 95 bilhões, para ampliar o crédito.

Não segundo o Banco Central. O "Valor" diz que "técnicos afirmam que não visa à expansão do crédito", sendo "apenas mais um passo na adaptação do país a Basiléia 2, acordo que visa a dar solidez ao sistema".

O "Estado" destaca que Itaú, Santander e Safra venderam aplicações na fraude do ex-presidente da bolsa Nasdaq, Bernard Madoff. O país "é um dos mais expostos" ao golpe, daí a "intensa procura de investidores brasileiros por escritórios de advocacia" em São Paulo. E também das "gestoras, para entender seu grau de co-responsabilidade".

_ O Brasil era um dos principais alvos de Madoff por causa da riqueza gerada nos últimos anos, especialmente via aberturas de capital, os IPOs que formaram uma geração de milionários.

Acabou a primeira cúpula latino-americana da história e a cobertura brasileira destaca o biquíni de Michele Bachelet, "piadas" sobre George W. Bush e a formação do que se chama de "OEA do B".

 

  

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h58

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Um primeiro sinal?

Os sites de "New York Times" e "Financial Times" ressaltaram ontem que Barack Obama indicou para secretário de Agricultura um defensor do etanol e até de "reduzir a tarifa sobre o etanol de açúcar do Brasil". Ele é próximo de Hillary e Bill Clinton, com interesses na área, Brasil inclusive.

A redução defendida pelo futuro secretário, nota o "FT", "não é grátis" e requer o fim da "conversão da floresta tropical à produção agrícola".

Paul Kennedy, historiador em Yale, propôs ontem áreas do mundo que deveriam ser priorizadas por Obama, no "International Herald Tribune". "Primeiro, América Latina. Visitas que fiz a México, Brasil sugerem que existe um desejo amplo por uma relação equilibrada com o primo ianque".

O site da Americas Society, instituição de política externa voltada ao hemisfério, postou afinal sobre a cúpula latino-americana na Bahia. Diz que "sublinha não só a crescente liderança do Brasil, mas também a chance de Lula servir como mediador nas relações EUA-Cuba".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h51

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35%

Na manchete do site Propaganda & Marketing, a Petrobras definiu um corte de R$ 70 milhões nas "ações de publicidade para 2009", reduzindo o orçamento para R$ 200 milhões. É "35% a menos do que em 2008".

Escrito por Nelson de Sá às 11h58

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A história não pode esperar

Depois de algum suspense, com especulação maior sobre Sarah Palin, a "Time" confirma que Barack Obama é a "Pessoa do Ano", porque "a história não pode esperar".

Entre os finalistas que a revista considerou, ficaram para trás o secretário do Tesouro, Henry Paulson, o presidente da França, Nicholas Sarkozy, o cineasta chinês Zhang Yimou e ela, Sarah, celebridade política.

Escrito por Nelson de Sá às 11h24

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Agora, imprimir dinheiro

Os quatro jornais abrem manchetes para os juros perto de zero.

O "NYT" acrescenta que o Fed avisou que vai "imprimir quanto dinheiro for necessário para reanimar os mercados de crédito" e que Barack Obama reuniu por quatro horas sua equipe econômica para detalhar seu plano de estímulo, que pode chegar a US$ 1 trilhão. Também o "WP" sublinha que o Fed promete usar "todas as ferramentas disponíveis".

O "WSJ" mostra que é a menor taxa de que se tem registro na história e também registra as eventuais futuras medidas. E o "FT" diz que o Fed, temoroso de deflação, adentra "território desconhecido".

Sobre a fraude em Wall Street, o "WSJ" destaca que a comissão de valores mobiliários dos EUA vai investigar suas próprias "ligações" com o esquema do ex-presidente da bolsa Nasdaq. O "NYT" relata o ambiente de luxo e celebridade que cercava o fundo, inclusive na cobertura.

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h30

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Intervenção à chinesa

Nas manchetes de papel e on-line, a China está para enviar uma frota naval à Somália para combater piratas, "uma fonte militar informou ontem ao 'China Daily'". O governo da "Somália dá boas-vindas à presença naval chinesa". E o Conselho de Segurança da ONU liberou ações por terra e ar.

Também em destaque, a China comprou mais títulos do Tesouro e "consolidou seu lugar como maior credor da dívida americana". Na foto de papel, o filho de chineses Steven Chu fala como secretário de energia indicado por Barack Obama.

Escrito por Nelson de Sá às 10h01

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Juro lá e cá

O juro quase zero definido pelo banco central americano é destaque nos quatro jornais. Na Folha, um gráfico compara a taxa real, já negativa em 3,3% nos EUA, com os 8% positivos no Brasil. O "Valor" traduz, do "WSJ", que o Fed "promete continuar implementando medidas não-convenciais".

O jornal financeiro destaca que o sindicato dos metalúrgicos do ABC, ligado à CUT, está disposto a negociar redução de jornada e outras medidas para preservar empregos. O "Globo" diz que o sindicato dos metalúrgicos de Osasco, ligado à Força, já reduziu jornada "e salários".

O "Estado" diz que Lula vai "estimular acordos", mas não quer o governo envolvido "diretamente nas negociações".

O "Estado" abre foto de Raúl Castro entre Hugo Chávez e Lula e diz que "Cuba ganha apoio na cúpula", que questiona hoje o embargo americano.

A Folha abre foto de nova enchente em Joinville, enquanto o "Globo" reproduz o desvio de doações, do "Jornal Nacional" de anteontem.

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 08h47

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"Compañero Lula"

Os enviados dos espanhóis "El País" e "ABC" e de sul-americanos como o "Clarín" destacaram ontem, da América Latina reunida para a "macrocúpula na Bahia", que o Brasil quer uma "estratégia regional para Cuba"; "abre caminho para Cuba regressar aos órgãos multilaterais"; "vê mais próximo o ingresso de Cuba na OEA".

A agência cubana Prensa Latina reproduziu o discurso de Raúl Castro. Ele saudou em nome do irmão "a primeira cúpula que reúne todas as nações ao Sul do rio Bravo", disse que "Cuba reafirma sua disposição irrestrita para trabalhar com vocês". No fim, "muchas gracias, compañero Lula".

Sobre os EUA, o canal Al Jazeera e outros destacaram de Raúl que "a era de concessões unilaterais acabou". Ele cobra de um primeiro "gesto" dos americanos. "Não temos pressa. Se Mr. Obama quer conversar, vamos conversar. Se não quer, não vamos."

Ele foi, é claro, manchete no cubano "Granma". Sobre a "intermediação do Brasil para um diálogo" com Obama, "preferiu não se pronunciar".

Às vésperas da cúpula que tem Cuba por protagonista, o "Miami Herald" iniciou série sobre a Revolução Cubana aos 50, a serem celebrados em janeiro. Avalia que "os ganhos se esvaem, o desespero perdura".

O colunista Andres Oppenheimer participa do esforço, que deve se prolongar por dez edições, e escreveu um texto três vezes maior do que o usual, sob o título "Depois de 50 anos, Cuba tem pouco para mostrar".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h34

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Record vs. Globo, agora em papel?

A colunista Karla Sarquis publicou na "Gazeta Mercantil" que a Rede Globo "começou a desenhar a sucessão no comando" e "Carlos Henrique Schroder, diretor da Central Globo de Jornalismo, é o mais cotado para o lugar de Octávio Florisbal".

A Globo respondeu via Comunique-se que "não existe nenhuma previsão de afastamento do Florisbal, nem de que o substituto seria o Schroder".

A newsletter Jornalistas & Cia. noticiou uma negociação em andamento entre Record e "Jornal do Brasil", do grupo da "Gazeta Mercantil". E o mesmo Comunique-se foi questionar a rede, abaixo, em pingue-pongue:

_ Sabe-se que há interesse da Record de investir em jornalismo impresso. Alguma negociação em vista?

_ Não há nenhuma negociação em vista.

_ Fontes asseguram patrocínio da emissora numa revista de TV do "Jornal do Brasil". Pode nos falar sobre isso?

_ Já enviamos nota de esclarecimento... A Record desconhece a existência de negociação.

Escrito por Nelson de Sá às 11h48

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Mais da fraude "vasta", "gigante"

O "WSJ" segue com manchete para a "vasta" fraude em pirâmide de Bernard Madoff, cujas operações foram liqüidadas ontem, e é acompanhado por "NYT" e "FT", com adjetivos como "gigante".

O primeiro relaciona novas vítimas em Hollywood e em "fundações judaicas". As fundações em geral são destaque também no segundo. E o terceiro se concentra nos bancos europeus.

O "NYT", que deu a notícia ontem no site, abre manchete e foto para a decisão de Caroline Kennedy de concorrer à vaga de Hillary Clinton no Senado. O governador de Nova York, que escolhe o novo senador, "não a desencorajou". O "WSJ" também destaca, com foto.

O mesmo "NYT" ressalta a pergunta "Um crime ou só conversa?", ouvindo advogados para quem "as partes mais saborosas" das gravações do governador de Illinois não mostram crime, ao negociar vaga no Senado.

"WP" e "NYT" ressaltam que, ao atirar o sapato em Bush, o jornalista iraquiano virou um "herói" para os árabes.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h26

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Juros caem e caem

Os destaques de papel e on-line do jornal estatal, inclusive foto de embarque no aeroporto de Taipei, seguem com a nova "era direta" nas relações com Taiwan. Na economia, destaque para a previsão de novo corte nos juros americanos. "E a China pode agir também."

O "China Daily" também traz na capa a foto com o sapato atirado contra Bush, em texto com algum humor, mas tentando ser respeitoso com o presidente americano.

Escrito por Nelson de Sá às 10h07

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"América Latina para os latino-americanos"

A Folha abre manchete e o "Valor" destaca acima do logo, com foto, as declarações do chanceler Celso Amorim na véspera da Cúpula da América Latina e Caribe sobre Integração e Desenvolvimento (Calc), na Bahia.

"Não é desejável" nem "possível", afirma Amorim, que os Estados Unidos retomem a hegemonia na região. Na foto aberta pela Folha, um sapato simbolizando, no Iraque, a rejeição aos EUA.

"Valor" e "Globo" destacam que brasileiros tiveram perdas bilionárias com a fraude do ex-presidente da bolsa Nasdaq, Bernard Madoff.

Como no início da cobertura das perdas com derivativos no Brasil e ao contrário do que faz a imprensa americana, não se apresentam os nomes de bancos, empresas ou "ricaços brasileiros" atingidos. As ações que mais caíram foram de bancos, assinala o "Globo", a começar do Unibanco.

O "Globo" usa nova projeção do lobby privado IBPT para dizer que a carga tributária bateria "recorde" no ano. E o "Estado" segue na campanha contra os direitos trabalhistas com a CSN, que "convocou sindicato para rever acordo coletivo e evitar demissões".

Já o "Valor" traz ranking mostrando que as 200 maiores corporações do país "faturaram juntas R$ 1,7 trilhão no ano".

 

  

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h05

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BC, a campanha

Henrique Meirelles, ainda presidente do Banco Central, em manchete do portal Terra à Reuters Brasil, saudou "a recuperação do crédito".

Mas o "demo" Cesar Maia abriu a semana dizendo em seu ex-blog que "comentam em São Paulo que Luiz Gonzaga Belluzzo é candidatíssimo ao BC". E Kennedy Alencar postou antes na Folha Online que Meirelles até passou recibo à pressão de Lula, mas manteve os juros e "errou". E o ministro Miguel Jorge saiu dizendo: "Não considero o BC parte do governo. Se fosse, o presidente daria uma ordem e ela seria cumprida".

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h57

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"Cuidado: cenas fortes"

Na corrida por audiência também on-line, que explodiu com o caso, o site do jornal carioca "O Dia" postou na sexta-feira um vídeo com o aviso "Cuidado: cenas fortes". Mostrava o corpo do ex-marido da atriz Suzana Vieira, Marcelo Silva, num estacionamento, vestindo cueca, "com uma mancha de sangue perto da cabeça".

O site Comunique-se ouviu críticos do "abuso" da liberdade de expressão e o editor-executivo, para quem a imagem é de interesse público.

Agora pela manhã no Blue Bus, Elisa Araújo nota que também as revistas "Veja" e "Época" tiveram "seu dia de tablóide inglês", com enunciados como "Vida e morte de novela" e "Drogas, traição e morte".

PS - O vídeo deixou de ser exibido.

Escrito por Nelson de Sá às 11h48

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Ciro e a vilã

Abandonado nas especulações de imprensa sobre 2010, Ciro Gomes renasceu ontem na Rede Globo, no "Domingão do Faustão", em depoimento como marido da atriz Patrícia Pillar, que faz a vilã da novela "A Favorita". A partir de 9min30s, no vídeo abaixo:

Escrito por Nelson de Sá às 11h23

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E os bancos perdem mais

"WSJ", "NYT" e "FT" seguem com o escândalo financeiro do investidor Bernard Madoff, com a revelação de perdas bilionárias dos bancos Santander, PNB Paribas, UBS, HSBC e Nomura, do magnata de imóveis e mídia Mort Zuckerman e até da fundação de Steven Spielberg.

O "WP" destaca que as normas de restrição aos altos vencimentos dos executivos, no pacote de resgate dos bancos, seriam ineficazes.

Na manchete do "FT", o apelo do presidente do Banco Central europeu para que os governos evitem "indisciplina fiscal" nos planos de estímulo.

"NYT" e "WSJ" deram as imagens de George W. Bush no Iraque, mas evitaram o alto da capa. O "WP" deu no alto, mas também com destaque menor que jornais sul-americanos ou europeus. Nos enunciados irônicos, "presidente escapa de ataque de sapato" etc.

 

 

Para as imagens originais, "NYT" ("enlarge this image") e "WP". Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "WP" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E "NYT", "WSJ" e "WP" no Newseum (por Estado americano, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 10h31

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A estagnação chega à indústria

A home do "China Daily" traz a notícia no alto, mas não como manchete, "Estagnação doméstica e internacional diminuiu a produção industrial" em novembro, de "modo mais agudo que o esperado", efeito de demanda e investimento menores.

Nas manchetes de papel e do site do jornal estatal, o "novo amanhecer" nas relações com Taiwan, com o reinício hoje dos serviços aéreo, marítimo e postal, "encerrando um veto de quase seis décadas".

Escrito por Nelson de Sá às 10h08

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"Cão"

Folha, "Globo" e "Estado" abrem seqüência de imagens com o jornalista iraquiano que tentou acertar George W. Bush com sapatadas, aos gritos de "é um beijo de despedida, cão".

E também dão imagens do primeiro dos vários shows da cantora Madonna no Brasil, que supostamente "ferve o Maracanã", mas sob chuva e "com público menor que o esperado".

Nas manchetes, como reflexo da crise, o "Valor" noticia que as empresas abertas serão obrigadas pela Comissão de Valores Mobiliários a detalhar os salários dos executivos. E o "Globo" diz que as tarifas de energia e os preços de remédios, entre outros, "poderão subir" no ano que vem, em função da alta no dólar.

A Folha informa que "nada impede que a tele nacional resultante da compra da Brasil Telecom pela Oi seja vendida a estrangeiros". E o "Estado" destaca que, como as "vencedoras não conseguiram cumprir as exigências", o governo paulista "deve" rever a concessão de rodovias.

 

 

Para as imagens originais, Folha ("fac-símile da capa"), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (por país, à esq.).

Escrito por Nelson de Sá às 09h22

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"Não deixe de consumir"

Abrindo os telejornais de Band e Record, sábado, nos feirões de carros, "é só baixar o preço que o consumidor comparece". Na manchete do "Jornal Nacional", "No primeiro sábado após as medidas contra os efeitos da crise, concessionárias ficam lotadas".

E ontem à tarde, em meio ao noticiário sobre Madonna, Zeca Camargo espalha que "o domingo está agitado" na 25 de Março. "Só um terço das lojas planejava abrir, mas depois de sábado, quando um milhão de pessoas passaram aqui, decidiram que era um bom dia para vender. O comércio já sonha com um bom Natal, apesar da crise."

Para reforçar, a manchete do "Jornal da Band" de anteontem foi para o populista José Luiz Datena. "Exclusivo. Presidente Lula diz que vai anunciar novas medidas contra a crise e pede mais uma vez que o brasileiro não deixe de consumir. Contratação de Ronaldo Fenômeno pelo Corinthians também foi assunto..."

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h44

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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