Toda Mídia
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A corte de Obama

Às vésperas da posse, Barack Obama corteja a mídia sem parar. Encontrou-se esta semana com os principais colunistas de esquerda e direita, inclusive Maureen Dowd e Frank Rich, David Brooks e William Kristol, os quatro do "New York Times". Em coletiva, pediu ideias ao Nobel Paul Krugman, também colunista do "NYT".

Deu entrevistas às principais redes, primeiro NBC ("Meet the Press"), depois CBS, ("60 Minutes"), por fim ABC ("This Week"). E entrevistas ao "Los Angeles Times", ao "USA Today" e ao "Washington Post".

Faltou uma entrevista ao "NYT", o que pode ter levado ao incidente da semana. Para falar ontem ao "WP", Obama visitou sua redação e uma repórter do "NYT" que cobre o presidente eleito, Helene Cooper, fez uma nota para o pool de cobertura descrevendo:

_ Cerca de cem pessoas _talvez repórteres do "Post"?_ esperavam a chegada do presidente eleito, torcendo e sacudindo seus copos de café. O pool é mantido numa van do lado de fora, enquanto Obama concede sua entrevista ao "Washington Post", e se esforça enormemente para encerrar este relatório sem dizer o que realmente pensa do que está acontecendo.

O "WP" reagiu de bate-pronto no blog Voices, insinuando que a crítica se deveria à inveja do "NYT". E posteriormente negou, em relatos do colunista de mídia Howard Kurtz e do blogueiro Joel Achenbach, qualquer "comportamento impróprio" de seus jornalistas, embora os textos reconheçam que a redação mostrou excitação.

De todo modo, ao menos um jornalista anônimo brincou, segundo  reportagem do mesmo "WP", em meio à corrida para cumprimentar Obama, "Lá se vai nossa objetividade jornalística".

Sem favorita - O colunista Daniel Castro escreve que "a Globo se despede de um pesadelo" hoje, com o fim da novela "A Favorita". Foi "a segunda pior audiência da década", no horário nobre, e o encerramento em janeiro "é totalmente atípico" e poderia "prejudicar a sucessora".

Aparência - Autor de novelas na concorrente Record, Tiago Santiago diz que "a Globo trabalhou muito por 'A Favorita'. Fez um fracasso, para os seus padrões, parecer grande sucesso. Tem um império de comunicação com esse propósito".

Para 2010 - Fernando Rodrigues escreve que, "de janeiro a novembro de 2008, o governo de São Paulo (José Serra) gastou R$ 110 milhões em propaganda". A estatal paulista Sabesp "gastou outros R$ 28,3 milhões", veiculando comerciais até em Salvador, Manaus etc.

Serra lá - O governo de São Paulo passou a disputar espaço com o governo federal, cujos gastos com propaganda foram dez vezes superiores no período, em duas páginas da revista "CartaCapital", na última edição de 2008, reproduzida abaixo:

Escrito por Nelson de Sá às 10h57

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A guerra perdida

O ataque ao prédio do canal Al Arabiya e da Reuters em Gaza foi a gota d'água. No meio do dia, a agência ocidental destacava que a federação internacional dos jornalistas, em Bruxelas, abriu uma investigação sobre "a estratégia de intimidação".

E a nova "Economist" saiu avaliando que Israel "perde a guerra de propaganda". Usa "táticas no front de mídia tão astuciosas" como no front armado _citando da proibição da entrada dos jornalistas ocidentais em Gaza, já em novembro, à oferta de um "batalhão de porta-vozes" para disseminar sua versão a "jornalistas, editores, colunistas". Mas Al Jazeera e outros "floresceram" e mostraram "o sangue, a aflição e a dor" que, por fim, teriam virado "a guerra de palavras e imagens".

Ontem também, registre-se, o jornal "Independent" anunciou que passa a reproduzir em seu site os vídeos da Al Jazeera.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 09h39

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Jornais lá

 

  

Para as edições e capas, "NYT", "WSJ", "WP", "FT" e "China Daily". "WP" e "China Daily" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). Capas de "NYT", "WSJ" e "WP" também no Newseum (por Estado, à esq.).

Para os sites, NYT, WSJ, WP, FT e China Daily.

Escrito por Nelson de Sá às 09h26

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Jornais cá

 

Para as edições e capas originais, Folha, "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). Capas de Folha, "Globo" e "Estado" também no Newseum (por país, à esq.).

Para os sites, Folha Online, Valor OnlineGlobo Online e Estadao.com.br.

Escrito por Nelson de Sá às 08h54

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A mídia como alvo

Aconteceu de novo. Desta vez, o alvo não foi uma sucursal da Al Jazeera, como no Afeganistão e no Iraque, mas da Al Arabiya, o canal de notícias que a Arábia Saudita criou para se contrapor à Al Jazeera. No relato do próprio canal, as coordenadas do edifício, onde também estão a Reuters e a Fox News, havia sido passadas aos militares israelenses:

_ Isto foi definitivamente planejado, isto não foi um erro.

A Reuters relatou que os militares israelenses asseguraram "em várias ocasiões que o escritório não era um alvo". E até que "falaram com funcionários da Reuters pouco antes do ataque para checar a localização da agência em Gaza".

Abaixo, imagem de um dos jornalistas feridos, em vídeo da emissora espanhola TVE já postado no YouTube:

Escrito por Nelson de Sá às 11h17

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A retomada?

Não é só a Globo que está otimista e projetando, pelo menos em entrevistas, "recuperação no segundo semestre". Todo o "mercado prevê retomada no segundo semestre", destaca a nova edição da publicação "Meio & Mensagem".

Aliás, anunciante maior, "setor automotivo voltará a crescer já no primeiro trimestre", destaca a coluna Mercado Aberto, na Folha. É a projeção do economista-chefe da LCA Consultores, "com base em dados de licenciamento e estoque do início deste mês". E a indústria automotiva "puxará para cima a indústria como um todo".

Briga de verão - Na manchete on-line do Meio & Mensagem, "Janeiro acirra briga pela audiência nas emissoras", com Globo e Record lançando "suas principais apostas para o período do verão".

E mais briga - Os sites Imprensa e Comunique-se noticiam que o Globo Online, pelo blog de Ricardo Noblat, chegou a anunciar ontem a prisão de Edir Macedo e seis diretores da Record. Não era verdade.

Por Portugal e Japão - A coluna Ooops posta no UOL que a "Globo gasta mais no exterior para frear apetite da Record". O lançamento da Record Internacional e o envio de correspondentes a Portugal e Japão, entre outros, levaram a Globo a reagir também com novos correspondentes.

TV Brasil vs. TV Cultura - Também as emissoras estatais abrem o ano em conflito. O site Tela Viva informa que, por todo o país, "emissoras educativas estão trocando parte da produção da TV Cultura", do governo paulista, "pela da TV Brasil", do governo federal.

Escrito por Nelson de Sá às 10h00

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A invasão estatal chinesa

A notícia surgiu no "South China Morning Post", jornal de capital privado de Hong Kong, e se espalhou por Reuters, "Financial Times", "New York Times": a mídia estatal chinesa está investindo 45 bilhões de yuans (US$ 6,6 bilhões) para "criar órgãos internacionais respeitáveis de notícias". O plano inclui um canal que seguiria o modelo da Al Jazeera, do Qatar.

Entre as estatais envolvidas estão a agência Xinhua, a rede CCTV e o "Diário do Povo", do Partido Comunista. Em artigo publicado no jornal ideológico do PC, "Qiushi", o chefe de propaganda, Liu Yunshan, escreveu que "se tornou tarefa estratégica urgente elevar nossa capacidade de comunicação até o nível de nosso status internacional".

A origem da notícia foram ofertas de emprego para jornalistas ocidentais em sites como o Danwei, que monitora jornais chineses. Oferecem vagas em títulos como o nacionalista "Global Times", tabloide estatal que terá versão em inglês, e na Xinhua. O site da "Time" nota que "são tempos difíceis para a mídia, mas surge esperança na China. Só que estatal".

Sobre a mídia americana, ontem no alto da home do "NYT", o destaque foi o anúncio pela Gannett de férias forçadas para perto de 30 mil funcionários, por uma semana. A rede é a maior do país, com 85 jornais, inclusive "USA Today", a maior circulação dos EUA. A decisão, sublinha o "NYT", vem depois do pedido de falência da rede Tribune e do alerta do "Seattle Post-Intellinger", prestes a fechar as portas.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 08h19

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Jornais lá

 

 

Para as edições e capas, "NYT", "WSJ", "WP", "FT" e "China Daily". "WP" e "China Daily" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). Capas de "NYT", "WSJ" e "WP" também no Newseum (por Estado, à esq.).

Para os sites, NYT, WSJ, WP, FT e China Daily.

Escrito por Nelson de Sá às 08h00

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Jornais cá

 

Para as edições e capas originais, Folha, "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). Capas de Folha, "Globo" e "Estado" também no Newseum (por país, à esq.).

Para os sites, Folha Online, Valor OnlineGlobo Online e Estadao.com.br.

Escrito por Nelson de Sá às 07h41

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De repente, na Globo, otimismo

O "Jornal Nacional" deu manchete para o otimismo do brasileiro, em "pesquisa inédita" realizada em 17 países. No Brasil, pelo Ibope. Em suma, mostra que "no mundo o brasileiro é um dos mais otimistas":

_ Nas economias emergentes, indianos, chineses e brasileiros parecem estar na contra-mão do mau humor... O Brasil é o vice nesse campeonato: 34% esperam melhora, o dobro dos pessimistas.

Também ontem, por coincidência, o diretor-geral de Comercialização da Globo falou à coluna Outro Canal, da Folha, e ao site Propaganda & Marketing. Previu que a publicidade no Brasil cresça 7% este ano. "A TV aberta e a Rede Globo devem, no mínimo, manter sua participação."

Aliás, diz a Comercialização, "este começo de ano está muito bom, o dobro do que esperávamos". Pergunta e resposta:

_ Como a Rede Globo está encarando a crise?

_ Não estamos usando essa palavra, porque o que esperamos é simplesmente uma certa cautela nos investimentos em mídia.

Telefônica + Record - O site Tela Viva informa que os canais Record e Record News estão disponíveis desde o dia 6 no serviço de TV por assinatura via satélite (DTH) da Telefônica, mercado em alta no país. E que o SBT saiu.

Oi sem conteúdo Globo - O site Pay-TV informa que "é praticamente certo" que a Oi vai lançar seu serviço DTH "sem os canais Globosat", inclusive SporTV, em função do custo. Sua prioridade é chegar ao consumidor com "uma oferta de preço agressiva".

Cultura sem Luis Nassif - O jornalista postou ontem em seu blog no portal iG: "Acabo de ser comunicado pelo Gabriel Priolli da não renovação do meu contrato com a TV Cultura".

Escrito por Nelson de Sá às 10h28

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"Who, me? Black?"

A semana da posse de Barack Obama coincide com a estreia de sites de política externa nos EUA. Dias atrás a "Foreign Policy" relançou o seu.

E agora é a vez do GlobalPost, que vinha tendo despachos adiantados pelo Huffington Post. Ele reúne mais de meia centena de correspondentes pelo mundo e foi saudado pelo site Politico como uma alternativa à decrescente cobertura externa dos jornais americanos.

Para começar, cada correspondente impacto o efeito em sua área de um presidente negro nos EUA. No Brasil, Seth Kugel postou que a eleição americana põe em questão se o país não é, na verdade, "uma sociedade racialmente dividida", registrando que os brasileiros ainda se declaram "pardos". Ou, na tradução-piada, "Quem, eu? Negro? Eu não".

E o site da instituição nova-iorquina Americas Society, buscando influenciar a política externa de Obama e a Cúpula das Américas, a ser realizada em abril, lançou ontem o relatório "Construindo uma Nova Agenda de Crescimento Hemisférico", que foi postado na íntegra, em PDF.

Detalha "meios específicos para retomar o comércio e a integração com a América Latina", inclusive "maior cooperação com o Brasil". Sublinhando sua opção conservadora, o lançamento teve como estrela o jornalista peruano Alvaro Vargas-Llosa.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 09h00

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Jornais cá

 

  

Para as edições e capas originais, Folha, "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). Capas de Folha, "Globo" e "Estado" também no Newseum (por país, à esq.).

Para os sites, Folha Online, Valor OnlineGlobo Online e Estadao.com.br.

Escrito por Nelson de Sá às 08h37

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Al Jazeera para todos

O "NYT" informa que o canal Al Jazeera, fonte de boa parte das notícias e imagens que saem de Gaza, continua sem presença nos EUA, praticamente restrito à transmissão por cabo na capital, Washington. Nada em Nova York, Los Angeles. A emissora do Qatar tem seis repórteres em Gaza, "num conflito em que a mídia ocidental foi proibida de atuar por restrições impostas pelos militares de Israel".

O canal, ao contrário de CNN, BBC, Fox News, também não tem presença na TV paga brasileira, dominada por Net e Sky. Seus vídeos e reportagens ecoam via Record News e telejornais da Record.

Para contornar a censura, a Al Jazeera "experimenta agressivamente com a distribuição pela internet". Sua audiência teria crescido 500% via Livestation e 150% via YouTube, no canal próprio (acima, um vídeo de hoje). E para ampliar seu alcance o canal a partir desta semana libera todos os vídeos por licença Creative Commons, que permite reprodução com simples menção da fonte.

"Surubão" - A coluna Outro Canal informa na Folha que a nona edição do "Big Brother Brasil", que estreia hoje na Globo, terá um quarto com cama para quatro pessoas. Na semana que vem, "quatro participantes serão obrigado a compartilhar a cama gigante", apelidada pela produção de "surubão" ou quarto dos sonhos.

"Espiadinha" - A coluna Zapping registra no "Agora" que o mais recente "Globo Repórter", com "ex-BBBs", alcançou 35 pontos no Ibope da Grande São Paulo. "A atração não dava essa audiência desde 2006." A nova edição da "espiadinha", avalia o Meio & Mensagem, "promete recorde de faturamento para a Globo".

Escrito por Nelson de Sá às 10h37

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A esquerda israelense e a morte de crianças

O "New York Times" dá alto de capa para explicar como "os israelenses se uniram na guerra" enquanto aumentam as críticas pelo mundo, EUA inclusive. No vídeo acima, o jornal ouve cidadãos comuns. Na reportagem, descreve como a esquerda israelense justifica a morte de civis:

_ Boaz Gaon, dramaturgo e ativista pela paz, diz que considerou profundamente deprimente como o público israelense abraçou os argumentos dos militares na explicação das mortes de civis. Mas ele está lívido com o Hamas, tanto pelo que o grupo fez a seu próprio povo e aos civis no sul como pelo seu impacto na esquerda israelense. "O Hamas empurrou o pensamento israelense para 30 anos atrás. Matou o campo pacifista."

_ Moshe Halbertal, de esquerda e professor de filosofia na Universidade Hebraica, ajudou a escrever o código de ética do exército. Ele diz saber por experiência própria quanto discussão precedeu a decisão de que era aceitável matar um alvo legítimo mesmo próximo de civis, acrescentando que houve vários episódios em que foi tomada a decisão errada. Por exemplo, Israel matou um ideólogo do Hamas na primeira semana da guerra e ao mesmo tempo matou ao menos nove de suas crianças. Analisando retroativamente, Halbertal desaprova, acreditando que a decisão foi tomada conscientemente, mesmo que o ideólogo tenha se escondido entre sua família para se proteger, como parece que fez. Ainda assim, ninguém aqui em Israel questionou publicamente a decisão de lançar uma bomba em sua casa e matar civis; todo o sentimento em Israel foi de satisfação e justiça por matar um homem cuja ideologia e atividade haviam sido tão virulentas e destrutivas.

Escrito por Nelson de Sá às 09h46

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Jornais lá

 

 

Para as edições e capas, "NYT", "WSJ", "WP", "FT" e "China Daily". "WP" e "China Daily" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). Capas de "NYT", "WSJ" e "WP" também no Newseum (por Estado, à esq.).

Para os sites, NYT, WSJ, WP, FT e China Daily.

Escrito por Nelson de Sá às 08h00

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Jornais cá

  

Para as edições e capas originais, Folha, "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). Capas de Folha, "Globo" e "Estado" também no Newseum (por país, à esq.).

Para os sites, Folha Online, Valor OnlineGlobo Online e Estadao.com.br.

Escrito por Nelson de Sá às 07h55

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Sul emergente

O site americano World Politics Review preparou, para as vésperas da posse de Barack Obama, um especial sobre a América do Sul, apresentada como "O Continente Emergente", com artigos, por exemplo, sobre "as origens e o potencial da esquerda populista" de Hugo Chávez. A avaliação é que "muito mudou na região, nesta década em que a atenção da América estava em outras partes".

O ensaio central do WPR é de Shannon O'Neill, do Council on Foreign Relations, sobre "a promessa e os perigos da integração sul-americana". Avalia que a integração é um dos fatos "mais notáveis" da região no século 21 e resulta em parte da atenção americana voltada a "outras áreas do mundo". Mas "ainda assim, apesar de sua exclusão do processo, os EUA se beneficiariam da integração", que traria "segurança e estabilidade" à América do Sul.

No artigo sobre o Brasil, Peter Kingstone discute se "o gigante adormecido está acordando", afinal. Observa que "o país tem gerado um grau de interesse e excitação internacional que era inteiramente inesperado até dez anos atrás". Diz que ele "se tornou o interlocutor mais importante dos EUA" na região, em parte "por se contrapor a Chávez", e que a política externa "ambiciosa" de Lula não deve ser muito afetada quando ele deixar o poder.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 07h43

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Internet, "suck it"

A cerimônia do Golden Globe, sob a sombra da crise e de nova greve em Hollywood, é resumida em galerias de vídeos no site da premiação e no Gawker. Mais uma vez, Tina Fey fez a melhor piada e a mais substantiva, questionando a internet, que está aí para não deixar ninguém se achar grande coisa, apesar dos prêmios.

Fey, que produz a série "30 Rock" para a NBC, mandou três comentaristas de internet "suck it", algo como "vão chupar". Deu os codinomes, Dianefan, Cougar-letter e BabsonLacrosse, que postam anonimamente no blog Envelope, do "Los Angeles Times". Os dois primeiros seriam na verdade a mesma pessoa.

A internet é obsessão da TV no ano novo, não só nos EUA mas por aqui. Na global "Caminho das Índias", um personagem é blogueiro, outro tem avatar no decadente Second Life. E o diretor da novela diz que a internet "conecta o público" e "está na ordem do dia". O blog Canal 1 contrapõe:

_ Na verdade, pesquisas da própria Globo revelam que a televisão aberta, principalmente no horário noturno, continua perdendo audiência para o mundo virtual. Não é ainda um bicho-papão, só que incomoda bastante.

Oligopólio 1 - Em Santa Catarina, o Ministério Público entrou com ação contra o grupo RBS para anular a compra do jornal "A Notícia" e reduzir o número de emissoras "ao máximo permitido por lei, duas". O objetivo, noticia o TeleSíntese, é "evitar que o grupo de comunicação passe a tutelar o direito de informação dos cidadãos catarinenses".

Oligopólio 2 - Também por lá, o "Diário Catarinense", do RBS, destacou que a Associação dos Clubes saúda a volta do grupo à transmissão do campeonato estadual, "até pela amplitude que a RBS consegue dar, pelas suas emissoras de televisão, rádio, jornais, internet". A Record, que já havia comprado os direitos, soltou nota e questiona.

Escrito por Nelson de Sá às 10h55

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De olho na Petrobras

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, falou ao "Estado" de sua "tranquilidade quanto à capacidade de o Brasil obter capitais, pelas oportunidades amplas para investidores", começando pela "estruturação de fundos de investimentos em infraestrutura e petróleo e gás".

No mesmo domingo, o "NYT" abriu a contracapa do caderno de negócios com a Petrobras, na foto acima de Eraldo Peres, e avisando das novas "oportunidades" nos emergentes, que devem reagir de forma diversa à crise. Os três gerentes de investimento ouvidos deram o Brasil e a estatal em especial como seu foco para aplicação.

E hoje, com chamada de capa, o "WSJ" informa sobre a especulação de um grande acordo da Exxon, que estaria com dinheiro sobrando pelos anos de alto preço do petróleo. Poderia comprar a Shell, mas, "em especial, analistas veem uma parceira com o Brasil". A Petrobras "encontrou campos gigantescos" e a Exxon "poderia se unir a ela".

Escrito por Nelson de Sá às 09h16

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Jornais lá

 

 

Para as edições e capas, "NYT" (Enlarge This Image), "WP" (Image of Today's Post) e "China Daily" (PDF). Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "WP" e "China Daily" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). "NYT", "WSJ" e "WP" também no Newseum (por Estado, à esq.).

Para os sites, NYT, WSJ, WP, FT e China Daily.

Escrito por Nelson de Sá às 08h02

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Jornais cá

  

Para as edições e capas originais, Folha (Fac-símile), "Valor" e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Valor", "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). E Folha, "Globo" e "Estado" no Newseum (lista por país, à esq.).

Para os sites, Folha Online, Valor OnlineGlobo Online e Estadao.com.br.

Escrito por Nelson de Sá às 07h57

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O fim dos tempos?

A "Atlantic" de janeiro/fevereiro já estraga o ano, para o jornalismo. Notando que "todas as previsões" são de longo declínio até o fim da imprensa, pergunta: "Mas e se o 'New York Times' deixar de existir, digamos, em maio?". Especula como ficaria o jornal só on-line, seguindo talvez o modelo do Huffington Post, e conclui que não seria nenhum "desastre".

O site de mídia Poynter já reagiu, ressaltando que o autor do texto é um produtor de televisão de entretenimento e erra nos números. Contrapõe que o futuro sem papel não vai ceder à cobertura "hype" do HuffPost e já segue o padrão do "NYT" em sites como o Politico.

Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 07h45

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O fim?

A novela BrOi terminou sem barulho, com a conclusão da compra e o "fato relevante" da nova diretoria, no final da semana passada, em cobertura relatorial dos sites Teletime e Tele-Síntese.

O site Meio & Mensagem chegou a destacar em manchete que o jornalista "Caio Túlio Costa deixa o portal iG", mas "ele terá novas atribuições dentro da Oi, nova dona da Brasil Telecom" e do portal.

Record passa SBT - O Radar On-line postou dias atrás os dados do Ibope de audiência nacional em 2008: 15 pontos de média para a Globo (16,1 em 2007), 5,7 para a Record (4,8) e 5,4 para o SBT (5,4). "O ano viu a Record ultrapassar o SBT."

Lula e os jornalistas - Para quem não leu ainda, segue o link com a íntegra da entrevista do presidente para a revista "Piauí", sobre a mídia brasileira, com suas opiniões sobre Clóvis Rossi, Luis Nassif, a Globo, a blogosfera. E não apenas a "azia".

Escrito por Nelson de Sá às 16h27

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A guerra inevitável

A Folha publica especial (assinantes UOL e Folha) sobre a cobertura de mídia em relação a Gaza, com relatos sobre imprensa e canais de notícias.

Phillip Knightley, ex-correspondente de guerra e autor de "A Primeira Vítima", diz que a "autocensura em nome do bom gosto, de todos os canais de TV ocidentais", não vem funcionando.

"A internet está cheia de imagens de corpos enegrecidos e crianças desmembradas. Os porta-vozes são obrigados a desculpas patéticas, como 'o Hamas coloca armas em áreas civis'." Porém "é claro que, se a TV mostrasse a verdadeira e horrosa face da guerra, não seria possível para Israel manter sua posição".

Robert Kurz, sociólogo alemão, escreve:

_ Os interesses dos EUA e de Israel se dissociam. A administração Bush passou a considerar inofensivo o programa iraniano de armamento nuclear. Obama não dispõe mais de uma margem de atuação político-militar. A guerra islâmica contra os judeus é aceita como inevitável... A opinião pública global caracteriza o contra-ataque israelense como "desproporcional". Os palestinos em Gaza são percebidos como vítimas juntamente com o Hamas, como se esse regime não se tivesse imposto em uma sangrenta guerra civil contra o grupo laico Fatah. Assim a propaganda islâmica do massacre da população civil cai em terra fértil. Com efeito, o Hamas transforma a população em refém, ao transformar mesquitas em depósitos de armamentos. A opinião pública mundial ignora isso, pois já reconheceu o Hamas como "poder de garantia da ordem" em meio à crise social. Por isso o pragmatismo capitalista se volta, conforme se pode observar até na imprensa burguesa de orientação liberal, cada vez mais contra a autodefesa israelense.

Celebridade colunista - Estreou ontem a coluna de Bono, vocalista do U2, com periodicidade eventual no "NYT". O cantor escreve sobre o que aprendeu com Frank Sinatra. No release do jornal, ele comentou: "Que honra. Eu nunca fui bom com pontos e vírgulas. Vamos ver até onde podemos levar isso".

Escrito por Nelson de Sá às 16h26

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Revistas

 

 

Para as edições e capas, Veja, CartaCapital, Época e IstoÉ.

Escrito por Nelson de Sá às 15h23

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Jornais lá

 

 

Para as edições e capas, "NYT" (enlarge this image), "WP" (Image of Today's Post) e "China Daily" (PDF). Com acesso restrito, "WSJ" e "FT". "WP" e "China Daily" também no PressDisplay (lista por país, à esq.). "NYT", "WSJ" e "WP" também no Newseum (por Estado, à esq.).

Para os sites, NYT, WSJ, WP, FT e China Daily.

Escrito por Nelson de Sá às 15h23

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Jornais cá

 

Para as edições e capas originais, Folha ("fac-símile") e "Estado". Com acesso restrito, "Globo". Folha, "Globo" e "Estado" também no PressDisplay (lista por país, à esq.) e no Newseum (por país, à esq.).

Para os sites, Folha Online, Globo Online e Estadao.com.br.

Escrito por Nelson de Sá às 15h22

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Blog da coluna "Toda Mídia" (assinantes Folha e UOL), de segunda a sexta, pela manhã, escrito pelo jornalista Nelson de Sá.

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